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Por Bianca Morais 

Hoje faz um mês que deixei meu primeiro emprego como jornalista formada, e se você tiver alguns minutos do seu dia, peço que leia o motivo de ter sido tão difícil me desprender dele.

Dei meus primeiros passos no Centro Universitário Una, em 2016, quando ingressei no curso de Jornalismo. Desde o início me deslumbrava com o Jornal Contramão, ele era para muitos o primeiro estágio dentro do curso. 

Na época, trabalhava em meu primeiro emprego como telemarketing, ali conquistei a liberdade de não depender totalmente do dinheiro dos meus pais, e por mais que quisesse um estágio, o salário mínimo oferecido me encantava.

Depois de dois anos no telemarketing, resolvi que era hora de deixar o mínimo e procurar um estágio, iria receber menos mas ganharia algo que nenhuma carteira assinada e benefícios me dariam naquele momento, o aprendizado. 

Na busca por estágio me deparei com dois. Pela minha nota do curso fui chamada para estagiar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), e depois de um processo acirrado (contém humor), passei para trabalhar no NUC – Núcleo de Conteúdo da Una, onde se hospedava o famoso Jornal Contramão. 

E agora? O que escolher? E por que não os dois? 

Já estava no meu sexto período da faculdade, por isso queria aprender o máximo que eu conseguisse, então resolvi abraçar os dois estágios, saia de casa às 6 da manhã e voltava às 23 da noite. Não foi um período de descanso, mas sem dúvidas, de muito conhecimento.

No TRE-MG ganhei experiência com comunicação interna e assessoria de imprensa, e na Una além de fazer o que eu mais amo, escrever, tive experiência com cobertura de eventos, produção de eventos, e o mais importante, construir uma família.

Quando entrei como estagiária, entraram mais quatro, época de ouro, em que o jornalismo era super valorizado e tínhamos uma mega equipe. Eram eles: Joyce, Jessica e Italo. Muito importante mencionar nomes, porque eles fizeram toda a diferença em minha trajetória. Claro, ali no laboratório já existia o estagiário mais antigo, quase uma relíquia ali no Contramão, o Moisés.

Nós éramos a maioria ali, e, juntos, dominamos o Laboratório de Economia Criativa da Una, que além do núcleo de jornalismo, tinha também publicidade, audiovisual, moda e arquitetura.

Nesse meio tempo, entrou uma pessoa decisiva para minha trajetória na Una ter sido tão duradoura e proveitosa. Dani Reis, minha eterna chefe Dani. A big boss. Dani entrou depois de uns seis meses em que eu já estagiava no núcleo, entrou como nova líder, e como eu sempre deixei claro para ela, se um dia eu for 1% da jornalista que Dani é, eu já estarei realizada. 

Com ela aprendi a escrever melhor, a revisar, a ter uma postura de profissional, a como agir em frente às câmeras, a como ser líder. 

Dani foi muito além de uma chefe, virou minha amiga. E foi com muita tristeza que me despedi de sua liderança quando me formei, afinal, não podia mais ser estagiária ali. Mas como nossa história ainda não estava terminada, meses depois ela me chamou para voltar a Una, agora como sua técnica de laboratório.

Agora além de escrever para o Contramão, eu ajudava os estagiários, fazia release, corrigia textos, apoiava os alunos do curso, dava oficinas..

E falando em estagiário, nesse momento, outra figura entra nessa história. Talvez um pouco antes. O nome dele é Keven Souza, e anotem esse nome, porque esse garoto ainda vai fazer sucesso e me dar muito orgulho. Conheci Keven ainda como estagiária, quando Jessica, Joyce e eu íamos em feiras de escolas mostrar como era o curso de Jornalismo da Una e convencer aquelas belas mentes brilhantes a ingressarem lá.

Pois bem, em uma dessas feiras conheci o Keven. Ele era um jovem estudante do ensino médio, do Instituto de Educação, e, logo de início, já vi talento nele. A desenvoltura em frente às câmeras era perfeita. Falei que ele precisava ir para a Una e pronto, ali se encerrou nosso primeiro encontro.

Para minha surpresa, nem tanto, alguns meses depois, na recepção de calouros, lá estava ele, se tornando universitário. Agora eu precisava convencê-lo a entrar no Contramão, porque ele precisava viver tudo aquilo que eu vivi.

Já como técnica, me despedia agora de um grande amigo, o Ítalo que foi traçar sua trajetória no jornalismo e deixava uma vaga de estagiário aberta no Contramão.

Adivinhe quem assumiu? Ele, o Keven.

Keven foi o melhor estagiário que eu pude ter, sempre disposto a aprender, ensinei a ele tudo que sei e sou, sim até a minha personalidade. Mas além de ensinar eu aprendi, e conquistei um amigo para vida inteira.

Ok rede, não sei se vocês estavam esperando por esse textão, ou se chegaram até aqui. Mas eu precisava disso, eu precisava me despedir da Una, e acho que pelo textão vocês entenderam porque foi tão difícil. É porque não deixei para trás apenas um emprego, deixei uma família. Um lugar que por muitos anos foi minha segunda casa 

Nessa história, se eu contasse metade de quem passou por ela esse texto ia ficar enorme. Opa, muito maior do que já ficou até aqui. Agradeço a todo mundo, tem a Karol da arquitetura, o Rapha do audiovisual, a Lets da moda. Tem o Chitão, o Igor e a Gabi do NSI. Tem a estrela do Contramão que sempre respondia minhas entrevistas, Raphael Paulino. Tem o Fernando e o Felipe da portaria. Tem os duzentos estagiários, tem a Jess, tem a Isadora, a Ashley, a Dani, o Gabriel, tem o Mateus, o Gladison, a Ariadne, tem o Terra, o Pedrinho e a Dani Pérez.

Tem a Tia Lari também, ela saiu antes de mim e deixou uma saudade.

Enfim, obrigada de verdade gente, por tudo. Obrigada Una, hoje deixo vocês para conquistar meu lugar no mundo mas para voltar como reitora, se lembram?

 

OBS: o textão ficou gigante porque esqueci que não estou mais escrevendo para o Contramão.

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Poderão ser doados itens pets, como cobertores, roupas, colchões e outros, para animais em situação de rua 

Por Keven Souza

O Centro Universitário Una, por intermédio de seu curso de Medicina Veterinária, está lançando na próxima quinta-feira (26), a primeira edição da ‘Campanha do Agasalho Animal – Eles Também Sentem Frio’ em Belo Horizonte. O projeto iminente tem como objetivo atender às necessidades dos cães e gatos em situação de vulnerabilidade, principalmente no atual período do inverno.  

Belo Horizonte registrou ontem (19) temperatura mínima de 4,4ºC, a menor temperatura na cidade neste ano. O frio intenso, além de ser um incômodo para pessoas em situação de rua, também maltrata os animais. Dito isso, a campanha da Una se faz importante e necessária para o atual contexto da cidade.  “As temperaturas nos últimos dias têm caído de forma acelerada, trazendo um frio intenso para os animais de rua, onde os abrigos não existem e quando existem não atende a necessidade de mantê-los aquecidos. A queda da temperatura traz um quadro de hipotermia, podendo levar à morte desses animais”, declara a médica veterinária e professora da Una, Idelvânia dos Anjos Nonato. 

Serão arrecadados cobertores pets, caminhas, casinhas, roupas, tapetes, toalhas ou quaisquer itens,  tanto para cães quanto para gatos, que ajudem a espantar o frio dos pets. A doação será destinada aos animais de rua e ONGs que os acolhem, fazendo trabalho social deste viés. 

As doações poderão ser entregues na Una Campus Liberdade, durante todo o dia, enquanto durar a estação do inverno. Não fique de fora, participe e faça parte deste movimento que faz a diferença. 

 

Una Liberdade

Una Liberdade – Rua da Bahia, 1746 – Lourdes – Belo Horizonte

(31) 3235-7300

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Por Matheus Dias

Hoje, 16 de maio,  comemora-se em todo o Brasil o Dia do Gari, profissional responsável pela limpeza urbana.  Pensando nisso, a equipe do Jornal Contramão conversou com o gari Marcelo Vasconcelos, que trabalha em Belo Horizonte, e trouxe detalhes sobre sua rotina, experiência e decisão para atuar na profissão. 

A origem do termo “gari” surgiu em homenagem ao engenheiro francês, Pedro Aleixo Gary, que fundou a primeira empresa de coleta de lixo do Rio de Janeiro, em 1876. A equipe responsável pela limpeza da cidade começou a ser chamada de “garis”, por causa do fundador, já que os funcionários carregavam o nome do empresário no uniforme.

Respeito e admiração foram fatores decisivos para que Marcelo Vasconcelos, 42, criasse afinidade e despertasse o interesse pela profissão.

Marcelo Vasconcelos em seu trabalho.

Após um período desempregado, a oportunidade para Marcelo veio em um momento crítico no país e no mundo, em 2020, durante a pandemia, onde já pensava não conseguir um trabalho. “Me via largado na sociedade, mandava currículo, participava de entrevistas e não era chamado para as vagas de emprego”, explica. 

Diferente de muitos profissionais que trabalham em locais fixos, sejam em escritórios, lojas ou em suas residências, os garis trabalham nas ruas, lá que é seu ambiente de trabalho, cada dia em um local, onde a produtividade é medida por uma metragem proposta. Marcelo integra o time de garis responsável pela capina e roçada da região leste de BH, a meta diária de sua equipe é de realizar a limpeza, média de 3km, nos logradouros da região que atua. E ele enxerga ser o maior desafio de sua rotina de trabalho.

“Chego no meu trabalho com coração alegre e puro, oro antes de sair de casa e agradeço a Deus pela oportunidade, mesmo que tenha algum tipo de preconceito, para que ele não possa abater minha fé e nem estragar meu dia”, diz ele. Esse é o rito e pensamento de Marcelo para que não sinta o preconceito e desvalorização que ele sabe que existe pela sua profissão. 

Ele explica que deixa se apegar às experiências positivas que vive no seu dia a dia, como por exemplo, quando as vezes bate na casa de um morador na região que está trabalhando e é acolhido com alegria após pedir  um copo de água, café e alimento.

Em 15 de abril de 2021, foi um dos momentos mais difíceis que o gari vivenciou, ele trabalhava no bairro Boa Vista na capital mineira e sofreu um acidente. Estava fazendo a limpeza e não viu um bueiro tampado pelo mato, onde caiu com uma das pernas e rompeu os ligamentos do joelho esquerdo, onde já havia feito uma cirurgia em 2014. “Vieram muitas cenas, passagens e lembranças em minha mente, antes estava desempregado, havia conseguido um emprego e precisei ficar afastado”, relembra Marcelo.

Marcelo retornou ao seu trabalho, auxiliando seus colegas com um serviço mais leve por causa de sua recuperação.

“O meu maior orgulho é que um dia eu tive vontade e desejo de ingressar nesta profissão e fui muito rejeitado. Hoje o meu maior orgulho é vestir a roupa alaranjada, sair para trabalhar e voltar para casa cansado e suado, sabendo que ‘matou mais um leão’ no dia. Saio de casa com orgulho que mais um dia, por minhas mãos e de meus amigos, vamos limpar a cidade”, comenta. 

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Estrutura beneficiará todo o entorno e terá a interdisciplinaridade como um de seus pilares

Por Keven Souza

O Centro Universitário Una, instituição que integra o Grupo Ânima Educação, vai inaugurar na próxima quarta-feira (18/05) uma estrutura completa para o atendimento e cuidado clínico em Belo Horizonte. A Clínica Integrada de Saúde Cidade Universitária Una (CDU) será um espaço dedicado à consulta de cunho social e, também, ao ensino teórico-prático de alunos, com oferta de um rol de procedimentos e serviços médicos gratuitos. 

Localizada na Rua dos Aimorés, 1451, na região centro-sul da capital mineira – no Campus Una Aimorés, a clínica contará com infraestrutura de última geração para quem precisa de uma atenção especial ligada à saúde. “A clínica oferece quase 1500 metros quadrados de estruturas de atendimento, preparo e manutenção. Ao todo são mais de 20 profissionais envolvidos e mais de 2000 atendimentos esperados para o semestre, que continuam com o mesmo padrão de qualidade, porém em um espaço totalmente novo e com a adição dos atendimentos de odontologia, um serviço novo na Una”, afirma Eric Liberato Gregório, nutricionista e coordenador de cursos da Una. 

A nova estrutura possui clínicas de fisioterapia, estética, farmácia e odontologia, além de consultórios de psicologia, nutrição e laboratórios de práticas interdisciplinares, que diversos cursos poderão usar. Todos estes espaços terão também recepção para atendimentos.

Clínica fisiterapia 

Clínica odontológica 

Espaço tricologia (Estética)

Laboratório de prática interdisciplinar (LPI) 

*as imagens foram desenvolvidas pelos alunos de Arquitetura e urbanismo da Una, Ashley Coimbra, Daniela Cristina e Gabriel Benzaquen, bem como Fábrica NAU. 

Já os serviços oferecidos, os principais são educação nutricional, acompanhamento farmacêutico e psicológico, grupos de apoio para algumas enfermidades – como transtornos alimentares, limpeza dentária, tratamento de cárie, substituição de restaurações inadequadas, entre outros diversos procedimentos. 

Os atendimentos são conduzidos pelos estudantes da instituição sob supervisão de uma equipe de preceptores clínicos com expertise nas áreas ofertadas. Será atendido toda a população local e para participar da consulta, os interessados podem se inscrever através do link: bit.ly/clinica_cdu. Feito o cadastro, é só aguardar o contato da clínica. 

O horário para tais consultas é de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, conforme o horário de funcionamento da clínica e a agenda disponível. 

Teorias e práticas alinhados 

Com a inauguração, a Clínica Integrada de Saúde CDU além de equipar Belo Horizonte com um espaço de referência, fomentará mais um modelo acadêmico exemplar para alunos da área da Saúde exercitarem seus conhecimentos obtidos em sala de aula na estrutura disponível.

Segundo Eric, essa é a premissa do novo espaço, interdisciplinaridade. “Termos uma clínica escola em funcionamento na Una significa um grande ganho. Aos alunos é uma excelente opção de realização de estágios ou projetos de extensão, com a estrutura e diferenciais acadêmicos da instituição”, diz. 

Além disso, é o ensejo para os estudantes atuarem com o atendimento de cunho social. É o que pontua Eric. “Para além de serem laboratórios de aulas, as clínicas proporcionam mudança na vida das pessoas, como pacientes e alunos aprendizes. E isso para a cidade é uma oportunidade de participação na saúde coletiva, super importante!”, conclui. 

 

Saiba mais sobre o espaço e um pequeno resumo dos serviços oferecidos pela Clínica Integrada no canal TV Una Fábrica:  https://www.youtube.com/watch?v=tvHBi5aI6zs 

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Por Keven Souza

Em comemoração ao Dia do(a) Assistente Social, celebrado no próximo dia 15, entre os dias 16 e 20 de maio acontece uma semana especial repleta de programações e atividades realizadas pela Cidade Universitária Una. De forma híbrida, e totalmente gratuita, acontecerão palestras e rodas de conversas que trarão profissionais renomados do mercado para debater temas instigantes em volta da atuação do profissional de Serviço Social. 

“No atual contexto de ameaça às liberdades democráticas, da persistência ao preconceito racial na sociedade brasileira, o agravamento das expressões da questão social e o trabalho de assistentes sociais nos provocam a buscar qualificação, diálogo entre os sujeitos da categoria profissional. E esse é o objetivo das atividades, reafirmar o compromisso ético-político do Serviço Social junto aos direitos sociais”, afirma Narjara Garajau, professora do curso de Serviço Social da Una e uma das idealizadoras do evento. 

É tradição no curso de Serviço Social da Una, realizar ações alusivas a data, pautando temas e discussões pertinentes à categoria profissional. E neste ano, o convite é extensivo a assistentes sociais, supervisores de estágio, acadêmicos, egressos do curso, professores e estudantes de Serviço Social e todos interessados pelo assunto, bem como outras instituições de serviço social que compõem o Grupo Ânima.

Para participar e ficar por dentro das ações é necessário realizar o cadastro de acordo com a atividade iminente. Confira a programação! 

 

Programação:  

16/05 – SEGUNDA-FEIRA 

De 19h às 22h (Modalidade virtual) – Roda de conversa “O compromisso ético-político do Serviço Social no enfrentamento ao racismo: reflexões sobre educação antirracista e o cotidiano profissional” | Com Thainá Rocha e Gustavo Policarpo 

Inscreva-se: bit.ly/SSOCUNACDU1605

17/05  – TERÇA-FEIRA

De 19h às 22h (Modalidade virtual) – Roda de conversa “As novas expressões da questão e o trabalho de assistentes sociais, em tempos precarização estrutural do trabalho” | Com Instituto Ser Mais 

Inscreva-se: bit.ly/SSOCUNACDU1705

18/05 – QUARTA-FEIRA

De 19h às 22h (Modalidade virtual) – Roda de conversa “Cidadania e direitos sociais no Brasil em retrocessos, e os desafios para atuação profissional crítica e comprometida com os direitos sociais” | Com Mônica Abranches 

Inscreva-se: bit.ly/SSOCUNACDU1805

20/05 – SEXTA-FEIRA 

De 19h às 22h (Presencialmente) – roda de conversa “Compromisso ético-político do Serviço Social os desafios e possibilidades para atuação profissional em tempos precarização do trabalho, relatos de experiências” 

Local: Auditório Campus Una João Pinheiro – Cidade Universitária 

Endereço – Av. João Pinheiro, 580 – Lourdes, Belo Horizonte

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Estudantes do ensino médio vieram ao campus Una Liberdade para conhecer o ambiente universitário e promover interação com rotinas profissionais

 

Por Lucas Requejo

Com o objetivo de ampliar seus horizontes e coincidir com aqueles que ainda estão começando os passos para ter suas escolhas mais claras, a Una, com seus campus, oferece cursos e oficinas para o Instituto Coração de Jesus, que fica no bairro Nova Suíça, região centro-oeste da capital mineira.

Esse movimento se tornou possível após a instauração da nova estrutura curricular do ensino médio, anunciado pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) em julho de 2021. Nele, além do aumento de horas totais de 2,4 mil para 3 mil horas curriculares, a estrutura do currículo também foi modificada, criando-se os Itinerários Formativos, que são matérias eletivas nas quais o aluno passa a ter liberdade de escolher de acordo com seus objetivos de estudo e afinidade futuros.

Graças a este novo processo, a Una tomou a frente e propôs uma parceria com o colégio, com oficinas e atividades por diversas áreas das quais a faculdade possui cursos ministrados. Assim, as responsáveis de cada ponta exprimem a satisfação com a realização deste projeto.

Do lado da Una, Carla Soares, de 44 anos, celebra a oportunidade de a Una ser pioneira no processo de transformação do presente momento: “Esse projeto já teve um teste piloto para os alunos no 9º ano. O nosso objetivo é, aos poucos, desmistificar o ambiente universitário, colaborar com a construção dos jovens de hoje, que serão o futuro, e, quem sabe, gerar interesse de que estudem na Uma para se formar na profissão escolhida”.

Já em nome do Instituto Coração de Jesus, Aparecida Curto, 60 anos, é coordenadora pedagógica e comemora, com euforia, o desempenho da parceria: “Acho fundamental essa conexão de uma faculdade com o ensino básico. E a Una, além de seu tamanho, foi a única que ouviu e esteve de braços abertos com nossa proposta, desde o projeto piloto dela na PUC (Pontifícia Universitária Católica), no Paraná”.

No dia 29 de abril, numa sexta-feira, mais de 20 alunos se dividiram em dois grupos e se direcionaram aos campus Aimorés e Liberdade para realizar as atividades propostas. No campus Aimorés, parte dos alunos foram conferir a oficina de empreendedorismo; já no Liberdade, os alunos foram conferir uma oficina de fotografia, que já havia sido ministrada outra, de caráter teórico; e, desta vez, trabalhou como se manuseia a câmera para ótimos registros.

Quem acompanhou de perto a atividade em nome da escola, foi o professor Alvacir Carvalho, de 61 anos, professor de geografia da turma do primeiro ano do ensino médio que veio explorar as magias que uma câmera pode fazer.

Segundo ele, é uma honra vê-los empolgados com a oportunidade de estar num ambiente diferenciado e sob novas condições pós-pandemia. “É bom sair um pouco da sala de aula. É uma turma que acompanho desde o oitavo ano e, eles estão muito animados, pois voltamos há pouco tempo com as aulas presenciais, e agora, com a liberação gradual da utilização das máscaras, é bom ver o sorriso deles de novo”.

Durante o exercício na “laje”, os alunos ficaram à vontade, mesmo com a maioria deles não ter nem manuseado uma câmera, como no caso de Mariana, de 15 anos: “É difícil. Mas, confesso que gosto mais de sair nas fotos, e nem penso em alguma profissão que trabalhe com imagens, pois sou de exatas”.

Depois, os alunos foram experimentar como se fotografava no estúdio apropriado. No começo, eles estranharam o ambiente, achando-o pequeno. Assim que a instrutora da oficina começou a explicar a dinâmica do estúdio, eles se animaram com a ideia e se divertiram com os registros que foram possíveis.

Alunos do ICJ no laboratórios de fotografia do Una Liberdade

O que mais se destacou e tirou mais fotos foi Ícaro. Ao ser questionado sobre a intimidade com o objeto principal, ele tem sua razão: “Meu tio mexe com fotos, mas não sei qual é o ramo. Então, desse pequeno ele tirava fotos de mim e me mostra as do seu trabalho, o que me deixa encantado”. E complementa: “Gosto de fotografia e das câmeras. Posso entrar nesse ramo, audiovisual e design gráfico”.

Ao final de toda a atividade, Fabrícia Figueiró, professora de Processos Criativos da Una, 36 anos, ressalta que todos somos criativos e essas atividades podem enriquecer essa noção nos alunos: “A criatividade é vinculada a muitos processos e precisa ser posta em prática. Não é apenas um dom como muitos imaginam”.

O novo ensino médio pode ser confuso para muitos dos professores e seus alunos, mas, com o passar dos anos, tem uma grande possibilidade de, ao menos, deixar no limbo aquela versão maçante e sem sal de antes, tornando o ambiente e convívio escolar mais prazerosos.