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Vamos começar a semana com música? Segue a nossa penúltima banda do Almanaque de Bandas Independentes de BH, produzido pela jornalista Bianca Morais. 

PAPA BLACK

Amigos da Duetê e com um produtor que entende da indústria musical em Belo Horizonte, está a Papa Black.

Se você já foi ao Major Lock (casa noturna de Belo Horizonte frequentada por jovens), talvez você os conheça por Black n’ Yellow.

Frequentadores do lugar que serviu de primeiro palco para grandes bandas de BH como Skank, Jota Quest, Tianastácia e Lagum, os amigos Ítalo Martins, Guilherme Saffran, Hiago Dias e Gabriel Alonso, o Popota, sentiam falta de um show ali que não fosse um cover de banda de rock antiga. Foi então que tiveram a ideia:

“Vamos formar uma banda e começar a tocar no Major Lock”

Tendo em vista que eram amigos de promoters da casa, viram ali a oportunidade de mostrar o som da Black n’ Yellow para o público belorizontino.

A banda tinha esse nome porque, segundo o vocalista Ítalo, a banda “tinha dois pretinhos: eu e o Popota e dois loirinhos: o Hiago e o Saffran”. Preto e Amarelo, Black n’ Yellow.

Hiago foi o primeiro a deixar a banda por motivos de trabalho. Amigos de longa data, Ítalo não queria que ele sumisse dessa maneira da história da banda e o convidou para produzi-la.

Com Hiago assumindo o papel de produtor, a Black n’ Yellow passou a se profissionalizar, correr atrás de show e de uma formação maior da banda.

A banda

A primeira formação começou com o Ítalo no vocal, o Hiago e o Saffran no violão e o Popota no Cajon. Era uma banda descontraída de amigos, que tocava em alguns rolês para animar a galera.

Para se profissionalizar, após a saída do Hiago, a banda precisava de um guitarrista e um baixista. O Popota tinha um amigo, o Fábio Fuly, que iria comprar um baixo. O Ítalo virou para o Popota e falou:

“Beleza, manda 25 músicas para ele aprender a tocar.”.

O Fuly chegou no dia do show cheio de papel de partição embaixo do braço. Entrou no palco, tocou com a banda e dali não saiu mais.

Ok, agora precisavam de uma guitarra. O Ítalo tinha um amigo de escola que tocava, o Lorenzzo Antonini.

“Cara, quer entrar na minha banda?”

“Quero”.

Pronto. Mais um integrante.

O Popota saiu.

O Luqui entrou na bateria, substituindo o Cajon. Depois acabou saindo também, entrando no seu lugar o Yuri, que também saiu. Por fim, apareceu o Caio Plinio, primeiro baterista oficial da Papa Black. Os outros eram apenas freelancers.

Nesse meio também teve a Júlia, que trouxe a voz feminina para a banda durante um tempo.

O então advogado/músico Lorenzzo Antonini foi seguir a carreira de advocacia e deixou a banda. No seu lugar entrou Artur Santos, Tuts para os íntimos. O Artur, assim como o Hiago (já produtor da banda), produzia eventos. Em um ou dois shows da Papa Black em que o Hiago não conseguiu aparecer, o Artur foi no lugar dele, conheceu a banda, se apaixonou e quando a vaga do Lorenzzo apareceu, não restaram dúvidas, era a vez do Tuts assumir esse lugar.

Na formação atual também tem o João, tecladista e Cassio Santos, o percussionista.

É possível perceber que as entrevistas de emprego para uma vaga na Papa Black não são muito difíceis, porém as vagas já acabaram.

A Black n’ Yellow começou sendo uma banda de amigos que queriam tocar Natiruts, Rael e Gabriel, o Pensador no Major Lock. Através da influência das músicas que tocavam, foram montando uma identidade e a vontade de se profissionalizar e fazer um trabalho autoral foi crescendo.

Por que contei toda essa história da formação?

Porque quando os meninos deixaram de ser a Black n’ Yellow para ser a Papa Black eles tinham um objetivo claro: se profissionalizar. Deixar aqueles 200 reais em consumação no bar do amigo no passado e voar alto. Acontece que em uma banda, nem sempre todos estão na mesma sintonia. Quando você quer deixar a “parada mais séria”, quem está ali só por diversão acaba ficando para trás. E mais uma vez, isso não é um problema. A amizade prevalece, mas em determinado ponto da caminhada para o sucesso é necessário abrir mão, por exemplo, de cachê, que passa a se tornar caixa para a banda. Entre outras mudanças, definir prioridades que, só quem quer seguir esse novo rumo, topa.

O ano de 2019 foi de transição para a banda, começando 2020 trabalhando mais forte. Com novos lançamentos, mas ainda tocando covers no repertório. Afinal, para uma banda ser atrativa para contratantes, precisa de um cover, mas tudo isso com o objetivo fixo de criar caixa para produção do material autoral que tanto almejam.

A mudança de nome

Se a primeira coisa que lhes vêm à cabeça ao escutar “Black n’ Yellow” é a música do Wiz Khalifa, não é só na sua, é no search do Google também. Digita lá esse nome e aparece a versão original, a versão ao vivo e vários covers.

Nome de banda já é algo complicado, mas quando ela tem o mesmo nome de uma das músicas mais famosas de um rapper americano, parece até auto sabotagem.

E eles perceberam isso. Não dava para competir com a canção, então era necessário encontrar um novo nome.

O nome, além de tudo, ainda era difícil de escrever, ninguém conseguia marcar @blacknyellow nas redes sociais bêbado na balada. Quando os meninos estavam no Uber e contavam que tinha uma banda, o motorista perguntava o nome e ao escutar a resposta, a primeira reação era: “o quê?”

Os flyers de evento com o nome errado.

Mudar era necessário e urgente. A banda estava com o lançamento do EP marcado e não tinham um novo nome e não queriam lançar com o antigo.

Foi em uma tarde, na praça do Papa, que o Ítalo (o que menos concordava com a mudança de nome, muito apegado o garoto) soltou um: “por que a gente não chama Papa Black?” Papa, porque é um dos lugares mais notórios de BH e um dos favoritos dos garotos, e Black, para não perder a identidade que carregaram por tantos anos.

O primeiro EP então foi lançado em Março de 2018, já com o novo nome da banda: Papa Black.

A Papa Black

Ítalo, o furacão, nunca consegue passar despercebido em lugar nenhum. Um verdadeiro vocalista, com presença de palco e estrela na testa. Gosta de holofote e é um cara muito emocionado.

O Saffran, junto com o Ítalo, é o integrante mais velho da banda e traz calmaria para a energia que o amigo tem.

Fuly, rapaz peculiar, sabe dar informação de tudo, desde medicina forense até astrologia, gosta de um forró e de um Led Zeppelin.

Caio, o maestro. Internamente acabou assumindo a função de produtor artístico, conteúdo teatral e trouxe o show business para a banda.

O Cassin traz a swingueira com toda a sua percussão.

Artuzin é o mais novo da banda e mais empolgado. O João, o amigão. E o Hiago, o paizão.

Junta esses oito garotos, muito pop, muito rap e muito reggae. Se antigamente se rotulavam somente dentro de um determinado som, como reggae music ou rap, hoje a Papa Black quebra essa crença e coloca de tudo na sua música.

O Ítalo é um cara de momento e vemos isso claramente nas composições da banda. Com muito freestyle e improviso, quando a ideia vem na cabeça ele bota para fora, sem muito planejamento.

A maioria das músicas da Papa Black nasceu dentro do estúdio. Enquanto os músicos chegam com a estrutura harmônica, o Ítalo compõe a letra na hora da gravação. Com ele não tem aquele negócio de “gosto de ir para o campo escutar os pássaros e tomar um café coado pela avó”. Com ele é energia o tempo todo, o garoto é ligado no 220v.

Falando Mercadologicamente:

Muitas bandas que passaram por este almanaque têm contratos com distribuidoras de música que os ajudam a espalhar seu som e fazer com que cheguem a mais pessoas.

Pois bem, a Papa Black também trabalha com uma distribuidora, a Sony.

Sim, a Sony, a famosa gravadora que também oferece contrato de distribuição de música para artistas em ascensão, e um desses exclusivos artistas são eles, a Papa Black. A música Procê foi lançada em parceria com eles e deu um resultado muito positivo.

A Papa Black, como todas as outras bandas desse almanaque, começou como uma banda independente. Há diversas concepções técnicas para conceituar “música independente”, mas informalmente falando, podemos entender o termo “independente” como uma produção autônoma que, geralmente, não possui financiamentos da indústria musical e cultural por trás. Mas a Papa Black, em um determinado momento, cresceu e precisou sair dessa independência e, de certo modo, amadorismo.

A Sony, com todos seus contatos, consegue levar seus artistas a playlists com milhares de seguidores. A gravadora trabalha com diversos tipos de contratos para bandas. A Daparte, banda que falaremos em seguida e gerenciada pelo mesmo produtor da Papa Black, também tem um contrato com eles, porém um pouco diferente, no caso deles é investido dinheiro.

Para fins de curiosidade, a banda Lagum tem o contrato 360, que é o contrato artístico onde a Sony banca tudo.

Enfim, quando a Papa Black decidiu se profissionalizar, eles não estavam de brincadeira. O Hiago, produtor, faz a mesma função da Cris da Duetê, que é a de ser alguém de fora atuando dentro da banda para ajudá-los a perder um pouco da visão artística e pensar na visão mercadológica.

Produção de conteúdo de qualidade em estúdios e reverter cachê em produção de música e clipe. O público está acostumado a receber conteúdo de todos os lados e, com certeza, aquele com maior qualidade irá atrair mais.

Ao longo dessa caminhada, a antiga Black n’ Yellow começou sendo uma banda cover e percebeu que, em um determinado momento, se saturaram de cantar músicas dos outros e queriam mostrar ao mundo o que era deles. Uma banda cover raramente vai sair da sua cidade natal porque, afinal, se for para contratar uma banda que toca músicas de outros artistas, os contratantes encontram-se na própria cidade. A Papa Black queria mais.

Enfrentaram dificuldades ao querer mostrar seu trabalho autoral na sua cidade, mesmo em se tratando da capital mineira. O perfil do contratante da própria cidade é querer uma banda cover para animar a galera. Perderam nisso, mas ganharam muito mais.

Fizeram uma música teste lá em 2017, quando a Júlia estava na banda. “Não dá mais” ainda é a música com mais plays nas plataformas de streaming. Viram resultado e investiram mais. O EP veio. Confira Tulipas no Spotify.

Papa Black é uma banda com visão de mercado, mas também com visão de parceria. Acreditam fielmente que o cenário das bandas independentes de Belo Horizonte não é de competição, mas de trocas. Um ajudando o outro, no final todos só tem a ganhar. Tem lugar para todo mundo, caminhando lado a lado, de forma democrática, abrindo espaço para todos tocarem e apresentarem seus trabalhos. Há uma valorização mútua. Apoie sua cena local. 

 

*Esse produto resultado do Trabalho de Conclusão de Curso do Centro Universitário Una da Jornalista Bianca Morais.

 

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Por aqui já estamos em clima de Natal! E a receita de hoje que foi desenvolvida pelo Alexei Fittipaldi, é um hot dog inspirado na ceia de natal, com salsicha de peru, ketchup de frutas vermelhas e maionese temperada com mostarda Dijon! Se liga nessa delícia que vai fazer sucesso entre as crianças e os adultos!

Hot Dog de Natal

Quantidade de porções: 1 porção
Tempo de preparo: 1h: 30 m horas
Categoria: lanche

Ingredientes:

Cachorro quente:
1 un de pão de cachorro quente;
1 un de salsicha de Peru;
2 colheres de sopa de manteiga em ponto de pomada;

Molho de ketchup de frutas vermelhas:
-1 un de maçã fuji;
– 1 un limão taiti;
– 250 ml de vinagre de maçã;
– 300 ml de Ketchup pronto;
– 150 ml de molho inglês;
– 150 ml de molho de tomate;
– 5 gr de sal;
– 10 gr de pimenta do reino preta;
– 1 xícara de amora congelada;
– 1 xícara de Morango congelado;

Maionese francesa:
– 1 un de gema de ovo;
– 1/2 limão taiti;
– 150 ml de vinagre de limão;
– 100 gr de Mostarda Dijon pronta;
– 10 gr de pimenta do reino branca;
– 10 gr de sal
– 1 L de óleo de girassol;

Passo a passo para a preparação:

Preparo do Ketchup

– O primeiro passo é cortar as maçãs em 4 partes, reservar. Em seguida cortar o limão tati, espremer o suco junto com 100 ml de água filtrada, despejar a maçã na água com Limão para evitar oxidação da maçã.

– Em seguida, despejar a água com limão, maçã no copo do liquidificador, junto com sal, pimenta, molho inglês.

– bater no liquidificador, até virar uma suco, colocar o ketchup, molho de tomate é por fim a amora e o morango congelado. Assim que bateu tudo virar um suco vermelho escuro, colocar em um panela para reduzir o ketchup por 15 minutos em fogo médio.

– Depois de 15 minutos reduzindo, despejar em uma bisnaga de lanchonete, colocar para esfriar na geladeira.

– Corrigir o sal e o tempero para ver se está ao gosto;

– dura até 3 meses conservado em geladeira.

Preparo da Maionese

– Primeiro passo, quebrar um ovo separar a gema da clara e dispor em bowl a gema, sal, pimenta do reino, suco do limão, mostarda dijon;

– Em seguida, misturar com ajuda de um fouet, misturar os Ingredientes, reservar.

– Com ajuda da sua mão direita abra a garrafa de óleo de girassol, com a outra coloque um pano umidecido para segurar o bowl na mesa em logo asseguir bata com fouet com mão direita e com a esquerda vsi despeijando óleo de girassol em fios, bem devagar até que fique em ponto de maionese, isso pode girar em torno de 20 munido batendo até que pegue o ponto de maionese, em seguida colocar na geladeira.

– Depois de resfriado, colocar em uma bisnaga de lanchonete;

– prazo de validade de uma semana em geladeira.

Montagem do hot dog

– Cortar o pão no meio com auxílio de uma faca de serra, em seguida colocar uma chapa de ferro, colocar em fogo alto.

– Assim que a chapa estiver bem quente, passe a manteiga em ponto de pomada em baixo e em cima do pão, coloque para selar na chapa.

– com o pão selado, reserve. Aproveite a chapa bem quente coloque as salsichas de Peru na chapa para grelhar.

– coloque a salsicha grelhada, no meio do pão, coloque gotas do ketchup de frutas vermelhas e gostas de maionese francesa.

Dica: Se tiver em casa picles ou cebola em conserva coloque por cima para decorar.

Aproveite, feliz Natal!

Com a palavra, o dono da receita: Alexei

“Meu nome é Alexei Fittipaldi, sou formado em gastronomia pela Una, já trabalhei com eventos como casamentos, formaturas e aniversários pelo Bravo Catering. Fiz estágios no Osso, Cozinha Tupis e Glouton. Atualmente estou focado em consultoria gastronômica. Cresci em uma família italo- portuguesa gigante, com 5 tias que faziam vários pratos típicos aos domingos de almoço em família, isso sempre memotivou a querer entrar para curso para divulgar a comida das mesas fartas dos domingos em família”.

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Uma viagem virtual de sabores, texturas e aromas de Minas Gerais

*Por Bianca Morais

No dia 12 de dezembro os laboratórios do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una recebem o Festival Hotel Gourmet. O evento reunirá chefs de cozinha ligados à hotelaria e profissionais do setor, para juntos ampliarem os conhecimentos deste serviço, sua gestão e sua capacitação ao receber turistas. O festival tem como objetivo promover o melhor da gastronomia oferecida pelos hotéis e consequentemente divulgar o turismo mineiro e sua cadeia hoteleira.

Devido à pandemia e o isolamento social, este ano, o evento será online com transmissão ao vivo pelo Youtube. Os chefs irão preparar seus pratos ao vivo, mostrando o passo a passo do processo. Ao todo, sete chefs irão apresentar o preparo de seus pratos relacionados à gastronomia mineira para o público.

História do evento

O Festival Hotel Gourmet nasceu dentro de um outro evento, o Encontro da Hotelaria e Gastronomia Mineira, que é uma reunião que une empresários, executivos, palestrantes, profissionais, consultores, técnicos e chefs de cozinha da área de hotelaria para discutir sobre o turismo no estado, criando propostas para valorizar e desenvolver o setor. 

No encerramento de cada edição do evento acontecem aulas shows ministradas pelos chefs de cozinha de vários hotéis, eles preparam uma receita e servem aos participantes do evento. A última fez tanto sucesso que deu origem ao Hotel Gourmet.

Para a sua primeira edição, o palco escolhido foi a capital mineira. Uma vez que Belo Horizonte, eleita em 2018 como a Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco.  O lançamento acontece  em uma data especial e sugestiva, dia do aniversário da cidade e ano em que o estado completa seus 300 anos, detalhes esses que ajudarão a dar um tempero a mais para o evento.  

Minas Gerais tem como um dos seus principais atrativos turísticos a gastronomia. A culinária mineira é sinônimo de tradicionalismo, são delícias preparadas no velho fogão a lenha, é história e cultura. Uma cozinha com tantos sabores que recebe anualmente milhares de turistas do Brasil e do mundo inteiro para conhecê-la. 

Marcos Valério Rocha, coordenador em Minas Gerais da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e organizador do evento explica que apesar de desapontado pelo fato do evento não acontecer presencialmente, como são as edições do Encontro da Hotelaria, tem grandes expectativas para o Hotel Gourmet que promete ser uma forma de chamar a atenção do empresariado investir na gastronomia e para que os profissionais ligados ao setor busquem sempre qualificação em suas habilidades.

“Lógico que o público presente é fundamental para um evento gastronômico, ali os cinco sentidos são utilizados. Com a transmissão pela internet não permite a percepção do aroma, degustação, do olfato”, conta.

Em tempos de pandemia as aglomerações não são indicadas porém a imaginação das pessoas fará do evento um sucesso.

Parceria com a Una 

O Festival será gravado na Una,  unidade João Pinheiro II, onde é ministrado o curso de Gastronomia. O campus conta com uma excelente estrutura de laboratórios de aulas práticas que proporcionará condições adequadas de trabalho para os Chefs participantes do evento. Além disso, essa parceria será extremamente benéfica para os alunos no que diz respeito à convivência, aprendizagem e o intercâmbio com experientes e qualificados profissionais.

Edson Puiati, professor da instituição e um pioneiro no evento Encontro da Hotelaria, acredita que o novo festival será de muita importância para os alunos de gastronomia. Esse será mais um evento que a faculdade trás o mercado para dentro do espaço da Una e dos seus laboratórios. 

“Os alunos poderão estar mais próximos do mercado hoteleiro, além de aprender um pouco das comidas que são servidas em hotéis. Com certeza os chefs terão muitas técnicas interessantes com processos de preparo bem bacanas, então é muito importante aprender e estar fazendo esse relacionamento com o mercado externo”. 

Estrutura dos laboratórios de gastronomia da Una

 

Participantes

A lista de chefs convidados para participar do evento está com importantes nomes, sendo eles, o Chef Rafael Bruno, representando o Hotel Ramada Encore Luxemburgo de Belo Horizonte, o Chef Geraldo Brito representando Hotel Caxambu de Caxumbu, a Chef Danielly Cardoso representando o Hotel Dubai de Montes Claros, o Chef Gustavo Freitas representando o Hotel Pousada Lagos de Minas de Santa Cruz de Minas, o Chef Danilo Simões representando o Kuriuwa Hotel de Monte Verde, Chef Giovani de Freitas representando o Independência Trade de Juiz de Fora e a Chef Rubia Lacerda representando o Hotel Pousada do Arcanjo em Ouro Preto.

Para acompanhar o evento online, acesso o canal no youtube Encontro Hotelaria pelo link www.youtube.com/encontrohotelaria

Não perca!

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A receita de hoje é em comemoração aos 300 anos de Minas Gerais, celebrado na última quarta-feira (02/12).  Uma mistura das tradições entre a carne de panela (costela bovina), e a galinha caipira desenvolvida pelo chef e professor do Centro Universitário Una, Luciano Avellar.

“A partir da  cultura mineira raiz que demonstra aos visitantes tudo o que temos de conceito alimentar e hábitos de fartura nas preparações, busquei transmitir esta mensagem através do prato, que traz uma concepção ligada à várias regiões de Minas Gerais”. Frase do nosso eterno e saudoso Guimarães Rosa: Minas são muitas”, explica o chef.

Bora para a receita?

COSTE-LINHA

Porções:04

Categoria: Prato princial

Ingredientes:

Para a costela de boi.

01kg de Costela de boi cortada em pedaços

01 unidade de Cebola cortada em cubos

02 folhas de Louro

02 talos de Salsão picado

Sal QB

Pimenta do reino em grão QB

01 colher de sopa de Banha de porco

03 dentes de Alho fresco repicado

Modo de preparo

Refogar a cebola com a banha até dourar bem, acrescentar o alho e o salsão, colocar a costela bovina, inserir demais ingredientes e cozinhar na pressão por 45 minutos.

Deixar esfriar, desfiar. Reserve o liquido do cozimento também.

Para a galinha caipira

Retirar a pele da galinha – Reservar

Cortar nas partes principais e utilizar apenas o peito

400g de Mirepoix (cenoura, cebola, salsão e alho)

02 unidades de Peito da galinha caipira

1,5 litro de água

50ml de cachaça

Sal QB

Pimenta do reino moída QB

Modo de preparo

Salgar a pele da galinha, deixar descansar por 02 horas, levar ao forno a 130°C por 02 horas para desidratar usando papel manteiga.

Na panela de pressão, doure a galinha, até ficar bem corada, nesta mesma panela acrescente o mirepoix e refogue, em seguida adicione a cachaça para deglaçar, e os demais temperos por último.

Colocar na pressão por 1:20hs ou até ficar macia. Esfriar e desfiar. Reserve o liquido do cozimento também.

Para o caldo de mocotó

01 unidade de Mocotó cortado em pedaços

02 folhas de Louro

01 galho de Alecrim

50ml de Conhaque

Sal QB

Modo de preparo

Coloque todos os ingredientes na panela de pressão e cozinhe por 01 hora.

Deixar esfriar e retirar os colágenos de todo o osso.

Colocar no liquidificador o liquido e os pedaços do mocotó e triturar bem, coar e reservar.

Para a montagem das camadas do preparo.

Coar e misturar o caldo do cozimento da costela e da galinha e deixar ferver. Reserve.

Refogar a parte com banha de porco, alho e cebola, as carnes desfiadas, uma em cada panela, adicionar o caldo do cozimento (apenas para manter umidade da carne), acrescentar duas conchas do caldo de mocotó em cada refogado, corrigir o tempero de ambos e reservar.

Com auxílio de uma forma de bolo inglês, monte as camadas utilizando um saco plástico para forrar a forma e coloque no fundo, folhas de ora-pro-nóbis, cubra com o refogado de galinha caipira, nivele bem e em seguida faça o mesmo com o refogado de costela.

Aperte brevemente e leve para gelar por 4 horas.

Para a montagem do prato

Desenforme o preparo e corte em retângulos, leve ao forno a 200°C por 10 minutos para dourar por fora.

Faça a montagem conforme a foto ou siga sua inspiração.

No meu prato fiz:

Um angu de milho branco e disponha no prato da forma que sua criatividade o inspirar.

Confitar tomates cerejas com azeite, alho e ervas frescas.

Engrossar o molho com amido de milho ou roux (mistura de farinha de trigo com manteiga). Regar ao redor do prato.

Molho verde – base manjericão (azeite de oliva, manjericão, alho, sal e pimenta)

Decoração do prato a gosto.

 

Sobre o chef Luciano Avellar

Professor de gastronomia da UNA-BH de Cozinha Brasileira e Cozinha Clássica Europeia e Chef Executivo de Cozinha do Senac Minas, Luciano Avellar tem formação em Administração, MBA em Gestão Gastronômica e Hoteleira e teve seus primeiros contatos com a cozinha durante o curso de Cozinheiro no Hotel Senac Grogotó em Barbacena – MG e se aperfeiçoou na famosa Escola de Hotelaria Do Porto em Portugal. Com a experiência adquirida à frente de vários restaurantes no Brasil e na Europa, hoje o Chef ajuda empresários do setor de alimentação fora do lar a melhorarem seus cardápios e resultados, através do trabalho de sua empresa, a Avellar Consultoria.

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*Por Bianca Morais

Caretice não existe nessa banda, descontraídos, coloridos, dançantes. Se você perguntar para eles o que tocam, não vão saber responder. Vão tentar te convencer que é uma mistura de Psirico com Djavan, pode colocar um pouco de Baiana System também. O negócio deles é brasileiro, é cultura popular, é Dominguinhos, é Alcione.

São as infinitas possibilidades estéticas da música brasileira e latino-americana (essa parte eu peguei da descrição deles no Spotify).

Beleza, mas quem são eles?

Me perdi um pouco tentando apresentá-los que até me esqueci de falar quem são.

Lamparina e a Primavera.

Diferentes de tudo que você já ouviu e inspirados em um único objetivo: fazer as pessoas dançarem e se movimentarem ao som de suas canções. Eles querem tocar as pessoas por meio do espírito da dança. A maioria das composições tem uma mensagem para passar e socialmente falando, é mais fácil essa mensagem atingir os jovens.

“Não sejam rasos, sejam quem vocês são. Criem bons versos, leiam poesias, leiam textos, escrevam, porque isso vai fazer a diferença na hora das pessoas ouvirem, as pessoas vão querer ouvir.”.

Se você não os conhece, já está mais do que na hora de se atualizar. A banda começou em 2016 e hoje já é conhecida em todo Brasil. Já tocaram em grandes festivais como o MECAInhotim e Planeta Brasil. A galera que antes viajava dentro de um Fiat Uno amontoada com os instrumentos, hoje viaja de avião e fica em hotéis tops.

E como surgiu essa conquista? Como veio a fama? Vou contar um pouco da história deles e como chegaram onde estão hoje.

Arthur Delamarque e Calvin Delamarque são irmãos e tinham uma banda, a Delamarque e a Lamparina. O Arthur também tocava na banda do Hugo Zschaber, a Hugo e a Primavera. As duas bandas começaram mais ou menos juntas e os meninos já se conheciam da época de colégio. Acontece que as duas bandas separadas não estavam evoluindo o tanto que queriam, alguns dos integrantes não estavam tão comprometidos quanto os outros, não faziam muitos shows e não ensaiavam com frequência.

Um dia na casa do Arthur, ele e Hugo estavam reflexivos sobre os problemas das respectivas bandas e decidiram que iriam acabar com as duas e formar com quem realmente queria tocar e fazer música.

O nome da banda Lamparina e a Primavera nasceu da união do sobrenome dessas duas bandas. Até porque se juntasse Hugo e Delamarque viraria uma dupla sertaneja e eles estão longe de tocar sofrência.

Nome decidido, a primeira formação da Lamparina e a Primavera tinha os irmãos Delamarque, o Hugo e a Mariana Cavanellas (que depois tocou no Rosa Neon. Continue lendo o almanaque que em breve falaremos de mais essa banda de sucesso).

A banda precisava de um baterista e então apareceu o Thiago Oliveira, também conhecido como Groove. Ele foi resgatado por eles depois da sua antiga banda onde tocava com o Breno Miranda (aquele do Sede pra te ver, corre lá no Spotify). Nessa formação também tinha o guitarrista Francisco di Flora, amigo de escola dos meninos.

Começou então a banda com 6 integrantes: o Arthur, o Calvin, o Hugo, a Mariana, o Groove e o Chico. Os ensaios aconteciam na casa do Groove lá no bairro Concórdia.

O Fabiano Carvalho era vizinho do Groove e tocava percussão. O Hugo já tocava percussão, mas eles sentiam que precisavam de mais gente na banda e mais swing. Então colocaram o Fabiano, também conhecido como Bino.

A banda crescia, lançaram seu primeiro EP Claraboia em 2017, no Cine Theatro Brasil. Com a presença de familiares e emoções à flor da pele, começaram a ver que o trabalho estava dando certo. Aos poucos iam saindo de Belo Horizonte e tocando para o resto do país.

Foi em 2018 que veio o primeiro baque; Mariana Cavanellas anunciou que sairia da banda. Um clima de muita tristeza tomou conta do grupo que ficou cerca de 5 meses de hiato sem vocalista e muitas canções acabaram ficando caracterizadas pela sonoridade da voz de Mariana. Era necessário uma voz à altura para substituí-la. E é claro que não ficou para menos. Depois de um tempo de procura, apareceu Marina Miglo. E o nome foi apenas coincidência mesmo.

Indicada por amigos em comum, Marina trouxe aquilo que eles procuravam, algo novo, mas não deixando perder a identidade que já tinham criado. A única mulher da banda entrou de uma forma bonita, sincera e leve, trazendo consigo uma personalidade intensa para aquele grupo.

Logo depois da saída da Mariana, outro membro da formação inicial também se despediu da Lamparina e a Primavera, o Chico. Se formou em medicina e teve que escolher entre suas paixões. Aparentemente, existem muitos aspirantes a médicos nas bandas de Belo Horizonte. O Rafael da Devise também teve que sair da banda depois que se formou e o Pedro Martins da Matiza também é estudante de medicina (mas agora é torcer pra ele não sair também).

Com a saída do Chico, entrou o Stênio e foi daí que nasceu a banda com a formação que conhecemos hoje.

Como já aprendemos neste almanaque, a vida de uma banda independente não é fácil. Alguns de seus membros irão se perder no caminho, mas é a paixão pela música e a vontade de dar certo que servirão de força para os que ficam.

Saem Mariana e Chico, entram Marina e Stênio e a Lamparina e a Primavera finalmente se entende por completo como banda.

A Lamparina não começou a tocar sua música autoral nos clássicos lugares de Belo Horizonte conhecidos por abraçar esse meio, como a Obra e a Autêntica. Com essa pegada brasileira, a banda era convidada para tocar em bares como o Quintal da Jabu e Catavento Cultural, frequentados por bandas que tocam samba e brasilidades, exatamente o forte deles.

Corajosos e destemidos, assim como os parceiros da Chico e o Mar, se arriscaram em não colocar cover nos repertórios e mostrar para as pessoas o que eles tinham de original. Assim foram conquistando um público que se identificava com o som.

O público cresceu, a música popularizou e a banda que antes tirava do bolso para ir tocar nos lugares, agora voa de primeira classe e toca para milhares de pessoas. Eles, que antes estavam acostumados a ter na frente do palco os amigos cantando bem alto, agora têm o reconhecimento de pessoas que nunca viram na vida, várias delas cantando o que saíram da cabeça deles.

Sair de Belo Horizonte significa ver pessoalmente que a música está chegando a outros lugares. Uma coisa é ver números de visualizações pela internet, encarar de frente é outro assunto. O comentário de “viu a galera cantando a nossa música?” por muito tempo deixou de existir nos shows em casa, até porque já estavam acostumados com o público local. Mas ir para outra cidade, como quando tocaram no Sul do país, e ver a galera esgoelando as músicas, mostra para eles o retorno. Tocar em casa, ou seja, na própria cidade, faz com que as pessoas acabem te conhecendo como pessoa, mas em um lugar novo o que chega primeiro é a música. As pessoas ficam mais distantes da banda e mais próxima do trabalho.

O segredo do sucesso

Nada veio por acaso, o que vive hoje a Lamparina e a Primavera é o resultado de um esforço em criar uma personalidade só deles. Não é preciso muito para ver como o estilo deles é diferente. A dica que eles deixam para quem está começando é:

“Sejam vocês mesmos e não tentem copiar o do outro”.

Se você vê na Lamparina um sucesso, use como inspiração. Mas não tente imitar, porque você não vai conseguir ser exorbitante do jeito como a Marina é, nem tranquilo como o Calvin, trabalhador como o Bino, otimista como o Stênio, reflexivo como o Hugo, admirador de bons fumos como o Groove ou maluco como o Arthur. Pode até ser que você seja algo disso aí de cima, mas não da forma que eles são.

Não é porque eles têm dado certo que se você tentar fazer do mesmo jeito deles também dará. Provavelmente não dará mesmo. Você tem que usar uma fórmula diferente. O segredo de dar certo é ser você mesmo e, se for pra ser sua hora, vai acontecer.

Clichê? Sim. Mas verdade seja dita. Principalmente quando você é um artista autoral. Isso significa que você quer fazer o que gosta com originalidade, então não é imitando o outro que gerará bons resultados.

A Lamparina e a Primavera faz o que gosta, do jeito que quer e caiu no carinho do público. Acreditam no som que fazem e autoconfiança é tudo. Acredite que “eu estou fazendo a melhor música, o meu show é muito doido”. Quando você consegue acreditar 100% em você, você vai colocar 100% de si no seu trabalho e só irá colher bons frutos.

E sabe como eu sei que isso está dando certo para eles? Porque eles me contaram, claro. E porque eles estão sendo parados na rua para tirar fotos e quando estão na mesa de um bar percebem que o pessoal da mesa ao lado está se cutucando e apontando para eles. Porque a amiga que fazia circo com o Stênio desde o ano passado, quando voltou das férias foi tremendo e vermelha falar com ele porque não acreditava que ele tocava na Lamparina e a Primavera.

Agora quando eles não conseguirem mais nem ir ao supermercado, você vai se lembrar do que registrei aqui e se não tiver seguido essas dicas vai pensar: poxa, eu poderia ter seguido aquelas dicas do almanaque sobre bandas independentes.

A música não é hobby

Ok, a música pode ser hobby para muitas pessoas, mas para quem quer entrar realmente nesse mercado não pode tratá-la apenas assim. A Lamparina e a Primavera afirma que música é profissão e se você quer que dê certo, tem que se dedicar.

Muitas bandas concordam que não mudariam seu som por algo que está na moda, mas a Lamparina e a Primavera segue uma linha diferente. Ela jamais irá se entregar para a caretice. Porém, se é o pop que está na moda e as pessoas estão consumindo, ela vai fazer um pop, mas vai ser o pop com o jeito e a pegada dela, para que possa se identificar com aquilo e conseguir chegar às pessoas da sua maneira.

Você tá na moda e eu no sufoco

No Brasil, se você trabalha com música e não é rico, muitas vezes você pensará em desistir. “Não podemos romantizar a música porque para quem está começando é zero romance, é mais trampo.”. Então corra atrás e garanta o seu lugar.

Não tenha medo de ser você. Esse povo é raso, amor, mas você não.

 

*Esse produto resultado do Trabalho de Conclusão de Curso do Centro Universitário Una da Jornalista Bianca Morais.

 

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Por Bianca Morais

Matizar: Fazer passar gradualmente de um matiz a outro: a arte de matizar as cores.

Em busca de uma palavra que remetesse a mistura, a banda que não tem um estilo fixo, nomeou-se Matiza, sinônimo de misturado.

Com formação atual de Eduardo Maia (vocal), Bruno de Maria (vocal e guitarra), Pedro Martins (baixo e vocal), Lucca Azevedo (guitarra) e Flávio Marcos, o batata (bateria e percussão), a banda define seu som como pop progressivo, um derivado do rock progressivo, o prog.

Para conhecimento geral, o Batata tem esse apelido porque a irmã dele tinha apelido de batata e antes dela o irmão dele teve apelido de batata, e antes dele a outra irmã teve apelido de batata. Todos estudaram no mesmo colégio e o apelido é de família.

Não só Batata tem nesse almanaque, mas segura mais um pouco que lá na banda Daparte aparece um Cebola. Só continuar lendo.

Agora, se assim como eu, você nunca havia ouvido falar desse gênero, e achava que prog era algo relacionado a eletrônica, deixa eu te explicar um pouco sobre.

O progressivo é um estilo de música que surge quando o artista mistura muitos estilos. Tem a ver com a ideia de pegar coisas e tentar juntar de forma a criar algo novo, independente. É como se fosse um rock alternativo, se assim ficar mais fácil para você entender. Porém, como a banda anda bem distante do rock e não tem muita guitarra distorcida. Não dá para classificá-la dentro do rock e seus subgêneros, por isso se enquadram numa pegada mais pop.

O principal compositor da banda, o Bruno, carrega consigo grande influência do MPB. Inclusive, ele tem um projeto solo de Bossa Nova. Escutem Samba da Bahia, nas plataformas de streaming. Os arranjos e melodias bases elaborados pelos outros integrantes da banda seguem influências de todos os lugares que já passaram e músicas que escutaram.

Quando você escutar Matiza, o termo progressivo irá vir a sua cabeça de primeira, porque a sonoridade deles remete a muita coisa que provavelmente você já ouviu durante sua vida, mas ao mesmo tempo consegue ser bem diferente.

É, não dá para explicar muito além disso, mas dificilmente uma banda consegue classificar e enquadrar o seu gênero dentro de um só, de primeira.

Pode ser que você diga que te lembram 5 a Seco ou Jorge Vercillo. Alguns arriscam que os vocais das músicas, principalmente do primeiro EP, que tem muito vocal com três ou quatro pessoas cantando ao mesmo tempo, relembra a música mineira de antigamente, aquele MPB do Clube da Esquina e Milton Nascimento. De mineiro também são comparados a 14bis.

Se assemelham a banda britânica Yes por conta do rock progressivo.

Agora, para finalizar essa classificação das influências, segundo o baixista Pedro, se Incubus fosse mineiro, seriam iguais a eles.

Enfim, depois que você escutar e chegar a alguma conclusão, conta para eles que irão adorar saber.

Comparações a parte, a banda é uma mistura de influências que cada integrante traz em sua bagagem. Tem Tame Impala e Avenged Sevenfold (principalmente nas guitarras e solos) vindos do Bruno e do Lucca. Tem Pink Floyd e Boogarins do Batata, tem o soul e o black music vindos do Pedro e o Dudu gosta de música nordestina.

A banda nasceu em 2017, logo após um encontro por coincidência entre os amigos Bruno e Edu (mais uma para a série: “BH é um ovo”).

O Bruno tocava em uma banda cover de Avenged Sevenfold e o Edu foi assistir. Depois do show foram conversar e ali resolveram fazer uma banda de música autoral. Sem mais delongas, foi isso.

A banda começou a ensaiar em agosto daquele ano e fizeram seu primeiro show em outubro de 2017, em uma sexta-feira 13. Data meramente ilustrativa, nenhum azar tiveram, apenas o de não conseguir tocar um repertório 100% autoral. Atire a primeira pedra uma banda que nunca tocou um cover para vender show.

Mas nem os covers deles são normais, eles colocam a parada do progressivo até nisso.

Depois do primeiro show como Matiza e tocando cover, as composições já estavam a todo vapor. Dali para frente, aos poucos foram conseguindo encaixar o autoral no repertório.

Pedro e Batata ainda não estavam na banda, nessa época seus lugares pertenciam ao Vitão no baixo e Vivi na bateria.

O Vitão precisou sair por problemas pessoais e por indicação de um amigo em comum, o Pedro entrou na banda.

O primeiro contato do Batata com os meninos foi em um festa de Halloween da engenharia elétrica da UFMG. Batata, já formado, estava ajudando seus calouros a organizar a festa. Foi então que chegou uma banda com o instrumentos na mão e perguntaram:

“Quem vai montar o palco para nós?” (Caso não tenham pegado, a banda era a Matiza)

O Batata olhou para seus calouros, seus calouros olharam para ele e rolou um “ferrou”.

Porém os olhos de Batata era apenas para assustar os garotos, já que ele é engenheiro de áudio e manja tudo do assunto.

Foi lá, arrumou o palco, regulou o som durante o show, sucesso.

Ali a banda conheceu quem seria seu futuro baterista quando o Vivi precisou se mudar para São Paulo a trabalho.

Em determinado momento da trajetória, sentindo falta de mais som, chamaram o Lucca para ser o segundo guitarrista.

Desde o começo até hoje muita coisa mudou, a banda foi criando mais familiaridade com seu som e cada dia mais levando o projeto com mais seriedade. Se antes era tudo festa, hoje ainda é festa, só que também é trabalho, e muito trabalho. Se no início a grana de cachê era repartida igualmente para os membros, hoje eles que lutem porque toda grana que fazem vai diretamente para o caixa da banda que é usado para produzir, lançar música e fazer marketing digital. A seriedade com que levam a banda é algo que mudou muito ao longo do tempo.

Ainda em busca de saber qual é o público alvo da banda, trabalham com anúncios de Facebook ads e no Instagram. Procuram direcionar as músicas para os mais diferentes grupos, analisando como esse público responde aos anúncios, aos vídeos e buscando resultado para entender quem gosta do conteúdo.

Assim como a Chico e o Mar, a Matiza também conta com o apoio de uma distribuidora de música, a Distrokid. Hoje tudo é online e o Spotify e Deezer, por exemplo, são a melhor maneira de divulgar seu trabalho. Essas empresas tomaram o papel das gravadoras e o contrato que antes se fazia com elas, pode ser feito agora com as distribuidoras que colocam suas músicas na plataforma de streaming. Dentro do mundo musical, existem rumores de que em um futuro bem próximo, até mesmo essa distribuição deixará de existir e as bandas terão contrato direto com os streamings.

Atualmente, poucas são as bandas independentes que realmente almejam tocar nas rádios, porque se tornou algo muito difícil de se atingir, principalmente se você parar para escutar as músicas que são tocadas em rádio. Existe uma determinada fórmula, músicas com menos de 3 minutos, refrãos mais simples e fáceis de decorar.

A Matiza é um exemplo de banda que resolveu por não se adequar ao mercado da música comercial. Quando você escuta um som deles, entende de cara o motivo disso. Eles contam com muitos elementos específicos; tem dueto, solo de guitarra, de baixo. Mesmo sabendo que isso não deixa a música atrativa aos olhos comerciais, os meninos preferem fazer a música deles, lançar do jeito que ela é, do jeito que gostam e depois descobrirem quem vai querer ouvir.

Aconteceu isso com o último lançamento da banda, Noite em BH.

“E nós em paz, a noite em BH

Sobe-desce Bahia

De amores que eu vivi”

Inicialmente, a ideia era fazer um pop palatável, que cairia na graça do povo, quem sabe das rádios (indo contra seus princípios). Não demorou muito para a banda ver que não era o que queriam. Bruno chegou com o final instrumental da música, dois solos de guitarra, no meio dobra a guitarra, tem solo do Lucas primeiro, depois tem mais solo do Bruno, depois os dois dobram juntos.

É muita guitarra. Agora já imaginou se isso se encaixaria em um padrão comercial? Jamais. Nem um pouco preocupados com isso, bateram o martelo e soltaram do jeito que queriam.

Particularmente, que música boa. Só não ganha de Tropical Gin (a minha favorita).

Noite em BH foi composta pelo Bruno para sua namorada. A lírica é sobre um romance na cidade de Belo Horizonte. Que belorizontino nunca teve um amor que subiu e desceu Bahia? Quer banda mais mineira que isso?

Outra curiosidade é que a música veio primeiramente do projeto solo de bossa nova dele, mas ao cair na mão do Batata, Pedro, Dudu e Lucca, ganhou uma dimensão completamente diferente.

Assim como Noite em BH e Tropical Gin, a banda é cheia dessas músicas que vão te envolver e levá-lo para uma parada bem diferente de tudo que você está acostumado a ouvir. São sons experimentais, de viajar na música mesmo. Vale a pena conferir.

 

 

 

 

 

*Esse produto resultado do Trabalho de Conclusão de Curso do Centro Universitário Una da Jornalista Bianca Morais.