Tecnologia

Por Bianca Morais

Ana Carolina Sarmento trabalhou durante muito tempo na Diretoria de Planejamento e Expansão da Una, se mudou para Joinville, onde assumiu a liderança da Diretoria de Marketing e Comunicação da UniSociesc, instituição que também integra o Grupo Ânima. Por lá, desenvolveu grande aprendizado, e retornou a Belo Horizonte recentemente para assumir a diretoria da Cidade Universitária.

Com vasta experiência de mercado, Sarmento, promete trazer vários novos projetos para a instituição, incluindo grandes propostas relacionadas a inovação. Em entrevista para o Jornal Contramão, a diretora compartilha experiências de vida e visões de mercado. Confira.

Como surgiu o convite para ser diretora da Cidade Universitária?

O Cicarini, reitor da Una, com quem já trabalhei há um tempo atrás, quando ele era diretor do Campus Liberdade e eu Diretora de Planejamento e Expansão, me ligou e me fez esse convite, dizendo que a Cidade Universitária precisava de um gás diferente, de um olhar mais voltado para o mercado, com mais força de ocupação da cidade de Belo Horizonte. 

Como eu estava em Joinville, juntaram-se duas grandes possibilidades para mim, uma de aceitar e assumir esse desafio, que é algo que me motiva muito, principalmente porque eu entrei na Ânima pela Una, e a Cidade Universitária é o coração da Una e também conciliando a parte familiar, pois já era um desejo ficar mais perto da família. 

Como você avalia sua trajetória no mercado de trabalho e crescimento profissional até hoje?

Uma das coisas mais importantes para mim é trabalhar com algo que realmente faça meus olhos brilharem, encontrei isso na educação, já são 17 anos dos meus 21 anos como profissional da Ânima e realmente fazendo diferença, tanto para as pessoas as quais trabalho, quanto para os alunos que passam pela instituição e também para mim, que vivencio tudo isso.

Tenho muito orgulho e gratidão pelo aprendizado, pelas trocas, pela possibilidade de entregar projetos tão diferentes e que me fizeram crescer. Orgulho principalmente das relações e profissionais que encontrei durante essa trajetória. 

Com tantos anos de mercado, o que você pretende trazer de novo para a Cidade Universitária?

Essa minha ida para Santa Catarina me trouxe um olhar diferente sobre inovação e tecnologia, o estado tem uma densidade tecnológica de inovação muito grande, um ecossistema muito sólido, isso em todas as cidades que atuamos, tanto em Joinville, quanto Florianópolis e em Jaraguá. A gente percebe um ecossistema mais pronto e fazendo aí uma ligação entre os três atores, o público, a academia e a iniciativa privada. 

O que eu pretendo trazer é essa conexão com o mundo do futuro do trabalho, colocando os alunos dentro como protagonistas dessa iniciativa, para que eles possam fazer essa ponte com o que vai ser esse futuro do trabalho. 

Estamos desenvolvendo um grande projeto que internamente temos chamado de Alma Una, que será esse centro de conexões, inovações, conhecimentos e de transformação, no qual os alunos estarão a frente, por meio de uma cocriação e da própria participação do dia a dia dessa comunidade acadêmica, alunos, professores e o entorno.

Um grande objetivo também é abraçar esse entorno, entender as necessidade e colocar essa nossa comunidade acadêmica a disposição na resolução e entrega de projetos que façam realmente a diferença na comunidade na qual estamos inseridos, sempre olhando para os pilares da Una que são: diversidade, inclusão, empregabilidade, acessos e comodidade. 

Quais são suas expectativas para o futuro da Cidade Universitária?

Minha expectativa é que a gente realmente faça uma entrega diferenciada para a nossa comunidade acadêmica e para o nosso entorno, e que sejamos referência em educação no ensino superior em Belo Horizonte.

Falamos também em projetos de transformação, de extensão voltados para o mundo do trabalho e que consigamos colocar a CDU em lugar de destaque na cidade, crescendo nosso número de alunos, fazendo com que as pessoas que pretendem fazer um curso superior deseje cada vez mais estar nesse lugar diferente.

E da Una como um todo?

Tenho a expectativa de tudo aquilo que estamos pensando e construindo na Cidade Universitária possa reverberar para toda Una, e que a Una, seja vista como a escola de referência nos estados de Minas Gerais e Goiás, que possamos ser cada vez mais lembrados como o lugar que prepara os nossos estudantes para o mundo do trabalho, seja qual for este mundo, por meio de competências e habilidades que são desenvolvidas no nosso dia a dia por meio de um modelo acadêmico inovador.

Como você avalia a educação superior como base da transformação do país? 

A educação é a base de transformação de qualquer sociedade, ela está ali no centro dessa transformação, é por meio do acesso ao conhecimento, ao desenvolvimento dessas habilidades que as pessoas conseguem gerar conhecimentos, se empoderar, ganhar confiança, autoestima para poder entregar para o mundo o trabalho que elas aprenderam.

Eu diria que sem educação não temos crescimento, não abrimos nem expandimos. Não evoluímos, a evolução é a base de toda essa transformação, ela começa com uma transformação individual, que vai impactando a família, o mundo do trabalho, e essas transformações somadas conseguem elevar uma sociedade em um patamar de desenvolvimento muito maior, geração ciência, de mais empregos, empreendedorismo, tudo isso como um motor de economia de um país, gerando melhores rendas e melhores condições de vida.

Na sua opinião, como a educação, principalmente nas universidades, vem se transformando através dos projetos de inovação e tecnologia?

Hoje a inovação e tecnologia fazem parte da nossa vida, não tem como dissociar mais, vivendo esse ecossistema de inovação, respirando tudo isso, o que vem de dentro da universidade e do mundo do trabalho, é algo que se conecta, uma interação desses dois atores que entregam de volta para a sociedade algo que vai melhorar nossas condições de vida.

Dentro do próprio ensino superior vemos uma evolução também, por meio do uso de tecnologias dentro das metodologias de aprendizagem, em sala de aula. Não temos como negar que o acesso à informação hoje é muito diferente do que era antigamente, por causa dessa tecnologia que proporcionou tudo isso. Então também precisamos evoluir as metodologias de ensino, as formas de aprender, as novas ferramentas, o debate com os professores, eles que se reinventam e estão mais preparados para essa nova realidade.

Como você avalia o futuro da educação superior pós-pandemia? 

A pandemia acelerou um processo de hibridez das relações, hoje percebemos que não precisamos nos deslocar fisicamente para estar em alguns lugares, em algumas reuniões e da mesma forma a sala de aula. Óbvio que muitas das coisas dependem do presencial, mas muitas vão acabar sendo colocadas em prática com a ajuda da tecnologia, uma tecnologia mais avançada, por meio de simuladores, de realidade virtual, realidade aumentada, e muito vai ser a distância.

Eu enxergo três vertentes dentro da sala de aula, a presencialidade, a sala de aula online e o uso de ferramentas de aprendizagem por meio dessas novas tecnologias, não vejo como voltarmos para o patamar que tínhamos antes da pandemia.

Na sua opinião, quais as características do profissional do futuro? 

A gente tem visto que os profissionais do futuro cada vez mais serão exigidos nas suas competências socioemocionais, então destacamos muito forte a questão da liderança, da criatividade, da comunicação e relacionamento interpessoal, também a flexibilidade, adaptabilidade, que são competências na inteligência emocional a serem desenvolvidas dentro de um contexto educacional que irá colocar esses estudantes diante de situações que exijam isso deles.

Como a Una tem se preparado para formar esses profissionais?

Temos um currículo baseado em competências, ele desenvolve e trás os conteúdos técnicos de uma forma que possibilita o desenvolvimento dessas competências socioemocionais, que vão para além do conteúdo técnico. Ele é integrado, como a vida é integrada, não estamos divididos em caixinhas de disciplinas separadas, a gente trata de problemas de forma interdisciplinar.

Uma outra capacidade é a de resolução de problemas e o nosso currículo nos possibilita tudo isso, também temos componentes curriculares que nos impulsionam nesse sentido, como as próprias práticas dos projetos e cursos de extensão, os trabalhos interdisciplinares voltados e baseados para a resolução de problemas, são técnicas que contribuem para o desenvolvimento e para que nossos alunos saiam mais preparados para esse mundo do trabalho.

Além de profissional você também exerce outro grande cargo, o de mãe. Como você concilia sua carreira com a maternidade?

Ana Carolina Sarmento e família

Outro dia eu recebi uma charge que mostra uma corrida com as mulheres e os homens, as mulheres com aquelas atividades todas da casa, da maternidade. Eu sempre tive a sensação que eu entrei em uma reunião devendo, menos preparada para aquela reunião do que um outro colega.

Digo que é complexo conciliar tudo isso, mas é possível, extremamente possível, e gratificante, porque eu sempre quis ser mãe, eu sempre me enxerguei nesse papel e eu sou muito feliz, não me imagino não tendo meus filhos, é uma responsabilidade enorme e que precisamos nos dedicar, aprendo todos os dias.

Meu grande recado para as mulheres é que elas não desistam das suas carreiras, dos seus sonhos, de serem protagonistas da sua própria vida e que é possível conciliar todos esses papéis, com uma grande rede de apoio, contando com os pais dos filhos como sendo parte, dividindo igualmente essa responsabilidade, apesar das crianças ainda terem essa questão da mãe como uma referência, a gente acaba tendo com eles um papel diferente, mas que tenho buscado sempre tentar fazer com que eles vejam que nós dois temos o mesmo peso. 

Durante a pandemia vimos muitas mulheres abrindo mão de seus empregos para ficar em casa e cuidar dos filhos. Em algum momento isso passou pela sua cabeça?

Não, em nenhum momento isso passou pela minha cabeça. Os meus filhos são um pouco maiores, por isso eles têm um pouco mais de autonomia. Foi um desafio, mas eu sempre tive na minha cabeça de que a gente iria passar por isso junto, como eu disse, ter o pai das crianças comigo, dividindo essa responsabilidade da aula online, quando um não pode o outro pode estar ali ao lado deles, pensar em alternativas para eles nesse momento de isolamento que fosse para além das telas, busquei uma professora que pudesse dar aula umas duas vezes na semana, principalmente para o meu menor, que teve muita dificuldade de adaptação sobre o ensino remoto. É pensar em alternativas junto com meu marido, e ter persistência, resiliência, porque tinha dias em que tudo dava errado, todo mundo ficava nervoso, mas em nenhum momento o pensamento de desistir assim.

Qual o principal desafio enfrentado por você no dia-a-dia?

Acho que o principal desafio é ocupar um cargo de liderança importante e conciliar alguns compromissos com os outros papéis, o de mãe, esposa, dona de casa e de filha. Acho que conciliar isso e manter o equilíbrio, sempre pensando no bem estar de todo mundo é bem difícil.

Outro desafio é separar o profissional do pessoal, é impossível, não existe isso, nós somos uma pessoa só, mas saber colocar limite, no momento em que você está se dedicando ao trabalho e na hora em que você está se dedicando aos seus filhos, saber até aonde você vai com uma coisa e com outra. Acho que isso é muito importante, até a hora de parar, de dar atenção para um filho, de olhar ali pela educação deles, um outro grande desafio é fazer esse dia a dia deles ser produtivo e construtivo, de grandes desenvolvimentos, gerando memórias afetivas, de estar presente, isso tudo para mim é muito importante para que eles cresçam e se tornem adultos emocionalmente saudáveis.

Precisamos também nos manter saudáveis, ter um tempo para a gente, o tempo do lazer, do esporte, da prática do esporte, para cuidar da saúde, do corpo, e da própria mente, porque esses esportes nos desconectam do ritmo frenético e nos conectam conosco.

Tudo isso falta tempo, o desafio é conciliar tudo e sem ter culpa se as vezes não deu certo, se em um dia, não produzi o tanto que tinha que produzir, ou não fiquei com meus filhos o tanto que gostaria. Não sentir culpa e levar de uma forma leve, porque afinal a vida é uma só, e temos que ser felizes para conseguir evoluir, acho que estamos aqui para isso, evoluir através das relações que a gente tem com as pessoas.

Estando onde chegou, qual conselho você daria às mulheres que enfrentam diariamente as dificuldades do mercado de trabalho?

Não desistam, lutem pelos seus sonhos, busquem ao máximo o seu desenvolvimento e crescimento, lembre-se que vocês são incríveis, que cada uma de nós tem um talento que precisa ser colocado a favor do mundo. Descubram e valorizem seus talentos, sejam felizes, tenham um propósito e se realizem.

 

Edição: Daniela Reis 

 

 

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E hoje tem mais uma live especial sobre aviação!

O bate-papo desta vez será sobre Empreendedorismo e Aviação será com o Dr. Ozires Silva, nosso excelentíssimo patrono da Aviação e Engenharias, que tem uma trajetória inspiradora na aviação, com o Kerley Alberto, coordenador dos cursos de Manutenção de Aeronaves e Pilotagem Profissional de Aeronaves, nossos ex-alunos e o Cláudio Luchesi, editor da revista Asas.

Dr. Ozires

Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA), contribui para grandes feitos na concepção da aviação hoje.

Dr. Ozires foi um dos fundadores da Embraer, uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo. Além do grande alcance no setor aeronáutico, presidiu a Petrobrás e foi ministro da Infraestruturae das Comunicações. Em 2008, iniciou sua trajetória no grupo Ânima.

👉 Não perca!!!!
Empreendedorismo e Aviação ✈
22 de outubro, às 19h

Transmissão via Youtube:
bit.ly/empavi2210

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Sua empresa e/ou produto com maior visibilidade nas redes

*Por Mariana Siqueira

Às vezes você fica sem saber como criar um post para sua empresa? Não sabe de onde tirar ideias? Preparamos um conteúdo especial para auxiliar você alavancar seu negócio na rede.

É fato que as empresas estão investindo em suas redes sociais e de acordo com os últimos dados divulgados pelo Instagram, apenas a rede possui mais de dois milhões de anunciantes ativos. Usar o Instagram para promover negócios e produtos é fácil, barato e pode trazer resultados bastante significativos. Mas, para fazer sua empresa ter uma boa imagem na rede é necessário seguir alguns passos. De acordo com Hugo Andrade, redator da empresa G30, é importante acompanhar as tendências do mercado e conhecer bem o seu cliente.

Ele conversou com a nossa equipe e explicou como faz no seu dia a dia:

“Nosso repertório é o que nos define. Reúno o que aprendo em páginas que me inspiram com aquelas que têm a ver com o universo do meu cliente. Durante a produção, sempre confiro se tudo está coeso e alinhado com o posicionamento on-line dele. Isso me ajuda a escrever mais. Quanto mais escrevo, mais perto chego do resultado ideal. Para isso, preciso dos 4 “quis” de um bom redator.

Em tempos de bombardeio de informações, tenho que saber sintetizar.

Tenho que saber falar a mesma coisa, de maneiras diferentes.

Tenho que escrever corretamente. Um erro de português tira toda credibilidade do cliente.

Tenho que saber escrever título. É isso o que vai te diferenciar de tantos outros posts. Fazer um bom título é saber colocar uma ideia em uma frase. Note que ele diz sobre todos os “quis” acima”, explica.

Passo a passo para montar seu post

  • Entenda o que estão pedindo:

Ao receber sua demanda, você precisa compreender o que é solicitado. É necessário saber o que pesquisar e o que a empresa necessita.

  • Faça uma pesquisa aprofundada:

É importante você estar por dentro do assunto! Fazer pesquisas e estudar sobre o que foi pedido é um passo super importante desse processo. Assim, lá no final do seu trabalho você vai ter mais facilidade em fechar o trabalho.

  • Qual linguagem utilizar?

Existe a linguagem da internet. Os bordões e expressões são formas informais para facilitar a leitura de quem lê o conteúdo. Assim como existe a linguagem que cada área e cada empresa aborda. Você precisa ponderar e equilibrar duas na hora de conversar com o público.

  • Faça um brainstorming:

Antes de começar a legenda, é bom ter alguns insights. Colocar no papel tudo o que pensou até esse quarto passo. Jogue todas as ideias para a tela do seu computador. Assim você vê o que pode ser utilizado ou não.

  • Hora de produzir:

Agora você está pronto para fazer a sua legenda. Ufa! Ficou fácil, né?! O indicado é ter aproximadamente 3 linhas, ou seja, faça uma rápida introdução, ligue ao assunto/informação essencial do post e conclua seu texto. Não se esqueça das hashtags, no máximo 5, viu?!

  • Imagem:

Chegamos à imagem! É hora de dar sentido ao seu texto. Lembre-se, você não pode encher de textos e é necessário chamar seu leitor para ler a legenda.

  • Revisão:

Finalizou? Não! Antes de concluir seu post é necessário revisar. Dê uma pausa rápida, tome um ar, volte e releia. Veja se seu post tem sentido, se fez o que foi solicitado e se não há erros de português. Se sim, parabéns! Seu post está pronto.

Organizar e dividir a criação do seu post em etapas torna a sua produção mais rápida e eficaz. Use desses métodos para facilitar o seu trabalho poupando tempo e sendo mais produtivo. Gostou? Agora é só colocar a mão na massa, bom trabalho!

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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A tecnologia chegou para facilitar e transformar a vida das pessoas

Por: Mariana Aroni

Programado por meio do celular, o despertador toca. Você acorda, desliga-o, desbloqueia o telefone e entra em suas redes sociais. Vê, por meio de um post, que sua loja favorita está com diversas promoções. “Momento perfeito para comprar aquele produto que tanto queria”, pensa. Após realizar a compra, por celular mesmo, entra no site de buscas e verifica como está a temperatura em sua cidade, para saber que roupa usar. Enquanto prepara o café, escuta rádio, para saber as principais notícias do dia. Lembra-se de fazer o depósito da taxa de condomínio, entra no aplicativo do banco e já realiza a transferência. Junto ao café, responde as conversas que deixou acumular na caixa de entrada do app de mensagem. “Ah, preciso contar para Fulano sobre a nova série incrível, lançada, ontem, naquele aplicativo de streaming”. Dá mais algumas checadas nas redes sociais. Acaba por se distrair, e, quando percebe, já está atrasado! Toma um banho correndo. Como já perdeu o ônibus, decide pedir um carro no aplicativo de caronas pagas, para ir ao trabalho. “Ooops! Esqueci o lanche na geladeira. Ah, peço alguma coisa pelo aplicativo de comida”.

E aí, você identificou-se com a descrição acima?

A tecnologia tem se revelado grande aliada da humanidade. Impossível pensar em algo em que ela não esteja presente. O grande facilitador, a permite nosso acesso a tantas tecnologias, é a internet.

Criada nos Estados Unidos, em 1969, a rede mundial pertencia ao Departamento de Defesa daquele país. Sua função era interligar laboratórios de pesquisa para permitir a comunicação entre cientistas e militares. Após alguns anos, em 1982, seu uso se ampliou para assuntos educacionais e acadêmicos, e, pouco depois, disseminou-se para o ramo comercial. Chega ao Brasil em 1988, com o foco em assuntos educacionais. Sua popularidade, por aqui, se inicia a partir de 1994, ao se expandir para uso comercial. Desde então, diversas mudanças ocorreram.

Dados da pesquisa “TIC Domicílios”, realizada em 2019, mostrou que aproximadamente 127 milhões de pessoas no Brasil já têm a internet como parte de seu dia a dia. O número equivale a 70% da população. O celular é o principal meio de acesso à rede mundial, sendo responsável por 97% dos acessos.

Com pouco mais de duas décadas na vida dos brasileiros, a internet conseguiu revolucionar a vida das pessoas. Os adventos tecnológicos estão tão incrustados na sociedade que é inimaginável viver um dia sequer sem o auxílio deles. A tecnologia permite acessar contas bancárias, pedir comida e transporte por aplicativos, encontrar alguém para namorar, conversar com pessoas do outro lado do mundo, fazer compras e, até mesmo, trabalhar sem sair de casa. Tais rotinas seriam impensáveis há alguns anos.

“Resolvi pesquisar rotas e meios de transportes, para alguns lugares, no Google, que me sugeriu o Moovit. Desde então, só ando com ele ligado, como um mapa do tesouro”, afirma Isabela Paradela, técnica em mecânica. O Moovit permite criar rotas de viagens para transporte público, como ônibus e metrô. “A tecnologia mudou, e continua mudando, uma série de coisas em minha vida. Além da comodidade, apps como o Moovit me fizeram criar independência, de modo rápido, fácil e seguro”, completa.

Rapidez, acessibilidade e independência são apenas alguns dos benefícios das inovações ao dia a dia das sociedades. Também cresceu o número de pessoas que usam o computador, as redes sociais e a internet como meios de trabalho. São criadores de conteúdo, programadores, webdesigners, marketeiros digitais… Até profissões como motorista, hoje, têm novos horizontes por conta da tecnologia, como no caso de pessoas que trabalham com aplicativos de caronas pagas.

Gerações

A rápida adaptação às transformações e a aceitação das novas possibilidades tecnológicas abrem espaço o debate acerca de como todas essas novidades se instalaram na vida contemporânea. Com tantas mudanças a todo momento, é possível ver que jovens e crianças têm mais facilidade de inserção no mundo virtual e tecnológico. Parte da população adulta sente certa dificuldade, ou apresenta resistência, às novas tecnologias.

“As novas gerações já chegaram em um mundo tecnológico. Ou seja, a tecnologia começou a fazer parte de seu cotidiano desde muito cedo. Por isso, a familiaridade, o aprendizado e a adaptação são bem mais rápidos, e nos dão a sensação de que estão mais abertas às mudanças tecnológicas. Entretanto, elas vivem seu tempo”, afirma Wânia Araújo, antropóloga e doutora em Ciências Sociais pela PUC Minas.

Não é difícil ver adultos e idosos perdidos em meio a tanta novidade tecnológica. Além do desconhecimento, há o medo de compartilhar informações pessoais na rede. Telma Ferreira, servidora pública aposentada, diz que a inovação traz benefícios, como avanços nas pesquisas – principalmente, na área médica –, acessibilidade a informações e comodidade para o comércio, mas, também, pontos negativos, como as fraudes, os roubos virtuais e as fake news.

O receio de ingressar no mundo tecno-virtual traz dificuldades a quem está “de fora” desses assuntos. Telma, por exemplo, afirma ter certa dificuldade com o uso do celular, que apresenta múltiplas funções dispositivas e aplicativos. “Também sinto dificuladade, com a internet e as redes sociais, com o atendimento eletrônico das agências bancárias, e a solicitação de serviços no dia a dia””, explica, ao destacar que encara a tecnologia como forma de progresso: “Mas toda essa modernidade me traz medo e insegurança e afirma. Tanta tecnologia me assusta”.

Wânia Araújo lembra que, como todo e qualquer processo que traz alterações, e muda as formas de viver e interagir socialmente, é necessário que se passe o tempo, para que as novidades sejam assimiladas e passem a fazer parte do cotidiano das pessoas. “Isto se aplica a qualquer tipo de mudança na sociedade. A adaptação à novidade, seja ela de que ordem for, demanda tempo. Algumas mais, outras menos”, explica.

Para o bem ou para o mal, a tecnologia veio para ficar. É certo que a sociedade se adapta e transforma sua forma de encarar toda essa mudança a cada inovação – o que irá requerer que as pessoas saibam filtrar e medir o quanto de tecnologia participará de suas vidas. “Vivemos um tempo de contradições mais complexas”, completa Wânia Araújo.

*A matéria foi produzida sob a supervisão do professor Maurício Guilherme Silva Jr. e da jornalista Daniela Reis

Por: Hellen Santos

Hoje a televisão é um dos meios de comunicação mais usados de todos os tempos. No dia 11 de agosto, no Brasil, é comemorado o dia da TV em homenagem à sua padroeira, Santa Clara de Assis, que nasceu nesta data. No Brasil, este aparelho só chegou em 18 de setembro de 1950, quando foi inaugurada a primeira emissora brasileira: a TV Tupi, a 67 anos atrás.

O grande comunicador dos anos 50 era o nordestino Assis Chateaubriand, um dos homens mais poderosos do Brasil. Trabalhou em vários jornais até fundar o Diário Associados, fundando também a primeira emissora PRF3 TV difusora ou popularmente falando, Tv Tupi.

A Tv era um artigo de luxo, no Brasil nos anos 60 só existiam 200 mil exemplares. Nessa época as produções eram todas feitas no improviso, sem técnicas específicas, só com base no que era produzido pela rádio e o teatro.

Programas de Auditório e Novelas

Os programas de auditório e as novelas foram e ainda são um dos produtos mais visados e feitos pela tv brasileira, unindo diariamente diversos telespectadores diante do que conhecemos como um dos equipamentos mais populares da atualidade.

O primeiro beijo demorou cerca um ano para ocorrer na Tv. Em 1951, a jovem atriz Vida Alves, chegou para marcar seu nome na história da televisão brasileira. Ficou conhecida por dar o primeiro beijo exibido na tv em Walter Forster, na novela “Sua vida me pertence”, primeira telenovela a ser exibida na tv Tupi. Foi um pequeno selinho, mas marcante para uma geração cercada pela censura. Em 1963, ela marcou novamente, desta vez dando o primeiro beijo lésbico na atriz Geórgia Gomide, no teleteatro “A calunia”.

Em 1955 “ O céu é o limite” foi primeiro programa de perguntas e respostas com premiação que foi exibido na tv. A Tv Paulista, ainda em 1955, estreava “O mundo é das mulheres”, primeiro programa feminino exibido e apresentado por Hebe Camargo, considerada grande figura na história da tv até hoje. A emissora também foi responsável pelo aparecimento do ícone Silvio Santos em 1965.

Depois da Tv Tupi, as emissoras não pararam de aparecer. No final da década 60 já existiam cerca de 6 emissoras na ativa. Nessa época também apareceu a publicidade, representando a época em que as emissoras começaram a disputar por audiência. Os programas tinham o nome dos patrocinadores, um exemplo era “Grande Gincana Kibon”, programa de sucesso da TV Record, com programação infantil de maior sucesso que durou mais de 16 anos.

A Record foi a pioneira em exibir programas musicais, que revelaram grandes nomes como Roberto Carlos, Elis Regina e Jair Rodrigues, nomes fortes na música popular Brasileira.

No dia a dia dos brasileiros, nenhum outro meio de comunicação foi mais presente ou influente do que a televisão. Mesmo famílias que vivem em casas simples, sem acesso à infraestrutura básica, costumam ter pelo menos um aparelho de televisão em sua residência.

 

Uma  das dúvidas mais recorrentes para quem está se iniciando no universo da fotografia e da produção audiovisual é: qual câmera devo comprar? Essa é uma questão que, além de envolver aspectos relativos à viabilidade financeira pessoais, deve ser desconstruída.

É comum para os fotógrafos de longa data ouvir as pessoas dizendo que o bom equipamento é “quem” faz as boas fotografias. Em resumo, por meio de um conjunto de lentes, a luz é levada até uma câmara escura. Por meio de dispositivos manejados pelo fotógrafo (ISO, Diafragma e Obturador), a luz será gravada, seja em um sensor digital ou em um filme fotográfico. A câmera, nada mais é do que a ferramenta utilizada pelo fotógrafo para registrar determinado momento, não a câmera.

O entusiasmo e a cultura de consumo que são instaurados em nossa sociedade nos faz acreditar que quanto mais caro o equipamento, melhor será a fotografia que poderá ser realizada por ele. Isso é um engano. O fator preço das marcas que estão presentes no mercado envolve uma série de questões históricas, mercadológicas, de controle de qualidade e de especulações que irão ditar seus respectivos valores.

Gustavo Miranda é jornalista, fotógrafo independente e fotojornalista freelancer, integrante do coletivo Sô Fotocoletivo, em Belo Horizonte. Para ele, o que importa na hora de comprar um novo equipamento é o propósito destinado a ele. “A qualidade de uma fotografia é determinada pela leitura da luz e da iluminação da cena. Tanto o equipamento, quanto o olhar do fotógrafo, influenciam na qualidade da fotografia. Porém, vale enfatizar que o olhar do fotógrafo é a matéria-prima para a qualidade fotográfica. De nada adianta um bom equipamento, se ele não tiver cultura fotográfica”, enfatiza.

De fato, os equipamentos mais caros possuem tecnologias e qualidade de imagem final superiores aos equipamentos com preços inferiores. Porém, isso não determina a qualidade técnica do fotógrafo: é ele quem irá fazer a fotografia, independente do equipamento que estiver usando, seja uma Pinhole de 5 reais ou uma Leica de 30 mil.

Mas afinal, qual câmera devo comprar? A resposta é, depende. A sua escolha deverá se pautar sobre a finalidade da sua fotografia. Você é uma pessoa que gosta de viajar, visitar novos lugares e quer compartilhar suas fotos com amigos? Compre um bom smartphone! Existem modelos no mercado que irão surpreender no quesito Câmera Fotográfica, além de possuir as funções básicas de um telefone celular.

Se você é uma pessoa que gosta de fotografar os amigos, os momentos diversos da vida e do seu cotidiano mas, não abre mão de praticidade, leveza e mobilidade pesquise sobre os modelos Bridge ou Superzoom, o custo benefício deles é o melhor do mercado. Agora, se você é alguém que além de adepto, é um desbravador dos segredos da fotografia, quer conhecer, experimentar e descobrir novas possibilidades (inclusive de qualidade de imagem) pesquise sobre as DSLR, modelo mais utilizado entre os profissionais.

Antes de tomar a decisão sobre qual equipamento pode ser o ideal para garantir uma primeira compra, é importante conhecer as diferentes opções que existem no mercado, bem como, suas vantagens e desvantagens; sejam elas em termos financeiros ou tecnológicos. Procure lojas, experimente as câmeras em suas mãos. Cada uma possui uma forma diferente, sinta aquela que pode deixá-lo mais confortável. Leia, pesquise, converse com fotógrafos. O mais importante, antes de realizar essa compra, é ter a plena consciência dos seus propósitos pessoais, ou profissionais, que destinará à fotografia além das condições financeiras.

Para facilitar, conheça um pouco mais sobre diferentes equipamentos fotográficos que estão presentes no mercado:

Arte 01 Arte 02

Reportagem: Lucas D’Ambrosio