Estudos apontam que quase 60% dos brasileiros estão com sobrepeso

Estudos apontam que quase 60% dos brasileiros estão com sobrepeso

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O número de pessoas com excesso de peso no mundo já beira 640 milhões, segundo pesquisa realizada em 2014, pelo Imperial College London. Entre os homens, um a cada 10 estão acima do peso. Já entre as mulheres, uma a cada sete se encontram nessa condição.

De acordo com pesquisa divulgada pela VIGITEL (Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico) em 2014, o número de pessoas com excesso de peso no país cresceu. Em 2006, 43% da população estava acima do peso, os números subiram para 52,5%. Em contrapartida, a Pesquisa Nacional da Saúde, realizada em 2013 pelo IBGE, mostra que o número de brasileiros com sobrepeso alcançou índices de 60%.

Ainda de acordo com dados do IBGE em 2002, cerca de 40% dos homens acima dos 18 anos estavam com sobrepeso, alcançando 57,3% em 2013, enquanto o levantamento das mulheres subiu de 42,1% para 59,8%. Uma porcentagem maior do que da VIGITEL, que mostra os índices de homens em 56,5% e femininos em 49,1%.

Belo Horizonte, é a quarta capital com menor índice de sobrepeso entre adultos do país, alcançando o índice de 49%, ficando atrás de São Luís (46%), Teresina e Palmas (48). Já Manaus 56% dos adultos estão com sobrepeso. Ainda conforme dados da VIGITEL, a capital mineira encontra-se em oitavo lugar com 17% da população obesa, atrás de Florianópolis (14%), São Luís, Goiânia e Teresina (15%), Distrito Federal, Vitória e Palmas (16%).

Sobrepeso infantil

Além de o sobrepeso atingir uma grande parcela dos adultos, 33,5% das crianças dentre 5 a 9 anos se encontram acima do peso. Somando 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas, chegando a uma a cada três crianças no país.

Os dados divulgados também mostram que 60% das crianças com menos de dois anos já comeram algum tipo de doce, dentre biscoitos e bolo, e 32% já beberam ou bebem refrigerante ou suco industrializado.

Projeções da Organização Mundial da Saúde apontam que até o ano de 2025 o número de crianças com sobrepeso e obesidade chegará a 75 milhões, caso nenhuma providência seja tomada.

 Como mudar o rumo de uma possível epidemia de sobrepeso e obesidade

A nutricionista Paula Moura afirma que o cenário de pessoas com excesso versus déficit de peso mudou nos últimos anos: “Antigamente o número de pessoas desnutridas era muito maior comparado com excesso de peso, hoje em dia vemos um número alarmante de pessoas com sobrepeso e obesidade, inclusive em crianças, podemos chamar esse fato de transição nutricional, caracterizada por mudanças no padrão alimentar e da prática de atividade física com consequência direta no estado nutricional”, afirma.

Ainda de acordo com a nutricionista, a falta de tempo, estresse, maior participação feminina no mercado de trabalho, sedentarismo, tempo limitado para as refeições, são fatores que acabam favorecendo a procura por alimentos industrializados, fast food, ricos em açúcares simples, gorduras, sódio e menor consumo de alimentos saudáveis, tendo como consequência além do sobrepeso e obesidade, as doenças crônicas que não eram comuns em crianças e adolescente.

“Hoje fazem parte desse grupo, como consequência da queda no padrão alimentar e atividade física. As crianças em geral ganham peso com facilidade, e são diversos os fatores que influenciam. Para reverter esse quadro alarmante o manejo é mais difícil que na fase adulta, pois está relacionado com a mudança nos hábitos alimentares da criança que já tem certa aptidão, preferências e principalmente a ajuda e disponibilidade dos pais e familiares”, destaca a nutricionista.

Paula Moura ainda afirma que os pais são a influência direta sobre as escolhas alimentares das crianças, e devem incentivar o consumo de alimentos saudáveis frutas, legumes, verduras, carnes magras. “Se houver rejeição quanto ao consumo, deve-se introduzir aos poucos, uma fruta picadinha, um suco da fruta natural sem adição de açúcar ou batida com leite, vegetais e legumes misturados com feijão, por exemplo, até que a aceitação seja completa.”

Além da iniciativa de uma reeducação alimentar, atividades físicas também ajudam tanto os adultos com sobrepeso ou obesidade ou crianças, desde que exista um acompanhamento de um profissional da saúde.

Por Julia Guimarães.

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