Utilidade Pública

A intensa campanha de propaganda política feita esta tarde na Rua da Bahia esquina com Avenida Augusto de Lima deixou o trânsito de veículos e pedestres tumultuado. Cerca de 150 pessoas balançavam bandeiras nas calçadas, entregavam panfletos e jornais para os pedestres, colavam adesivos nos carros quando os motoristas autorizavam e um carro de som garantia que os ouvidos das pessoas que por ali transitavam estivessem ligados nas indicações de voto, para as próximas eleições.

Alguns motoristas entrevistados disseram não aprovar a campanha, “Eu sinceramente não gosto, atrapalha bastante, nas ruas os motoristas não tem muita visibilidade, essas manifestações escondem as placas e pode causar até um acidente”, disse Samuel, motorista de ônibus coletivo que trafega pelo local. O também motorista de ônibus Edmilson Otávio da Silva, 32, disse se sentir prejudicado: ”Não gosto dessas campanhas eleitorais, acredito que muito dinheiro é jogado fora assim, além de prejudicar o trânsito que na sexta-feira já é ruim”.

De acordo com Danilo Furtado, 36, um dos coordenadores da ação, cada equipe é composta por 44 pessoas e nessa semana estão no centro de Belo Horizonte 800 pessoas aproximadamente. Sobre a escolha dos locais que serão feitas as ações, furtado diz que é feita em reunião, “Somos distribuídos em diversos pontos da cidade como Praça Sete, Augusto de Lima com Rua da Bahia e Praça da Estação, os pontos escolhidos são os mais movimentados de Belo Horizonte”.

A BHtrans foi consultada pela equipe do Contramão sobre a necessidade de autorização para esse tipo de evento, em resposta informou que não conta nos sistemas nenhuma solicitação para campanha naquele local.

A prefeitura também consultada informou que não constam solicitações para as campanhas nos sistemas, mas que seria interessante entrar em contato com o TRE, ou seja, ninguém respondeu pelo tumulto no trânsito e pela insatisfação da população.


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Repórter: Iara Fonseca

Texto: Danielle Pinheiro

Os motoqueiros que passavam pela av. Getulio Vargas, em frente à Escola Estadual Barão do Rio Branco, foram surpreendidos por uma blitz de prevenção realizada pela Policia Militar. Segundo o Sgt. Sidney Moreira, a blitz é realizada na região devido o índice do famoso assalto “saidinha de banco”, que é um crime praticado em conjunto. Um dos  integrantes do grupo vigia uma pessoa no banco e assim que ela sai com o dinheiro, já tem outra pessoa na porta esperando para cometer o assalto, com todas as características da vitima, já informadas pelo outro comparsa. “Essa região possui muitos bancos e isso facilita a ação. A blitz de hoje é também uma forma de prevenção de crimes”, relata Moreira.

A blitz acontece em locais diferenciados, de acordo com o número de ocorrências de cada local. Em uma abordagem a uma dupla de motoqueiros, que aconteceu na semana passada,  foi apreendida uma arma modelo PT. Além dessas ocorrências, eles também combatem motociclistas que estão sem habilitações ou infringindo alguma norma de circulação de trânsito. Por isso a importância da blitz de prevenção.

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Por: Andressa Silva
João Marcelo Siqueira

Fotos: João Marcelo Siqueira

Parece que o novo Código de Posturas da cidade que proíbe o exercício dos “flanelinhas” nas ruas não passou do papel. Apesar da lei, que será regulamentada nas próximas semanas, eles continuarão atuando, salvos por um colete e um crachá de identificação. Na manhã de hoje, o contramão flagrou um cenário diferente desse exigido pela lei.

No quarteirão da Rua Bernardo Guimarães, entre as Ruas da Bahia e Avenida João Pinheiro, a terra ainda é dos “tomadores de conta”. A flanelinha Sônia Maria Gomes, atua a mais de dez anos nessa região. Apesar de garantir ser cadastrada, ela trabalha sem o colete, segundo ela, porque “está sujo”, e sem o crachá de identificação da prefeitura, porque hoje esqueceu o mesmo. Ela conta que já conhece a equipe de fiscalização da prefeitura e por isso não tem medo de ser pega em flagrante. “São sempre dois fiscais que passam por aqui, mas se hoje vierem estou perdida sem o meu crachá” relata a profissional, porém, sem demonstrar muita preocupação.

Maria Aparecida Souza, 48, trabalha na região e conta que frequentemente é abordada por um ou dois flanelinhas ao mesmo tempo. “Se você não paga num dia, no outro eles te cobram o do dia e o atrasado, e muitos cobram com tom de ameaça” relata Souza que é bancária e estaciona sempre em via pública, “eu acabo pagando por receio, pois estou aqui todos os dias e a maioria já me conhece de vista” explica.

Para se cadastrar, a prefeitura exige uma certidão de bons antecedentes criminais e cumprir algumas restrições, como por exemplo, não receber dinheiro que não seja por doação. Infelizmente, estas restrições que estão longe de serem respeitadas.

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Sônia Maria Souza trabalhando sem as exigências do Código de Posturas

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No mesmo quarteirão, carro estacionado em vaga para deficientes físicos

Texto e fotos Daniella Lages

Esquina de Rua Bernardo Guimarães com Rua da Bahia, dois telefones públicos foram depredados e arrombados . De acordo com o manobrista Renato Santos, 36, que trabalha na região a cerca de seis anos, os orelhões da região são constantemente depredados “eles vem arrombar o orelhão e tirar peças para depois vender”, informa.
A empregada doméstica Andressa Rison, 43, utiliza os telefones constantemente e reclama da precariedade do serviço, “um desses telefones está quebrado desde o carnaval e ninguém concerta, estão descuidados”, analisa.
O jornal Contramão entrou em contato com a empresa Oi, responsável pelo serviço de telefonia de utilidade pública, mas não obteve retorno sobre o assunto.

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Por Henrique Muzzi

Foto: Hélio Monteiro