Crônica: Tempo de amar

Crônica: Tempo de amar

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*Por: Italo Charles

É  domingo de manhã, abro a janela, acendo o cigarro e dou o primeiro trago. Olho, espero um bom dia caloroso e firme de quem ainda está por levantar. Dois minutos, nada, três, quatro, cinco, aí sim, um “Bom Dia”, singelo. O dia começa  sem cor, o céu  está  cinza, triste? Talvez, mas não para quem o ama. 

Sento no sofá observando as plantas que ali estão,  sinto um vazio, algo falta, ou eu faço faltar? Amor, tem de várias formas, mas o que é  amor? Posso amar meu pet, claro, é  lindo. Mas amor pode ser cuidar, querer estar, se importar ou simplesmente  gostar. 

Amar não tem tempo, surge, do nada, amor se constrói através de gestos, observações, dos defeitos, do sorriso que contagia, ou da bobeira que se faz. Mas, amor, como explicar, como sentir?

Não há tempo, não há certo ou errado, é  sentir, é  se entender, existe amor de mãe para filho, amor maternal, aquele que admira e protege acima das circunstâncias . 

Existe amor de amigo, aquele que apoia, que incentiva e sempre está ali para te ajudar, nos momentos felizes e tristes, na saúde e também na doença, ah, isso é  amor de amigo, amor de irmão. 

Mas também, tem o romântico, aquele que estabelece depois da paixão. Paixão é tempo de estar, de gostar e de imaginar, amor é querer, é cuidar, é muito mais que se possa imaginar.

Então, existe tempo de amar?

 

 

**Revisão: Daniela Reis

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