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Após série de episódios homofóbicos ocorridos no ambiente universitário, estudantes e coletivos realcionados aos direitos humano e defesa da diversidade da UFMG organizam, às 18h30, de hoje, um beijaço na Faculdade de Direito e Ciências do Estado, na Praça Afonso Arinos. O protesto “O afeto é a melhor arma contra a LGBTfobia” quer despertar a atenção da sociedade e da comunidade acadêmica para a violência sofrida, principalmente, por mulheres lésbicas, além de promover um debate sobre o tema.

De acordo com uma das organizadoras, Tauane Porto, o que motivou a mobilização para o protesto não se deve apenas aos episódios de preconceito dentro da UFMG, especificamente, mas a todo um contexto de desrespeito dentro das universidades, em geral. “O que aconteceu dentro da UFMG foi apenas a gota d’água pra uma discussão muito maior”, explica.

Segundo Taune Porto o beijaço conta com  a adesão de não só a comunidade LGBT da capital, mas, também, de pessoas de diversas comunidades e grupos que lutam contra o preconceito. “Essa iniciativa de intervenção abre caminho pra diversas discussões, como o racismo e o machismo”, finaliza.

O campus da faculdade de Direito e Ciências do Estado da UFMG fica na Av. João Pinheiro, 100. A concentração pra o “beijaço” irá ocorrer a partir das 17h no 2º andar do prédio.

Por: Felipe Chagas e Luna Pontone

Com o tema Gestão de Crises, a terceira edição do Café Contramão, realizada na última quarta-feira, 08, convidou a professora Eliana Carvalho, que ministra a disciplina gerenciamento de crises no curso de MBA em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional no Centro Universitário UNA e a jornalista e consultora empresarial Thilde Rocha, da Link Comunicação Empresarial, para discutir o papel do jornalista e assessor de imprensa nesses casos de crise dentro de uma determinada empresa.

O gerenciamento de crise nada mais é do que um processo administrativo que a empresa ou a assessoria de imprensa que o estabelecimento contratou toma para que a situação crítica da empresa não venha a tona. O caso mais famoso que temos atualmente é o da Petrobrás, que, a cada dia é noticiado mais uma ocorrência de corrupção dentro da estatal.

Durante a conversa, elas nos contaram um pouco mais sobre o dia-a-dia quando a empresa para que se trabalha sofre alguma determinada crise. Assista a primeira parte do vídeo feito pela equipe do Jornal Contramão junto com a UNA TV para compreender um pouco mais sobre a profissão:

O Café Contramão é uma extensão do curso de Jornalismo Multimídia do Centro Universitário UNA e o projeto foi idealizado pelos estagiários do Jornal Contramão junto com os coordenadores para contar um pouco mais sobre o dia-a-dia da profissão do jornalista no mercado atual.

Texto: Luna Pontone

Foto: Camila Lopes

Vídeo: Yuran Khan

No Dia Nacional de Paralização, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), juntamente com outras organizações, se reuniram, hoje, na Praça Afonso Arinos, para protestarem contra o Projeto de Lei 4.330/2004, que permite a ampliação da terceirização do trabalho no país. O Plenário da Câmara iniciou, nesta quarta-feira (15), às 14h, para continuar a votação do projeto.

Os argumentos do CTB, conforme publicado no Jornal da empresa, se baseiam nos prejuízos que a sociedade pode ter com a aprovação do projeto. Segundo os manifestantes, o Projeto causará: redução dos direitos trabalhistas; diminuição da segurança no trabalho; associações com práticas discriminatórias; sobrecarga do Sistema único de Saúde (SUS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); diminuição da arrecadação fiscal; reduções e prejuízos na arrecadação previdenciária e tributária.

Para a manifestante, Maria Rita, 52, da FETAEMG (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais), o protesto revela a unidade dos trabalhadores em uma mesma causa. “Precisamos transformar as nossas bandeiras nesse momento em uma bandeira de luta. A unidade entre os trabalhadores é para dar uma resposta para os congressistas descomprometidos, não só com os trabalhadores, mas com o desenvolvimento dos estados e dos municípios. O retrocesso dos direitos dos trabalhadores é um retrocesso na economia brasileira também, e infelizmente a maioria no congresso nacional, não entendeu a importância dos direitos dos trabalhadores para o desenvolvimento do nosso país”, declarou a manifestante.

Texto: Ítalo Lopes e Victor Barboza

Imagens: Victor Barboza

 

O Jornal conversou com o barista Ivan Totti e com a nutricionista Daniela Amaral para saber melhor sobre como preparar um bom café, com variedades de sabores e aromas.

Comemora-se hoje, 14, o Dia Mundial do Café.  A planta, de origem da Etiópia, se adequou bem ao gosto dos brasileiros, e hoje faz parte da cultura brasileira. O fato de ser tão consumida pela população, seja ao acordar ou ao receber visitas em casa, gera algumas discussões: É saudável? Quais os melhores acompanhamentos? Adoçante ou açúcar?

Barista e gerente de qualidade da Academia do Café em Belo Horizonte, Ivan Totti, trabalha com o café especial e conversou com o Jornal sobre conceitos e variações do produto.

A profissão de barista ainda é pouco conhecida no país, explica Totti. “O barista está para o café assim como o sommelier está para o vinho. A diferença da minha profissão para o enólogo é que o vinho já está pronto e o café não”, destacou.

Segundo Totti, a primeira diferença entre o café especial e o comercial, que a maioria da população conhece, é a qualidade. “O café especial não tem nenhum estudo que fala de malefícios. O café especial é um café puro, com grãos puros, ele tem ausência de defeitos”.

Pra sentir melhor o sabor

É comum, pra maioria das pessoas, tomar uma dose de café misturada a uma quantidade que acha adequada de açúcar ou adoçante. Aliás, qual lanchonete, que se preze, que não tenha um potinho de adoçante e uns saquinhos de açúcar para aquele café mais do que quente?. Totti conta que para apreciar melhor o sabor é bom maneirar ao adocicar a sua dose. “A percepção da língua para o açúcar é muito pequena, pra poder adoçar alguma coisa a gente tem que colocar muito açúcar, e ele tem gosto também. Então vai mudar o sabor. Colocando açúcar você mascara o gosto do café”. Ele acrescenta ainda outras formas de aproveitar melhor o sabor da bebida: “eu acho que o melhor jeito pra sentir o gosto é não muito quente, porque você vai queimar a língua e não vai sentir o gosto.  E o meu jeito favorito é a torra ideal, que é clara, e um café coada mais suave”.

Benefícios e cuidados

De acordo com a nutricionista e coordenadora da graduação no Centro Universitário Una, Daniela Amaral, 37, o café faz bem, mas tem de ser consumido com moderação. ”Os efeitos benéficos do consumo incluem otimização da performance cognitiva e psicomotora, como vantagens no estado de alerta, capacidade de concentração, desempenho em tarefas simples, vigilância auditiva, tempo de retenção visual e diminuição da sonolência e do cansaço. Já as doses elevadas podem induzir sintomas como taquicardia, palpitações, insônia, ansiedade, tremores, dor de cabeça e náuseas devendo ser evitadas por indivíduos com algumas enfermidades”, explica.

Combinando com a ideia do barista, a nutricionista ainda relata que a forma mais saudável de tomar o café é sem acrescentar açúcar ou adoçante. “A forma mais saudável de consumir o café é puro. Os consumidores assíduos de cafés de boa qualidade consomem a bebida sem acréscimo de nenhum outro ingrediente. Também podemos utilizar a bebida com pequena quantidade de açúcar ou adoçante. Moderação é a palavra chave para tornar a bebida mais saudável”, instruiu a coordenadora. .

Tirando a prova

Enquanto estive na Academia do Café, além do prazer de sentir o aroma do café dominando o ambiente, pude experimentar uma dose preparada pelo barista do café vencedor da Emater- MG, plantado no município de Espera Feliz, na região de Matas de Minas. Acostumado com o café tradicional me surpreendi com o gosto tão diferente da bebida. Um sabor leve, e que perdura mais na boca. Pra quem quiser experimentar, a Academia do Café fica na Rua Grão Pará, 1024, no bairro Funcionários.

Texto e fotos por: Ítalo Lopes

Começou nessa sexta-feira, 27, e vai até o dia 19 do próximo mês, no Cine Humberto Mauro a mostra Cinema e Rock ‘n Roll, que traz filmes sobre o universo musical do rock em suas várias gerações. Vários ícones e épocas desse estilo musical foram lembrados na escolha dos filmes, como Jimi Hendrix e Neil Young, que surgiram na década de 1960, e o movimento hippie, no longa adaptado do musical de mesmo nome, Hair, de 1979.

A mostra, que já está na terceira edição, tem se tornado tradicional no cinema. De acordo com o gerente do cinema e curador da mostra, Philipe Ratton, “a ideia da mostra é trazer a relação da música, em especial o rock and roll, com o cinema”.  O diferencial dessas exibições em relações às outras, é que nessa edição serão lembrados estilos musicais que ainda não haviam sido retratados.  “O blues, o soul e o glam rock”, cita o coordenador e também curador da mostra, Bruno Hilário.

A junção de música com cinema é comum, e atrai publicados variados.  Segundo Ratton, as duas primeiras edições lotavam a sala do cinema. Ele explica que “o rock é um movimento cultural, até pela sua própria origem de contestação e do desejo de se mudar antigos valores, e essa é a relação primordial com o cinema, que também busca conseguir isso”. O coordenador ainda acrescenta que um dos momentos em que podemos ver esse fenômeno bem explícito é quando o conhecido como rei do rock, Elvis Presley, começa a gravar seus filmes. “Um auge interessante é nos filmes do Elvis, quando o cinema pega as músicas desses camaradas e começa a acompanhar a indústria fonográfica e fazer ela movimentar. Os filmes do Elvis funcionavam como uma grande propaganda para os seus discos”, esclarece Hilário.

O estudante João Brandão, que esperava com a namorada a sessão começar conta que um dos motivos de vir ao evento são as variadas histórias que se conta dos bastidores do estilo. “Sempre têm muitas histórias e lendas, e elas são muito legais e interessantes, e é ótimo quando trazem isso pra gente”, conta Brandão.

De acordo com os curadores, o sucesso é tanto que já se planeja uma quarta edição. Ainda sem uma data estabelecida o projeto já está em mente. “A mostra vai ter uma continuidade, e sem dúvidas teremos uma parte quatro”, esclarece Ratton.

Por: Ítalo Lopes

Imagem: Cena do filme Hair, de Milos Forman

Será realizado nessa segunda-feira, 23, às 18h, na Praça Sete de Setembro, no centro de Belo Horizonte, o Ato Público Contra a Redução da Maioridade Penal, que vai contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171/1993. A PEC visa alterar o artigo 228 da Constituição Federal, e reduzir a maioridade penal para 16 anos.

Os organizadores do ato defendem que o número de crianças e adolescentes envolvidos em crimes se dá devido a falta de políticas públicas que permitam o acesso com qualidade dessa população a educação, saúde , assistência social, lazer e cultura, segurança, moradia e trabalho. Com isso o caminho da criminalidade acaba sendo atrativo à essas pessoas, que são na maioria pobres, negros e moradores de periferias. “Entendemos que as desigualdades sociais precisam ser cessadas, promovendo o avanço no reconhecimento de crianças, adolescentes e jovens como sujeitos de direitos”, afirmou Sebastião Everton, técnico de projetos, e um dos organizadores do ato.

A polícia militar não foi informada sobre o ato e não há informações de como ficará o trânsito no local: 

Por: Ítalo Lopes e Felipe Chagas