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Em clima de festas, o Jornal Contramão trás para você a última receita do ano. Para inspirar as preparações natalinas, o ex aluno do curso de gastronomia do Centro Universitário Una,  Luis Felipe Assis do @lessence_gourmet, trouxe a Rabanada, sobremesa tradicional da época. Bora lá aproveitar!

Especial de Rabanada

Descrição do prato: Sobremesa feita com rabanada, frutas vermelhas e brigadeiro de leite ninho
Quantidade de porções: 1
Tempo de preparo: 1 hora
Categoria: Sobremesa
Nível de dificuldade: Médio
Ingredientes:

– 4 pães franceses
– 2 xícaras de leite
– 2 latas de leite condensado
– 3 ovos batidos
– Óleo para fritar
– Canela e açúcar a gosto
– 450 g de frutas vermelhas congeladas
– 2 colheres de sopa de manteiga
– 5 colheres de sopa de leite ninho

Passo a passo para a preparação:

1) Para o brigadeiro:
1.1- Em uma panela, adicione manteiga, o leite condensado e o leite ninho.
1.2- Leve a fogo baixo e mexa até desgrudar do fundo da panela e reserve.
2) Para a calda de frutas vermelhas:
2.1- Em outra panela adicione as frutas vermelhas congeladas e deixe que derreta e reduza pela metade.
3) Para finalizar:
3.1- Corte os pães em fatias de tamanho médio.
3.2- Em uma vasilha misture o leite e uma lata de leite condensado.
3.3- Em outro pote coloque os ovos.
3.4- Molhe as fatias de pães na mistura do leite e depois mergulhe nos ovos.
3.5- Frite em óleo quente e escorra em papel toalha.
3.6- Em seguida polvilhe com canela e açúcar.
3.7- Disponha as rabanadas e cubra com uma camada de brigadeiro branco.
3.8- Em seguida despeje a calda de frutas vermelhas e cubra com outra camada de rabanada.
4) Você pode usar sua criatividade para criar a apresentação como desejar.

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O evento é a mostra acadêmica dos estudantes do curso de Gastronomia da Una

Por: Italo Charles 

No dia 09 de dezembro aconteceu a 10ª edição do GastroUna. O evento que encerra o semestre acadêmico do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una foi transmitido ao vivo pelo Youtube e contou com a participação de grandes nomes da gastronomia mineira e também de espectadores internacionais.

A edição comemorativa  uma grande  novidade. Durante o semestre letivo a UnaCom (Agência experimental de Comunicação da Una) desenvolveu junto com alunos de gastronomia um e-book com as receitas criadas pelos grupos participantes. 

De acordo com Rosilene Campolina, chef e idealizadora do projeto, o Gastrouna sempre busca inovar. “A cada ano o Gastrouna se supera, por edição são mais de 80 produtos que os alunos lançam, entre receitas, pesquisas, produtos e cardápios. São muitas coisas, mas desta vez o destaque vai para o e-book”, comentou.

O material pode ser baixado gratuitamente no link.

Premiação da PBH

Outra grande surpresa do evento foi a homenagem concedida à professora Rosilene Campolina e ao Centro Universitário Una pela  Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania. Rosilene foi agraciada com o certificado de mérito por colaborar com o desenvolvimento da gastronomia na cidade de Belo Horizonte.

Segundo Rosilene, a edição comemorativa foi de muito sucesso. “Foi um grande desafio organizar a mostra nesse momento de pandemia. Mas nós conseguimos realizar o evento com grande sucesso, tivemos alcance internacional e ao final recebemos uma homenagem e certificação por contribuir com o desenvolvimento da gastronomia no município”.

De acordo com Rodrigo Neiva, vice-presidente acadêmico do grupo Ânima,  o fortalecimento de eventos como o GastroUna é de grande importância para o desenvolvimento técnico dos estudantes. “Quando o aprendiz participa de eventos nesse formato ele desenvolve competências fundamentais que um profissional precisa ter”.

Apresentações

Durante a programação, os estudantes dos quatro grupos participantes apresentaram aos jurados suas propostas de empreendimentos gastronômicos que incluem a idealização, gestão, logística, desenvolvimento de cardápio e o preparo dos pratos. 

A bancada de jurados foi contemplada por vários nomes conhecidos da gastronomia, turismo e gestão, como: Ana Gabriela Baêta (Belotur), Antônio Terra (Una), Darklane Rodrigues (PBH), Eduardo Maya (Gastronomo),  Márcia Nunes (Dona Lucinha), Matheus Daniel (Abrasel), Paulo Rodrigues (Chef Embaixada Brasileira), Roberta Zampetti (Jornalista), e o Vice presidente acadêmico do grupo Ânima, Rodrigo Neiva.

Criar um restaurante aos pés da Serra da Moeda com intuito de promover experiências gastronômicas e favorecer os pequenos produtores locais, proporcionou ao grupo “Tempero da Serra” composto por: Breno Marques, Guilherme Righi, Júlio César Cândido, Kerolem Gomes, Luís Felipe, Ryan bonino, Vanessa Grasielly, Victor Dornas. a vitória na competição. 

“Foi muito trabalhoso, mas nós desenvolvemos um projeto muito bom, as pessoas do grupo são muito boas. Em alguns momentos tivemos conflitos, mas a professora Rosilene nos ajudou a resolver, estávamos esperançosos, mas também apreensivos pois os outros trabalhos estavam muito bons, entretanto nós ganhamos e foi muito gratificante”, comentou Júlio.

Elementos utilizados e pratos desenvolvidos pelo grupo vencedor

Para Vanessa Grasielly, componente do “Tempero da Serra”, participar do GastroUna a proporcionou uma grande experiência. “O projeto agregou muito para mim, consegui ver a realidade de como seria abrir um negócio, chorei, sofri, levantei e renovei as forças em vários momentos porque sabia que daria certo e que se desse o meu melhor tudo se encaixaria e o resultado seria uma consequência de tudo isso, ou seja, seria uma jornada concluída com sucesso”.

Grasielly contou ainda sobre os desafios e os ganhos gerados durante o desenvolvimento do projeto. “Desde o início ocorreram muitos desafios, nas ideias ou no processo, mas posso dizer que os ganhos foram muito  maiores.  Aprendi que o trabalho em equipe vence qualquer barreira, que juntos somos mais fortes e que quando um não está bem, tem um grupo ali pra apoiar e dar força, que o verdadeiro trabalho em equipe supera as adversidades que surgem, pois cada integrante possui um talento e a soma desses conhecimentos traria um resultado positivo”, finalizou.

Premiação

Equipe Tempero da Serra vence a 10ª edição do GastroUna

A equipe vencedora, Tempero da Serra, foi agraciada com um almoço no restaurante Dona Lucinha e, kits de Cafés Segafredo, Cimsal Flor de Sal, produtos da Sabarabuçu e Sabará & Sabor/derivados da jabuticaba, artesanato da Vovó Helê e da Sabor de Fada Angelina Almeida, Cachaça Capim Cheiroso, camisetas personalizadas da WA Dolmãs, convites para participação na Feirinha Aproxima e do Arraial de Belo Horizonte e certificados do Centro Universitário.

Não assistiu ao GastroUna? Então clique no link e assista o evento completo.

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis.

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Por aqui já estamos em clima de Natal! E a receita de hoje que foi desenvolvida pelo Alexei Fittipaldi, é um hot dog inspirado na ceia de natal, com salsicha de peru, ketchup de frutas vermelhas e maionese temperada com mostarda Dijon! Se liga nessa delícia que vai fazer sucesso entre as crianças e os adultos!

Hot Dog de Natal

Quantidade de porções: 1 porção
Tempo de preparo: 1h: 30 m horas
Categoria: lanche

Ingredientes:

Cachorro quente:
1 un de pão de cachorro quente;
1 un de salsicha de Peru;
2 colheres de sopa de manteiga em ponto de pomada;

Molho de ketchup de frutas vermelhas:
-1 un de maçã fuji;
– 1 un limão taiti;
– 250 ml de vinagre de maçã;
– 300 ml de Ketchup pronto;
– 150 ml de molho inglês;
– 150 ml de molho de tomate;
– 5 gr de sal;
– 10 gr de pimenta do reino preta;
– 1 xícara de amora congelada;
– 1 xícara de Morango congelado;

Maionese francesa:
– 1 un de gema de ovo;
– 1/2 limão taiti;
– 150 ml de vinagre de limão;
– 100 gr de Mostarda Dijon pronta;
– 10 gr de pimenta do reino branca;
– 10 gr de sal
– 1 L de óleo de girassol;

Passo a passo para a preparação:

Preparo do Ketchup

– O primeiro passo é cortar as maçãs em 4 partes, reservar. Em seguida cortar o limão tati, espremer o suco junto com 100 ml de água filtrada, despejar a maçã na água com Limão para evitar oxidação da maçã.

– Em seguida, despejar a água com limão, maçã no copo do liquidificador, junto com sal, pimenta, molho inglês.

– bater no liquidificador, até virar uma suco, colocar o ketchup, molho de tomate é por fim a amora e o morango congelado. Assim que bateu tudo virar um suco vermelho escuro, colocar em um panela para reduzir o ketchup por 15 minutos em fogo médio.

– Depois de 15 minutos reduzindo, despejar em uma bisnaga de lanchonete, colocar para esfriar na geladeira.

– Corrigir o sal e o tempero para ver se está ao gosto;

– dura até 3 meses conservado em geladeira.

Preparo da Maionese

– Primeiro passo, quebrar um ovo separar a gema da clara e dispor em bowl a gema, sal, pimenta do reino, suco do limão, mostarda dijon;

– Em seguida, misturar com ajuda de um fouet, misturar os Ingredientes, reservar.

– Com ajuda da sua mão direita abra a garrafa de óleo de girassol, com a outra coloque um pano umidecido para segurar o bowl na mesa em logo asseguir bata com fouet com mão direita e com a esquerda vsi despeijando óleo de girassol em fios, bem devagar até que fique em ponto de maionese, isso pode girar em torno de 20 munido batendo até que pegue o ponto de maionese, em seguida colocar na geladeira.

– Depois de resfriado, colocar em uma bisnaga de lanchonete;

– prazo de validade de uma semana em geladeira.

Montagem do hot dog

– Cortar o pão no meio com auxílio de uma faca de serra, em seguida colocar uma chapa de ferro, colocar em fogo alto.

– Assim que a chapa estiver bem quente, passe a manteiga em ponto de pomada em baixo e em cima do pão, coloque para selar na chapa.

– com o pão selado, reserve. Aproveite a chapa bem quente coloque as salsichas de Peru na chapa para grelhar.

– coloque a salsicha grelhada, no meio do pão, coloque gotas do ketchup de frutas vermelhas e gostas de maionese francesa.

Dica: Se tiver em casa picles ou cebola em conserva coloque por cima para decorar.

Aproveite, feliz Natal!

Com a palavra, o dono da receita: Alexei

“Meu nome é Alexei Fittipaldi, sou formado em gastronomia pela Una, já trabalhei com eventos como casamentos, formaturas e aniversários pelo Bravo Catering. Fiz estágios no Osso, Cozinha Tupis e Glouton. Atualmente estou focado em consultoria gastronômica. Cresci em uma família italo- portuguesa gigante, com 5 tias que faziam vários pratos típicos aos domingos de almoço em família, isso sempre memotivou a querer entrar para curso para divulgar a comida das mesas fartas dos domingos em família”.

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*Por Bianca Morais

Se você gosta de dançar ao som do Lamparina, você também vai gostar de dançar ao som do Rosa Neon. E vice-versa.

Pop-Popular. Intitulados como safadeza suave, o som deles também pode ser conhecido como pop tropical.

Cheios de malemolência, cor, saliência.

Uma libriana, um leonino, um taurino.

Marina determinada, Marcelo debochado, Luís durão.

Todo mundo é cantor, todo mundo é compositor e todo mundo vive só de música.

Essa banda é marcada por três integrantes de personalidade marcantes e diferentes que juntos vem encantando multidões pelo Brasil inteiro e o mundo. Descritos pela revista Rolling Stones como “banda pop queridinha do Djonga”, eles foram apadrinhados pelo rapper que, assim como ele, correm muito atrás do que querem e sonham alto.

E quando eu digo alto, eu digo nível Anitta. O grupo ficou muito conhecido pela produção de um clipe por mês, assim como a cantora pop fez. Acontece que a Anitta é milionária e para ela um trabalho desses é algo comum. Agora pega uma banda independente de Belo Horizonte sem dinheiro que resolve fazer um clipe por mês.

E deu certo.

Depois da gravação do clipe Fala lá pra ela, o primeiro single da banda, eles gostaram tanto do trabalho que produziram, da correria e da raça que colocaram nele que alguém soltou ali:

“Vei, a gente tinha que fazer isso pelo menos uma vez por mês”.

No começo aquilo soou como loucura (e realmente era). Mas foi uma loucura que deu muito certo. De gênio e de louco todo mundo tem um pouco. Eles são loucos por terem tido a ideia, mas principalmente gênios por terem conseguido colocá-la em ação. Entraram de cabeça no projeto e conseguiram sucesso e reconhecimento.

O segredo por trás de tudo é ser criativo. Com ideias simples, mas inovadoras, você consegue alcançar tanta gente quanto um artista com muito dinheiro.

De novembro de 2018 a junho de 2019 a banda lançou 8 clipes (1 por mês), todos na pegada mais pop possível, trabalhados no audiovisual. Trouxeram com eles muitas referências, principalmente de artes plásticas. Junto ao pop, também uniram elementos das músicas eletrônicas, com muito beat e diálogo com músicas brasileiras.

Como eles próprios falam, suas referências vão de Caetano Veloso a Claudinho & Buchecha, de Marília Mendonça a Gal Costa. É um som diferente que em uma primeira escuta você não consegue identificar o que é. Da segunda vez também não, mas que é gostoso, é.

A primeira faixa do disco foi lançada e em menos de 24 horas tinha dado quase 10 mil views. Algo que não tinha acontecido em nenhum trabalho solo de cada um deles. A partir disso, perceberam que juntos eram muito mais fortes. A sensação de “não tem como dar errado”.

Foram lançando mais músicas e o retorno do público só aumentando, com mais views e pessoas comentando na internet.

O álbum completo foi lançado no dia 5 de setembro de 2019 e a capa prestou homenagem aos Doces Bárbaros, disco lançado em 1976 pelo quarteto: Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia.

Faixas:

Fala lá pra ela

Estrela do Mar

Vai Devagar

Brilho de Leão

Picolé

Embalagem

Pirraça

Ombrim

Rosa Neon

Cê Não tem dó de mim

A banda começou lá em 2018. Todos os membros, na época o Luiz Gabriel Lopes, o Marcelo Tofani, a Marina Sena e a Mariana Cavanellas (aquela do Lamparina e a Primavera), já tinham seus trabalhos e um público fiel. Dali já era um passo para o sucesso. Quando eu digo um passo, eu digo turnê na Europa. Mas falo disso mais para frente.

Foi em um show em julho daquele ano, em Milho Verde, que os quatro integrantes se apresentavam com seus respectivos trabalhos e se encontraram. Em determinado momento do show, subiram ao palco do festival que acontecia e cantaram “Rosa Neon”, uma música que a Mariana Cavanellas já tinha. No momento em que cantaram juntos sentiram uma energia, uma conexão forte, aquele arrepio na espinha. A partir dali resolveram seguir juntos.

No dia seguinte já estavam escrevendo a segunda música da banda, Estrela do Mar, sentados à beira de uma cachoeira, e então não pararam mais.

O nome da banda, claro, veio então da primeira música que cantaram juntos.

Como todo mundo já tinha outros trabalhos, eles não partiram exatamente do zero como outras bandas que contei aqui. Eles tinham público e contatos, e se você chegou até aqui neste almanaque sabe que esses são elementos fundamentais para uma banda.

Com a banda já formada, fizeram cerca de 4 shows no Brasil e foram convidados a tocar na Europa. Sim, isso mesmo, na Europa. Mas isso tem um porquê.

No começo da banda eles não tinham um assessor de imprensa, mas tinham contatos. Então criaram um mailing com todos os contatos de imprensa, festivais e produtores e mandaram os lançamentos com o release dos clipes, falando sobre a banda.

O Luiz já tocou na Graveola, conceituada banda de Belo Horizonte (confira o som deles nas plataformas de streaming), que já fez algumas turnês mundiais.

Pois bem, em um belo dia, um sujeito dono de uma rádio lá do interior da Alemanha, onde a Graveola tocou há uns 10 anos atrás, escutou o Rosa Neon e gostou.

A rádio estava organizando um festival no interior do país e convidou os músicos. Seriam quatro cidades, eles receberiam um X valor de cachê e teriam que se virar com ele.

Eles fecharam, é claro, e a turnê deu certo. Acabaram fazendo outros shows em Portugal e no final foi tudo perfeito. Levaram o nome Rosa Neon para o mundo.

Para registro, o dinheiro do cachê ficou por lá mesmo. Compraram equipamentos e garantem que voltaram felizes.

Atualmente, a banda é um trio, o Luís, o Marcelo e a Marina (Luís e Marina são um casal, mas ser vela não é um problema para o Marcelo). A Mariana saiu para se dedicar a sua carreira solo.

Os três são muito amigos e juntos exalam sucesso. Tocaram este ano no palco do festival Sensacional no Mineirão ao lado de nomes grandes como Elba Ramalho, Emicida, Baiana System e dos amigos Hot e Oreia.

Os três são a prova de que é possível, sim, viver apenas de música.

*Vale lembrar que os três também têm trabalhos solos*

Mas são três indivíduos completamente apaixonados por música e que, segundo eles próprios, não sabem fazer outra coisa. (letra maior)

A vontade de entrar em uma toca e viver como um monge por lá acontece muitas vezes. O mundo da música é cercado de muita pressão, perrengues, noites mal dormidas e show atrás de show. Mas por trás de tudo isso, existe algo significante em fazer o que ama, e é isso que mantêm os três firmes e fortes. Não existe algo que amem mais que música.

O segredo do sucesso deles é muito parecido com o da Lamparina e a Primavera, quando dizem sobre ser você mesmo e seguir sua essência. Para o Rosa Neon, muita gente segue algo que está na moda e pensa “vou fazer igual”, mas acaba morrendo afogado.

A metáfora em questão é: faça o que você gosta e, quando a onda vier, você vai surfar nela. Mas se a onda tiver passando e você tentar entrar apenas para fazer sucesso, meu amigo, você vai levar um caldo.

Rosa Neon está nessa onda, surfando da melhor maneira possível, fazendo um som diferente que agrada a muitos. São três compositores que carregam bagagem e a colocam nas letras que produzem, cada um deixando seu pedaço ali e se ajudando.

Muita música de amor e muito ginga. A gente sente muita coisa boa ao escutar essa banda. Com um base boa de fãs, eles não têm “medo de ser feliz”, se jogam, fazem o que querem, quem gostar, gostou, e claro, evoluindo, aprendendo e crescendo cada vez mais.

Agora vai lá escutar Ombrim e vê se não dá uma vontade de dançar e depois postar um foto no Instagram com a legenda: ai que delícia o verão, a gente mostra o ombrim.

 

*Esse produto resultado do Trabalho de Conclusão de Curso do Centro Universitário Una da Jornalista Bianca Morais.

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Uma viagem virtual de sabores, texturas e aromas de Minas Gerais

*Por Bianca Morais

No dia 12 de dezembro os laboratórios do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una recebem o Festival Hotel Gourmet. O evento reunirá chefs de cozinha ligados à hotelaria e profissionais do setor, para juntos ampliarem os conhecimentos deste serviço, sua gestão e sua capacitação ao receber turistas. O festival tem como objetivo promover o melhor da gastronomia oferecida pelos hotéis e consequentemente divulgar o turismo mineiro e sua cadeia hoteleira.

Devido à pandemia e o isolamento social, este ano, o evento será online com transmissão ao vivo pelo Youtube. Os chefs irão preparar seus pratos ao vivo, mostrando o passo a passo do processo. Ao todo, sete chefs irão apresentar o preparo de seus pratos relacionados à gastronomia mineira para o público.

História do evento

O Festival Hotel Gourmet nasceu dentro de um outro evento, o Encontro da Hotelaria e Gastronomia Mineira, que é uma reunião que une empresários, executivos, palestrantes, profissionais, consultores, técnicos e chefs de cozinha da área de hotelaria para discutir sobre o turismo no estado, criando propostas para valorizar e desenvolver o setor. 

No encerramento de cada edição do evento acontecem aulas shows ministradas pelos chefs de cozinha de vários hotéis, eles preparam uma receita e servem aos participantes do evento. A última fez tanto sucesso que deu origem ao Hotel Gourmet.

Para a sua primeira edição, o palco escolhido foi a capital mineira. Uma vez que Belo Horizonte, eleita em 2018 como a Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco.  O lançamento acontece  em uma data especial e sugestiva, dia do aniversário da cidade e ano em que o estado completa seus 300 anos, detalhes esses que ajudarão a dar um tempero a mais para o evento.  

Minas Gerais tem como um dos seus principais atrativos turísticos a gastronomia. A culinária mineira é sinônimo de tradicionalismo, são delícias preparadas no velho fogão a lenha, é história e cultura. Uma cozinha com tantos sabores que recebe anualmente milhares de turistas do Brasil e do mundo inteiro para conhecê-la. 

Marcos Valério Rocha, coordenador em Minas Gerais da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e organizador do evento explica que apesar de desapontado pelo fato do evento não acontecer presencialmente, como são as edições do Encontro da Hotelaria, tem grandes expectativas para o Hotel Gourmet que promete ser uma forma de chamar a atenção do empresariado investir na gastronomia e para que os profissionais ligados ao setor busquem sempre qualificação em suas habilidades.

“Lógico que o público presente é fundamental para um evento gastronômico, ali os cinco sentidos são utilizados. Com a transmissão pela internet não permite a percepção do aroma, degustação, do olfato”, conta.

Em tempos de pandemia as aglomerações não são indicadas porém a imaginação das pessoas fará do evento um sucesso.

Parceria com a Una 

O Festival será gravado na Una,  unidade João Pinheiro II, onde é ministrado o curso de Gastronomia. O campus conta com uma excelente estrutura de laboratórios de aulas práticas que proporcionará condições adequadas de trabalho para os Chefs participantes do evento. Além disso, essa parceria será extremamente benéfica para os alunos no que diz respeito à convivência, aprendizagem e o intercâmbio com experientes e qualificados profissionais.

Edson Puiati, professor da instituição e um pioneiro no evento Encontro da Hotelaria, acredita que o novo festival será de muita importância para os alunos de gastronomia. Esse será mais um evento que a faculdade trás o mercado para dentro do espaço da Una e dos seus laboratórios. 

“Os alunos poderão estar mais próximos do mercado hoteleiro, além de aprender um pouco das comidas que são servidas em hotéis. Com certeza os chefs terão muitas técnicas interessantes com processos de preparo bem bacanas, então é muito importante aprender e estar fazendo esse relacionamento com o mercado externo”. 

Estrutura dos laboratórios de gastronomia da Una

 

Participantes

A lista de chefs convidados para participar do evento está com importantes nomes, sendo eles, o Chef Rafael Bruno, representando o Hotel Ramada Encore Luxemburgo de Belo Horizonte, o Chef Geraldo Brito representando Hotel Caxambu de Caxumbu, a Chef Danielly Cardoso representando o Hotel Dubai de Montes Claros, o Chef Gustavo Freitas representando o Hotel Pousada Lagos de Minas de Santa Cruz de Minas, o Chef Danilo Simões representando o Kuriuwa Hotel de Monte Verde, Chef Giovani de Freitas representando o Independência Trade de Juiz de Fora e a Chef Rubia Lacerda representando o Hotel Pousada do Arcanjo em Ouro Preto.

Para acompanhar o evento online, acesso o canal no youtube Encontro Hotelaria pelo link www.youtube.com/encontrohotelaria

Não perca!

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A receita de hoje é em comemoração aos 300 anos de Minas Gerais, celebrado na última quarta-feira (02/12).  Uma mistura das tradições entre a carne de panela (costela bovina), e a galinha caipira desenvolvida pelo chef e professor do Centro Universitário Una, Luciano Avellar.

“A partir da  cultura mineira raiz que demonstra aos visitantes tudo o que temos de conceito alimentar e hábitos de fartura nas preparações, busquei transmitir esta mensagem através do prato, que traz uma concepção ligada à várias regiões de Minas Gerais”. Frase do nosso eterno e saudoso Guimarães Rosa: Minas são muitas”, explica o chef.

Bora para a receita?

COSTE-LINHA

Porções:04

Categoria: Prato princial

Ingredientes:

Para a costela de boi.

01kg de Costela de boi cortada em pedaços

01 unidade de Cebola cortada em cubos

02 folhas de Louro

02 talos de Salsão picado

Sal QB

Pimenta do reino em grão QB

01 colher de sopa de Banha de porco

03 dentes de Alho fresco repicado

Modo de preparo

Refogar a cebola com a banha até dourar bem, acrescentar o alho e o salsão, colocar a costela bovina, inserir demais ingredientes e cozinhar na pressão por 45 minutos.

Deixar esfriar, desfiar. Reserve o liquido do cozimento também.

Para a galinha caipira

Retirar a pele da galinha – Reservar

Cortar nas partes principais e utilizar apenas o peito

400g de Mirepoix (cenoura, cebola, salsão e alho)

02 unidades de Peito da galinha caipira

1,5 litro de água

50ml de cachaça

Sal QB

Pimenta do reino moída QB

Modo de preparo

Salgar a pele da galinha, deixar descansar por 02 horas, levar ao forno a 130°C por 02 horas para desidratar usando papel manteiga.

Na panela de pressão, doure a galinha, até ficar bem corada, nesta mesma panela acrescente o mirepoix e refogue, em seguida adicione a cachaça para deglaçar, e os demais temperos por último.

Colocar na pressão por 1:20hs ou até ficar macia. Esfriar e desfiar. Reserve o liquido do cozimento também.

Para o caldo de mocotó

01 unidade de Mocotó cortado em pedaços

02 folhas de Louro

01 galho de Alecrim

50ml de Conhaque

Sal QB

Modo de preparo

Coloque todos os ingredientes na panela de pressão e cozinhe por 01 hora.

Deixar esfriar e retirar os colágenos de todo o osso.

Colocar no liquidificador o liquido e os pedaços do mocotó e triturar bem, coar e reservar.

Para a montagem das camadas do preparo.

Coar e misturar o caldo do cozimento da costela e da galinha e deixar ferver. Reserve.

Refogar a parte com banha de porco, alho e cebola, as carnes desfiadas, uma em cada panela, adicionar o caldo do cozimento (apenas para manter umidade da carne), acrescentar duas conchas do caldo de mocotó em cada refogado, corrigir o tempero de ambos e reservar.

Com auxílio de uma forma de bolo inglês, monte as camadas utilizando um saco plástico para forrar a forma e coloque no fundo, folhas de ora-pro-nóbis, cubra com o refogado de galinha caipira, nivele bem e em seguida faça o mesmo com o refogado de costela.

Aperte brevemente e leve para gelar por 4 horas.

Para a montagem do prato

Desenforme o preparo e corte em retângulos, leve ao forno a 200°C por 10 minutos para dourar por fora.

Faça a montagem conforme a foto ou siga sua inspiração.

No meu prato fiz:

Um angu de milho branco e disponha no prato da forma que sua criatividade o inspirar.

Confitar tomates cerejas com azeite, alho e ervas frescas.

Engrossar o molho com amido de milho ou roux (mistura de farinha de trigo com manteiga). Regar ao redor do prato.

Molho verde – base manjericão (azeite de oliva, manjericão, alho, sal e pimenta)

Decoração do prato a gosto.

 

Sobre o chef Luciano Avellar

Professor de gastronomia da UNA-BH de Cozinha Brasileira e Cozinha Clássica Europeia e Chef Executivo de Cozinha do Senac Minas, Luciano Avellar tem formação em Administração, MBA em Gestão Gastronômica e Hoteleira e teve seus primeiros contatos com a cozinha durante o curso de Cozinheiro no Hotel Senac Grogotó em Barbacena – MG e se aperfeiçoou na famosa Escola de Hotelaria Do Porto em Portugal. Com a experiência adquirida à frente de vários restaurantes no Brasil e na Europa, hoje o Chef ajuda empresários do setor de alimentação fora do lar a melhorarem seus cardápios e resultados, através do trabalho de sua empresa, a Avellar Consultoria.