Una

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Evento será gratuito, totalmente online e acontece entre 09 e 11 de novembro

*Por Italo Charles

Nos dias 09, 10 e 11 de novembro acontecerá a Maratona de Fact-checking: Eleições – Jornalismo, evento 100% on-line promovido pelo Centro Universitário Una. A maratona tem como objetivo debater a problemática das fake news a partir do movimento de checagem nesse período eleitoral, que sabemos ser propício para a circulação de informações falsas. 

Para fomentar as discussões sobre o tema e elevar a troca de saberes entre os participantes, a jornalista Ethel Rudnitzki, da Agência Pública, apresentará no primeiro dia de evento o projeto de checagem Truco, desenvolvido durante as eleições de 2018.

No dia 10, o professor da Una Luiz Lana será o responsável por apresentar ao público o projeto Checkbot, este que está inserido no cenário atual que passa por grande inquietação devido a disseminação de informações falsas na esfera pública.

O fechamento do evento será  através de uma roda de checagem, onde os convidados levarão aos participantes as metodologias de apuração.

 

Programação

Ethel Rudnitzki da Agência Pública fala sobre o projeto de checagem Truco nas eleições 2018

9 de novembro 

Das 18h às 19h

Sobre Ethel Rudnitzki

Formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Realizou intercâmbio acadêmico na Universidade de Coimbra em Portugal, onde estudou jornalismo com especialização em Estudos Europeus. Trabalhou também como editora e repórter da Revista Viração e do portal Agência Jovem de Notícias, participando de coberturas e eventos internacionais como a Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável e a 22ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima. Na Pública, fez parte do Truco – projeto de fact-checking – durante as eleições de 2018, e produz reportagens sobre redes sociais e desinformação.

 

Professor Luiz Lana apresenta o projeto de extensão CheckBot

10 de novembro

Das 18h às 19h

Sobre o projeto CheckBot

Este projeto se insere no contexto atual de intensa preocupação com o impacto da propagação da desinformação na esfera pública e no crescente crédito atribuído às agências de fact-checking como estratégia de enfrentamento das fake news para atestar que, não o bastante a expansão dessas iniciativas no Brasil e a consolidação de uma literatura sobre a temática, há no país uma escassez de mecanismos dedicados a entender e combater as notícias falsas.

 

Rodada de checagem – 11 de novembro – Das 18h às 19h

Após as conversas com os profissionais nos dias 9 e 10, acontecerá uma rodada de checagem.

As inscrições são gratuitas, acesse: bit.ly/Maratona_eleições

 

**Edição: Dani Reis

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*Por Bianca Morais

Entre os dias 3 e 9 de novembro irá acontecer a 7° edição do festival Lumiar, evento organizado pelo curso de cinema e audiovisual do Centro Universitário Una. Esse ano em decorrência da pandemia o festival será totalmente online com transmissão pelo Youtube e Looke. 

O Lumiar começou no ano de 2015, desde então o evento cresceu muito e hoje é um festival interamericano de cinema universitário muito conhecido na América Latina. O evento que geralmente acontece presencialmente no Cine Humberto Mauro, uma parceria do curso com o espaço, em 2020 irá acontecer de forma digital, gratuita, para todos os interessados em cinema no geral.

Esse ano, o festival tem como tema Estado de Contingência, escolhido pelas curadoras do evento Joana Oliveira, Ramayana Lira e Tatiana Carvalho, ele foi pensado devido a esse momento de incertezas que vivemos em 2020.

“Contingência é a dúvida quanto à possibilidade de algo acontecer ou não, aquilo que é possível, porém incerto. Nem necessariamente falsa, nem necessariamente verdadeira, a contingência indica que algo poderia ter sido outra coisa. Viver em Estado de Contingência é estar imersa na incerteza, mas nunca na impossibilidade” explicam as curadoras.

Dentro do festival temos a Mostra Competitiva, um concurso que conta com 23 curtas metragens concorrendo ao prêmio de melhor filme. Estudantes de toda a América Latina enviaram seus projetos através do edital, que deixa livre o gênero, formato e temática. Como finalistas temos filmes do Brasil, México, Peru, Colômbia, Cuba e Argentina. A seleção das produções foi feita através de uma comissão formada por três duplas, de professores e alunos do curso de Cnema, que assistiram a todos os filmes inscritos e selecionaram os melhores. Nas outras edições do evento a votação também contou com o voto do público, as pessoas recebiam uma cédula na entrada e votavam, esse ano por ser online a decisão ficou por conta apenas do júri oficial.

Além da premiação da mostra competitiva, o evento também vai contar com uma programação bem diversificada, incluindo debates, mesas de bate papo e lançamento de livro.

O debate sobre assédio e estruturas de poder na curadoria de festivais acontece na quarta-feira (4), às 18h e contará com a participação das jornalistas Nayara Felizardo e Schirlei Alves, do The Intercept Brasil, as coordenadoras de festivais e curadoras Amaranta César, do CachoeiraDoc  (BA), Ana Siqueira, do Festcurtas BH (MG) e Marilha Naccari, do FAM (SC).

As jornalista do Intercept Brasil prometem falar suas impressões da reportagem sobre o curador e produtor de cinema Gustavo Beck, acusado de abuso sexual por 18 mulheres.

“Eu entendia muito pouco desse mundo de cinema, mas o que ficou evidente para mim depois de fazer, junto com a jornalista Schirlei Alves, cerca de 40 entrevistas, é que o meio do cinema e a forma como são escolhidos os filmes para os festivais não é seguro para a mulher cineasta e produtora. Elas estão muito expostas a abusos e assédios. Suas carreiras muitas dependem disso, e não dos seus talentos, mesmo que eles sejam inquestionáveis” relata Nayara.

Uma convidada muito esperada para o evento é a roteirista e diretora argentina, Clara Picasso. Ela e sua parceira Eugenia Ratcliffe conduzem a Masterclass Desarrollo de Guión (com inscrições prévias) na sexta-feira (6) às 9h30. Uma verdadeira aula para os amantes de cinema, apresentando recursos e técnicas para a escrita de peças (storyline, sinopse, argumento, carta de motivação, proposta estética) que compõem o folder de apresentação de um projeto audiovisual, estabelecendo as diferenças entre os materiais de trabalho e materiais de vendas.

Além disso, Clara também participa de um bate papo sobre o filme La Protagonista, que dirigiu em 2019. Para acompanhá-la, a atriz Rosario Varela. Ambas atividades terão tradução simultânea.

“Me dá muita alegria fazer parte dessa edição do Lumiar e poder compartilhar minha experiência fazendo o bate papo de La Protagonista com os estudantes de cinema. Meu maior desejo é poder incentivar que cada um encontre seu próprio caminho e se anime a levar adiante seus projetos, valorizando sua própria voz. Nesse sentido, a Masterclass que ofereço junto a Eugênia Ratcliffe tem como objetivo trazer ferramentas para montar uma pasta de projeto audiovisual, tanto em material de trabalho e também como material de comunicação”, diz a roteirista.

O festival terá a sessão Filmes no Isolamento, produzidos exclusivamente pelos alunos do curso de Cinema e Audiovisual da Una. Inicialmente o evento aconteceria no mês de maio, porém a programação foi interrompida por conta da pandemia. Todos os filmes que estão na Mostra Competitiva são de 2019 e 2020 e foram recebidos pelo Júri até fevereiro, por isso, eles não retratam a situação de isolamento.

Quando a produção do Lumiar voltou em agosto, sentiu-se a necessidade de falar desse momento em que vivemos. Um edital especial foi aberto para os alunos enviarem suas produções feitas nesse tempo. Foram selecionados seis filmes para a exibição.

A programação completa do Lumiar está disponível no site una.br/lumairfestival

*Edição: Daniela Reis

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A Fábrica, que é o coletivo dos laboratórios de Economia Criativa do Centro Universitário Una, lança seu programa de entrevista no Canal da Una TV no Youtube. A produção é um bate-papo descontraído comandado pela jornalista Daniela Reis, que também é Líder do Núcleo de Conteúdo da Fábrica. 

Para o lançamento, o Papo com a Fábrica traz uma série de 3 programas comemorativos dos dez anos dos cursos de aviação da Una. O primeiro é sobre Arquitetura e Aviação, com Karol Oliveira, líder do Núcleo de Arquitetura

Confira o programa completo no link!

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E hoje tem mais uma live especial sobre aviação!

O bate-papo desta vez será sobre Empreendedorismo e Aviação será com o Dr. Ozires Silva, nosso excelentíssimo patrono da Aviação e Engenharias, que tem uma trajetória inspiradora na aviação, com o Kerley Alberto, coordenador dos cursos de Manutenção de Aeronaves e Pilotagem Profissional de Aeronaves, nossos ex-alunos e o Cláudio Luchesi, editor da revista Asas.

Dr. Ozires

Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA), contribui para grandes feitos na concepção da aviação hoje.

Dr. Ozires foi um dos fundadores da Embraer, uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo. Além do grande alcance no setor aeronáutico, presidiu a Petrobrás e foi ministro da Infraestruturae das Comunicações. Em 2008, iniciou sua trajetória no grupo Ânima.

👉 Não perca!!!!
Empreendedorismo e Aviação ✈
22 de outubro, às 19h

Transmissão via Youtube:
bit.ly/empavi2210

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*Por Bianca Morais

Quantas vezes você já andou de avião? E em quantas delas você viu uma mulher no comando? 

A resposta para ambas as questões provavelmente será poucas ou nenhuma. De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) no ano passado, enquanto no total foram expedidas 3183 licenças para pilotos homens, para mulheres foram apenas 207. Uma realidade assustadoramente desigual, colocando a profissão de piloto em um patamar quase totalmente masculino. Embora a diferença ainda seja muito grande, a realidade vem mudando ao longo dos anos. Por exemplo, entre 2015 a 2017, o número de mulheres com licença de pilotos privados de avião (PPR) saltou de 279 para 740, aumento de 165% nessa categoria. 

Quando falamos em papéis sociais, condicionamos indivíduos em determinados grupos de uma sociedade. Antigamente, a figura feminina estava relacionada a dona do lar. Porém, após muitas manifestações e batalhas, houve várias conquistas como o poder de voto, acesso à educação, ensino superior e a aclamada entrada no mercado de trabalho. A mulher enfim deixou um lugar que lhe havia designado e até hoje luta pela igualdade dos gêneros. 

Para se ter uma ideia, por anos não se usava a palavra “pilota” para se referir às mulheres que exerciam esse cargo, utilizava-se apenas o adjetivo “piloto”. Como por muito tempo os cargos eram fundamentalmente ocupados por homens, as mulheres não participavam dessa área e não eram nomeadas dentro dela, sendo invisíveis ali. Entretanto, com o aumento da inserção feminina se enxergou a necessidade da mudança. Nomear em feminino a profissão mostra a visibilidade que elas têm ganhado.

Quando se ingressa em uma profissão como a aviação, tanto mulheres quanto homens abrem mão de estarem próximos de parentes e amigos. Não existe uma rotina fixa, por isso são datas especiais, feriados e aniversários longe de casa. Agora, se já é complicado para um homem, imagine para uma mulher que carrega uma pressão social de ser mãe e que precisa deixar os filhos em casa. Ou da esposa que fica dias longe do marido, ou de simplesmente uma mulher independente que coloca seus planos profissionais acima daquilo que se espera dela. Aí surgem os comentários, as brincadeiras e cochichos dentro da família ou no ambiente corporativo.  

A liberdade de poder ingressar no mercado de trabalho foi dada à mulher há anos, porém a sociedade quer encaixá-las em empregos normativos, porque, por mais que não se assuma, grande parte das pessoas querem ver as mulheres crescendo, mas não aceitam que a  independência delas saia do “padrão”.

A maioria das profissionais no ramo da aviação se encontram na classe de comissárias de bordo, mulheres estereotipadas, maquiadas, arrumadas, bem vestidas. Um cargo como pilota muitas vezes é almejado, mas pela falta de incentivo e representatividade o sonho fica pelo caminho. É fato, que o valor dos cursos  são altos, mas se existissem mais encorajamento, com certeza, haveria mais inclusão, muitas ainda não sabem que também podem ocupar esse espaço.

É devagar que elas vão conquistando as alturas.

São poucas, mas elas existem.

Juliana Steck, 34 anos, trabalhou durante 10 anos como tripulante, hoje tem um canal no youtube e uma escola de cursos de aviação. Começou na área com 18 anos, fazendo o curso de comissária de bordo, e trabalhou no setor durante cinco anos em uma companhia brasileira. Seu próximo passo na carreira foi estudar para piloto, levou cinco anos para concluir. Quando terminou o mercado da aviação estava aquecido, por isso, conseguiu emprego fácil, voou durante dois anos em um ATR-600.

Em sua trajetória no comando de uma aeronave, Juliana admite que já vivenciou o machismo. Em um caso, ela conta que estava em aeroclube e o instrutor do lugar a indicou escolher o Cessna, um modelo de avião mais fácil, e disse que por ela ser mulher iria se adaptar melhor a ele. Juliana que nunca se deixou ser rebaixada em sua profissão, acabou fazendo todas suas horas no Paulistinha, que na teoria do instrutor, era o avião que mulheres não conseguiriam voar.

“Nunca me coloco no papel de vítima, sempre considero que o problema está no outro e não em mim. O que as pessoas pensam de você não muda quem você realmente é. Não me importo se alguém me considera inferior, eu sei das minhas capacidades e sigo em frente”.

Tem poucas mulheres, como você vai conseguir isso

Karla Cristina Martins, 32 anos, formada em Ciências Aeronáuticas atua na área da aviação há nove anos. Com a ajuda dos pais e abrindo mão de festas e viagens, a mineira conseguiu economizar dinheiro para sua formação. Se já não é fácil ser uma mulher no mundo da aviação, ser uma mulher negra requer muito mais força. “Lidar com preconceito é difícil, o olhar de desconfiança das pessoas, principalmente quando chega uma negra de black power no aeroporto” desabafa.

Mas nada disso nunca foi um empecilho na jornada da pilota. Com muita raça, foco e coragem, ela nunca desistiu de seu sonho. Hoje em dia, atua como freelancer e sempre escuta comentários cruéis, muitas vezes até dos próprios familiares, que duvidam de sua capacidade. Justificam seus argumentos em cima do fato dela ainda não ter entrado em uma companhia aérea, pois o curso não deu certo, que fez um curso que não tem nada a ver com ela.

“Questionam até como meus pais tiveram dinheiro para pagar meu curso, acham que por sermos negros e ter vindo da favela não podemos ter condição para nada”.

A verdade é que aviação não é um mercado fácil, existem aqueles que sonham com a pilotagem desde cedo e não tem condição, por isso, começam  em outra área da aviação, como a de comissário de bordo, juntam o dinheiro e ainda têm a possibilidade de crescimento dentro da própria empresa. Karla ainda é nova e tem muito a trilhar na sua carreira, e não é o que os outros pensam que ditará seu futuro.

Quando se é mulher na aviação, sempre vão duvidar de sua capacidade, encontrarão uma forma de tentar diminuir sua conquista, mas são essas pessoas de mente pequena que nunca, nem ao menos tentaram algo tão grande.

“Eu ainda estou viva, enquanto eu puder eu vou lutar para chegar lá, e sei que vou alcançar, não é fácil, mas a luta continua. O bom dessas pedras que recebi é que servem para construção dos degraus da minha vitória e da muralha para me fortalecer”.

Sexismo na aviação

Bethânia Porto Pinto Toledo, 44 anos, sempre quis ser uma pilota de avião. Com seus 13 anos de idade já ansiava fazer o curso, mas por conta da idade foi apenas com seus 17 que conseguiu começar a fazer a parte teórica. A jovem garota no auge dos seus 18 anos, enquanto muitos da mesma idade ainda estavam concluindo o ensino médio, ingressando em uma faculdade, Bethânia estava tirando sua primeira licença de piloto privado.

Com 25 anos na aviação, a comandante, hoje está a frente do Airbus A330 em uma das maiores companhias aéreas do Brasil, fazendo voos nacionais e internacionais. Inclusive, vale ressaltar que esse modelo de avião que ela pilota, dentro da companhia em que trabalha, somam-se no total duas únicas comandantes mulheres no meio de mais de 150 homens.

Dedicada, a pilota nunca se deixou abalar por comentários machistas vindo tanto da parte de outras mulheres quanto de homens, como “precisava ter homem nesse voo para ser mais seguro”, ou “eu acho que isso não é profissão de mulher”. Um episódio específico ficou muito marcado em sua vida, isso porque ele teve repercussão não apenas nacional como mundial.

Foi em 2012, que a comandante estava em seu local de trabalho e viu um passageiro em questão conversando com uma agente, ele fazia gestos apontando para a cabine. Depois de um tempo, a despachante foi falar com ela e disse que o passageiro alegava que não estava se sentindo à vontade em voar com uma mulher e que iria fazer uma reclamação com a empresa.

Bethânia, com todo seu profissionalismo, foi conversar com o rapaz. “Ele estava muito ofegante, meio descontrolado na verdade, falou que queria ter a opção de não voar com uma mulher” conta ela.

A comandante, preocupada com seus outros passageiros, afinal, se por eventualidade durante o voo acontecesse qualquer situação inesperada que deixasse o homem em pânico, ele poderia colocar um avião inteiro de pessoas assustadas. Falou a ele então que estava disponibilizando sua vaga no voo e ele iria em outro. Nesse momento ela pediu à comissária que fechasse a porta da cabine.

“O homem começou a fazer um show lá atrás, falou que ele estava sendo vítima de uma situação e que ele não descia nem sobre a presença da polícia. Foi nesse momento que tive que chamar a polícia federal para tirá-lo”.

Esse foi um fato marcante não apenas para Bethânia, como para o mundo. Os outros passageiros que estavam no voo registraram e foi questão de horas para ser noticiado em grandes jornais. Foi um episódio claro de sexismo, que é a atitude de descriminação por conta do sexo da pessoa.

Mulheres comandantes são raras, então foi uma das primeiras vezes que algo como isso aconteceu, houve grande repercussão. A pilota se sentiu exposta, ela como uma profissional não gostou de ver seu trabalho sendo tão evidenciado.

Ocorrências como essas, partem do controle de quem as sofre e se torna algo muito maior. Isso passou-se com Bethânia, mas poderia ter sido com qualquer outra mulher dentro da aviação. Precisou-se dessa notoriedade para mostrar que aconteceu e que está errado, para conscientizar as pessoas. Se ela está em um cargo tão alto é porque ela tem capacidade para estar ali, e é imprescindível o respeito.

Persistência é a alma do negócio, qualquer carreira que uma mulher for seguir ela terá dificuldades. “Mulher na aviação é ousada, corajosa e determinada, tem que ter muito jogo de cintura” afirma Bethânia, que é um dos exemplos fortes de que é possível sim alcançar seus objetivos e construir uma carreira incrível se você se esforçar muito e não desistir por conta de obstáculos que irá enfrentar.

Enquanto uma mulher pilota ainda tiver a exigência de usar uma gravata em seu uniforme, a batalha não está completamente vencida. E claro, o problema não é a gravata, e sim, o que ela demonstra, que as mulheres não são completamente bem vindas no meio onde os homens são a maioria, mas é com muita luta que um dia a igualdade virá. Mas continuem mulheres, apertem os cintos, pois a viagem é longa mas em breve chegaremos ao fim dela.

 

E assim elas vão ocupando espaço e uma frase da Cecília Meireles exemplifica muito bem:

“Liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser”.

 

**Revisão: Italo Charles

***Edição e supervisão: Daniela Reis