Page 2

0 233
Imagem: Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

Por: Raphael Segato

Após a demissão do técnico venezuelano Rafael Dudamel, pelos maus resultados, o Atlético anunciou a chegada do argentino Jorge Sampaoli, de 60 anos, ex-comandante de Santos-SP e das seleções chilena e argentina, que já iniciou os trabalhos na Cidade do Galo. O comandante chega ao Galo cercado de expectativas, tanto por parte da diretoria do clube quanto da torcida e da imprensa mineira.

A grande expectativa da torcida alvinegra se dá pela volta das boas atuações do Atlético. Para tal, Sampaoli terá um trabalho longo pela frente, e, também, um grande desafio: manter-se no cargo durante todo seu contrato – algo que só Cuca, treinador do Atlético entre 2011 a 2013, conseguiu nos últimos anos, já que seis treinadores se sucederam durante a gestão de dois anos e três meses do presidente Sérgio Sette Câmara.

Sampaoli já demonstra dar retorno imediato fora de campo. Esperam-se muitas adesões ao novo sócio torcedor, lançado pelo Atlético no dia 10 de março. Há promessa, também, de casa cheia nos jogos em casa. Isso tudo devido à imagem e à visibilidade que Sampaoli transmite ao clube.

Guilherme Frossard, jornalista do site globoesporte.com, que realiza a cobertura do clube, conta que o Atlético vem de dois anos ruins, com pouca relevância e resultados ruins em campo. “Afinal, o time investiu em um treinador de seleção, com trabalhos sólidos na América do Sul e na Europa. Isso tudo passa um recado aos patrocinadores, a clubes concorrentes, a atletas. Gera maior expectativa, e traz holofotes. Isso tudo, se bem explorado, pode ajudar muito”, comenta.

Twitter da Fifa

Após o anúncio da chegada de Sampaoli, diversos veículos de comunicação noticiaram o grande acerto do treinador com o clube mineiro. A visibilidade foi tão grande que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) mencionou, em sua página oficial, no Twitter, a publicação do anúncio feito pelo presidente do clube. No post, a Fifa cita o retrospecto de Sampaoli, o primeiro título da seleção chilena, a quebra da invencibilidade de 40 jogos do Real Madrid, o vice-campeonato brasileiro do Santos, no ano passado, e o terceiro lugar como melhor técnico do mundo, em 2015, disputado com Luís Henrique e Pep Guardiola.

Fora de campo, este é um dos vários efeitos de Sampaoli no Atlético – e, até mesmo, em Minas Gerais. Dentro de campo, quais resultados o técnico pode trazer ao clube?  Frossard fala do estilo de ataque do time e do jeitão do treinador: “Já é possível ver o estilo Sampaoli no dia a dia. Dentro de campo, viu-se um time mais agressivo, dominante, com posse de bola e jogo mais vertical. A estratégia de controle precisa ser aprimorada, mas já é possível observar uma linha de raciocínio tático”.

No que diz respeito ao comportamento fora de campo, fica claro o perfil “durão” do argentino. “Ele não é muito de papo, nem gosta muito de falar à imprensa. Além disso, fecha praticamente todas as atividades, mas, dentro de campo, entende-se bem com os atletas, desde que estejam comprometidos”.

Quanto à postura da diretoria, cujo pensamento anterior buscava austeridade nas finanças, tudo mudou: agora, pretende-se adotar a busca por reforços. “Sampaoli, cobra um time competitivo, além de reforços. A diretoria já tem se movimentado neste sentido, para buscar reforços e montar um elenco qualificado, com foco nos atletas, para que tenham espaço”.

Na visão do jornalista, tudo isso é consequência natural da pressão implícita com a chegada de Sampaoli ao Atlético. “São elementos que ‘obrigam’ o clube a pensar grande, a vislumbrar objetivos audaciosos”, esclarece, ao ressaltar: “Resumidamente, Sampaoli traz, ao Atlético, um perfil competitivo, determinado a entrar nas competições para disputar título, e não só para participar. Significa que vai dar certo? Não, necessariamente. Mas é um bom começo”.

Certo é que, hoje, o Atlético Mineiro entra em busca do título brasileiro, que não vem há 49 anos. Sem dúvida, trata-se da obsessão de dirigentes, jogadores e torcedores do clube.

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão do professor Maurício Guilherme Silva Jr. e da jornalista Daniela Reis

 

0 140
*Crédito Arte Beró

Por Amanda Gouvêa

Em 2019, “cultura de cancelamento” foi eleita a expressão do ano pelo Dicionário Macquarie, um dos responsáveis por selecionar e divulgar, anualmente, os termos e palavras mais usados, e, dessa forma, analisar comportamentos da sociedade. Esse termo inicialmente tinha o intuito de conscientizar e suspender apoio/consumo a artistas, empresas e pessoas públicas que reproduziam atitudes consideradas inaceitáveis.

Assim, a cultura de cancelamento fez com que a internet, grandes marcas e influencers, mudassem sua forma de agir e pensar. Este ponto foi positivo, para que transformações acontecessem em vários âmbitos e, principalmente, no que se diz respeito à representatividade. Porém, o assunto deve ser tratado com mais cautela e diálogo.

Os indivíduos são construídos com características dos locais que ocupam, das pessoas com quem convivem e das situações que vivenciam. Por meio de tais relações, é perceptível que reproduzamos falas e estruturas do “nosso coletivo”.

Um aspecto a se analisar é o fenômeno causado pelo Big Brother Brasil deste ano, assunto em constante discussão nas redes sociais, com destaque para o Twitter, onde as informações e notícias se propagam com maior velocidade.

O programa é um ambiente no qual podemos ver, claramente, várias questões da sociedade, e onde são levantados debates sobre machismo, homofobia, gordofobia, racismo e assédio. Nesse aspecto, as pessoas confinadas são julgadas a todo o momento, e canceladas, no programa, quase que diariamente.

Os participantes passam, semana a semana, por situações as mais diversas, do pódio á “berlinda” e, consequentemente, à eliminação no paredão. Como exemplo, destaque para o que aconteceu com Daniel e Ivy, dupla escolhida pelo público para ingressar no programa, após confinamento na casa de vidro. Há grande apelo popular pela eliminação de ambos, devido atitudes controversas e polêmicas.

Porém, até que ponto o cancelamento em massa afeta a vida de cada um?

No início do programa, havia um grupo de homens que reproduziam, sem filtros, os aspectos machistas, xenofóbicos e pejorativos da sociedade. Tais atitudes geraram tanto incômodo que eles foram apelidados com o termo “chernoboys”, imediatamente a internet se mobilizou para cancelá-los e eliminá-los, assim que fossem ao paredão.

A cada novo cancelamento feito pelo grande público, percebemos a discussão rasa, despolitizada e seletiva. Mulheres, homens negros e outras minorias são, sempre, mais apedrejados e postos à prova. Exemplo claro disso é o ator Babu Santana, também confinado no programa. Seus posicionamentos são taxados como “agressivos”. Sua pessoa, muitas vezes, é considerada “de difícil convivência” e, por vezes, é cancelado nas redes sociais e ganha muitos hatters.

Enquanto Babu sofre, diariamente, com os reflexos de nossa sociedade racista, vários outros participantes têm seus “defeitos” e falas legitimadas. Um destes personagens, Felipe Prior, caiu nas graças dos telespectadores, e suas atitudes dúbias, muitas vezes, são aceitas.

Portanto, é preciso que esse assunto seja tratado com mais diálogo, e com discussões para fora da “bolha”. Afinal, faz-se necessário analisar o contexto social de cada atitude e de cada pessoa. Todas as pessoas ganham com debates e aprendizados. Levar essa pauta ao grande público torna-se o objetivo principal da cultura de cancelamento.

*O artigo foi produzido sob a supervisão do professor Maurício Guilherme Silva Jr. e da jornalista Daniela Reis

0 263
Una recebe equipe do programa Caminho de Mesa para gravação

A atração será exibida pela Rede Minas e terá início no dia 03 de abril

Por: Italo Charles

A busca por novas culturas e diferentes opções de turismo deu origem ao programa Caminho de Mesa que será exibido pela emissora Rede Minas a partir do dia 03 de Abril. Um dos quadros da primeira temporada é um reality  em parceria com o Núcleo de gastronomia do Centro Universitário Una.

 

Dividido em 21 episódios, a produção visitará dez cidades mineiras. São elas: Barão de Cocais, Brumadinho, Caeté, Catas Altas, Itabirito, Mariana, Ouro Branco, Ouro Preto, Sabará e Santa Bárbara.

 

Na fase “Cidades”, a atração mostrará aos espectadores as curiosidades de cada região visitada, explorando as atividades culturais, turismo e a culinária. Já na fase de batalhas, chefs e cozinheiros locais serão desafiados a preparar pratos com ingredientes obrigatórios como: Vinho de jabuticaba, queijo, goiabada, entre outros.

 

A chef e apresentadora do programa, Milsane de Paula, destaca a importância da parceria formada a instituição de ensino. “A Una viabilizou a fase de batalhas e sem a estrutura disponibilizada seria impossível uma locação tão perfeita para a execução das gravações”, diz.

 

O coordenador do curso de gastronomia da Una, Edson Puiati, também revela como é importante para o centro universitário abrir as portas para uma ação como essa. “A relação da Una com o Caminho de Mesa fortalece o que acreditamos e ensinamos aos nossos alunos, a valorização da cultura alimentar local, o respeito aos ingredientes, a relação do homem com a terra, seus costumes e modo de fazer dos pratos. Além disso, o programa leva para as pessoas informações importantes sobre os municípios visitados”, revela.

 

Dentre os jurados, temos a jornalista e chef Ana Sandim e os chefs Edson Puiati, Flávio Trombino, Américo Piacenza, Jaime Solares, Mariana Gontijo, Rosilene Campolina, Patricia Amante, Marcos Proença.

*A matéria foi realizada sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

 

0 222
Una recebe lançamento da obra "Isto não é (apenas) um livro de receitas".

Instituto Comida do Amanhã desembarca em BH e recebe convidados no dia 08/07

*Por: Jéssica Oliveira

Depois de São Paulo e Rio de Janeiro, agora é a vez de Belo Horizonte receber o lançamento da obra “Não é (apenas) um livro de receitas”. O evento é uma parceria do Instituto Comida do Amanhã com o Centro Universitário Una e acontece no dia 08 de julho, às 19h, no campus Aimorés.

O livro que conta com 37 receitas e 14 artigos, é um projeto colaborativo gratuito que aborda os principais impactos do sistema alimentar vigente no Brasil. A publicação venceu três categorias do prêmio Gourmand de melhores livros de comida do planeta. Além disso, na próxima etapa, irá disputar o prêmio de melhor livro do mundo com publicações internacionais nas categorias: Sustentabilidade, Segurança alimentar e Publicações com universidades. O resultado final está previsto para ser divulgado no mês de junho, em Paris.

O lançamento em BH contará com a presença de representantes governamentais, pesquisadores de memórias e sabores, nutricionistas e representantes da sociedade civil. O evento conta com entrada gratuita e os ingressos podem ser retirados aqui. O livro também pode ser baixado gratuitamente no site www.comidadoamanha.org .

O evento acontece no campus da Una localizado na rua dos Aimorés, nº 1451.  Ao final serão feitos sorteios de exemplares para as pessoas presentes.

*A matéria foi realizada sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

0 157
Cida Falabella recebe Jornal Contramão

Por: Arthur Paccelli e Carlos Fernandes

Diante do cenário político atual, questões como educação, artes e cultura foram taxadas de “coisas de esquerdistas” e perderam representatividade desde o nível municipal ao nacional. O país vive um cenário em que a política é feita com uma rivalidade quase futebolística, onde cada um defende seu candidato, seu partido e suas ideologias sem sequer observar o que há “do outro lado dos muros”. Atualmente promover as artes, cultura e educação inclusiva se torna um desafio para aqueles que trabalham em prol das lutas socioculturais.

Em entrevista, a vereadora da cidade de Belo Horizonte Cida Falabella, do PSOL, falou sobre a necessidade de incluir política, cultura, artes e educação nos debates populares, desde a periferia ao centro. Eleita com 3.454 votos sendo a segunda vereadora mais votada da capital, Cida também é atriz, professora, defensora das minorias e integrante do Gabinetona juntamente com a Deputada Federal Áurea Carolina.

Gabinetona é um movimento político colaborativo, idealizado por parlamentares engajadas nos movimentos populares da cidade. O projeto possui cerca de 90 ativistas em sua maioria mulheres, negras, LGBTIQs, indígenas e moradoras de ocupações urbanas. O movimento possui locais de encontro que possibilitam a população de participar efetivamente do mandato das representantes envolvidas.

  • Recentemente na imprensa, você declarou que o projeto escola sem partido é “antigo”. Em sua opinião, quais aspectos sociais trouxeram à tona o debate das reformas na educação?

O projeto escola sem partido é assumido por uma bancada que se autodenomina cristã que tem como traço o fundamentalismo religioso e o ataque principalmente aos debates de gênero. A questão da educação no país avançava sentido da inclusão, de políticas de cotas, na expansão de vagas nas universidades públicas. No atual governo, muito do que era considerado investimento passou a ser tratado como gasto, passível de cortes sem nenhum tipo de preocupação a longo prazo. Todo mundo fala como a educação é fundamental, que nenhum país sai de crise sem educação, tecnologia e ciência, e no Brasil isso começou a ser atacado. Estamos vivendo em um tempo que é baseado na negação do conhecimento e um ataque a arte e a cultura.

  • Diante as recentes mudanças na educação e a aprovação do projeto escola sem partido, você julga importante a atuação de assistentes sociais nas escolas e apoio psicológico para os funcionários da educação?

A educação passa por muitos espaços de elaboração com participação de professores, pais, alunos e toda a comunidade escolar e qualquer debate sobre assistência social ou psicológica nas escolas tem que passar por esse processo. Acredito que fazer projetos de fora da escola e tentar impor não seja uma alternativa eficaz. Na verdade, o que a escola faz quando precisa do trabalho um assistente social, por exemplo, ela procura as redes do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), toda a rede municipal de atendimento e assistência social e de saúde está atenta aos casos das escolas que precisam ser atendidas.

Cultura

Em sua campanha, Cida, defendeu a bandeira da cultura e da arte na capital mineira. A vereadora acredita que a cidade vive um período de renascimento das políticas públicas de cultura com a criação de uma secretaria municipal de cultura.

  • Como a cultura tem sido tratada na atual gestão municipal?

Penso que a nível municipal, vivemos um tempo onde a cultura volta a ser protagonista, com reestruturação de editais, buscando integrar cada vez mais as margens da cidade e as manifestações que ficavam de fora. Belo Horizonte tem como secretário de cultura Juca Ferreira um homem que foi ministro no governo Lula e Dilma e isso faz muita diferença.

  • No governo do estado como você acredita que mesmo diante das recentes mudanças a cultura permanece recebendo a devida atenção?

No governo estadual é uma grande tristeza a secretaria de cultura ter se tornado uma subsecretaria. A luta para construir uma pasta da cultura foi uma luta histórica. Não adianta falar que vai tirar a pasta e a política vai ser a mesma, porque para ter política é necessário gestores, cargos e uma estrutura, porém vemos que acontece uma desestruturação, ainda mais para um estado do tamanho de Minas. Para eles, cultura é algo descartável, ou algo que a esquerda faz e que dever ser combatido.

  • Como você enxerga a situação da cultura a nível federal?

Estamos em um momento muito delicado, de desmonte total do que tínhamos de cultura, principalmente a políticas importantes da esquerda, como o Cultura Viva, que é um projeto que visa reconhecer as atividades que já acontecem em comunidades quilombolas e indígenas. Vemos ataque a artistas, censura e cancelamentos de editais importantes. Os Estados Unidos são um exemplo de como tratar a cultura, o país construiu seu reconhecimento e respeito internacional, com o cinema, por exemplo, uma indústria que emprega milhares de pessoas, e aqui, isso é jogado fora.

  • Qual a relevância de se debater a democratização do acesso à cultura e o que tem sido feito para incluir a população nos debates socioculturais da cidade?

Dentro da cultura, temos 3 direitos. Primeiro, produzir cultura, ninguém pode tirar isso de alguém, você pode não gostar dos meninos fazendo passinho ou do funk nas favelas, mas, inegavelmente aquilo é a cultura sendo produzida. O segundo é você ter acesso as políticas de cultura. Ter acesso aos editais, conseguir recursos para que aquela atividade não morra. E o terceiro é influir nas políticas de cultura, por meio de conselhos, decisões. Eu tenho direito a ir ao teatro, ao cinema, com um preço bom. As escolas devem levar seus alunos às diferentes manifestações de cultura. Devemos saber como a cultura está sendo feita, é preciso ter transparência na forma dos governos de construir suas políticas. Os conselhos de cultura têm que funcionar. É necessário eleger pessoas da sociedade civil para poder fazer parte de comissões que elegem projetos, para garantir que as comunidades estão sendo representadas.

  • Como você enxerga as práticas de desvio de atenção da população diante as decisões importantes do governo? Como o futebol sendo usado como “Pão e circo”, por exemplo.

Sobre o futebol, não temos que tirar as alegrias que o povo tem. O pessoal dizendo: “Ah que com essa fase do Flamengo, isso vai ser bom para o Bolsonaro”. Eu não estou nem aí para o Bolsonaro. O povo do morro, a grande parte da favela do Rio de Janeiro torce para o Flamengo e eu fico feliz por eles. Claro que na década de 70, durante a ditadura, o país tinha uma das melhores seleções na copa, o que encobriu parte do período. Mas a gente não pode jogar tudo fora. Não podemos impedir a população de ser feliz com futebol. Claro que lutamos contra a homofobia no futebol, mas não podemos negar a força que o futebol tem. Temos que ter um equilíbrio entre esporte e política, se não as pessoas ficam sem nada.

  • Sobre a política atual, você considera significativa a participação das mulheres?

Hoje nós temos menos que 10% de mulheres aqui. Eu acho que é fundamental a nossa participação, pois somos maioria na população. Quem está no alvo, na mira da violência são as mulheres, os índices de feminicídio aumentaram em 250% na cidade. Precisamos de mais mulheres para pautar essas discussões, sobre parto humanizado, aborto, direitos reprodutivos e lutar contra a educação sexista. É fundamental que tenhamos mulheres negras, periféricas, indígenas. São debates que um homem por mais que tente representar as mulheres não é suficiente, e necessário que as mulheres sejam as protagonistas.

  • Qual a importância do Gabinetona para a democracia?

O Gabinetona vem de uma movimentação chamada MUITAS que é formado por jovens e que vem de um debate pela ocupação da cidade. Desde a praia da estação que foi um movimento contra a proibição de manifestações aprovada pelo ex-prefeito Márcio Lacerda, a ocupação do conselho de cultura e ao carnaval da cidade. Os líderes desses movimentos chegaram a conclusão que precisavam ocupar a política, e sobretudo ocupar o poder legislativo, para promover uma diversidade de corpos, não dá para ser os mesmos homens velhos e brancos, tem que ter a mulher, negra, indígena, periférica, tem que ter a pauta da maconha e da mobilidade urbana. O objetivo é levar a arte e a cultura para fazer com que a política interesse e encante as pessoas, pois se você não faz política, alguém vai fazer ela por você. A idéia de que a política é ruim só serve pra manter os mesmos no poder.

*Entrevista realizada sob a supervisão do professor Aurélio José

 

0 352

O evento acontece no dia 20 de fevereiro, com entrada gratuita

 Por: Daniela Reis

O Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas da 3ª. Região (CONRERP3), realizará no dia 20 de fevereiro, na Câmara Municipal de BH, a Conferência “Propósito de presente: interações sobre os dias atuais e futuros da Responsabilidade Pública no Trabalho”, em comemoração ao  Dia Mundial da Justiça Social preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O evento é uma parceria com os  conselhos regionais de Administração (CRA-MG), Engenharia e Agronomia (CREA-MG), Psicologia (CRP-MG), além do ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade) e do Centro Universitário Una.  O objetivo principal  é promover a discussão sobre a  importância da atuação profissional como ferramenta transformadora da realidade, com base no tema central “Trabalho e habilidades do presente”.

Sobre a Responsabilidade Pública

A Responsabilidade pública trata das entregas que todo profissional realiza à sociedade com base não apenas em produtos ou serviços, mas também por meio do relacionamento que mantêm com os diversos públicos de interesse das instituições ou marcas que representam. Para além da Responsabilidade Técnica (RT) há uma obrigação social, decorrente do exercício profissional, em trazer impacto positivo para a população.

As inscrições devem ser realizadas pelo Sympla.

 

Programação

13h às 13h30– Cadastro e acolhimento;

14h00 – Abertura:

Anita Cardoso, Presidente do Conrerp3, ‘Comunicação Pública requer Responsabilidade pública’

14h30 às 15h00 – Palestra magna: “Justiça Social e Contemporaneidade: Os desafios da sociedade internacional” – Rodrigo Perpétuo, Secretário Executivo ICLEI (Governos locais pela Sustentabilidade) SAMS

15h00 – Abertura do painel ‘Responsabilidade pública, Trabalho e Propósito’:

15h00 as 15h20 – Annemarie Richter, ‘Comunicação pública e conflitos no território’

15h20 às 15h40 – Flavia Bretas, ‘Sobre o ODS 5, a Igualdade de Gênero aplicada na prática’

15h40 às 16h00 – Andrea Alcione, ‘A diversidade nas organizações e a questão do mérito’

16h00 às 16h20 – Lourdes Machado, ‘A saúde do trabalhador e da trabalhadora e o papel da Psicologia no âmbito da saúde pública’

16h20 às 16h40 – Maria das Graças Murici, ‘Transformação digital – mudança de mentalidade’

16h40 às 17h40 – Abertura para interações e perguntas