Dia dos Avós

Dia dos Avós

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Por: Helen Oliveira

A imagem dos avós  na cadeira de balanço a espera dos netos perdeu-se no tempo. O time da terceira idade está, cada vez mais, ativo. Eles trabalham, saem para encontrar os amigos, dançam, divertem-se e conseguem compartilhar momentos com a família. Administram o tempo de forma a aproveitar todas as oportunidades oferecidas pela vida. No Dia Nacional dos avós, o Contramão  conversou com dois deles, José Teixeira Alves, de 63 anos, e Ivany Alves Leite, de 66, que se mantêm em atividade.

De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados pelo Ministério do Trabalho, o número de pessoas entre 50 e 64 anos, no mercado formal de trabalho, cresceu quase 30% entre 2010 e 2015. É o caso de José Teixeira Alves, mais conhecido como Zezinho. Avô de oito netos, o senhor faz dupla jornada: cuida da família em casa e da família que criou no ambiente de trabalho.

O idoso trabalha como auxiliar de manutenção, há 14 anos. Apesar de ter idade para se aposentar e ter dificuldades de locomoção, Zezinho não tem intenção de parar de trabalhar. Ele costuma percorrer longo trajeto de casa ao trabalho,  “São três ônibus para ir e três para voltar. Não é fácil, mas quero continuar trabalhando, enquanto tiver vida e saúde”, ressalta.

José assumiu o papel de conselheiro, atendendo às pessoas que o procuram para desabafos e conselhos, confiantes na vivência e maturidade dele. Em casa, os filhos e netos de Zezinho “tem que andar na linha”.  Ele não dá colher de chá, mas, sempre que necessário, está disposto a estender a mão.

“Como o tempo é curto, não consigo estar 100% com os netos, mas, no final de semana, a minha casa fica cheia. Nas férias, eles passam comigo e minha esposa. Procuro levá-los em passeios e viagens para ficar perto”, finaliza o avô.

Ivany Alves Leite é avó moderna. Com nove netos, ela não deixa transparecer a idade que tem. Cuida muito bem da saúde para manter-se, a cada dia, mais jovem. Nunca dispensa batom para realçar a beleza.

Para a senhora a idade chegou, mas ela se mantém com vigora. Ela foge dos padrões de avó que faz tricô. Garante que os netos se mantêm bem próximos por ela ser assim. É vista como amiga. Ivany sempre foi dona de casa e passou anos cuidando da casa e família. Agora é o momento de aproveitar os dias “de folga”. A dona de casa levanta todos os dias bem cedo para fazer caminhada, “manter a forma e saúde é primordial”. Realiza consultas periódicas para saber suas necessidades e limites.

A avó é exemplo para as amigas que procuram mudar o modo de vida. Sempre muito alegre, a senhora aconselha a todas a viverem como se sentem bem. “A idade chegou apenas no corpo. A cabeça tem que ficar jovem. Meus netos precisam de mim e eu deles, e é dessa forma que me mantenho próxima a eles”, conclui.

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