Movimentos organizam ato contra aumento da tarifa em BH

Movimentos organizam ato contra aumento da tarifa em BH

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Foto: Página do Facebook Tarifa Zero BH

O Tarifa Zero BH e Movimento Passe Livre programam para a quarta-feira, 12, às 17h, na Praça Sete, um protesto contra o aumento das tarifas dos ônibus, em BH. No Facebook, um evento chamado “Ato Contra o Aumento da Tarifa” conta com 3.500 confirmações de presença e mais de 32 mil convites de participação.

Segundo Juliana Galvão, integrante do Tarifa Zero BH, o ato de quarta-feira serve para a população se mobilizar e mostrar para o SETRA, Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros, que a cidade é contra o aumento. “Nós temos motivos e provas que o aumento é ilegal”, atesta. Para Pabs Andrade, do Moviemento Passe Livre BH, a intenção do protesto é ser informativo e “mostrar que os movimentos também estão indignados”. Em entrevista, ela reitera um dos lemas do movimento: “Todo aumento é um roubo”, dizendo que o MPL é contra todo tipo de aumento.

Desde a zero hora de 8 de agosto, os usuários do transporte público de Belo Horizonte começaram a desembolsar cerca de 9,7% a mais, nas linhas mais utilizadas. Isso por que a justiça derrubou, na tarde de sexta-feira, a liminar da Defensoria Pública que suspendia o aumento da tarifa dos coletivos.

Os ônibus que cobravam 3,10 passaram a cobrar 3,40. Já os circulares, que antes custavam 2,20, apresentaram aumento de 25 centavos. “Me sinto impotente, é um aumento que a longo prazo pesa no bolso do cidadão, principalmente aqueles que pegam o ônibus todos os dias.”, declara o estudante jornalismo, Guilherme Rabello, e usuário dos ônibus da capital. Ele ainda afirma se sentir inseguro, pois o transporte público não oferece condições básicas para suportar tanto movimento e lotação. “O que eu sinto é que aumentaram o número de ônibus apenas na teoria, os ônibus ainda continuam lotados e atrasam sempre.”, finaliza.

Para o economista, Stefano Ferrara, as justificativas apresentadas pelos sindicato das empresas de ônibus são insuficientes. “O que se deveria discutir, de fato, é uma abertura maior no setor de transporte público da cidade, o que aumentaria a competitividade do setor e consequentemente traria preços menores e maior qualidade nos serviços prestados ao cidadão”, explica.

Por Gabriel da Silva

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