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Divulgação: Filme Kevin
Divulgação: Filme Kevin

Produção cinematográfica chega aos grandes telões a partir desta quinta-feira

Por Keven Souza

No dia 03 de novembro, as salas de cinemas de todo o Brasil abrem as portas para receber a estreia do filme “Kevin”. Amantes do audiovisual nacional que residem em Belo Horizonte poderão assistir a pré-estreia do longa-metragem no Una Cine Belas Artes, que é um dos últimos cinemas de rua da cidade, através da compra de ingressos pelo site ou pela bilheteria do cinema. 

O documentário “Kevin” diz respeito à amizade, ao qual narra o reencontro da diretora com sua amiga ugandense, Kevin Adweko, abordando questões como sororidade, relações interraciais e a posição da mulher. Ele é produzido pela Bukaya Filmes, em coprodução com Anavilhana e Vaca Amarela Filmes, e com distribuição nacional da Embaúba Filmes. 

O filme é uma obra de arte dirigida e estrelada pela roteirista e diretora, Joana Oliveira, que trabalha na área audiovisual desde 1999 e possui curtas que já foram exibidos em vários festivais internacionais, como o Festival Internacional de Cine de Huesca (Espanha), e no Brasil em festivais como a Mostra de Cinema de Tiradentes. 

imagens do filme Kevin
Imagens de divulgação – Filme: Kevin

Hoje, o Contramão traz um bate-papo com Joana, que relembra como foi a construção do documentário, bem como sua carreira no cinema, e diz como está a expectativa para o lançamento nesta quinta-feira. Confira! 

 

Joana, como começou sua carreira no cinema? Você sempre soube que seria cineasta? 

Eu sempre gostei muito de assistir a filmes. Desde pequena adorava ir ao cinema ou à locadora de vídeo escolher os filmes para assistir no fim de semana. Era um barato levar as fitas VHS para casa! Mas, nunca tinha imaginado estudar cinema porque não havia cursos de graduação em Belo Horizonte. Fiz vestibular no final de 1995 e não havia Enem, ou seja, um vestibular unificado para todo o Brasil. Não pensava em sair da cidade. Porém, quando comecei a fazer Comunicação Social, vi que eu poderia ingressar no mundo do cinema e comecei a trabalhar em produções, que eram muito poucas, em Belo Horizonte. Trabalhei em um curta e um longa-metragem e decidi que era o que queria fazer da vida. 

Em 2002, fui estudar Direção de Cinema no curso regular da Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de Los Baños, Cuba, onde consegui uma bolsa da própria escola para uma parte do custo e outra do governo brasileiro para a outra parte.

Divulgação: Filme Kevin
Divulgação: Filme Kevin

Qual foi o momento em que passou a entender que havia um mercado audiovisual esperando seus filmes? 

Logo que fiz meu primeiro vídeo experimental na faculdade de Comunicação, entendi que havia muitas pessoas que assistiam a curtas-metragens. O vídeo foi selecionado para alguns festivais, inclusive o VideoBrasil que é um grande festival de arte digital e para a Mostra de Cinema de Tiradentes. Então, percebi que as pessoas tinham interesse na arte que eu estava começando a produzir. Foi um grande impulso para eu seguir em frente e ir estudar cinema.

 

Você imaginava ter produções cinematográficas notadas pelos grandes festivais nacionais e internacionais de cinema?  

Na verdade, o que queria era inventar histórias e produzi-las! Claro que eu queria que o maior número de pessoas assistisse, mas não imaginava que meu trabalho viajaria para tantos lugares! 

Divulgação: Kevin - Filme
Divulgação: Kevin – Filme

Falando agora do documentário, de onde ele nasce? 

O documentário nasce da minha vontade de rever a Kevin e ter um projeto em conjunto com ela. Sobretudo, a vontade era de celebrar a amizade! A minha amizade com ela, claro, mas também de colocar no centro de um filme a amizade entre mulheres que é um tema tão pouco retratado no cinema. Além disso, ele existe para celebrar a sororidade! “Kevin” é um filme feminista, antirracista e que promove o encontro.

 

Explique como foi gravar metade do filme em Uganda e outra parte em Belo Horizonte. Houve dificuldades de locomoção, língua ou cultura? 

O esforço de produção que houve é realmente incrível porque não tínhamos tanto dinheiro para viajar com equipe, para ficar tanto tempo na Uganda, etc. A Luana Melgaço, produtora do filme, é muito experiente e conseguiu muitos bons acordos de produção. E o filme existe também porque a Kevin se envolveu na produção, uma vez que ela nos recebeu maravilhosamente. Foi ela quem procurou um lugar para que toda a equipe ficasse, foi ela que nos apresentou tudo. Uma coisa é você receber sua amiga. Outra coisa é você receber uma equipe de filmagem que vem com ela – risos. Ela facilitou tudo. Mas realmente foi um desafio filmar em outro país! 

Entretanto, o filme é sobre minha amizade com a Kevin, então, por mais que estivéssemos na Uganda, não era um filme sobre a Uganda. Eu não conseguiria fazer um filme sobre um país que tinha acabado de chegar e não conhecia profundamente. Então, me concentrei na Kevin, que lidou com a equipe super bem. Ela é um talento natural e eu estava ali para e por ela. Filmamos de acordo com a agenda que ela estabeleceu e deu certo. 

 

Você e Kevin Adweko são as protagonistas do documentário. Como se deu essa amizade? Você sabia que seriam amigas? 

A Kevin diz que a gente se aproximou porque queríamos muito rir e nos divertir. A Alemanha, que foi onde nos conhecemos, é um país muito sério. Especificamente o lugar da Alemanha onde estávamos. Nos aproximamos de forma muito espontânea e divertida, conversando depois das aulas de alemão.

O que é legal é que não tinha a menor ideia se conseguiríamos ou não manter a amizade. Muitas relações se perdem no tempo. A internet em 1999 era ainda algo de acesso restrito. Nós nos escrevíamos cartas longas e e-mails extensos. Mas, houve muitos momentos que ficamos bastante tempo sem conversar. Em 2005, eu fiz um intercâmbio entre a minha escola de cinema em Cuba e a Alemanha. Esse momento de reencontro com a Kevin ao vivo depois de 6 anos foi muito emocionante. Acho que aí eu percebi que a amizade iria perdurar.

 

É a primeira vez que o filme “Kevin” estreia em salas de cinemas, qual sua expectativa para o lançamento? 

Kevin, na verdade, estreou na Mostra de Cinema de Tiradentes do ano passado. Também ganhou uma menção honrosa do júri do festival FEMINA deste ano. Mas, todas essas exibições foram feitas online. Agora, é a estreia do filme presencial no Brasil nos cinemas comerciais. Eu nunca tive um filme que entrou em cartaz nas salas de cinema e isso é muito emocionante! Na terça-feira, dia 01 de novembro, em Belo Horizonte, haverá uma pré-estreia em que Kevin estará presente. É muita emoção envolvida!

Para o público que irá assistir “Kevin” nesta quinta-feira, o que você diria? 

Kevin é um filme sobre o encontro. E, depois de tanto tempo em que estivemos separados das pessoas por causa da Covid-19, celebrar o encontro e a amizade é de extrema importância! 

Assista o trailer de “Kevin”

Sinopse – É a primeira vez que Joana, brasileira, visita Kevin, na Uganda (África). Elas se conheceram há 20 anos, quando estudaram juntas na Alemanha, e faz muito tempo que não se veem. A partir desse encontro, o filme tece a fina trama que é uma conversa entre duas amigas: as histórias do passado, os desejos, os caminhos trilhados, os diferentes modos de encarar os desdobramentos da vida. Disso ressurge um elo de amor e parceria que resiste à distância e ao tempo.

brecho

Por Keven Souza 

Consumo consciente, esse é um conceito que se tornou uma tendência comportamental e se fixou tanto na realidade social das pessoas que saiu do posto de efemeridade e hoje é assunto sério, corriqueiro e mais do que necessário.

Ao falarmos do universo fashion, a ideia de usar tecidos pensando no impacto ambiental ganha ainda mais força. A indústria da moda é uma das mais rentáveis do mundo, ao mesmo tempo em que é a terceira no ranking de poluição.

Partindo dessa premissa é fácil concluir que, atrelado ao consumo consciente, a sustentabilidade também está no foco da atualidade à medida que a indústria têxtil se desenvolve e corrobora para mais poluição e estragos deixados para o planeta. Dito isso, acredito que a maneira mais responsável de se fazer roupa na hoje em dia é não fazendo.

Se pararmos para pensar no volume de peças já existente em todo o mundo e nas que ainda estão por serem produzidas, a certeza disso logo chega. É lógico que parar a indústria têxtil por completo ainda é uma utopia, mas existem algumas medidas que, enquanto consumidores, podemos adotar a fim de fazer desse modo de produção algo mais justo e sustentável. 

Uma dessas medidas é optar por comprar peças que já circulam por aí a mais tempo, tal qual como as peças que encontramos em brechós. Os brechós vêm ganhando espaço entre os consumidores do fast fashion – modo de fabricar roupas em grande escala – por proporcionarem uma experiência de compra diferente. 

Numa loja convencional, como C&A, Renner e Youcom, por exemplo, temos a dimensão do que encontraremos ao entrar: peças feitas de acordo com as tendências, separadas por sessão de gênero ou tamanho de corpo, estilo e por aí vai. Já no brechó, ao comprar uma roupa de reuso você se permite dar à uma peça uma visão atualizada (ou não), construir um olhar apurado para garimpar – prática de achar peças novas e em bom estado de uso – , e consumir de maneira mais consciente, que é um trabalho processual e delicioso.

Hoje, não é muito difícil encontrar brechós nas ruas, em feiras locais de moda, além de nas redes sociais, que é onde muitas delas se encontram na atualidade. O burburinho das redes é um dos fatores que têm ajudado os brechós a reconquistarem um lugar no coração dos consumidores. 

Se quer uma prova de que ser um consumidor de brechó é, quase, uma tendência comportamental, a geração Z, que hoje é o grupo consumidor mais estimado pela indústria, é a prova de que ser um consumidor de brechó é, quase, uma tendência comportamental. Isso porque, eles vêm trazendo esse novo olhar para as compras e têm se mostrado uma parcela exigente quando o assunto é consumo consciente ou sustentabilidade. 

Dito isso, utilizar o que já foi do outro não cabe mais a ideia sobre o que é velho. Ser consumidor de brechós é, no entanto, uma forma encantadora de levantar a bandeira de uma moda mais sustentável e também de dar continuidade a histórias e narrativas através das peças. Por isso, se permita ser também um percursos disso e venha fazer parte de uma sociedade mais responsável. 

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Conecta 2022/2
Conecta 2022/2

Por Keven Souza

A Cidade Universitária da Una (CDU) realizou mais uma edição do Conecta nesta semana. Durante os dias 10, 11 e 13 de outubro no campus Liberdade, o evento, que acontece a cada semestre, chegou a 10ª edição promovendo mais um espaço de aprendizado e conversa entre alunos e especialistas do mercado. Foram mais de 40 palestras, 32 especialistas e 1600 inscrições para o encontro. 

Os cursos de Comunicação Social da CDU voltaram a participar da grade de programação do Conecta neste semestre, após ficarem de fora por quase 3 anos consecutivos devido à pandemia. O que soma mais uma edição histórica para o evento, que contava com a presença dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Design de Interiores, Design Gráfico e Moda, desde 2019. 

Karol Oliveira, professora e líder da Fábrica Una, explica a importância da Comunicação Social retornar ao evento. “Estamos em cursos de economia criativa que precisam se apoiar, se dar valor e mais do que isso, entender que é um encontro interdisciplinar, e se a gente não tem um evento que representa esta união não faz sentido. O Conecta nasce junto a esses cursos, mas é a primeira vez que ele está sendo junto com a Comunicação em pós pandemia, vindo da proposta dos coordenadores de unir novamente toda a área criativa do campus Liberdade”, diz.

Segundo ela, o Conecta chegar a sua 10ª edição representa o engajamento e a interatividade dos alunos com o evento. “A persistência dos nossos alunos é o principal motivo dele acontecer. Eles cobram o Conecta, acho que é algo que se culturalizou e é uma coisa que eles esperam que aconteça, assim como uma disciplina. Eu comecei o Conecta como aluna, dentro da sala de aula, até passar a entendê-lo como funcionária que viabiliza o evento. Mas o que traz esse caráter importante são os alunos interessados que sempre perguntam e não abrem mão dele. É deles e para eles”, afirma Karol. 

Nesta edição, estiveram presentes alunos e egressos, convidados, professores, público externo, atlética do campus Liberdade, além da Fábrica Una, laboratório de Economia Criativa da Una, que produziu e executou todo o evento. Tudo muito bem estruturado para ser uma semana rica em trocas e conhecimentos. 

O Contramão dá ênfase às palestras mais procuradas ao longo dos dias, são elas: “Oficina de Produção Audiovisual”, ministrado pelo professor José Ricardo; “A Importância da Imagem”, lecionada pela designer Marina Kemp; “Posicionamento de Marca no Mundo Digital”, apresentada pela designer Elisa Santiago; “Precificação de Freelance”, fornecida pela designer Maria Paula; “Arquitetura Sustentável na Prática”, ministrada pela arquiteta Regina Padilha; e “Oficina de Edição de Imagens”, apresentado pelo produtor audiovisual Estevam Oliveira.

Em Belo Horizonte, Gabriel Martins vive momento único ao esgotar ingressos da sessão em apenas um dia de distribuição.

Por Ana Clara Souza, Eduarda Boaventura e Pedro Soares

Sessão ‘Marte Um’ no Palácio das Artes. Foto: Vanessa Santos

Na noite da última quinta-feira (29), a sessão de “Marte Um”, longa-metragem de Gabriel Martins, teve ingressos esgotados em apenas um dia de distribuição, sendo um marco histórico na indústria cinematográfica mineira. O evento contou com quase 1500 pessoas, dentre elas o elenco do filme, amantes da 7ª arte e alunos do Centro Universitário Una, universidade onde o diretor do longa estudou.

Após ser aplaudido de pé, o diretor do filme Gabriel Martins, frisou em seu discurso que é muito importante continuar com incentivos públicos para que o cinema brasileiro continue vivo e que as pessoas sigam prestigiando os filmes feitos em solo nacional. Além disso, encerrou dizendo: “Acho que essa sessão aqui não é histórica só para o Marte Um e sim para o cinema mineiro”.

Gabriel Martins e elenco de ‘Marte Um’ no palco do Palácio das Artes. Foto: Vanessa Santos.

Tatiana Carvalho, docente do Centro Universitário Una e também atriz do filme, contemplou pela quarta vez a exibição da obra. Agora, na companhia de seus alunos e com muita emoção, relatou ao jornal sua emoção ao fim da sessão.Nós somos muito colonizados no imaginário, com imagens sobretudo com o cinema e televisão de fora daqui e esse filme, ele joga para gente um espelho, um lugar para gente olhar e se identificar em um primeiro momento, mas também entender as nuances do lugar que a gente mora, da vida que a gente leva. Então, eu acho que isso se reflete em sala de aula? De alguma maneira? Espero que sim! No sentido de fazer com que as pessoas consigam ter esse olhar generoso, amoroso para o lugar que estão”, diz a professora. 

Ao longo da obra, o “jeitinho” mineiro estava presente, seja nos times de futebol, na farinha de joio, no linguajar e sotaque, encantando a plateia que se via na história. Marte Um é um marco para o Brasil, mas tem um carinho especial aos olhos dos mineiros que não estão acostumados com a sua cultura passando em uma tela.   

O longa-metragem disputa uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Filme Internacional, e a exibição no Palácio das Artes faz parte da campanha “Rumo ao Oscar”.

 

Por Keven Souza

A Rádio Una voltou a movimentar os seus projetos relacionados à produção de podcast nas últimas semanas de setembro. O Eu Que Fiz Podcast é sua nova aposta, uma temporada que promove o diálogo com alunos da Cidade Universitária que desenvolveram trabalhos e projetos incríveis fomentados pela universidade. E hoje (27), o episódio piloto está no ar! 

O Churrasco na Laje é o trabalho multiplataforma escolhido para estrear a temporada feito pelos alunos de Jornalismo, Ana Clara Souza, Caio Henrique, Júlia Thais, Katarine, Keven Souza, Millena Vieira, Pedro Almeida e Paulo Vieira, que se destacaram pelo engajamento e proatividade em volta do trabalho proposto em sala de aula. 

A ideia do Churrasco na Laje, bem como seu nome, surgiu a partir da Unidade Curricular (UC) de Produção de Conteúdo em Multiplataforma, ministrada pelas professoras Ana Carolina Souza e Daniela Savaget aos cursos de comunicação social no último semestre.

Grupo na gravação do videoclipe. Imagem: Jessi Góes.

A proposta consistia em desenvolver um projeto multiplataforma, acerca do tema “Comidas Típicas”. Dito isso, os estudantes deveriam apresentar um produto audiovisual – onde fizeram um curta-metragem, um produto sonoro – onde desenvolveram uma playlist, dois produtos textuais – onde produziram matérias jornalísticas – e três produtos fotográficos ou visuais, em que entregaram um ensaio fotográfico, além de um site completo. 

Tudo pensado para serem criativos, ousados e disruptivos. E não diferente disso, o Churrasco na Laje virou ponto de referência. É o que explica Ana Carolina Souza. “Eles conseguiram entregar um trabalho robusto, interessante, bonito e bem feito. Então se tornam sim uma referência de algo que é possível ser feito, de elementos visuais, estéticos e realmente de dedicação ao trabalho, que de fato pode se tornar referência para outros colegas. Colegas tanto nós professores, quanto também entre os próprios alunos”, diz a professora. 

Segundo Ana, após quase três meses de encerramento da UC, o sentimento que permanece é o de orgulho. “É com muito orgulho assim, que eu tenho de ter incentivado eles a fazerem isso. Gostei demais do resultado não só por conta deles terem associado todos os conceitos e elementos que eles trabalharam em sala. Mas de terem assumido esse lugar de serem donos dessa narrativa. E é um trabalho que tem personalidade, que você consegue ver as pessoas que criam esse material refletidas ali no resultado”, finaliza.

Como foi a estreia

Neste primeiro episódio do Eu que Fiz, quatro dos integrantes estiveram presentes. Ana Clara Souza, Júlia Thais, Keven Souza e Millena Vieira discutiram sobre toda a construção do trabalho em uma conversa descontraída.

Keven, Millena, Júlia e Ana, na gravação do podcast na Casa Una. Imagem: Gladison.

Com brilho nos olhos, Ana comentou em detalhes sobre o curta-metragem, na qual foi produtora. Júlia deixou claro que perrengue foi o que mais houve, ela citou os percalços presentes até a entrega final do trabalho. Já Millena, agradeceu aos colaboradores da Una que ajudaram diretamente, ou indiretamente, na execução do Churrasco na Laje. E Keven, mediou toda a conversa. Ao longo do episódio foi mostrado ainda os produtos exigidos na UC, feito por eles. Bem como, o vídeo, o site, as fotos, entre outros.

O Eu Que Fiz Ep 1 está disponível na plataforma do Youtube. Para assistir na íntegra o bate-papo acesse o canal TV Una Fábrica! Veja, reveja e fique por dentro do que está sendo produzido pelos futuros profissionais do mercado de trabalho. 

Redação com a nova tagline. Foto/divulgação: Site - Itatiaia
Redação com a nova tagline. Foto/divulgação: Site - Itatiaia

Há 70 anos no ar, a Itatiaia tem como objetivo expandir para outros meios de comunicação  

Por Matheus Dias

Celebrou ontem, 25 de setembro, o Dia Nacional do Rádio. Em 2022 completou cem anos desde a primeira transmissão radiofônica no país, muitas emissoras se transformaram nos últimos anos e ampliaram sua cobertura e comunicação para o universo digital, como a Rádio Itatiaia de Minas Gerais, uma das maiores do país. 

A data escolhida é para homenagear Edgar Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifusão no Brasil, mesma data de seu nascimento. A primeira transmissão radiofônica ocorreu no dia 07 de setembro de 1922 no Rio de Janeiro, data que comemorava cem anos da independência do Brasil, com o discurso do então presidente do país, Epitácio Pessoa.

Novo visual da marca Itatiaia. Foto/Divulgação: Site - Rádio Itatiaia
Novo visual da marca Itatiaia. Foto/Divulgação: Site – Rádio Itatiaia

Era de costume as pessoas terem um aparelho de rádio em suas casas para escutarem as notícias, acompanhar as radionovelas, ouvir as transmissões esportivas e os programas de entretenimento,  isso antes da chegada da televisão no Brasil e de sua popularização. 

Houve quem acreditasse que com a chegada da televisão o rádio iria desaparecer. Com o surgimento da era digital também tiveram novos rumores, mas aí ele continua presente e se reinventando. 

ITATIAIA: EMBLEMÁTICA EM MINAS 

Redação integrada de jornalismo, esporte e digital da emissora. Foto/Divulgação: Site - Rádio Itatiaia.
Redação integrada de jornalismo, esporte e digital da emissora. Foto/Divulgação: Site – Rádio Itatiaia.

Uma das três maiores rádios do Brasil está em Minas Gerais, a Itatiaia. Com 70 anos de existência, a chance de um mineiro não conhecê-la é pequena. A rádio emblemática pelo seu jornalismo e esporte é consagrada pela grande audiência e popularidade no estado. 

Genival Aparecido, 53, motorista de aplicativo, mora em Belo Horizonte e também já trabalhou como taxista na cidade, conta que o rádio sempre foi seu companheiro e tem o hábito de escutar a Itatiaia. “Acompanho há 20 anos Itatiaia, todos os dias, desde quando comecei a trabalhar na praça. De manhã até a noite, escuto a Itatiaia”, diz o motorista de aplicativo. 

Fiel a Itatiaia, Genival opta pela emissora por notar que mesmo com o decorrer do tempo  não perdeu a sua agilidade em informar. Um acontecimento que marcou o motorista com a precisão na notícia e na prestação ao público da rádio foi há 30 anos, quando a Itatiaia informou o falecimento de seu sogro: “A Itatiaia dá notícia de tudo e inclusive deu uma notícia para a família de minha esposa, que o pai dela, meu sogro, havia morrido,  informou para que meus cunhados se reunisse em tal local, pois não havia telefone naquela época”, relembra Genival. 

Hoje, além de escutar fielmente a programação da emissora, o motorista interage com os programas pelo WhatsApp para participar de sorteios e enviar mensagens para os comunicadores na hora dos seus programas que tanto admira e se criou uma relação, por exemplo, Eduardo Costa, todas as manhãs. 

NOVA PROPOSTA

Em 2021 a Itatiaia ganhou uma nova gerência com a proposta de ampliar sua comunicação no meio digital e com o desafio de manter a credibilidade e o carinho de sua audiência no tradicional rádio.  

Thais Silva, gerente de marketing da Itatiaia, conta que quando chegou na emissora, há pouco mais de um ano, junto com o atual presidente da rádio, Diogo Gonçalves, foi lançado o desafio e a necessidade de se expandir: “A marca que antes que era somente ouvida, começou a ser vista. A rádio que já estava perfeita na comunicação no meio tradicional  se reposicionou para mudar como era vista e percebida pelo público para alcançar novos patamares e dominar o espaço digital, que é a nossa missão”, destaca a gerente de marketing.   

Estúdio principal da Itatiaia. Foto/Divulgação: Site - Rádio Itatiaia.
Estúdio principal da Itatiaia. Foto/Divulgação: Site – Rádio Itatiaia.

Há um mês, no dia 26 de agosto, a emissora inaugurou sua nova sede em Belo Horizonte, a migração para um novo local se deu por necessidade devido ao crescimento da rádio, pois o antigo prédio não comportava mais. Também a mudança para nova casa foi feita para que tivesse um espaço em que as redações de jornalismo, esporte e do departamento voltado aos conteúdos do digital pudessem ficar mais integradas em um mesmo ambiente. 

Com o novo momento da emissora de ampliação na comunicação focada nos mineiros, o que antes tinha como tagline “A rádio de Minas” se tornou “Itatiaia  tudo que importa para Minas”. Hoje a Rádio está presente em Minas Gerais com filiais e afiliadas que retransmitem o conteúdo gerado e possuem correspondentes em outros locais do país, como em Brasília, e no mundo, por exemplo, na Europa, mas sempre voltado para os assuntos e temas de interesse dos mineiros. 

Atualmente a Itatiaia se prepara para uma das maiores coberturas, a Copa do Mundo do Catar, que ocorrerá em novembro deste ano, com um time de 19 pessoas no país, sendo a maior equipe de emissora de rádio brasileira atuando presencialmente, segundo Thais Silva, e com transmissão para o rádio e com vídeo no digital, que desde 16 de novembro de 2021 a Itatiaia transmite 15 horas de programação ao vivo no YouTube.

O país e o mundo conseguem acompanhar a Itatiaia pela internet e aplicativo, mas pretendem ampliar a cobertura. “A gente quer alcançar uma nacionalização, em um futuro breve queremos que a nossa rádio seja nacional e atingir o Brasil de uma forma mais forte”, comenta Thais Silva. 

NOVOS PÚBLICOS

Há sete décadas no ar, uma nova geração conheceu a Itatiaia e hoje a emissora também tem como objetivo conquistar novos públicos e estar no dia a dia com presença forte em todo o meio digital – YouTube, aplicativo, site e rede social. A estratégia foi investir no visual e produção de conteúdos com a linguagem específica para cada meio. 

Stheffany Marrone Ribeiro, 23, estudante de Direito em Belo Horizonte, acompanha e se informa pela Itatiaia somente pelas redes sociais, não tem costume de escutar o rádio: “Consumo muito a Itatiaia. Sigo o Twitter e acompanho o feed para atualizar todas as notícias, mas não ouço o rádio”, conta a estudante de Direito, que também comenta ter amizade que entra todos os dias no perfil do Instagram da Itatiaia para se informar. 

No YouTube com transmissão ao vivo da programação e com vídeos, a Itatiaia possui mais de meio milhão de inscritos. Nas redes sociais TikTok, Instagram, Twitter e Facebook somam juntos mais de 2,6 milhões de seguidores. Em fevereiro de 2022 a pesquisa Kantar Ibope Media divulgou a Itatiaia como a emissora de rádio mais ouvida no Brasil, que conta com um público variado de idades, classes sociais e econômicas.