#CRÔNICA: LAÇOS

#CRÔNICA: LAÇOS

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Foto Reprodução Internet

Por Raphael Assis

Sentado de fronte ao computador, com uma xícara de café do lado, olhando fixamente para uma tela branca me coloco a pensar…. Sou tomado por um bloqueio criativo. Posso até ter uma ideia ou outra do que escrever, mas por minha natureza altamente insegura meu subconsciente insiste em gritar: NÃO É UM BOM TEMA! Passada a euforia de querer fazer algo sublime, me dou conta que na vida de um artista, ou um escritor só há espaço para uma Magnum opus, e com certeza a minha não será essa que vos escrevo. De todos os temas que me rondam um em especial me dá fascínio e prazer de escrever: o amor. PIEGAS! Grita minha subconsciência amordaçada.

Superestimado, mas o que seria da humanidade sem ele? Todos amamos. Amamos nossos familiares, nossos amigos, nossos namorados e namoradas, e o que dizer do amor próprio: primordial não é! Amar, em todos os aspectos é de fato muito bom. O primeiro contato com o amor vem através de nossas mães, este puro verdadeiro e incondicional. Nove meses dentro da barriga dela e no mínimo mais dois anos de completa dependência desse ser maravilhoso que atende pela alcunha de mãe. Na medida que vamos crescendo, somos apresentados à novas formas de amar, criamos laços.

“Criar laços”, está aí um bom sinônimo de amor. Criamos laços uns com os outros do dia em que somos concebidos até o dia do nosso último suspiro. Esses laços podem ser longevos ou passageiros. Um amigo de infância que não há um dia em que vocês não se falem, um amigo que você achou que levaria para vida toda, mas por algum motivo não levou, um amigo que você conheceu ontem numa mesa de bar já é como se o conhecesse desde pequeno, e para finalizar, o amigo que você queria que fosse mais que amigo…

“O amigo que você queria que fosse mais que amigo…” Sem dúvida o mais perigoso de todos. Quem nunca se apaixonou em segredo aquele amigo e sofreu por não poder gritar aos quatro ventos sua paixão por medo que a amizade fosse abalada por isso, mas acabou não aguentando todo esse sentimento confessou esse amor?

 Apaixonar-se por um amigo implica em vários desdobramentos, uma vez reciproco pode ser o início de uma maravilhosa história. Já se não for, será o início de uma longa jornada rumo a superação.

Enfim, os sentimentos são de uma complexibilidade absurda que não temos a capacidade de entender sua origem, eles surgem e devem ser vividos. Nunca devemos negligenciar uma coisa que vem do nosso âmago, nossa vida é muito curta e até nossos laços mais firmes estão sujeitos a instabilidade. Viva plenamente a completa essência do seu ser e dos seus sentimentos.

1 COMMENT

  1. Mto lindo. Devemos pensar mais nisso e valorizarmos mais o amor..coisas simples que devemos amar e valorizar

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