Utilidade Pública

Doação de sangue realizada no Hemominas. Foto: Acervo Fundação Hemominas.

Por Matheus Dias

A Campanha Junho Vermelho foi criada para conscientizar e incentivar a população sobre a importância de ser um doador, onde uma única pessoa pode salvar até quatro vidas. Por isso, na data de hoje, 14, é comemorado o dia mundial da doação de sangue. 

O número de doações está em queda na Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Minas Gerais (Hemominas), instituição pública que tem por finalidade garantir à população a oferta de sangue. Em 2019 compareceram 348.158 pessoas na fundação, em 2020 caiu para 308,970 doadores e em 2021 houve 316.587 candidatos a doar sangue. Hoje, em 2022, possui uma queda de 30%, o que impacta diretamente nos estoques e às demandas transfusionais. 

Nesta época de frio há diminuição no comparecimento de candidatos e houve aumento no percentual de inaptidões. “O atual quadro de queda acentuada nos estoques aos efeitos da pandemia, tendo sido verificada a partir do ano de 2020 – o número de infectados, os prazos de inaptidão para quem teve a covid e pra quem se vacinou, além dos prazos de inaptidão para quem tem sintomas respiratórios etc., fizeram com que os comparecimentos às unidades diminuíssem”, conta Viviane Guerra, assessora de captação e cadastro da Fundação Hemominas.

Doação de sangue realizada no Hemominas. Foto: Acervo Fundação Hemominas.

Tanto para quem ajuda e é ajudado, o sentimento é de gratidão. A equipe do Jornal Contramão conversou com Alexsander Souza Parreiras, 50, mecânico, que recebe doação desde criança por ter uma doença genética. 

Desde os quatros anos de idade que Parreiras recebe doação, pois tem anemia falciforme, uma doença hereditária que necessita de acompanhamento médico. O tratamento que ele faz é realizado através do Hemominas, mas em alguns momentos precisou de campanhas sociais para conseguir a doação de sangue. “Acontece direto de não ter estoque para o meu tipo sanguíneo, que é o O-”, comenta. 

Por ter um dos tipos sanguíneos raros, o ‘O Negativo’, Alexsander sempre contou com a ajuda de voluntários. A última vez que precisou de doação foi em agosto de 2021, onde precisou passar por uma cirurgia de prótese na coluna, causado pelo serviço de mecânico de máquinas pesadas e pela doença. Na época, foi realizada uma grande campanha para conseguir a quantidade de bolsas de sangue necessárias. 

O número excessivo de candidatos para doar sangue em seu nome no Hemominas fez com que a equipe da fundação procurasse saber quem era Alexsander Parreiras. Além disso, toda mobilização se estendeu nas redes sociais, na comunidade, no grupo da igreja em que ele e sua família participam, e até mesmo em outros estados, como São Paulo. 

Com o número alto de doadores, a campanha além de o ajudar, também proporcionou alegria e saúde para outros pacientes que precisavam de sangue. “Muitas pessoas tinham medo de doar e foram por minha causa e disseram que vão doar mais vezes. A doação é muito importante, se estou aqui hoje é graças a todos que doaram. Agradeço a Deus e a cada um que fez a doação”, ressalta Alexsander.

Registro de momentos antes de Alexsander realizar a cirurgia em 2021. Foto/reprodução: Acervo pessoal.

Amizades podem influenciar em decisões, e com a estudante de Arquitetura e Urbanismo da Una, Ashley Lino, não é diferente! A jovem de 21 anos fez sua primeira doação em dezembro de 2021, a convite e incentivo de sua amiga. E sua maior inspiração para tal ato solidário veio de sua mãe, Luziene Coimbra de Assis Lino, que em setembro do mesmo ano precisou da transfusão de sangue após receber uma doação de rim. “Minha mãe recebeu a doação de rim e não quis que eu doasse para ela por medo de acontecer alguma coisa comigo durante a cirurgia”, conta Ashley. 

A doação feita por Ashley foi para o banco de sangue do Hemominas, após acompanhar e entender de perto o significado e a importância de ser um doador. Ela, por causa de sua mãe, quis ajudar outras pessoas e deixa um recado para todos que sentem medo ou tem algum receio de doar. “É importante dizer que o medo não pode nos impedir de ajudar o outro, a gratidão de poder salvar vidas é muito maior!”, declara.

Bolsas e estoque de sangue recebidas pelos doadores. Foto: Acervo Fundação Hemominas.

Vamos doar? 

Se você tem entre 16 e 69 anos, você pode ser um doador de sangue. Já jovens de 16 e 17 anos e maiores de 60 anos devem verificar as condições no site do Hemominas, onde também tem informações dos critérios e restrições para realizar a doação. 

Caso já tenha doado, atente-se ao prazo e doe novamente! Mulheres: 90 dias e até três vezes por ano. Homens: 60 dias e até quatro vezes ao ano. 

Para realizar a doação de sangue, basta acessar o site do Hemominas para agendar a coleta. Na página da Fundação consta todas as informações e critérios, além dos endereços das unidades que podem ser consultados .

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Poderão ser doados itens pets, como cobertores, roupas, colchões e outros, para animais em situação de rua 

Por Keven Souza

O Centro Universitário Una, por intermédio de seu curso de Medicina Veterinária, está lançando na próxima quinta-feira (26), a primeira edição da ‘Campanha do Agasalho Animal – Eles Também Sentem Frio’ em Belo Horizonte. O projeto iminente tem como objetivo atender às necessidades dos cães e gatos em situação de vulnerabilidade, principalmente no atual período do inverno.  

Belo Horizonte registrou ontem (19) temperatura mínima de 4,4ºC, a menor temperatura na cidade neste ano. O frio intenso, além de ser um incômodo para pessoas em situação de rua, também maltrata os animais. Dito isso, a campanha da Una se faz importante e necessária para o atual contexto da cidade.  “As temperaturas nos últimos dias têm caído de forma acelerada, trazendo um frio intenso para os animais de rua, onde os abrigos não existem e quando existem não atende a necessidade de mantê-los aquecidos. A queda da temperatura traz um quadro de hipotermia, podendo levar à morte desses animais”, declara a médica veterinária e professora da Una, Idelvânia dos Anjos Nonato. 

Serão arrecadados cobertores pets, caminhas, casinhas, roupas, tapetes, toalhas ou quaisquer itens,  tanto para cães quanto para gatos, que ajudem a espantar o frio dos pets. A doação será destinada aos animais de rua e ONGs que os acolhem, fazendo trabalho social deste viés. 

As doações poderão ser entregues na Una Campus Liberdade, durante todo o dia, enquanto durar a estação do inverno. Não fique de fora, participe e faça parte deste movimento que faz a diferença. 

 

Una Liberdade

Una Liberdade – Rua da Bahia, 1746 – Lourdes – Belo Horizonte

(31) 3235-7300

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Por Lucas Requejo

Com a chegada de 2022, duas coisas estão em evidência mais que plena: a Copa do Mundo, que será realizada no Qatar, e as Eleições Gerais do nosso país. Sobre este segundo item, há um detalhe específico que está deixando o povo de cabelo em pé: a situação do Título de Eleitor.

A situação do Título de Eleitor tem seu nome geral de “regularização” na base denominada Cadastro Eleitoral, na qual tem três situações: novo, irregular ou Transferido. Há uma situação do Cadastro que é a solicitação da permissão do nome social às pessoas transexuais e travestis. Todas elas têm o seu prazo final no dia 4 de maio, quarta-feira. 

Agora, você sabe a real importância de votar? Se não sabe, o Contramão te conta! 

A escolha de uma autoridade que seja de válida competência de se dirigir um país e uma população em sua totalidade é uma escolha que afeta não só dentro do país, mas a relação com os outros países, a famosa relação geopolítica. Tendo em vista esta questão, você sabia que todos os países trocam acordos, sociais e econômicos, entre si? E isto impacta na economia através da balança comercial?

Historicamente, o Brasil se baseou muito em dois pilares para se dar o direito ao voto, à alfabetização e à riqueza. Na concepção governamental entre 1820 e 1930, as autoridades faziam isso para que fosse mais fácil manter o poderio de famílias de forma a não largar o osso do “virtú e fortuna”, como diria Maquiavel – bem como métodos coronelistas.

As mulheres só obtiveram o direito ao voto com a Constituição de 1934, depois de uma revolução para que houvesse um documento mais atualizado à época. Mas, como se sabe, o poder fala mais alto e a ditadura chegou três anos depois. 

Em 1945, o povo voltou a votar, mas, a partir de 1964 até 1982, o direito foi, novamente, cassado de forma irrestrita. Uma eleição geral direta só foi possível apenas em 1989, 26 anos depois de um plebiscito, e sete depois da liberação para estados e municípios.

O voto é o segundo maior gesto e símbolo da cidadania ideal, perdendo somente ao direito da vida e liberdade individual. Mas, o maior obstáculo é o ambiente político, dividido em duas camadas, que é a polarização de ideologias e a desconfiança nos políticos; e, em noção ideal, as questões apresentam sintomas distintos.

A polarização vem da ideia de idolatria, que, como já dito por Sergio Buarque de Holanda em seu livro Raízes do Brasil, “O brasileiro é vencido pela sua cordialidade”, que, infelizmente, não tem limite. A desconfiança dos políticos vem de um outro sintoma grave – a memória curta do brasileiro por atos político-partidários.

Essa questão é bem desastrosa, visto que transforma o indivíduo suscetível a erros repetitivos sem necessidade alguma, colocando todos como reféns de um bando de interessados em apenas ter seus benefícios como representantes do serviço público.

Agora, pare para pensar: há solução viável para que possa mitigar tais sintomas apresentados? Sim, a internet. Ela é a maior fonte de buscas de conteúdos de assuntos quase ilimitados. Então, buscar informações de candidatos não custa nada, não é mesmo?

Vote consciente

Então, de cidadão para cidadão, vamos fazer um combinado comigo e os outros mais de 140 milhões de eleitores? Regularize sua situação perante os tribunais superior ou regionais. Acesse https://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2022/Abril/contagem-regressiva-faltam-10-dias-para-tirar-regularizar-ou-transferir-o-titulo-de-eleitor (copie e cole no seu navegador), se informe como proceder de forma correta e entre para a turma de quem acredita que a cidadania é uma marca a ser mantida para uma sociedade consciente do seu papel. E aí, vamos juntos nessa mudar o país através do voto?

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A Una  já é parceira da Prefeitura de Belo Horizonte quando o assunto é a imunização contra a Covid-19. Agora, a partir de hoje (04/04), a instituição abre as portas da unidade João Pinheiro para a vacinação gratuita contra a gripe – cepas 2022. Neste dia, serão promovidas ações gratuitas voltadas à promoção da saúde e bem-estar.

A comunidade terá acesso a diagnóstico nutricional, aferição da pressão arterial, quick massage e orientações odontológicas. “A iniciativa vem para selar o compromisso da Una de promover atividades práticas aos seus estudantes, ao mesmo tempo em que oferece serviços úteis e gratuitos à população. Queremos chamar atenção para um assunto de muita importância: manter a cartela de vacinação em dia, especialmente agora com a mudança de estação, e não somente para crianças”, destaca a professora de jornada do curso de Enfermagem da Cidade Universitária Una, Maria de Fátima Silva Castro.

A imunização acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para saber quem pode se vacinar é necessário acessar o site da PBH e verificar as indicações.

Serviços 

Enfermagem: 
Segunda a sexta-feira, de 08h às 17h
Aferição da pressão arterial

Nutrição:
Quartas-feiras, de 11h às 12h
Diagnóstico nutricional (medidas corporais)

Fisioterapia:
Quartas-feiras, de 11h às 12:00h
Quick massage

Odontologia:
Quartas-feiras, de 8h às 10h
Ações de orientação de métodos de prevenção e diagnóstico precoce das lesões da cavidade oral.

 Una João Pinheiro II 
Av. João Pinheiro, 580 – Lourdes
segundas às sextas-feiras, das 8h às 17h
Telefone: (31) 3235-7300

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Projeto social promove ações humanitárias em comunidades carentes da capital mineira e cidades do estado

Por Keven Souza

Acolher vidas, desenvolver histórias e transformar realidades. Essas são as premissas da ONG NAAÇÃO nos seus mais de 15 mil atendimentos já realizados a serviço de pessoas necessitadas que vivem em situações de risco e crises humanitárias. A entidade é uma organização sediada na Av. Dom Pedro II, em Belo Horizonte, sem fins lucrativos e 100% social, que atua desde 2016 para combater a falta de assistência psicológica, a fome, a vulnerabilidade, a falta de recursos para a educação de áreas carentes e pretende ser referência até 2025 a partir dessas ações. 

Fundada por Carol Antunes, Gabi Crego e Guilhermina Abreu, princípio, a ONG foi desenvolvida através de ideias empreendedoras e independentes para valorizar o desenvolvimento de lideranças sociais, e atitudes protagonistas que olhem para o futuro.  O nome da instituição traz a palavra “ação” em sua composição para ressaltar que além de fazer o bem é preciso agir com constância a favor de acolher, dar segurança e enxergar quem necessita de atenção. “A NAAÇÃO tem o objetivo de ajudar qualquer pessoa que esteja desamparada, seja criança, idoso, homem e mulher por meio do desenvolvimento da autonomia intelectual, financeira e emocional”, diz a gestora geral da ONG, Sophia Guimarães.

Por ser uma iniciativa de caráter humanitário, está presente na vida de mais de 5 mil crianças acolhidas pelo projeto, com mobilização de 80 voluntários ativos que trabalham para o bem-estar social em setores onde as ações do poder público não são suficientes para resolver determinados problemas. Hoje possui diferentes serviços prestados às comunidades. Os principais são o acompanhamento psicológico, reforço escolar,  oficinas, alfabetização, qualificação profissional, alimentação, vestuário e moradia.

A NAAÇÃO se pauta por um trabalho afinco que coloca o ser humano como protagonista de sua própria história. Há cerca de 4 anos desenvolve ações em Brumadinho (MG) para ajudar as vítimas do rompimento da barragem da Vale, em janeiro de 2019. Para a coordenadora de comunicação da entidade, Mirlene Fernandes, os recursos financeiros são de vital importância para manter a assistência de forma adequada e abrangente. “A quantidade de indivíduos beneficiados depende de quanto recebemos de doação. Na cidade de Brumadinho a ONG apresenta 96 crianças que são beneficiadas atualmente, pontua.

A ONG também está à frente no combate aos efeitos sociais e econômicos provocados pela Covid-19 em várias comunidades mineiras com o projeto e plataforma “Amparo”. A operação surgiu para ampliar o alcance de suporte às pessoas e transformar a vida das famílias que foram impactadas pela pandemia de coronavírus, através de doações e apoio psicológico.

Neste final de ano, a NAAÇÃO realiza eventos para a véspera de Natal nas comunidades de Brumadinho (MG) e Portelinha (MG). O intuito das ações é trazer o espírito natalino às famílias carentes em um momento de celebração. De acordo com a pedagoga e coordenadora de projetos, Larissa de Moura Ferreira, a ação visa encerrar o ano de 2021 e projetar novos planos para o próximo, que em suma dará continuidade nos projetos que estão em prática e expandirá o impacto que causa nos diferentes espaços sociais.

“Em Brumadinho, os esforços estarão voltados para a formação da comunidade em Gastronomia e Negócios do Cozinha-Escola e na escola contraturno em parceria com o Alicerce Educação. Buscando também dar início nas aulas de Judô para 30 crianças com o auxílio da Geração Tatame. Em Portelinha, temos a intenção de levar nossas formações empreendedoras e aulas no contraturno escolar para os adultos. Com a plataforma Amparo, vamos buscar mantê-la aberta para os acolhimentos psicológicos on-line e as demandas de insumos alimentícios”, explica Larissa, sobre ações que estão por vir da ONG NAAÇÃO.

 

Ajude a ONG NAAÇÃO

Av. Pedro II, 1689, Carlos Prates, Belo Horizonte – MG

(31) 99197-3535

contato@naacao.com.br

Horário de funcionamento: segunda, quarta e sexta-feira, das 9h às 17h

Para mais informações acesse o site disponível ou o Instagram oficial.

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Por Alysson Costa Salgado

Ao falar de comunicação social nos deparamos com a divisão primária entre jornalismo, publicidade e propaganda e relações públicas. Dentro de cada uma dessas divisões encontramos diversas outras subdivisões que são extremamente vastas, afinal, a comunicação pode ser infinita.

Uma subdivisão que encontramos que por muitas vezes não é conhecida é a Pastoral da Comunicação ou Pascom. Em resumo, tratam-se de pastorais que são formadas para comunicar o que uma determinada paróquia, diocese ou arquidiocese necessita.

E para saber mais como funcionam as  Pascoms em BH, a equipe do Contramão conversou com um dos coordenadores da pastoral da comunicação da arquidiocese de Belo Horizonte, Davidson Avelino Damasceno.

Primeiramente Davidson, o que é uma Pascom?

É a pastoral da acolhida, da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária e do planejamento democrático do uso dos recursos e instrumentos da comunicação.

A Pastoral da Comunicação foi criada para fazer uma ponte de comunicação. Muitas vezes temos alguns elementos dentro de uma paróquia  para fazer uma comunicação, mas as vezes é uma comunicação fria que não evangeliza e a Pascom vêm para realizar um trabalho pastoral com o intuito de fazer esse link de comunicação entre as paróquias,  pastorais e a sociedade.

Como é funciona a Pascom?

Começa na paróquia com um grupo de pessoas voluntárias que geralmente são acompanhadas pelo pároco e que estão ali dispostas a contribuir. Alguns voluntários são pessoas sem formação e outros são jornalistas ou publicitários, profissionais de marketing e professores de português, que têm esse contato com a paróquia e oferecem seu tempo e seu conhecimento. Dentro de uma Pascom você tem uma infinidade de trabalhos em prol da comunicação.

Quais são os trabalhos desenvolvidos?

Evangelizar através da comunicação. Por exemplo, existem paróquias que possuem mais afinidade de criar informativos, então você pode fazer informativos on-line, informativos físicos. Outras paróquias já tendem mais numa linha de trabalho totalmente on-line, outras já têm uma grande necessidade de formação, aí entra o intuito mesmo da Pascom: trabalhar com outras pastorais no sentido de formação, de falar de assuntos da igreja ou falar sobre assuntos de uma comunidade em geral. Como por exemplo, a saúde do paroquiano, o bem estar (principalmente em tempos de pandemia) como se cuidar no sentido de proteção. Então, isso tudo a Pascom pode desenvolver, pode fazer um trabalho juntamente com as demais pastorais, e com um público externo.

Se uma Pascom necessitar fazer um trabalho maior, vamos supor, precisar comunicar uma atividade para a imprensa, como é feito?

Todo trabalho da Pascom vai depender muito da realidade da paróquia e da diocese. Falando especificamente da nossa Arquidiocese de Belo Horizonte, o trabalho se dá através  das pessoas envolvidas nas paróquias, as quais identificam um assunto relevante, encaminham para a coordenação da Pascom arquidiocesana ou para a Pascom da própria região episcopal que têm esse link direto com a assessoria de comunicação da Arquidiocese. A assessoria de comunicação da Arquidiocese de Belo Horizonte possui vários contatos com a mídia secular e ela consegue viabilizar esse processo. Muitas vezes esse processo pode ser inverso, as próprias emissoras – aconteceu muito isso recentemente no Corpus Christi e na Semana Santa – precisam de matérias e elas procuram a assessoria de comunicação da Arquidiocese. A Assessoria, por sua vez, aciona os coordenadores da Pascom a nível arquidiocesano que ali vão buscar uma apuração para localizar algum assunto relevante que possa ser de interesse da mídia secular.

Dentro da arquidiocese, como funciona o processo de hierarquias na comunicação?

Nós entendemos essa hierarquia somente como processo de organização de fato. Porque essa comunicação, esse respeito tem que ser uniforme. Mas para efeito de organização, nós trabalhamos da seguinte forma: nós devemos obediência ao arcebispo, Dom Walmor e nos guiamos pelos meios oficiais de comunicação da arquidiocese, como a assessoria de comunicação, a TV Horizonte, a Rádio América. Na instância da Pascom, nós temos a Pascom Arquidiocesana, que trabalha junto com as cinco regiões episcopais (Nossa Senhora Aparecida, da Conceição, da Piedade, da Esperança, do Rosário) e cada região episcopal tem um representante.  Esse representante é responsável por articular,  promover, fazer todo o processo de evangelização e espiritualização junto com os agentes da Pascom nas paróquias. Para isso, ele atua de forma a conduzir os trabalhos nas Foranias, para que em cada Forania ele possa trabalhar de uma forma específica conforme a demanda. Então em resumo nós temos a Pascom arquidiocesana, Pascom regional com cada representante das regiões episcopais e esse representante da região episcopal por sua vez faz o trabalho de articulação junto com as Foranias, e nas Foranias cada paróquia têm um grupo de agentes da sua própria pastoral da comunicação.

 

O que mais você tem para contar para os que ainda não conhecem o que é uma Pascom e desejam se aprofundar para fazer parte de uma?

O trabalho de Pascom é um trabalho muito envolvente. Cada paróquia tem uma realidade. Aqui na Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade somos 70 paróquias, cada paróquia tem um perfil totalmente diferente do outro e o que mais me chama a atenção é que algumas paróquias, têm mão de obra, têm agentes dispostos a trabalhar, mas as vezes a paróquia não valoriza essa disponibilidade do agente voluntário. Em contra partida, temos paróquias em que o padre precisa de voluntário e  cria uma estrutura, porém não consegue dar segmento, as pessoas não assumem essa missão. Dou-te como exemplo a Paróquia São Judas Tadeu de Nova Lima, onde se encontra o padre Leonardo Dias. Ele é formado em jornalismo e  está cativando, mas ele não consegue criar um grupo de Pascom por falta de pessoas para atuar. Então nós temos várias realidades, é um grande desafio.de compartilhar!

Se você se identifica com o trabalho da Pastoral da Comunicação, busque uma paróquia mais próxima de você e converse com o pároco. Muitas paróquias podem estar precisando de sua ajuda.

 

 

* A entrevista foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis e do professor Maurício Guilherme Silva Jr.