#CRÍTICA: PASSAGEIROS

#CRÍTICA: PASSAGEIROS

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Foto Divulgação

NOTA: ☆ ☆ ☆ 

Um dos filmes mais esperados do primeiro semestre de 2017, Passageiros, de Morten Tyldum e estrelado por Jennifer Lawrence e Chris Pratt teve sua estreia no dia 05 de janeiro. O longa retrata uma viagem no espaço realizada por uma nave luxuosa que pretende levar 5000 passageiros terráqueos para um novo planeta habitável chamado Homestead II. A viagem que duraria 120 anos tinha como programado deixar toda a tripulação em animação suspensa até 04 meses antes do pouso do planeta, entretanto um rombo no sistema faz com que o jovem Jim acorde 90 anos antes.

Jim, sozinho, começa a realizar uma série de buscas para se colocar novamente em animação suspensa enquanto tenta aproveitar os serviços proporcionados pela nave. Desgostoso com tudo e sem esperanças, Jim fica a ponto de desistir de sua vida até conhecer Aurora, uma jovem escritora que também desperta antecipadamente. O relacionamento dos jovens começa a se estreitar até descobrirem que o problema da nave é muito maior do que o pensado, os dois são os únicos capazes de salvar a vida de mais de 5 mil pessoas desacordadas e fazer com que a viagem chegue ao fim.

O longa tinha todas as armas possíveis para ser o melhor filme de ficção científica do ano. Bons atores, bom enredo, bom núcleo e uma excelente equipe de edição de efeitos especiais. Entretanto a busca pelo romance perfeito acaba se sobressaindo do foco principal do filme e faz com que o mesmo se perca em meio aos seus planos. O relacionamento dos personagens de Pratt e Lawrence entram em um ritmo desgastante e romantizado demais, tomando mais tempo de tela do que os problemas da nave ou das resoluções científicas necessárias para concluir o foco do filme. A história que se inicia com um jovem solitário que desperta da animação suspensa devido a uma falha na nave que promete nunca falhar termina com o encontro do jovem pelo futuro perfeito ao longo da amada.

Tyldum perdeu completamente o fio da meada do próprio filme, principalmente ao revelar o tal misterioso problema que teria feito a máquina entrar em pane completa de todo o sistema. O mesmo torna-se fraco, desinteressante e até mesmo uma ofensa aos fãs do gênero prometido, que só conseguem se deleitar dos efeitos especiais impecáveis e do cenário brilhante. Pode-se afirmar que toda a propaganda em volta do longa tornou-se enganosa, uma vez que o visto não chega nem perto do prometido.

Tal fator não transforma o filme em algo ruim, ele ainda possui sustentação e se mantém ritmizado, entretanto não se passa de um típico filme de romance com um orçamento fora do habitual. Tyldum, Pratt e Lawrence fizeram um bom trabalho apesar de todos os problemas apontados e Passageiros ainda assim de consolida como um filme indicado e bem bonito de se ver.

 

Por: Isadora Morandi

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