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*Por Bruna Silva Araújo Nunes

Toda criança com deficiência tem o direito de estudar e à ela deve ser garantida uma educação inclusiva. Pensando na inclusão, o sistema de ensino brasileiro promove algumas iniciativas de integração, como é o caso da Sala de Recurso que trabalha com a inclusão de crianças especiais da educação infantil ao ensino fundamental I.

Implantada a cerca de treze anos a Sala de Recursos Multifuncionais (SRMF), realiza atendimento educacional especializado visando promover uma condição melhor de acesso, aprendizado e conhecimento para alunos especiais, através de uma serie de atividades voltadas para as diferentes necessidades desses alunos. Para entender melhor essa parceria na educação com as escolas e familiares entrevistamos a professora Elzeni Rodrigues, especialista em psicopedagogia e libras que atua a mais de vinte e cinco anos nesse segmento.

 

Como funciona a Sala de Recurso?

R: A Sala de Recurso dá um apoio para os pais e professores, além de atender os alunos. Os alunos são recebidos nessa sala onde é feita uma avaliação para ver a necessidade dele. Quer dizer, cada um tem uma dificuldade, então de acordo com a dificuldade que o aluno apresenta é que é feito um trabalho social, pedagógico, de coordenação motora e também um atendimento e orientação aos pais e professores além da adaptação de material de acordo com o nível pedagógico dele.

Como foi a implementação da Sala de Recurso nas escolas públicas? No quesito acessibilidade

R: Facilitou muito a vida a vida das pessoas com deficiência, porque os alunos não tinham acesso a escola regular, eles iam para a escola especial e com a implementação da Sala de Recurso tiveram que capacitar professores para estarem fazendo esses trabalhos junto aos alunos especiais e as professoras deles.

Como esse acompanhamento especializado ajuda esses alunos nas áreas acadêmicas e sociais?

R: Nas áreas acadêmicas ele vai para a Sala de Recurso e tem uma aula diferenciada. Se ele está estudando matemática, na Sala de Recurso ele vai aprender a matemática de outra forma, brincando, jogando, cantando, se ele tem que aprender a tabuada dependendo do nível dele a gente trabalha com musiquinha ou jogos para ele entender como funciona a tabuada, porque na sala de aula a professora não tem como fazer isso, ela vai passar a matéria, explicar e pronto.

Na parte social, por exemplo, nós já tivemos um aluno que não sabia tomar banho e precisou passar por uma orientação através da Sala de Recurso, então a professora dessa sala que vai trabalhar isso. Até em questão de convívio, eu já tive um aluno que não conseguia se socializar, ele veio com um mandado judicial, então ele veio para mim e fiz um trabalho com ele para que se acostumasse comigo e depois aos poucos colocando mais um aluno dentro da sala. Às vezes eu saia com ele para outras salas para ir se socializando e voltar a frequentar o recreio ou a escola.

Como os demais colegas de sala de aula, podem ajudar esses alunos especiais a se sentirem mais incluídos?

R: Primeiro a gente faz uma preparação na sala de aula, informamos que tem um aluno assim, que tem dificuldade. E na realidade, todo mundo tem alguma dificuldade, um usa óculos porque não enxerga direito, o outro usa aparelho auditivo porque não escuta bem, então a gente vai explicando para eles entenderem que todo mundo tem um tipo de dificuldade em alguma área e que aquele coleguinha que está vindo tem essa ou aquela restrição.  Então eles acabam ajudando o tempo todo, por exemplo,  aquele aluno que é autista e sai muito de sala, eles são os primeiros a falarem “não professora pode deixar que eu vou atrás”, e eles vão lá e buscam o coleguinha, ajudam a vigiar e tomar conta na hora do recreio. Mesmo tendo uma professora para isso, a professora de apoio, os outros alunos entendem e muitas vezes colocamos um colega que tenha mais afinidade do lado desse e aí a tendência é aquele que tem mais condição ajudar o que tem menos.

O apoio da família em qualquer idade é importante. Como é o trabalho da escola em parceria com eles?

R: É importante a família ter consciência da dificuldade do aluno e do que precisa ser trabalhado com ele. Não adianta a escola fazer a parte dela se em casa a família não der continuidade, ou então, na escola a gente ensina e chega em casa os pais passam a mão na cabeça e não deixam fazer nada “ai tadinho não sabe nada”.  Tem outras situações também, como ao contrário, cobrar demais sendo que ele ainda não tem condição. Então, o ideal é a família participar das reuniões, de treinamentos na escola, porém essa pe a parte mais difícil, é o que a gente menos tem. Infelizmente a maioria das famílias não participam e isso dificulta nosso trabalho, mas que é importantíssimo é.

Hoje nos temos varias atividades em jogos que ajudam no desenvolvimento de crianças especiais, como eles podem ser aplicados fora de sala de aula?

R: Os jogos pedagógicos ajudam de acordo com a dificuldade do aluno e pra cada uma utilizamos um tipo de jogo. Você usa uma sequência numérica para um aluno que tenha essa dificuldade. Para os que tem dificuldade de concentração pode-se aplicar sequência de cores, por mais bobo que pareça ajuda a pessoa a ter mais atenção. Se ele precisa desenvolver o movimento de pinça, começamos a desenvolver o movimento de amassar, pegar nas coisas e se for mais voltado ao movimento da escrita pode se usar um pegador de gelo para mover peças. Esses jogos não são só brinquedos, mas o aluno brincando começa a aprender coisas que  já foram explicadas várias vezes e ele não entendeu, mas quando ele vai brincar acaba aprendendo mais fácil.

Durante essas décadas na área da educação como você vê esse processo de valorização da educação especial?

R: Nossa! Mudou muito, antes a gente trabalhava e não tinha nada, tudo tinha que ser construído e era tudo dentro da escola especial. O aluno com deficiência não estudava na escola regular, e às vezes era apenas um déficit de atenção, uma coisa mais simples que uma psicopedagoga com alguns atendimentos resolveria. E de lá pra cá mudou muita coisa, hoje temos palestras, congressos, tem muito material na internet e antes não tinha nada disso, as pessoas não sabiam falar ou discutir o assunto e a maioria dos profissionais que ajudavam os professores eram os médicos. Fazíamos curso de capacitação com fonoaudiólogos, com otorrinos, pediatras, fisioterapeutas, eram os próprios médicos e pessoal das clinicas que capacitava a gente na APAE, pois não existiam pessoas da área da educação capacitadas para poderem estar fazendo esse trabalho com a gente, hoje em dia temos nas grades curriculares de alguns cursos a matéria de inclusão.

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Conheça o laboratório de Jornalismo e Produção de Conteúdo do Centro Universitário Una

Por: Italo Charles

Ser jornalista é viver para contar histórias, é acompanhar a transformação social e estar presente para registrar. Informar, fiscalizar, educar e entreter são algumas características da profissão. E em um espaço de aprendizado e práticas, futuros profissionais iniciam suas trajetórias. Hoje, apresentamos a você o NUC,  último eixo que compõe a Fábrica.

O NUC, desde sua criação, passou por várias transformações. Inicialmente contemplado como Núcleo de Convergência de Mídias visava a produção jornalística e o apoio ao corpo acadêmico do curso. 

Com o passar do tempo, o universo da comunicação se expandiu e o Nuc recebeu uma reformulação e se tornou Núcleo de Conteúdo, a partir disso conquistou espaços em novas plataformas, o que antes era produzido apenas em jornal impresso, ao longo do tempo começou a ser produzido no blog e nas mídias sociais.

Definido como laboratório experimental de jornalismo, o Nuc produz o jornal Contramão e conteúdos vão além das coberturas institucionais. A produção consiste na elaboração e execução de pautas sobre política, economia, social, diversidade, moda, gastronomia, educação, cultura e entretenimento. Para além das produções realizadas para o jornal Contramão, o lab executa conteúdos para mídias audiovisuais e para redes sociais como Instagram e Facebook.

Como forma de ampliar a conexão entre o laboratório e o corpo estudantil, o Nuc oferece oficinas  relacionadas a produção de conteúdo, assessoria de imprensa, comunicação integrada, além de receber materiais dos estudantes do curso de jornalismo para publicação diária, dessa forma o Núcleo fortalece o desenvolvimento dos estudantes.

Atualmente a equipe do lab é formada pela líder Daniela Reis – Jornalista, especialista em Rádio e TV e MBA em Marketing Estratégico, e pelo estagiário Italo Charles (estudante do 5° período de Jornalismo).

Com a palavra, a líder

“No NUC os alunos e estagiários têm a possibilidade de produzir nos veículos impresso e digital, que é o jornal Contramão, além de desenvolver capacidades em audiovisual (na cobertura de eventos, gravação de podcast, vídeos institucionais, etc.), mídias sociais e assessoria de imprensa. Aqui vivemos a rotina de uma redação com reuniões de pauta, parcerias com o mercado e oficinas práticas. É um espaço de criação, troca de ideias e crescimento além da sala de aula.” – Daniela Reis 

Depoimento

Posso dizer que o lab foi e é um lugar de grande aprendizado e construção de experiências. Aqui, tive a oportunidade de conhecer pessoas encantadoras que de certa forma contribuíram para o meu crescimento profissional e pessoal. Hoje, afirmo que nesse ambiente consegui colocar em prática tudo que aprendi na sala de aula e para além disso, aprendi técnicas, novas perspectivas, e um novo olhar sob o jornalismo” – Italo Charles.

Serviços:

Para acompanhar e conhecer mais sobre as produções do laboratório, siga no Instagram @jornalcontramão e acompanhe diariamente reportagens, entrevistas, crônicas e receitas aqui no nosso portal.

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Doutora em Ciências da Saúde, Psicóloga Clínica e professora do Centro Universitário Una fala sobre doenças e transtornos psicológicos que podem levar ao suicídio

Por: Italo Charles

Cultivar o bem-estar da mente é de suma importância para uma vida saudável. E, nesse período de isolamento social, devido a pandemia, casos de pessoas com transtornos psicológicos têm aumentado. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país recorde em casos de transtorno de ansiedade e preenche a segunda posição em transtornos depressivos de acordo com o ranking mundial.

Um dos desfechos dos transtornos de ansiedade e depressão é o suicídio, ainda de acordo com a OMS, no ano de 2019 foram registrados 13.467 casos de suicídio no Brasil. E com o objetivo de prevenir reduzir os casos, no ano de 2014 foi criada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a campanha Setembro Amarelo que anualmente promove eventos e ações a fim de difundir a discussão sobre o tema.

Os especialistas afirmam que um dos meios para prevenir o suicídio é a quebra do tabu acerca do assunto. Educar a sociedade sobre transtornos como a ansiedade e depressão, tende a causar um impacto positivo e mostrar que são doenças e que merecem a devida atenção.

Para entender melhor sobre a relação dos transtornos com o suicídio, a professora de psicologia do Centro Universitário Una – Isabel Pimenta, em entrevista, explicou como a pandemia tem causado efeitos na mente das pessoas e como isso pode ocasionar o suicídio.

Isabel, neste período de isolamento devido a pandemia, muitas pessoas podem apresentar medo, ansiedade e outras características, como esse cenário tem contribuído para o aumento de casos de doenças psicológicas? 

Durante a pandemia, temos visto um aumento significativo de sintomas de ansiedade, rebaixamentos de humor, sintomas relacionados à depressão e muitas angústias. Sentir isso neste momento, é possível dizer que de certa forma é esperado. Mas, um sujeito que não apresenta nenhuma dessas características é, inclusive, um sujeito que talvez não esteja entendendo a complexidade da situação.

Embora, aquelas pessoas que já tinham algum transtorno instaurado antes da pandemia chegaram nesse cenário mais vulneráveis. Então, elas têm uma tendência a um agravamento do caso, já as pessoas que não tinham nenhum desses sinais começaram a apresentar os dois principais transtornos que são os de ansiedade e o transtorno de depressão.

A gente sabe que através da pandemia com todas as suas características, surge o medo de contrair a doença, medo de alguém da família ser contaminado. Com o próprio isolamento físico muda-se a rotina, os hábitos e através disso cria-se a incerteza em relação ao futuro. Todos esses são fatores de risco para o adoecimento mental e a gente tem visto que de fato as pessoas têm adoecido mais. 

A pandemia pode ser considerada um fator para aumento de casos de suicídio?

Relacionado ao suicídio, 90% dos casos estão associados ao adoecimento mental. Entende-se que o suicídio para essas pessoas é o desfecho de um percurso ocasionado pelo adoecimento

De tal forma, pessoas com um alto grau de sofrimento derivado de transtornos psicológicos que não dispõem de ajuda profissional e sem recursos para tratamento resulta no aumento na taxa de suicídio. Então, a pandemia é vista como fator de risco e um agravamento dessa possibilidade.

Qual a importância de promover a campanha Setembro Amarelo, e como ela pode auxiliar na prevenção?

É muito importante pensarmos que a melhor maneira de prevenir o suicídio é promover a saúde mental. Então, o Setembro Amarelo é um mês para falar da importância de cuidar da mente para evitar o pior.

Neste período são realizadas palestras reforçando a importância do cuidado com o mente, há divulgação dos canais de ajuda, desconstruindo os tabus relacionados ao adoecimento mental. 

Como identificar pessoas com os transtornos de ansiedade e depressão? E, quais o sintomas que elas apresentam antes de tentar o suicídio?

Há alguns sinais como mudança drástica de humor, isolamento social, mudanças no comportamento e também da rotina . Dessa forma, podemos dizer a essas pessoas que elas podem procurar ajuda que isso não é sinal de fraqueza, pedir ajuda para algum profissional.

Às vezes a pessoa está tão contaminada com o sofrimento dela que vai ser o outro que vai sinalizar pra ela que tem alguma coisa que não que não anda bem. Sendo assim, é muito importante que nós enquanto sociedade reconheçamos esses sinais de sofrimento.

Após identificados esses sintomas, quais meios o indivíduo tem disponível para auxílio? 

Existem vários canais, tem o CVV (Centro de Valorização da Vida), que é um serviço de acolhimento de escuta terapêutica disponível no número 188 e pelo site https://www.cvv.org.br/ e funciona sete dias por semana 24 horas por dia, lá existem pessoas treinadas para ouvir os sofrimentos e para  acolher essas pessoas.

Além disso, a Una possui as clínicas escola de psicologia funcionando, agora na pandemia estamos com atendimento online e em breve o atendimento presencial retornará. O telefone para contato é: (31) 3508-9139.

Existem ainda as clínicas sociais, o serviço público municipal de apoio mental. Tem uma rede que é preparada para atender pessoas com sofrimento mental e devemos acionar esse canais para solucionar esses quadros.

Apoio aos alunos

O Centro Universitário Una através do NAAP – Núcleo de Acessibilidade e Apoio Psicopedagógico, oferece assistência à comunidade acadêmica a partir da realização de acompanhamento de acordo com a notificação referente a dificuldade de acompanhamento das disciplinas, dificuldade na organização do tempo e inclusão de pessoas com deficiência.

Contatos NAAP:

(31) 3235.7317

nap@una.br

O Grupo Ânima (administrador do Centro Universitário Una),  possui o Projeto Entrelaços  que tem como objetivo cuidar da saúde dos universitários. O projeto se ocupa na formação de professores acerca das noções básicas sobre saúde mental, na elaboração de fluxos de serviços para atender, acolher e encaminhar melhor os alunos, realizar palestras e oficinas que visam a promoção da saúde mental.

Contato Entrelaços:

entrelacos@animaeducacao.com.br

 

*A entrevista foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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Da cozinha afetiva, criativa, de memória, do fogão e do forno à lenha, da simplicidade do campo e da horta de subsistência familiar, extraímos ingredientes que, aliados ao conhecimento de técnicas, nos impulsiona a criar as melhores e mais saborosas receitas.

Recheada com ono pro nobis, calabresa, bacon, paio, champignon e farofa de mandioca temporada, essa EXPERIÊNCIA não podia ficar desacompanhada de uma das principais raízes da culinária brasileira: A MANDIOCA! Essa delícia foi desenvolvida por Luciana Barreto, ex-aluna do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una.

Segue a receita:

Barriga suína recheada e pururucada

Porção: 6 pessoas

Grau de dificuldade: média

INGREDIENTES:

2 kg de barriga de porco

2 kg de mandioca

350 g de manteiga

150 g de bacon

150 g de linguiça calabresa

150 g de paio

150 gramas de farofa temperada

100 g de champignons

10 folhas de oro pro nobis

350 ml de cerveja larger

100 g de páprica defumada

100  g de alho

150 g de cebola

3 ramas de alecrim

10 folhas de louro

50 g de ervas finas

500 ml de óleo de soja

 80 g de sal

1 rolo de papel alumínio

Cordão para a amarra

MODO DE PREPARO

Limpe e raspe a pele da barriga; execute corte xadrez (3 à 4 cm) sobre a pele; tempere esfregando a barriga com páprica defumada, ervas finas e sal; acrescente o alegrim, louro e a cerveja larger; deixe marinar na cerveja por no mínimo 10 horas; reserve a marinada de cerveja para o molho.

Recheie a barriga suína com os outros ingredientes, o alho Laminado e 100 g da cebolq; amarre e em uma travessa ou tabuleiro, cubra cuidadosamente com o alumínio (passe duas ou três camadas de papel alumínio para evitar a entrada e saída de ar); leve ao forno por cerca de 4 à 5 horas (dependendo do forno); retire o papel alumínio e volte ao forno por 20 minutos ou até dourar; reserve a barriga e o caldo!

Pururucando a barriga

Esquente 500 ml de óleo de soja e sobre uma grade com um refratário por baixo, distribua cuidadosamente o óleo quente por cima da barriga até pururucar toda a peça. Retire as amarras, corte e sirva!

Mandioca mil folhas

2 kg de mandioca

350 g de manteiga

MODO DE PREPARO

Lamine à mandioca com um mandolim ou um cortador de legumes; derreta a manteiga no micro ondas ou no fogão; mergulhe e escora lâmina à lâmina na manteiga; empilhe as lâminas sobre as outras, coloque um peço sobre elas e leve ao refrigerador do dia para o outro; no forno pré aquecido, à 180° graus, asse a mandioca até dourar por mais ou menos 2 horas (dependendo do forno); deixe esfriar, corte em blocos e sele na manteiga. Sirva!

O MOLHO

Em uma panela, doure 50 g de cebola cortada em brunoise, acrescente a marinada da cerveja, o caldo da barriga e reduza o molho à 50%. Em uma peneira, coe o molho e volte ao fogo até reduzir à 20%. Empratar e servir! Bom apetite!

 

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Alunos de graduação do Centro Universitário Una podem se inscrever para o projeto de extensão Una-se contra a LGBTfobia. As inscrições estão abertas e acontecem até 14 de setembro e podem ser feitas no site, clicando em Projetos de Extensão > Cidade Universitária. ⁣⁣⁣ ⁣

O projeto desenvolve ações de sensibilização, empatia e conscientização por meio de rodas de conversa, oficinas de capacitação, palestras, mostras de filmes, exposições fotográficas ou um simples bate-papo, considerando uma perspectiva interseccional. ⁣

Criar um espaço de escuta, acolhimento e diálogo para alunas e alunos LGBTQIAP+, no qual aprendemos juntas e juntos, é uma das propostas do Una-se. Atuam também na busca da construção de uma sociedade que respeite e ouça as demandas das pessoas LGBTQIAP+. As conversas não acontecem apenas com quem faz parte dessa população. Pessoas aliadas são muito bem-vindas.⁣⁣⁣ ⁣⁣⁣ ⁣

“Acreditamos que a escola pode e deve ser um local em que pessoas LGBTQIAP+ se sintam seguras e confortáveis para serem quem são. 🌈”

Para saber mais sobre o projeto, confira o Instagram.

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Conheça o laboratório de moda do Centro Universitário Una

Por: Italo Charles

Moda é muito mais que vestir, é sentir, renovar, moda é criar. A moda transforma realidades, muda conceitos e otimiza processos. Todos esses atributos fazem parte do cotidiano de quem trabalha no setor. Hoje, apresentamos a você o Numo, Núcleo de Moda do Centro Universitário Una.

Fundado no ano de 2004, o curso de Moda abria espaço para uma nova realidade ao cenário ‘fashion’ em Belo Horizonte. Junto, surgia os laboratórios de Corte e Costura, Têxtil e o Studio de Fotografia para realização das atividades práticas

Atualmente, a equipe responsável pelo laboratório é composta pela líder Letícia Dias, pelas técnicas Andreza Ramos, Sheila Fonseca e pela estagiária Alda Viana. A estrutura do núcleo compõem os ambientes de Corte e Costura, Têxtil, Multiuso (utilizado para moulage e acessórios) e o estúdio de Fotografia, usado para editoriais de moda e fotografia de acessórios. Os espaços são planejados e organizados para os alunos desenvolverem as atividades de sala de aula, atividades extracurriculares e para realização das Unidades Curriculares (Uc’s).

“Temos diversos maquinários e materiais, além de uma equipe disponível integralmente para apoiar e auxiliar os docentes no desenvolvimento das atividades e projetos. O Laboratório de Corte e Costura é o mais utilizado pelos alunos nos intervalos das aulas e nos horários vagos e se tornou um espaço colaborativo, de trocas de ideias, local de encontros para desenvolver projetos, ampliar network, fazer parcerias e ainda bater um papo saudável e construtivo em um ambiente cheio de arte e criatividade”, comenta Letícia Dias.

O lab tem como missão gerar experiência aos alunos, conectá-los com o mercado, além de apoiar a coordenação do curso, o corpo docente e o ecossistema Ânima nas demandas relacionadas ao Curso de Moda. “Sempre tentamos trazer o melhor para os alunos, oferecemos cursos, oficinas, palestras com grandes nomes da Moda, ex alunos bem posicionados no mercado como inspiração e parcerias com eventos externos”, relata Letícia.

Através de parcerias e projetos o Numo estabelece um vínculo entre os alunos e o mercado, de tal forma, fomenta o ambiente acadêmico e eleva a produção dos estudantes. “A conexão com o mercado a partir das parcerias externas, oferece a oportunidade do aluno se apresentar, mostrar seu potencial às empresas, pessoas influentes na Moda, de descobrir e desenvolver habilidades, entender melhor a área profissional, construir seu network e agregar experiência ao currículo”, salienta a Líder.

Projetos 

Entre o final de 2019 e o início de 2020 aconteceu no lab o recrutamento de alunos para atuação no backstage do Minas Trend, além disso, ocorreu a produção de figurino para o bloco Então Brilha e a confecção de looks sustentáveis para o desfile do Mood (Festival de Moda de BH produzido pela Prefeitura).

Também foi disponibilizado espaços para realização de oficinas do FeedDog Brasil com vagas exclusivas para alunos, visita a fábrica da Cedro Textil, uma das principais empresas têxteis do País, parceria com o 1º coworking de Moda de MG – Co.crie – com grandes descontos para nossos alunos e ex-alunos do curso de Moda utilizarem o espaço.

Já neste período de retorno às aulas, o lab tem oferecido oficinas Extensão, tais como: E agora, para onde vou? Conhecendo as áreas de atuação na Moda, ministrado por Letícia Dias (líder do Numo) e Handmaid:  Bordados em pedraria – Teoria e Prática, com Sheila Soares.

Por se tratar de um período de pandemia, no qual o uso das máscaras para proteção são obrigatórios, e pensando no retorno das atividades, suscitou no Numo o desenvolvimento do projeto “Máscaras de proteção Ânima”. Além de proteger e colaborar para a  proteção e preservação da saúde de todos, o projeto colabora também com a cadeia produtiva do setor da Moda, que adaptou sua produção para confeccionar máscaras de proteção. 

As máscaras serão distribuídas entre os mais de 150 mil estudantes, educadores e prestadores de serviço que fazem parte de diversas Instituições do Grupo Ânima, presentes em vários estados do Brasil, colaborando para proteção e preservação da saúde de todos.

“Sabe-se que neste momento de pandemia, a indústria da moda passa por reduções significativas em sua produção, o que coloca em risco a garantia do trabalho aos trabalhadores formais e autônomos que dependem exclusivamente da confecção de vestuários. Atualmente, nosso desafio está sendo desenvolver um modelo de máscaras inclusivas para pessoas com deficiência auditiva que não embace”, afirma Letícia.

Além dos projetos e oficinas de extensão e o projeto Máscaras de proteção Ânima, o Numo produz o Una Trendsetters, desfile tradicional que acontece todo final de semestre letivo. O evento que celebra a formatura dos estudantes, teve a 17ª edição no CentoeQuatro (no final de 2019), e já passou por grandes espaços de BH, como: Mineirão, Iate Tenis Clube, Ilustríssimo.

Depoimentos

“Quando entrei para trabalhar no Numo, eu estudava Moda e estava no último período da faculdade, vi uma oportunidade enorme de crescer, de aprender e de me ingressar no mercado de trabalho através do laboratório. Hoje, depois de 2 anos trabalhando como técnica no Numo, me surpreendi com todas as oportunidades que tive, foi muito mais do que esperava, pude compartilhar o meu conhecimento e aprender muito mais, tive experiências em eventos, cursos, oficinas que me proporcionaram  desenvolvimento pessoal e profissional, conheci pessoas maravilhosas e fiz amigos incríveis” –  Andreza Ramos – (Técnica do Numo).

“Acredito que a nossa relação com o aluno seja mais próxima por termos um espaço físico onde eles podem ir, fazer trabalhos, conhecer pessoas. Temos sempre um contato bem direto com eles e estamos sempre procurando melhorar as formas de trazer coisas novas para dentro do curso e para os alunos.”-  Alda Viana  (Estagiária do Numo).

“Como ex aluna, foi no Numo que coloquei em prática muitas teorias aprendidas em sala de aula, criei minha primeira bolsa e minha primeira peça de roupa. Alguns dos momentos mais divertidos da faculdade aconteceram lá, e sempre que o estresse batia, era para lá que ia tirar uns minutos para dar uma aliviada.” – Sheila Fonseca  (Técnica do Numo).

Com a palavra, a líder

“O contato constante para com o aluno e os próprios alunos entre si  fora da sala de aula, em um ambiente disruptivo, criativo e sem rótulos, faz com que o resultado não seja menos que produtivo e engrandecedor para todos.” – Letícia Dias

Serviços extras

O Numo fomenta a conexão entre o aluno e o mercado a partir de oficinas, palestras, dicas, participação em eventos, recrutamento de alunos para realizar projetos externos relacionados a área, como por exemplo: alunos para trabalhar no backstage dos desfiles de um dos maiores salões de negócios de Moda da América Latina – MINASTREND – produzido pela Fiemg, que agora é parceira da Una.

Além de produzir conteúdos e vídeos diariamente para as redes sociais com temas sugeridos pelos próprios alunos.

A monitoria online como apoio aos alunos para realização das atividades solicitadas em sala de aula.

Para acompanhar os conteúdos e trabalhos ofertados siga o Instagram.

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis