Uncategorized

0 155

Por Bianca Morais 

Há 21 anos atrás, a morte de um garoto de dez anos na cidade de Poços de Caldas, em Minas Gerais, colocou em dúvida a credibilidade do sistema de transplantes do país. O Caso Pavesi, como ficou conhecido, teve repercussão nacional após a denúncia de que Paulo Veronesi Pavesi havia sido morto pelos médicos que o atenderam para venda de seus órgãos.

Conheça o caso

No dia 19 de abril de 2000, Paulinho Pavesi caiu acidentalmente de uma altura de 10 metros do prédio onde morava. O garoto sofreu traumatismo craniano e foi levado ao Hospital Pedro Sanches, onde recebeu os primeiros atendimentos. Após alguns problemas durante uma cirurgia, o menino foi transferido para a Santa Casa da cidade, local onde foi constatada a morte cerebral da vítima, que teve seus órgãos retirados para transplantes. 

Paulo Airton Pavesi, pai da criança, começou a desconfiar das circunstâncias da morte do filho, após receber uma conta de quase 12 mil reais do hospital, entre as informações que constavam nela, estava a cobrança de medicamentos para remoção de órgãos. Então, ele levou o caso ao Ministério da Saúde e à Associação de Transplantes de Órgãos. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a equipe médica responsável constatou morte encefálica, mas as investigações apontaram que o laudo teria sido forjado e o garoto ainda estaria vivo no momento da retirada dos órgãos.

Algumas testemunhas na época disseram que Paulinho teria chegado com um quadro estável, conversando, o que só aumentou as suspeitas de que os médicos prestaram o serviço de forma inadequada para prejudicar a recuperação do paciente para ele se tornar um doador de órgãos. 

Em 2002, quatro médicos, José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez, foram denunciados pelo Ministério Público. Entre as acusações estavam a demora no atendimento neurocirúrgico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. Outros três médicos chegaram a ser acusados por participação, porém a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e o processo retornou para Poços de Caldas.

Denominado Caso Zero, a morte da criança deu início a uma investigação que trouxe à tona denúncias de irregularidades no esquema de transplantes de órgãos em Poços de Caldas. O pai do menino chegou a pedir asilo à Itália, pois sofria ameaças pelos envolvidos na morte de seu filho e pela população local da cidade que o apontavam como alguém que queria destruir a Santa Casa.

Foram duas décadas à espera de um julgamento, o caso que começou em Poços de Caldas foi transferido para Belo Horizonte, em agosto de 2014, para evitar que a influência dos médicos recaísse sobre os jurados. O júri popular dos quatro médicos aconteceria no dia 6 de abril, mas acabou sendo suspenso.

Retomado em janeiro deste ano, apenas três deles foram julgados, o quarto acusado Álvaro Ianhez teve o caso desmembrado e ainda não existe previsão para seu julgamento. Quanto a José Luis Gomes e José Luis Bonfitto, foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado e pela retirada ilegal dos órgaos de Paulo Pavesi, ambos condenados a 25 anos de prisão e não poderão recorrer em liberdade. Marco Alexandre Pacheco da Fonseca, foi absolvido pois chegaram a conclusão que a atitude do médico anestesista não teve influência na morte do garoto.

O que aconteceu em abril de 2000 foi uma irresponsabilidade médica, órgãos de uma criança foram retirados de forma irregular e sem consentimento dos pais, e ainda foram transferidos para receptores fora da lista oficial de espera. Não existem dúvidas que os médicos responsáveis, por isso, são criminosos e a justiça, mesmo que tardia, foi feita. 

0 58

O evento terá três sedes: uma em Los Angeles e duas na Europa

*Por Daniela Reis 

Amanhã, dia 25, acontecerá a tão aguardada transmissão da cerimônia do Oscar. A 93ª edição do evento terá uma dinâmica diferenciada e contará com um público limitado de 170 pessoas devido às medidas sanitárias de segurança relacionadas à covid-19. A festa terá três sedes, uma em Los Angeles e as outras duas na Europa, em Londres e Paris, para que os indicados não tenham que se locomover até os Estados Unidos. A cerimônia principal, será realizada na Union Station em Los Angeles e de acordo com a Academia será tratada como uma produção de TV/filme, e não será necessário o uso de máscaras para as pessoas que estiverem em frente às câmeras. Além disso, o público reduzido fará revezamento dentro e fora do local da cerimônia para evitar aglomerações.

Além das mudanças temporárias, a Academia também fez outras alterações no roteiro desta edição. As duas categorias de som – mixagem e edição – serão reunidas em uma, reduzindo o número de categorias para 23. A categoria de trilha sonora original também passou por reformulação, estabelecendo o mínimo de trilha original. Para ser elegível, um filme terá que ter 60% de sua composição como inédita – e para sequências e filmes de franquia a trilha precisará ser 80% nova. Também foi anunciado que todos os membros da Academia agora podem votar na pré-seleção das produções a serem indicadas na categoria de melhor filme internacional, um processo anteriormente feito por um comitê seleto. 

Confira a lista completa dos indicados

Com “Mank”, de David Fincher, liderando o número de indicações e com a permissão para que filmes exibidos diretamente em streaming, sem passagem pelo parque exibidor, pudessem concorrer. A lista traz a Netflix no topo com 35 indicações, 11 a mais do que em 2020, com destaque para “Mank” (dez), “Os 7 de Chicago” (seis) e “A voz suprema do blues” (cinco). 

A Amazon Prime Video levou 12 indicações, sendo metade delas por “O som do silêncio”. Outras três vieram de “Uma noite em Miami”, duas por “Borat: Fita de cinema seguinte” e uma pelo documentário “Time”.

Já o Disney+ estreou em grande estilo, com três indicações por “Soul”, duas por “Mulan”, uma por “O grande Ivan” e outra por “Dois irmãos: Uma jornada fantástica”.

E a Apple TV+ foi indicada em duas ocasiões: “Greyhound” (melhor som) e “Wolfwalker” (melhor animação). Por fim, a Hulu também foi lembrada com a indicação de melhor atriz para Andra Day em “Estados Unidos Vs. Billie Holiday”. 

Indicados a Melhor Filme

  1. “Meu pai”
  2. “Minari”
  3. “O som do silêncio”
  4. “Nomadland”
  5. “Mank”
  6. “Bela vingança”
  7. “Os 7 de Chicago”
  8. “Judas e o messias negro”

Indicados a Direção

  1. Thomas Vinterberg (“Druk — Mais uma rodada”)
  2. David Fincher (“Mank”)
  3. Lee Isaac Chung (“Minari”)
  4. Chloé Zhao (“Nomadland”)
  5. Emerald Fennell (“Bela vingança”)

Indicados a Atriz

  1. Viola Davis (“A voz suprema do blues”)
  2. Andra Day (“Estados Unidos Vs. Billie Holiday”)
  3. Vanessa Kirby (“Pieces of a woman”)
  4. Frances McDormand (“Nomadland”)
  5. Carey Mulligan (“Bela vingança”)

Indicados a Ator

  1. Riz Ahmed (“O som do silêncio”)
  2. Chadwick Boseman (“A voz suprema do blues”)
  3. Anthony Hopkins (“Meu pai”)
  4. Gary Oldman (“Mank”)
  5. Steve Yeun (“Minari”)

Indicados a Roteiro Adaptado

  1. “Borat: Fita de cinema seguinte”
  2. “Meu pai”
  3. “Nomadland”
  4. “Uma noite em Miami”
  5. “O tigre branco”

Indicados a Roteiro Original

  1. “Judas e o messias negro”
  2. “Minari”
  3. “Bela vingança”
  4. “O som do silêncio”
  5. “Os 7 de Chicago”

Indicados a Atriz Coadjuvante

  1. Maria Bakalova (“Borat: Fita de cinema seguinte”)
  2. Glenn Close (“Era uma vez um sonho”)
  3. Olivia Colman (“Meu pai”)
  4. Amanda Seyfried (“Mank”)
  5. YounYuh-jung (“Minari”)

Indicados a Ator Coadjuvante

  1. Sacha Baron Cohen (“Os 7 de Chicago”)
  2. Daniel Kaluuya (“Judas e o messias negro”)
  3. Leslie Odom Jr. (“Uma noite em Miami”)
  4. Paul Raci (“O som do silêncio”)
  5. LaKeith Stanfield (“Judas e o messias negro”)

Indicados a Desing de Produção

  1. “Meu pai”
  2. “A voz suprema do blues”
  3. “Mank”
  4. “Relatos do mundo”
  5. “Tenet”

Indicados a Fotografia

  1. “Judas e o messias negro”
  2. “Mank”
  3. “Relatos do mundo”
  4. “Nomadland”
  5. “Os 7 de Chicago”

Indicados a Filme Internacional

  1. “Druk — Mais uma rodada” (Dinamarca)
  2. “Better days” (Hong Kong)
  3. “Collective” (Romênia)
  4. “The man who sold his skin” (Tunísia)
  5. “Quo Vadis, Aida?” (Bósnia e Herzegovina)

Indicados a Longa De Animação

  1. “Dois irmãos”
  2. “A caminho da Lua”
  3. ‘Shaun, o carneiro, o Filme: A fazenda contra-ataca”
  4. “Soul”
  5. “Wolfwalkers”

Indicados a Figurino

  1. “Emma”
  2. “Mank”
  3. “A voz suprema do blues”
  4. “Mulan”
  5. “Pinóquio”

Indicados a Edição/Mixagem De Som

  1. “Greyhound”
  2. “Mank”
  3. “Relatos do Mundo”
  4. “Soul”
  5. “O Som do Silêncio”

Indicados a Curta De Animação

  1. “Burrow”
  2. “Genius Loci”
  3. “If anything happens I love you”
  4. “Opera”
  5. “Yes-People”

Indicados a Curta-metragem

  1. “Feeling through”
  2. “The letter room”
  3. “The present”
  4. “Two distant strangers”
  5. “White eye”

Indicados a Trilha Sonora

  1. “Destacamento Blood”
  2. “Mank”
  3. “Minari”
  4. “Relatos do mundo”
  5. “Soul”

Indicados a Efeitos Visuais

  1. “Love and monsters”
  2. “O céu da meia-noite”
  3. “Mulan”
  4. “Tenet”
  5. “O grande Ivan”

Indicados a Edição

  1. “Meu pai”
  2. “Nomadland”
  3. “Bela vingança”
  4. “Os 7 de Chicago”
  5. “O som do silêncio”

Indicados a Cabelo e Maquiagem

  1. “Emma”
  2. “Era uma vez um sonho”
  3. “A voz suprema do blues”
  4. “Mank”
  5. “Pinóquio”

Indicados a Canção Original

  1. “Fight for you” (“Judas e o messias negro”)
  2. “Hear my voice” (“Os 7 de Chicago”)
  3. “Husavik” (“Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars”)
  4. “Io Sì” (“Rosa e Momo”)
  5. “Speak now” (“Uma noite em Miami”)

Indicados a Longa Documentário

  1. “Collective”
  2. “Crip Camp”
  3. “The Mole Agent”
  4. “My Octopus Teacher”
  5. “Time”

Indicados a Curta Documentário

  1. “Colette”
  2. “A concerto is a conversation”
  3. “Do not split”
  4. “Hunger Ward”
  5. “A love song for Latasha”

Onde assistir?

ABC

A transmissão oficial será realizada pelo canal americano ABC, não está liberado no Brasil mas você poderá acessar através de sistemas de VPN.

A Academia do Oscar

Os canais das redes sociais oficiais do Oscar 2021 farão a transmissão. Veja pelo

Facebook, Twitter ou Youtube.

TNT e TNT GO

No Brasil você pode assistir pelo canal TNT através de sua operadora de TV por assinatura ou na plataforma streaming TNT GO, com as opções:

  • TNT Séries
  • TNT
  • Space

Você também poderá aproveitar o conteúdo com dicas, comentários e todas demais informações pelo canal oficial no Youtube da TNT.

Rede Globo e Globo Play

A responsável pela transmissão do Oscar 2021 para a TV aberta ficará a cargo da Rede Globo e acontece após o Big Brother Brasil 2021. Já a Globo Play terá transmissão aberta ao público através de sua plataforma de streaming. O Aplicativo Globo Play está disponível para baixar na Google Play ou na App Store, da Apple.

 

 

 

 

 

 

0 104

Por Bianca Morais

No dia 7 de abril, foi comemorado o Dia do Jornalista. Esses profissionais incansáveis, que estão sempre correndo atrás de uma boa reportagem e nunca perdem um furo de notícia.

O Tbt de hoje do Jornal Contramão homenageia dois jornalistas que ficaram mundialmente conhecidos após revelarem um dos maiores escândalos políticos dos Estados Unidos: Bob Woodward e Carl Bernstein. Provavelmente, a uma primeira vista você não reconheça esses nomes, porém com certeza já ouviu falar do Caso Watergate, que foi investigado por esses repórteres do Jornal Washington Post, e posteriormente levou à renúncia de um dos presidentes mais detestados dos Estados Unidos, Richard Nixon. 

Entenda o caso

Watergate é o nome dado a um complexo de escritórios localizado na capital dos Estados Unidos. Na noite do dia 18 de junho de 1972, cinco homens foram detidos após serem flagrados quando instalavam escutas e fotografavam documentos na sede do partido Democrata. 

A história dessa invasão chamou a atenção de dois jornalistas, Bob Woodward e Carl Bernstein, de um dos jornais mais importantes da capital do país, o Washington Post. Durante meses os repórteres trabalharam junto a um informante conhecido como Garganta Profunda. Os encontros aconteciam em um estacionamento e apenas algum tempo depois que se descobriu a identidade desse delator, ele era William Mark Felt, diretor assistente do FBI.

Quanto mais pesquisava, mais havia indícios de uma ligação entre o caso e a Casa Branca. Um dos homens pegos na noite da invasão estava na folha de pagamento do comitê que trabalhava para Nixon e um outro havia recebido um depósito de 25 mil dólares.

O presidente da época era o republicano Richard Nixon, ele havia sido eleito no ano de 1968. Nixon era o terceiro presidente dos Estados Unidos a ter que lidar com a Guerra do Vietnã e concorria à reeleição contra o democrata George McGovern, vencendo de maneira esmagadora, ganhando em 49 dos 50 estados americanos.

Nixon era conhecido por gravar tudo que se passava em vários cômodos da casa branca, indo de conversas a chamadas telefônicas, com o único objetivo de criar arquivos pessoais sobre sua trajetória. Durante a investigação do Caso Watergate, essas gravações foram solicitadas ao presidente, que entregou com resistência aos federais, porém muitas delas foram cortadas, o que levantava bastantes suspeitas quanto à sua participação no escândalo. 

O advogado de Nixon alegava que ele tinha prerrogativas de cargo, que é resumidamente, o poder que o presidente, como autoridade maior, tem de cometer crimes e não ser julgado por eles. A popularidade de Richard caia, e em 24 de julho de 1974 foi julgado pela Suprema Corte dos Estados Unidos e obrigado, por votação unânime, a apresentar as gravações originais, que provaram que Richard sabia das operações ilegais contra o partido democrata e ainda tentou atrapalhar as investigações.

A essa altura, a população já pedia o impeachment de Richard Nixon, que posteriormente, no dia 9 de agosto pediu a renúncia de seu cargo, que foi substituído pelo seu vice Gerald Ford. 

O trabalho dos jornalistas do Washington Post foi fundamental para o desenrolar desse caso. Se esses dois repórteres não tivessem seguido as pistas e feito a investigação sobre o Watergate, talvez essa trama política de espionagem, sabotagem e suborno do governo de Nixon jamais teria sido descoberta. 

O jornalismo investigativo praticado pela dupla, de trabalhar com uma fonte, confiar na nela, checar as informações, mostra a importância e o poder que os jornalistas têm. Sem dúvidas Bob Woodward e Carl Bernstein criaram uma notoriedade na área do jornalismo investigativo e uma imprensa mais corajosa.

0 146

Por Daniela Reis 

Digo que não só me formei, mas nasci jornalista. Ainda menina, ganhei de presente aquele famoso gravador de fita cassete, vermelhinho, com os botões coloridos e um pequeno microfone, que usava para gravar meus primeiros programas de rádio. Ali, na minha emissora de “mentirinha”, eu exercia duas funções, a de repórter e também de entrevistada. As ondas não eram de FM, eram da imaginação da garotinha sonhadora e comunicativa. 

Sempre gostei de conhecer e contar histórias, até fui apelidada por uma professora do primário como “Daniela Tagarela”. Minha curiosidade ia além das perguntas clássicas das crianças. O sonho era grande, muito maior que aquela molequinha de cabelos lisos e compridos, franja e gordinha. Eu me vi algumas vezes como professora, mas o anseio era mesmo segurar um microfone em frente às câmeras, aquele com canopla e a logo de um importante canal. 

No dia da inscrição para o vestibular, lembro como se fosse hoje, o frio na barriga ao assinalar a opção: Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo. Estava ali dando o primeiro passo para um sonho que um dia se tornaria real. Como todo jovem eu tinha minhas dúvidas, meus medos, mas a única certeza era: Eu quero e vou ser jornalista! Provas de vestibulares feitas, aprovação e o primeiro dia de aula. Sim, eu estava na cadeira de uma universidade subindo o primeiro degrau para a conquista do meu canudo, o meu diploma. 

Sempre fui daquelas alunas caxias, que anotava tudo, que sentava na frente e que amava as aulas práticas de rádio e TV. Era figurinha conhecida do jornal laboratório, apresentava um programa na emissora educativa FM e aproveitava todo o meu tempo livre para trocar ideias e criar projetos com colegas e professores. Ali, a Daniela Reis Salgado começou a ser conhecida como Dani Reis, nome profissional que utilizo até hoje nas minhas produções. 

Ainda como universitária tive minha primeira matéria publicada em um jornal de grande circulação de Belo Horizonte, através de uma parceria da minha instituição de ensino com o veículo de comunicação, tenho esse impresso guardado até hoje como minha primeira conquista profissional. Daí não parei mais! Fui escolhida pela universidade para um intercâmbio em Portugal, estagiei na assessoria da UEMG – Universidade Estadual de Minas Gerais, fui monitora na rádio da faculdade, participei de projetos de extensão, formei! 

Pronto, o mundo estava aberto para mim! E como sempre fui dessas que busca oportunidades, logo me inscrevi para minha primeira pós-graduação. No mesmo período fui chamada para cobrir férias no Jornal o Tempo, onde também escrevi para o Jornal Pampulha e o Super. Veio a primeira reportagem de capa, o primeiro furo e a primeira matéria especial. A adrenalina da primeira entrevista coletiva que cheguei com gravador, bloco e caneta, a emoção de sentar no mesmo ambiente dos grandes, dos profissionais, caiu a ficha: Danielaaaaaa, você é uma profissional! Nossa… o sonho estava se tornando realidade. 

E foi assim, de degrau em degrau, que o dia de pegar aquele microfone com canopla chegou! Indicada por professores da pós, participei de um processo seletivo de uma grande emissora, passei! Agora era oficial, repórter Dani Reis. Poxa, a garotinha do programa de rádio no seu Primeiro Gradiente agora estava nas ruas fazendo povo-fala, cobrindo eventos importantes, dando furos e até fazendo vivo em um helicóptero. A rotina era puxada, muitas vezes as pautas eram tristes, tragédias da chuva, acidentes fatais, crimes hediondos. Plantões aos finais de semana, bater ponto às 05h da matina. Mas nada disso era maior que a realização de saber que estava alcançando o que queria. 

Foram anos de TV, mas o caminho profissional nos surpreende! Jornalismo não é só microfone ou gravador na mão, jornalismo vai além! E durante esse minha trilha passei por grandes instituições, por assessoria, por produção de eventos, marketing digital, freelas e mais freelas. Em todo esse percurso estava fazendo o que mais amava, comunicando, contando histórias, tendo contato com o público e deixando minha marquinha positiva na vida de pessoas que cruzavam meu caminho, sorte a minha! 

Hoje, a jornalista aqui pode fazer um pouco de tudo! Da TV e da produção para o universo acadêmico! Nesse novo desafio a possibilidade de compartilhar conhecimento, de gravar, de escrever, de revisar, de assessorar, de produzir e ajudar a construir novas histórias com jovens universitários, que assim como eu (um dia) sonhavam em chegar lá. 

Nesse dia do jornalista, só posso agradecer por tudo que vivi e esperar com o peito aberto por o que ainda está por vir. Continuarei buscando pautas, contando histórias, produzindo e mesmo com 15 anos de carreira continuarei sentindo o frio na barriga quando alguém gritar “gravando” e ainda temerei o nosso famoso deadline. 

Parabéns jornalistas, vamos comunicar para mudar o mundo!

 

*Edição: Bianca Morais e Italo Charles

0 124

Vamos começar a semana com música? Segue a nossa penúltima banda do Almanaque de Bandas Independentes de BH, produzido pela jornalista Bianca Morais. 

PAPA BLACK

Amigos da Duetê e com um produtor que entende da indústria musical em Belo Horizonte, está a Papa Black.

Se você já foi ao Major Lock (casa noturna de Belo Horizonte frequentada por jovens), talvez você os conheça por Black n’ Yellow.

Frequentadores do lugar que serviu de primeiro palco para grandes bandas de BH como Skank, Jota Quest, Tianastácia e Lagum, os amigos Ítalo Martins, Guilherme Saffran, Hiago Dias e Gabriel Alonso, o Popota, sentiam falta de um show ali que não fosse um cover de banda de rock antiga. Foi então que tiveram a ideia:

“Vamos formar uma banda e começar a tocar no Major Lock”

Tendo em vista que eram amigos de promoters da casa, viram ali a oportunidade de mostrar o som da Black n’ Yellow para o público belorizontino.

A banda tinha esse nome porque, segundo o vocalista Ítalo, a banda “tinha dois pretinhos: eu e o Popota e dois loirinhos: o Hiago e o Saffran”. Preto e Amarelo, Black n’ Yellow.

Hiago foi o primeiro a deixar a banda por motivos de trabalho. Amigos de longa data, Ítalo não queria que ele sumisse dessa maneira da história da banda e o convidou para produzi-la.

Com Hiago assumindo o papel de produtor, a Black n’ Yellow passou a se profissionalizar, correr atrás de show e de uma formação maior da banda.

A banda

A primeira formação começou com o Ítalo no vocal, o Hiago e o Saffran no violão e o Popota no Cajon. Era uma banda descontraída de amigos, que tocava em alguns rolês para animar a galera.

Para se profissionalizar, após a saída do Hiago, a banda precisava de um guitarrista e um baixista. O Popota tinha um amigo, o Fábio Fuly, que iria comprar um baixo. O Ítalo virou para o Popota e falou:

“Beleza, manda 25 músicas para ele aprender a tocar.”.

O Fuly chegou no dia do show cheio de papel de partição embaixo do braço. Entrou no palco, tocou com a banda e dali não saiu mais.

Ok, agora precisavam de uma guitarra. O Ítalo tinha um amigo de escola que tocava, o Lorenzzo Antonini.

“Cara, quer entrar na minha banda?”

“Quero”.

Pronto. Mais um integrante.

O Popota saiu.

O Luqui entrou na bateria, substituindo o Cajon. Depois acabou saindo também, entrando no seu lugar o Yuri, que também saiu. Por fim, apareceu o Caio Plinio, primeiro baterista oficial da Papa Black. Os outros eram apenas freelancers.

Nesse meio também teve a Júlia, que trouxe a voz feminina para a banda durante um tempo.

O então advogado/músico Lorenzzo Antonini foi seguir a carreira de advocacia e deixou a banda. No seu lugar entrou Artur Santos, Tuts para os íntimos. O Artur, assim como o Hiago (já produtor da banda), produzia eventos. Em um ou dois shows da Papa Black em que o Hiago não conseguiu aparecer, o Artur foi no lugar dele, conheceu a banda, se apaixonou e quando a vaga do Lorenzzo apareceu, não restaram dúvidas, era a vez do Tuts assumir esse lugar.

Na formação atual também tem o João, tecladista e Cassio Santos, o percussionista.

É possível perceber que as entrevistas de emprego para uma vaga na Papa Black não são muito difíceis, porém as vagas já acabaram.

A Black n’ Yellow começou sendo uma banda de amigos que queriam tocar Natiruts, Rael e Gabriel, o Pensador no Major Lock. Através da influência das músicas que tocavam, foram montando uma identidade e a vontade de se profissionalizar e fazer um trabalho autoral foi crescendo.

Por que contei toda essa história da formação?

Porque quando os meninos deixaram de ser a Black n’ Yellow para ser a Papa Black eles tinham um objetivo claro: se profissionalizar. Deixar aqueles 200 reais em consumação no bar do amigo no passado e voar alto. Acontece que em uma banda, nem sempre todos estão na mesma sintonia. Quando você quer deixar a “parada mais séria”, quem está ali só por diversão acaba ficando para trás. E mais uma vez, isso não é um problema. A amizade prevalece, mas em determinado ponto da caminhada para o sucesso é necessário abrir mão, por exemplo, de cachê, que passa a se tornar caixa para a banda. Entre outras mudanças, definir prioridades que, só quem quer seguir esse novo rumo, topa.

O ano de 2019 foi de transição para a banda, começando 2020 trabalhando mais forte. Com novos lançamentos, mas ainda tocando covers no repertório. Afinal, para uma banda ser atrativa para contratantes, precisa de um cover, mas tudo isso com o objetivo fixo de criar caixa para produção do material autoral que tanto almejam.

A mudança de nome

Se a primeira coisa que lhes vêm à cabeça ao escutar “Black n’ Yellow” é a música do Wiz Khalifa, não é só na sua, é no search do Google também. Digita lá esse nome e aparece a versão original, a versão ao vivo e vários covers.

Nome de banda já é algo complicado, mas quando ela tem o mesmo nome de uma das músicas mais famosas de um rapper americano, parece até auto sabotagem.

E eles perceberam isso. Não dava para competir com a canção, então era necessário encontrar um novo nome.

O nome, além de tudo, ainda era difícil de escrever, ninguém conseguia marcar @blacknyellow nas redes sociais bêbado na balada. Quando os meninos estavam no Uber e contavam que tinha uma banda, o motorista perguntava o nome e ao escutar a resposta, a primeira reação era: “o quê?”

Os flyers de evento com o nome errado.

Mudar era necessário e urgente. A banda estava com o lançamento do EP marcado e não tinham um novo nome e não queriam lançar com o antigo.

Foi em uma tarde, na praça do Papa, que o Ítalo (o que menos concordava com a mudança de nome, muito apegado o garoto) soltou um: “por que a gente não chama Papa Black?” Papa, porque é um dos lugares mais notórios de BH e um dos favoritos dos garotos, e Black, para não perder a identidade que carregaram por tantos anos.

O primeiro EP então foi lançado em Março de 2018, já com o novo nome da banda: Papa Black.

A Papa Black

Ítalo, o furacão, nunca consegue passar despercebido em lugar nenhum. Um verdadeiro vocalista, com presença de palco e estrela na testa. Gosta de holofote e é um cara muito emocionado.

O Saffran, junto com o Ítalo, é o integrante mais velho da banda e traz calmaria para a energia que o amigo tem.

Fuly, rapaz peculiar, sabe dar informação de tudo, desde medicina forense até astrologia, gosta de um forró e de um Led Zeppelin.

Caio, o maestro. Internamente acabou assumindo a função de produtor artístico, conteúdo teatral e trouxe o show business para a banda.

O Cassin traz a swingueira com toda a sua percussão.

Artuzin é o mais novo da banda e mais empolgado. O João, o amigão. E o Hiago, o paizão.

Junta esses oito garotos, muito pop, muito rap e muito reggae. Se antigamente se rotulavam somente dentro de um determinado som, como reggae music ou rap, hoje a Papa Black quebra essa crença e coloca de tudo na sua música.

O Ítalo é um cara de momento e vemos isso claramente nas composições da banda. Com muito freestyle e improviso, quando a ideia vem na cabeça ele bota para fora, sem muito planejamento.

A maioria das músicas da Papa Black nasceu dentro do estúdio. Enquanto os músicos chegam com a estrutura harmônica, o Ítalo compõe a letra na hora da gravação. Com ele não tem aquele negócio de “gosto de ir para o campo escutar os pássaros e tomar um café coado pela avó”. Com ele é energia o tempo todo, o garoto é ligado no 220v.

Falando Mercadologicamente:

Muitas bandas que passaram por este almanaque têm contratos com distribuidoras de música que os ajudam a espalhar seu som e fazer com que cheguem a mais pessoas.

Pois bem, a Papa Black também trabalha com uma distribuidora, a Sony.

Sim, a Sony, a famosa gravadora que também oferece contrato de distribuição de música para artistas em ascensão, e um desses exclusivos artistas são eles, a Papa Black. A música Procê foi lançada em parceria com eles e deu um resultado muito positivo.

A Papa Black, como todas as outras bandas desse almanaque, começou como uma banda independente. Há diversas concepções técnicas para conceituar “música independente”, mas informalmente falando, podemos entender o termo “independente” como uma produção autônoma que, geralmente, não possui financiamentos da indústria musical e cultural por trás. Mas a Papa Black, em um determinado momento, cresceu e precisou sair dessa independência e, de certo modo, amadorismo.

A Sony, com todos seus contatos, consegue levar seus artistas a playlists com milhares de seguidores. A gravadora trabalha com diversos tipos de contratos para bandas. A Daparte, banda que falaremos em seguida e gerenciada pelo mesmo produtor da Papa Black, também tem um contrato com eles, porém um pouco diferente, no caso deles é investido dinheiro.

Para fins de curiosidade, a banda Lagum tem o contrato 360, que é o contrato artístico onde a Sony banca tudo.

Enfim, quando a Papa Black decidiu se profissionalizar, eles não estavam de brincadeira. O Hiago, produtor, faz a mesma função da Cris da Duetê, que é a de ser alguém de fora atuando dentro da banda para ajudá-los a perder um pouco da visão artística e pensar na visão mercadológica.

Produção de conteúdo de qualidade em estúdios e reverter cachê em produção de música e clipe. O público está acostumado a receber conteúdo de todos os lados e, com certeza, aquele com maior qualidade irá atrair mais.

Ao longo dessa caminhada, a antiga Black n’ Yellow começou sendo uma banda cover e percebeu que, em um determinado momento, se saturaram de cantar músicas dos outros e queriam mostrar ao mundo o que era deles. Uma banda cover raramente vai sair da sua cidade natal porque, afinal, se for para contratar uma banda que toca músicas de outros artistas, os contratantes encontram-se na própria cidade. A Papa Black queria mais.

Enfrentaram dificuldades ao querer mostrar seu trabalho autoral na sua cidade, mesmo em se tratando da capital mineira. O perfil do contratante da própria cidade é querer uma banda cover para animar a galera. Perderam nisso, mas ganharam muito mais.

Fizeram uma música teste lá em 2017, quando a Júlia estava na banda. “Não dá mais” ainda é a música com mais plays nas plataformas de streaming. Viram resultado e investiram mais. O EP veio. Confira Tulipas no Spotify.

Papa Black é uma banda com visão de mercado, mas também com visão de parceria. Acreditam fielmente que o cenário das bandas independentes de Belo Horizonte não é de competição, mas de trocas. Um ajudando o outro, no final todos só tem a ganhar. Tem lugar para todo mundo, caminhando lado a lado, de forma democrática, abrindo espaço para todos tocarem e apresentarem seus trabalhos. Há uma valorização mútua. Apoie sua cena local. 

 

*Esse produto resultado do Trabalho de Conclusão de Curso do Centro Universitário Una da Jornalista Bianca Morais.

 

0 243

Por aqui já estamos em clima de Natal! E a receita de hoje que foi desenvolvida pelo Alexei Fittipaldi, é um hot dog inspirado na ceia de natal, com salsicha de peru, ketchup de frutas vermelhas e maionese temperada com mostarda Dijon! Se liga nessa delícia que vai fazer sucesso entre as crianças e os adultos!

Hot Dog de Natal

Quantidade de porções: 1 porção
Tempo de preparo: 1h: 30 m horas
Categoria: lanche

Ingredientes:

Cachorro quente:
1 un de pão de cachorro quente;
1 un de salsicha de Peru;
2 colheres de sopa de manteiga em ponto de pomada;

Molho de ketchup de frutas vermelhas:
-1 un de maçã fuji;
– 1 un limão taiti;
– 250 ml de vinagre de maçã;
– 300 ml de Ketchup pronto;
– 150 ml de molho inglês;
– 150 ml de molho de tomate;
– 5 gr de sal;
– 10 gr de pimenta do reino preta;
– 1 xícara de amora congelada;
– 1 xícara de Morango congelado;

Maionese francesa:
– 1 un de gema de ovo;
– 1/2 limão taiti;
– 150 ml de vinagre de limão;
– 100 gr de Mostarda Dijon pronta;
– 10 gr de pimenta do reino branca;
– 10 gr de sal
– 1 L de óleo de girassol;

Passo a passo para a preparação:

Preparo do Ketchup

– O primeiro passo é cortar as maçãs em 4 partes, reservar. Em seguida cortar o limão tati, espremer o suco junto com 100 ml de água filtrada, despejar a maçã na água com Limão para evitar oxidação da maçã.

– Em seguida, despejar a água com limão, maçã no copo do liquidificador, junto com sal, pimenta, molho inglês.

– bater no liquidificador, até virar uma suco, colocar o ketchup, molho de tomate é por fim a amora e o morango congelado. Assim que bateu tudo virar um suco vermelho escuro, colocar em um panela para reduzir o ketchup por 15 minutos em fogo médio.

– Depois de 15 minutos reduzindo, despejar em uma bisnaga de lanchonete, colocar para esfriar na geladeira.

– Corrigir o sal e o tempero para ver se está ao gosto;

– dura até 3 meses conservado em geladeira.

Preparo da Maionese

– Primeiro passo, quebrar um ovo separar a gema da clara e dispor em bowl a gema, sal, pimenta do reino, suco do limão, mostarda dijon;

– Em seguida, misturar com ajuda de um fouet, misturar os Ingredientes, reservar.

– Com ajuda da sua mão direita abra a garrafa de óleo de girassol, com a outra coloque um pano umidecido para segurar o bowl na mesa em logo asseguir bata com fouet com mão direita e com a esquerda vsi despeijando óleo de girassol em fios, bem devagar até que fique em ponto de maionese, isso pode girar em torno de 20 munido batendo até que pegue o ponto de maionese, em seguida colocar na geladeira.

– Depois de resfriado, colocar em uma bisnaga de lanchonete;

– prazo de validade de uma semana em geladeira.

Montagem do hot dog

– Cortar o pão no meio com auxílio de uma faca de serra, em seguida colocar uma chapa de ferro, colocar em fogo alto.

– Assim que a chapa estiver bem quente, passe a manteiga em ponto de pomada em baixo e em cima do pão, coloque para selar na chapa.

– com o pão selado, reserve. Aproveite a chapa bem quente coloque as salsichas de Peru na chapa para grelhar.

– coloque a salsicha grelhada, no meio do pão, coloque gotas do ketchup de frutas vermelhas e gostas de maionese francesa.

Dica: Se tiver em casa picles ou cebola em conserva coloque por cima para decorar.

Aproveite, feliz Natal!

Com a palavra, o dono da receita: Alexei

“Meu nome é Alexei Fittipaldi, sou formado em gastronomia pela Una, já trabalhei com eventos como casamentos, formaturas e aniversários pelo Bravo Catering. Fiz estágios no Osso, Cozinha Tupis e Glouton. Atualmente estou focado em consultoria gastronômica. Cresci em uma família italo- portuguesa gigante, com 5 tias que faziam vários pratos típicos aos domingos de almoço em família, isso sempre memotivou a querer entrar para curso para divulgar a comida das mesas fartas dos domingos em família”.