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O lançamento da campanha #SomosTodosParalímpicos, da Vogue Brasil, repercutiu nas redes sociais de modo diferente do esperado. Estrelada pelos atores Cleo Pires e Paulo Vilhena a campanha despertou críticas em torno da representatividade para os atletas paralímpicos. A peça fotográfica traz as imagens dos corpos dos artistas sobrepostas, por Photoshop, aos corpos dos atletas Bruna Alexandre paratleta de tênis de mesa e Renato Leite  paratleta de vôlei sentado. A revista investiu no ensaio tencionando a visibilidade dos atletas paradesportivos, devido ao cenário em que houve a redução do orçamento, a pouca cobertura midiática e as baixas vendas dos ingressos para a competição.

No Twitter, os internautas criticaram a falha na representatividade, uma vez que, a revista poderia convidar um esportista para posar.  “Que negócio estúpido essa campanha da Vogue eu sou deficiente e achei O CÚMULO DO RIDÍCULO.” tweetou @HailYsgramor.  Apesar do retorno negativo da campanha o assunto se manteve nos Trends Topics do Brasil durante todo o dia, a jogada de marketing na visão de alguns deu certo “Se a Vogue Brasil tivesse pego os atletas paralímpicos não ia ter dado repercussão, sabe por que? Porque o povo não apoia, a grande maioria, não da bola.” tweetou @DiegoSpier.

O Baile Africano promovido pela revista em fevereiro de 2016, também foi lembrado pelos internautas. Na ocasião, a festa pretendia homenagear a cultura Afrodescendente, mas acabou contando com poucos convidados negros e com a presença de atrizes brancas usando penteados e adereços de origem Africana. No Facebook o site que marcou presença na polêmica foi o Sensacionalista, que divulgou uma matéria ironizando o feito, declarando que a magazine irá realizar um editorial sobre a cultura Africana utilizando modelos escandinavos.

O professor do curso de Publicidade e Propaganda, do Centro Universitário UNA,  Luiz Lana comentando sobre o assunto, demonstrou sua insatisfação com a campanha, “Eu achei de extremo mau gosto. Acho que ela tenta promover empatia aos atletas paraolímpicos, mas pisa na bola ao tentar fazê-lo.”  Como resposta aos comentários, Cleo Pires postou um vídeo em sua conta do Instagram, tentando explicar o real sentido da campanha. A paratleta Natália Mayara comentou sobre a repercussão do caso, “Gente a ideia era justamente essa, mostrar que qualquer um pode ser paralímpico! Inclusive atores globais famosos que todos veneram, mostrar que entre nós e eles a única diferença é a condição física. Além da visibilidade que esses atores tem que vai atingir muito mais pessoas pelo mundo. Parem de querer polemizar tudo.”.

Reportagem: Kedria Garcia Evagenlista – Aluna do Curso de Jornalismo do Centro Universitário UNA-ICA

Aplicativo ajuda a evitar medicamentos que causam alergia

Desenvolvido pelo médico e professor Fábio Morato Castro, especialista na área de imunologia clinica e alergia, o aplicativo Alergia a Medicamentos, ajuda o público leigo, médicos e farmacêuticos a descobrirem medicamentos que potencialmente causam alergias em pessoas previamente sensibilizadas.

“As pessoas pensam que são alérgicas às coisas novas e não é verdade. Ela é alérgica ao que usa sempre. É como se o organismo, o sistema imunológico falasse assim: aqui não entra mais isso. E aí ela vai ter sempre reação”, alerta o criado do aplicativo, Dr. Fábio Morato Castro. Segundo a Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia), 12% da população brasileira sofre com alergias desenvolvidas graças a remédios, e 40% se deve a analgésicos e anti-inflamatórios.

“A maioria dos médicos não domina farmacologia, segundo o meu professor de fármaco, porque é uma matéria difícil, acredito que o aplicativo sirva pra enfermagem também, assim como os técnicos, porque ajuda a reduzir o risco de vida do paciente. Só acho que deveria ser mais divulgado pelos próprios alergologistas, porque evita também que o paciente ande com um papel escrito ou, caso tenha hipersensibilidade a muita coisa, tenha que decorar o que pode ou não”, declara a estudante de medicina, Williamina Dias. Assim como a estudante de medicina, a farmacêutica Livia Melo de Almeida, acredita que o aplicativo seja uma inovação para ajudar os consumidores e também os próprios farmacêuticos.

alergia a medicamentos

O aplicativo pode ser adquirido gratuitamente pelo Google Play ou Apple Store, e é muito fácil de ser utilizado. Ele possui duas opções, consulta simples, onde suas informações não serão gravadas ou registrar usuário. Após a escolha entre um dos dois, basta escrever o nome do medicamento que causa alergia e o medicamento que deseja comprar, caso possuam ou não a mesma composição, o aplicativo alerta se deve ser evitado ou se pode ser utilizado.

Por Julia Guimarães

Depois de passar por quatorze estados brasileiros, a Resolução nº 553 da ANATEL, que determina a introdução de um 9º dígito nos números de celulares, chega a Minas Gerais. Os estados de Bahia e Sergipe também receberão a mudança.

Desde às 00h do dia 11 de outubro, o nono dígito já está valendo. A alteração pode ser realizada, mas as ligações feitas com os oito dígitos funcionarão até o dia 21 do mesmo mês, depois desta data quem não adicionar o nono dígito ouvirá uma mensagem alertando a mudança. Esse prazo de adaptação durará até o dia 16 de janeiro de 2016.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL a mudança foi feita para aumentar a disponibilidade de números na telefonia celular e dar continuidade ao processo de padronização da marcação das chamadas. A Resolução deverá ser adotada por todos os estados brasileiros até o final de 2016.

Os estados que já adotaram a o nono dígito são Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Pará, Amazonas, Roraima, Amapá, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. A Resolução deverá ser adotada por todos os estados brasileiros até o final de 2016.

Para facilitar a transição aplicativos de celular já foram criados, eles ajudam mudando o número automaticamente na lista de contatos ou o incluindo na chamada. Algumas opções para Android e IOS:

9d

 

9d+ (Nono Dígito) :

versão para Android clique aqui versão para IOS clique aqui

 

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9Digito:

versão para Android clique aqui versão para IOS clique aqui

 

novo-digito-br

 

Novo Dígito BR:

versão para Android clique aqui

 

9digitos

 

9 Dígitos:

versão para IOS clique aqui

 

Por Gael Benitez

Sala aquarius, um dos locais de velório do Funeral House. Foto: Divulgação

“Tá pela hora da morte” é uma expressão utilizada quando se faz referência a um produto que aumentou de preço e está caro. Crise econômica e inflação instável estão entre os fatores que desencadeiam no encarecimento de tudo o que nos rodeia. Em um sentido mais literal ou subjetivo, pode, também, se referir ao mercado envolvido por trás do “processo morte”. Tal setor ganhou mais destaque recentemente e tem recebido mais atenção de, por exemplo, agências de publicidade que enxergam em empresas do ramo uma oportunidade rentável.

O Cemitério Jardim da Ressurreição, de Teresina, Piauí, ganhou evidência nos últimos meses por seu trabalho nas redes sociais. Por meio do Facebook, a empresa se comunica com seus clientes e possíveis clientes com piadas, trocadilhos e postagens leves. O sucesso foi instantâneo e a página do cemitério já ultrapassa nove mil curtidas.

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Em Belo Horizonte, além dos tradicionais cemitérios que já são conhecidos pela população, como o Cemitério do Bonfim e o Cemitério da Saudade, que realizam, além do enterro, cerimônias de velório, existem espaços que utilizam outras formas de se dar o último adeus. É o exemplo do Funeral House, fundado em 2011 e localizado na região central da capital mineira. Por meio de instalações sofisticadas em uma construção tombada como patrimônio histórico, oferece serviços de bar, velório on-line, entre outros, e faz parte do grupo que administra o Bosque da Esperança e o Parque Renascer. A casa tem funcionamento 24 horas e trabalha em sistema de plantão. O período do velório fica a critério da família, alguns são curtos e outros duram até dias.

Sala aquarius, um dos locais de velório do Funeral House. Foto: Divulgação
Sala aquarius, um dos locais de velório do Funeral House.
Foto: Divulgação

Augusto Bacelar, diretor de arte da Agência Tot, especializada no atendimento de casas funerárias, diz que o mercado está em expansão. Para ele, esse nicho não recebeu a atenção adequada durante muito tempo e, agora, precisa correr atrás do prejuízo. Ainda em entrevista, ressalta a importância de se cuidar da comunicação do ramo e diz que a procura por sua empresa é grande, devido à falta de um atendimento especializado por parte de outras agências.

Bacelar foi indagado sobre o que escreveria em seu epitáfio. O entrevistado, que já trabalhou como agente funerário, gostaria que a frase fosse “Valorize sua vida”. Ele precisa da morte para sobreviver.

Material produzido para a disciplina TIDIR IV do curso de Jornalismo Multimídia do Centro Universitário UNA, ICA – Instituto de Comunicação e Artes, sob orientação do professor Aurélio Silva. O trabalho interdisciplinar IV é uma publicação impressa experimental, em que os alunos produzem desde a pauta até a finalização gráfica, que tem tiragem semestral e blog complementar na web.

Por Gabriel Peixoto

Selfeet de Cintia Souza.

O boom das redes sociais impulsionou as pessoas a tirarem fotos de si mesmas. Além das selfies, outra febre fotográfica acontece na internet, principalmente no Instagram: as selfeets, um retrato dos próprios pés. A atriz Carolina Kasting, por exemplo, tem um perfil exclusivo na rede social para esse tipo de foto. Descrito como “My Daily Feet – um diário”, a artista registra momentos do seu dia-a-dia com uma nova perspectiva.

Durante a produção da matéria encontramos a fotógrafa Cíntia Souza, de 22 anos, tirando uma selfeet na Praça da Liberdade. “Tirar fotos dos próprios pés, na verdade, é o olhar que a gente tem de cima para baixo: eles estão, sempre, na direção do nosso olhar.”, declara enquanto segura o livro que lia antes da entrevista. Souza comenta sobre essa moda poder ser passageira. “Isso ainda não é muito “normal”. Teve uma fase na internet em que a moda era tirar fotos das pernas, até que ficou clichê. Tudo que é novo as pessoas começam a gostar.”, completa. Souza lista os lugares em que seus pés passaram no dia: centro da cidade, rua da Bahia e Biblioteca Pública, onde ela alugou o livro que lia.

“Eu necessito andar em Belo Horizonte para conhecer cada lugar que as pessoas não conhecem. Quando você passa de carro você não presta atenção em nada, enquanto apé você olha para cima, para baixo, sai da visão comum e começa a ter outro horizonte.” – Cíntia Souza

Amanda Dias, de 20 anos, desempregada, tira selfeets quando vê algo interessante, como um chão florido. “Eu gosto de mostrar um sapato novo, uma saia. A foto é pelo todo: não só pelo pé.”, afirma. Dias andou pelo CCBB, por exposições e, inclusive, havia tirado foto dos pés momentos antes de ser abordada, num gramado com margaridas. Já para a estudante Sílvia Triginelli, 15 anos, os motivos são outros. “Ás vezes a gente está tão feio que é legal tirar uma foto de outra coisa, como dos pés.”, aponta. Skatista, ela indica os pontos em que os pés influenciam no hobbie. “Eu remo, eu faço manobras, se os pés não estão na posição certa nada dá certo com o skate.”. Ao seu lado, seu colega Henrique de Lima, estudante de 16 anos ri. “É muito estranho”, critica.

Por Gabriel Peixoto

A revolução no enfrentamento da Hepatite C está vencendo grandes obstáculos para garantir a eficiência do tratamento. Hoje, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro do medicamento Sofosbuvir, indicado para tratar o vírus da Hepatite C.

Este é o terceiro medicamento aprovado pela Anvisa em 2015 – em janeiro aprovaram o Daclatasvir e em março o Simeprevir. Juntos, esses remédios compõem um novo tratamento que é mais eficiente – dura 3 meses e tem um percentual de cura maior, de cerca de 90%. A expectativa é que os medicamentos sejam disponibilizados no Sistema Único de Saúde (SUS) até o final deste ano.

Na Atualização Global no Setor de Saúde feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2014, foi estimado que das 2 milhões de pessoas infectadas pelo HCV (vírus da hepatite C), 80% não têm conhecimento do seu estado serológico. Em nota divulgada pelo Portal da Saúde no dia 23 de outubro de 2014, 15,8 mil pessoas estão em tratamento contra a hepatite C no SUS. Isso significa que, dos MILHÕES de prováveis infectados pelo vírus, somente 15,8 MIL pessoas estão em tratamento.

Tratamento

O tratamento que vem sendo utilizado até o momento é um coquetel que leva Interferon Peguilado injetável, combinado com Ribavirina e em alguns casos vai um inibidor de proteases (Boceprevir ou Telaprevir). É longo, 48 semanas e é custoso, 30 mil dólares – aproximadamente 75 mil reais por pessoa, além de ser penoso – provoca muitos efeitos colaterais adversos.

“Um coquetel tão complicado, sensível e caro é receitado somente por médicos especializados em hepatite C.” explicou Carlos Varaldo, fundador da ONG Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite C. A situação muda com a chegada dos novos remédios aprovados pela Anvisa. “Uma grande vantagem da adoção do novo medicamento é ele ser menos agressivo, mais simples, e é de via oral – o que significa que mais médicos, não só os especializados, poderão tratar dos infectados.” concluiu Varaldo.

E com um bônus: os novos tratamentos são mais baratos que os usados hoje, então à substituição do atual pelos recém-aprovados permitem duplicar o número de tratamentos com o mesmo orçamento.

 

Camila Lopes Cordeiro