Nostalgia anos 1980 – A evolução da música: entre o disco de...

Nostalgia anos 1980 – A evolução da música: entre o disco de vinil a música em streaming disponível na internet

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As fitas cassetes que começaram a ser produzidas na década de 1960 pela empresa Philips, se popularizaram na década de 80, principalmente com a evolução dos aparelhos eletrônicos e o surgimento de novas mídias, como o CD (Compact Disc), e o crescimento de novos reprodutores para essas mídias, como o Walkman, o Disc Play e os famosos som “três em 1”). Hoje em dia, temos que nos adaptar a tecnologia e as novas formas de ouvir músicas, como por exemplo, os aplicativos de streaming, Spotify, Deezer, Rdio, SoundCloud, que oferecem versões free aos seus usuários.

As pessoas que vivenciaram a década de 1980 relatam que ela foi uma década de evolução tecnológica, com coisas que até então não eram tão acessíveis, como por exemplo, os aparelhos de som e o vídeo cassete. Para a artesã Gilseia Resende, de 51 anos, a década de 1980, foi um marco na vida de todos os que viveram nela: “quando eu era criança em meados da década de 1960, e principio de 1970, só conseguíamos ouvir músicas em radiolas com o som valvulado, ou então nas vitrolas, mas, não tinham muito recurso”, explica.

Ainda de acordo com Gilseia, já no começo da década, era possível notar o aparecimento de diversos aparelhos de som, com uma qualidade sonora muito melhor do que aquilo que ela vivenciava quando ela era criança, “durante esse período, começamos a ter acesso ao famoso som ‘três em um’, que já vinha acoplado toca fitas, rádio e o toca discos de vinil.”, recorda Resende.

A artesã explica que no final da de 1980, a pirataria aumentou consideravelmente: “No final da década de 1980, a pirataria cresceu muito, as pessoas já não tinham mais o hábito de comprar tantos LP´s igual se comprava antes, e as fitas eram o método mais fácil e rápido de ter acesso à música, pois começaram a surgir aparelhos de som, que tinham suporte para duas fitas cassetes, e, com isso, ocorria à cópia das fitas. Em 1988, o CD (Compact Disc), começava a se popularizar, e as vendas de LPs caíram mais ainda”, esclarece Resende.

Para ela, esse fato se deve ao preço das fitas que eram bastante caras: “Antigamente, comprávamos a fita cassete do cantor ou da banda de nossa preferência, porém, nem sempre ocorria assim, comprávamos uma fita cassete virgem, que se vendiam na grande maioria dos armazéns, e, através dessa fita, nós tínhamos o hábito de colocar um gravador de voz perto da caixa de som e repassar o áudio original; Isso fazia com que grande parte das pessoas que não tinham dinheiro para pagar o valor das fitas originais, que eram muito caras, tivessem acesso a musica de uma forma alternativa”.

Mas para uma geração seguinte, adquirir um walkman e fitas k7 ficaria mais fácil, muito devido pela ascensão do CD no fim dos anos 90. Segundo o técnico em mineração Guilherme Gomes, 29, “somente no fim dos anos 90 foi que meu pai me deu um cassete player que também era rádio, mais porque o preço já estava bem em conta na época devido a já venda do Discman”, disse Gomes.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

 

Com esta chegada massiva do CD e do Discman, o preço das fitas cassete caíram fazendo com que esta nova geração se cativasse por ela, “lembro que quando eu e meus amigos íamos comprar as fitas o preço tava lá no “chão”, o que facilitou e muito gostar de música”, finaliza Gomes.

Das fitas cassetes para o streaming

Após o inicio do século, e da modernização, que veio ocorrendo após os anos 2000, os hábitos de ouvir música estão mudando, e muitos jovens dispensam o rádio tradicional e aderem ao serviço de streaming, e ouvem quando estão em trânsito e em diversos dispositivos, aproveitando ao máximo as plataformas móveis e conectadas. Eles ouvem ao longo do dia, não apenas quando se deslocam de manhã. Além disso, ouvem em momentos que compõem seu dia a dia: da academia ao deslocamento para compromissos, festas e estudo, entre outros.

O aplicativo de música streaming Spotify realizou uma pesquisa, juntamente com a empresa TNS Global, empresa líder em pesquisa, para medir o alcance e a qualidade da versão gratuita do Spotify (mantida por anúncios) ao redor do mundo. A pesquisa já foi realizada em mais de 15 países, entre eles da Europa e da América do Sul.

 A pesquisa ouviu mais de 2.000 ouvintes de música, com idades entre 15 e 65 anos, e que compõem a população online no Brasil e teve como objetivo entender um pouco mais não só sobre o usuário Spotify, mas também sobre as principais diferenças entre ele e o ouvinte de rádio. Através desta pesquisa, o aplicativo percebeu que está em uma posição única para alcançar segmentos de público que são difíceis de serem alcançados por meio das rádios comerciais.

O estudo, que foi divulgado em abril de 2016, e foi realizado na cidade de São Paulo, aponta que o Spotify possui a liderança do mercado de streaming e poderia ser considerada a quinta maior emissora de rádio de São Paulo, em termos de alcance semanal. De acordo com Celia Goldstein Sales “O principal objetivo do Spotify, ao nos unirmos à TNS na realização deste estudo foi trazer para o mercado uma comparação inédita entre canais tradicionais de rádio e serviços de música digital. Essa comparação tem como intuito ajudar os compradores de rádio a entenderem como o Spotify pode contribuir com seus planos de rádio”, explica a diretora do Spotify Brasil.

Durante a realização desse estudo, foi feita uma comparação entre os usuários de diversos aplicativos de música em streaming, e os dados são alarmantes, dos 2077 entrevistados nessa pesquisa, 22,8% afirmaram ouvir o Spotify Free, 14,2% utilizam o Deezer Free, SoundCloud 13,5% dos entrevistados, Rdio 13,4%, e Last FM 9,2%, o que nos leva a acreditar que a musica por streaming tem crescido bastante em todo o mundo.

 

Matéria produzida pelos alunos do quarto período de jornalismo, Raphael Duarte e Gustavo Horta, na disciplina de Tidir/JOR2B

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