De torcedor a assessor: O sonho interrompido de Giba

De torcedor a assessor: O sonho interrompido de Giba

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1º de Abril de 2010, o então estagiário de jornalismo, Henrique André, tinha a missão dada pela Rádio Inconfidência de cobrir um dos jogos da fase inicial da copa do Brasil. A disputa da vez era entre Atlético Mineiro e Chapecoense. Já dentro do mineirão, o jovem repórter avistou um grupo de torcedores do Chape e aproveitou para fazer um famoso “seu nome e seu bairro”.

Dentre os entrevistados estava o torcedor fanático Gilberto Pace Thomaz, o Giba, que não conseguia disfarçar a alegria de ver o time jogar contra um clube grande, “Não sabemos quando teremos outra viagem tão distante e importante assim”, confidenciou na época.

A entrevista com Giba tornou-se especial para Henrique pois ambos possuíam sonhos parecidos: o do estagiário em consolidar-se na área do jornalismo esportivo, já o torcedor do verdão do oeste, por sua vez, almejava tornar-se jornalista e setorista da Chapecoense em algum veículo catarinense.

Henrique André e Gilberto Pace Thomaz, em Abril/2010. Foto: Arquivo Pessoal
Henrique André e Gilberto Pace Thomaz, em Abril/2010. Foto: Arquivo Pessoal

Seis anos se passaram e por uma feliz coincidência os sonhos de ambos se realizaram, Henrique está empregado e mais maduro na profissão, Giba formou em jornalismo e integra o quadro de funcionários do time do coração, tornando-se assessor de imprensa do Chape.

Na noite desta segunda-feira, 28, o torcedor que ao viajar para Minas transbordou alegria por ver o time chegar “tão longe”, embarcava no mesmo vôo que os jogadores para uma viagem maior ainda, rumo a final de uma competição intercontinental. A trajetória do rapaz sonhador que Henrique conheceu por acaso, chegava ali, ao seu fim.

“O torcedor apaixonado, que em tão pouco tempo se tornou funcionário da Chapecoense, está eternizado, a partir de hoje, junto a todos os outros que viajaram buscando a glória da equipe fundada em 1973.”

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Giba. Foto: Instagram Pessoal

“Se Belo Horizonte parecia um lugar distante, a Colômbia provou a ele que é possível ir muito além quando sonhamos”, conclui o hoje jornalista esportivo.

Texto: Bruna Dias

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