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Por: Italo Charles

Obaaaaa!!!! Pensando nos dias de calor e com o final de semana chegando, a gastróloga e ex aluna de Gastronomia do Centro Universitário Una, Ana Caetano, preparou uma receita de “cair o queixo”.

Ana é especialista em sorvetes e gelatos. Proprietária do Napetits (Sorvetes Artesanais), sua paixão começou ainda criança e desde então não parou. “A minha história com a Gastronomia vem desde a minha infância quando  visitei o mercado central de belo horizonte pela primeira vez e comprei panelinhas de cobre. Se fundiu ainda mais quando, aos 12 anos, já cozinhava para a minha família e amigos próximos. Embora eu tenha conseguido passar em vestibulares de outros cursos com 17 anos, senti que só me sentiria completa com a gastronomia; e assim comecei a estudá-la”, explica Ana.

Se liga, e vamos lá!

Descrição do prato: Sorvete de cacau 100% trazendo o aroma e sabor do café; acompanhado com uma casquinha feita a partir do queijo minas defumado.

Quantidade de porções: 12 porções de 90g

Tempo de preparo: 4 horas

Categoria: Sobremesa

Nível de dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 350g de creme de leite fresco;
  • 200ml de leite;
  • 180g de açúcar;
  • 100g de cacau 100%;
  • 5g de café em pó;
  • Queijo Minas defumado (Ou outro queijo defumado);
  •  30g de clara de ovo (equivale a um ovo);
  • 20g de farinha de trigo;

Passo a passo para a preparação do sorvete:

– Bata o creme de leite fresco com a ajuda de uma batedeira até chegar ao ponto chantilly.

– Após este processo, coloque os seguintes ingredientes: 150g de açúcar, o leite, o cacau e o café em pó e bata por 5 minutos até dissolver todos os ingredientes.

– Coloque a mistura em um recipiente e deixe -o por 2 horas no freezer.

– Após 2 horas, retire-o e bata novamente por 5 minutos. Reserve.

Passo a passo para a preparação da Casquinha: 

– Separe a gema da clara.

– Misture o açúcar e a farinha na clara de ovo separada.

– Em uma forma de alumínio coberta com papel manteiga ou um “tapete” de silicone, despeje a mistura formando círculos ou no formato que você desejar.

– Com o forno pré-aquecido em 180C° coloque a forma e deixe assar de 10 a 15 minutos.

– Quando as bordas estiverem douradas, sirva-o com uma bola do sorvete desta receita ou como desejar!

Para acompanhar o trabalho da gastróloga e aprender mais receitas deliciosas, acompanhe pelo Instagram (@napetitsoficial).

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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Por: Bruna Nunes

Entre a década de 1990 e o primeiro decênio dos anos 2000 as crianças foram bombardeadas de conteúdo infanto juvenil que eram exibidos em vários programas da televisão aberta como TV Globinho (Globo), Bom Dia e Cia (SBT), Band Kids (Bandeirantes), entre outras programações além das fitas cassetes e Dvd’s. Algumas franquias de filmes fizeram bastante sucesso entre a garotada, as produções que envolviam princesas e a famosa boneca Barbie se tornaram uma febre com direito a brinquedos superfaturados. 

Avaliando o sucesso dessas histórias, será que elas poderiam influenciar aqueles espectadores que agora se tornaram  jovens e adolescentes? Para isso, fizemos um questionário e estudamos a resposta dos participantes entre 12 e 25 anos. A intenção principal da enquete foi entender como essas pessoas se sentem hoje em relação ao conteúdo abordado nas tramas.

A história desses longas na maioria das vezes possuía o mesmo roteiro. A Disney explorava sempre o lado da boa moça ingênua e indefesa que passava por momentos turbulentos, encarnando a jornada do herói e indo de encontro ao príncipe que exercia o papel de salvador. Nos desenhos da Barbie a abordagem era um pouco diferente, a personagem também passava pelo processo de altos e baixos mas conseguia resolver os empecilhos por ela mesma sem a necessidade de um “salvador”, mesmo com um par no final.

Graças aos movimentos de empoderamento feminino e o conhecimento das bases do feminismo, vários participantes comentaram e criticaram a visão desse tipo de enredo que nutria o ideal da mulher ser o sexo frágil. Essa nova perspectiva ajudou a contestar o conceito do príncipe encantado (um cara legal, que sempre vai te salvar de qualquer problema), tirando a necessidade de depositar uma carga de responsabilidade em um par romântico.

Abordamos também o lema do “Felizes para sempre” e da identificação física com as protagonistas. Por se tratar de uma interpretação profunda e delicada das respostas, convidamos a psicóloga Maria Dalva Garcia para nos ajudar a entender as entrelinhas das respostas.

Por mais que 88,5% dos participantes não acreditassem no conceito de príncipe encantado, o que pode ser indício de maturidade, 80,8% acredita pelo menos em parte no ‘felizes para sempre’. De certa forma as pessoas estariam transferindo a responsabilidade do par as tornarem completas para o ato do relacionamento, ou seja, o relacionamento teria a carga de as tornarem felizes, o que também pode gerar frustração e desgaste emocional.

A frase “E viveram felizes para sempre” empregada em vários filmes da Disney incluindo algumas novas adaptações em live action, transporta uma grande carga emocional, isso porque a visão transmitida é que todos os relacionamentos serão longos, duradouros e perfeitos. Devemos nos atentar a realidade de que nem sempre teremos um bom relacionamento e precisamos estar abertos às possibilidades para evitar possíveis traumas vindo desse ideal.

Analisando o perfil físico das personagens das tramas, a grande maioria das protagonistas são brancas, de cabelos lisos e traços angelicais com medidas físicas surreais. O que não faz jus a diversidade de tipos de cabelo, pele e corpos que sempre estiveram presentes ao redor do mundo. 

O padrão de beleza imposto nas últimas décadas era muito cruel e quase irreal, vimos várias pessoas se submeterem ao uso de cintas e espartilhos para esconderem o corpo que tinham, além das inúmeras descolorações, progressivas e relaxamentos para obterem o cabelo perfeito. Com a popularização das cirurgias plásticas a preocupação se tornou mais real já que a mudança física está mais acessível.

O modo como se portavam e falavam, também era alvo de críticas. Perguntado aos nossos participantes se em algum momento quiseram se vestir ou ter cabelos e corpos igual ao das personagens 73,1% responderam que sim. Mas seria só admiração de criança querer se vestir dessa forma ou ser igual a eles ? 

Questionamos se eles tivessem a possibilidade de mudar algo em si para ficarem igual a suas personagens favoritas, se fariam e 57,7% sentem vontade de se modificam seja mudança estética, física ou comportamental. Segundo nossa psicóloga Maria Dalva para interpretarmos esses dados, precisamos levar em conta a pressão social sobre as pessoas dessa faixa etária que são mais susceptíveis às interferências culturais. 

De certa forma essas personagens aparecem como o padrão perfeito, sempre impecáveis, magras e “bem sucedidas”. Essa visão distorcida se não trabalhada pode desencadear uma série de gatilhos que levam a transtornos psicológicos como a depressão, bulimia, anorexia, automutilação, isolamento social, entre outros. “O papel do meio é muito importante! Família amigos etc. que faça com que essa pessoa se situe mas de forma positiva nesse mundo que está aí … exigente demais!”, explica Maria Dalva.

A última pergunta do questionário era se essas pessoas acreditavam que houve influência dos filmes ao longo dos anos na forma que eles pensam ou agem atualmente, e por mais que a maioria acredite que sim, as respostas oscilaram entre sim, não e talvez. O que abriu um questionamento se essa influência seria boa ou nociva e pelo ponto de vista psicológico “Se é bom ou nocivo? Depende do quanto a pessoa sabe dosar as coisas ou encontrar um ponto de equilíbrio, porque isso afeta a pessoa de forma global auto estima …adaptação no no mundo”, explicou a psicóloga.

A interferência dessas produções vão depender  das experiências que obtivemos ao longo do tempo, assim como nossos valores e ideais consolidados. Vale salientar que com o passar dos anos as companhias cinematográficas fizeram alterações em suas novas criações abrindo um leque maior para a diversidade e ideais atuais. 

Mas como é esse processo de transição? para entendermos um  pouco do lado da indústria, conversamos com o diretor de criação e desenvolvimento da agência SPARTA, Rangel Morais. Mesmo com a questão da diversidade sendo constantemente levantada, o consumo de brinquedos padrões ainda é alto.

Rangel nós explicou que além da cultura enraizada que temos, algumas empresas investem nessa perpetuação e não adotam medidas diferente por medo de retaliação do público alvo deles, porém na indústria do entretenimento infantil a questão já vem sendo trabalhada. O mesmo citou inclusive a estratégia da Mattel em criar versões diferentes da boneca Barbie e algumas apostas da Disney como Pocahontas e Mulan nos anos 90 e novas aposta como Valente e Moana na quebra de padrões. 

Nem sempre as companhias cinematográficas pensam na identificação da criança com o desenho, o medo de apostar em algo novo e revolucionário ainda pesa nas decisões. Para isso é importante que as indústrias apostem nas pesquisas de opinião para acompanhar as demandas atuais. Em algum momento houve um ponto crucial para a mudança,“Com a popularização da internet a partir dos anos 2000, a troca rápida de informações aproximou as pessoas e as marcas”, afirma Rangel . 

A esperança é que as crianças possam se identificar com seus personagens favoritos, que se sintam parte das histórias e se sintam bem com isso. Diferente das décadas anteriores, hoje podemos nos expressar e questionar as coisa abertamente.

 

 

 

*A matéria foi realizada sob a supervisão e edição de Italo Charles e da jornalista Daniela Reis

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Conheça o laboratório de Relações Públicas do Centro Universitário Una

Por: Italo Charles

Tudo começou em 2010, quando um projeto temporário foi idealizado para a produção do Axé Brasil. Na época, não existia perspectiva para que o projeto, que ainda não tinha nome, continuasse. Entretanto, dois anos depois, o Centro Universitário Una suscitou uma parceria com a DM Promoções e criaram a “Una DM Jovem”, uma produtora de eventos que oferecia aos estudantes a oportunidade de conhecerem na prática toda a produção de um evento.

Mas só em 2014 nasceria a Agência Una 360. Após dois anos de crescimento e expansão da produtora, a 360 se configurou como o laboratório do curso de Relações Públicas, que tem como essência proporcionar aos extensionistas a chance de conhecerem a estrutura dos grandes eventos, passando por todas as etapas de organização, logística até o resultado final.

“A atuação dos alunos nos eventos externos, principalmente, é uma grande oportunidade para que eles coloquem em prática tudo aquilo que aprendem na sala de aula. Isso acaba criando um vínculo com o mercado e proporcionando experiência, network, desenvolvimento de carreira, e, consequentemente, revela e treina os talentos que eles possuem para o mercado de trabalho”, comenta a líder do lab Débora Lisboa.

Como o intuito de fomentar a interação entre a agência e os estudantes, o núcleo oferece a possibilidade dos alunos participarem dos eventos em suas várias fases. “A Una 360 tem uma boa conexão não só com os extensionistas atuantes, como também com demais alunos da Una. O núcleo oferece a possibilidade dos estudantes de atuar em grandes eventos, ver como funciona os bastidores, fazer conexões com excelentes profissionais e mais. É uma experiência única, com memórias para ficarem marcadas, por isso é vista com grande interesse e como uma boa oportunidade pelos alunos”,  salienta Débora.

Parceria e Serviços

Entre todas as parcerias envolvidas, hoje, a 360 faz parte da ‘Fábrica’ junto aos laboratórios da Economia Criativa da Una. Entretanto, devido ao cenário imposto pela pandemia (Covid-19), o setor de eventos foi um dos mais afetados e as produções externas sofreram interrupções.

Os principais serviços prestados pela agência são: gestão e criação de conteúdo para redes sociais; assessoria de Imprensa; suporte de Design Gráfico (criação de peças, campanhas e edição), cobertura fotográfica e filmagem; produção de vinhetas, filmes promocionais e vídeo mkt dos eventos; acompanhamento e interface com fornecedores  contratados pelo evento; pesquisas e identificadores de problemas durante o evento; suporte no credenciamento e staff, suporte e apoio de produção, gestão de contratos, suporte em projetos arquitetônicos e de ambientação, apoio na criação de peças e customização de camisetas/uniformes e suporte nos postos de atendimento médico. 

Equipe

Atualmente Una360 é composta por Débora Lisboa (líder da agência desde março, 2020), por Ana Paula Santos (responsável pelo administrativo) e pelos extensionistas: Jéssica Caroline e Thalia Costa (Relações Públicas), Cissa (jornalismo), Matheus Coelho (Design), Camila de Alencar, Gabriel Santiago, Guilherme Jardim, Mel Jhorge e Wallace Militão (Cinema), Gabriel Benzaquen (Arquitetura), Isabella Tavares (Direito), Lucas Felipe (Enfermagem) e Brenda Moreira (Moda), compõe o grupo.

Depoimentos do extensionistas

“A 360 é um laboratório de experiências únicas que serão levadas para a vida pessoal e principalmente profissional”, diz Lucas Felipe (Enfermagem).

“A agência foi o primeiro lugar onde tive um contato maior com o curso que escolhi. Conheci um outro lado dos eventos, consegui entender e conhecer o passo a passo da organização, me sinto muito feliz e realizada por ter essa experiência única”, comenta Thalia Costa (RP)

”Aqui é onde nós entramos em contato com o mundo. Onde testamos nossos limites e descobrimos coisas que não sabíamos, junto com nossos colegas, de áreas tão similares ou diferentes das nossas, e com as novas pessoas que encontramos no meio do caminho”, afirma Cissa (Jornalismo)

“É muito importante destacarmos que a Una360 reúne não só alunes de Relações Públicas e, esse espaço de aprendizado e as oportunidades que encontramos dentro das atividades do LAB, contribuem diretamente na construção profissional do graduando”, Mel Jhorge (Cinema)

“A Una360 me proporcionou conhecer diversas pessoas e participar de inúmeros eventos. É sem dúvida um episódio marcante na minha vida. A correria de fazer vários eventos e lidar com diversas pessoas diferentes é cansativa fisicamente, mas extremamente estimulante”, Gabriel Benzaquen (Arquitetura)

“Eu sou apaixonada pelo que faço e por ter sido apresentada ao ‘Mundo dos Eventos’, porque até então, não tinha conhecimento de que o Direito era tão necessário nos eventos. O nosso núcleo não é só um lugar que organizamos os eventos, mas também um lugar de muito aprendizado, trocas de experiências, responsabilidade, amadurecimento e principalmente união. Com a nossa equipe não tem moleza e nem preguiça! Com certeza, a Una 360 faz parte da melhor fase da minha história!”, Isabella Tavares (Direito).

“A Una360 é um núcleo que me proporcionou bastante aprendizado, tanto para minha vida profissional quanto pessoal. Conheci pessoas e profissionais incríveis e pude entender um pouco mais sobre esse mundo dos eventos. Sou muito grata por ter tido contato com todas essas experiências”, Jéssica Caroline (RP)

Com a palavra, a Líder

“Minha história com a Una 360 é um pouco mais antiga. Entrei na Una em 2016 e desde então a Una 360 faz parte do meu cotidiano e com o passar do tempo, nossos laços foram só aumentando. Parceiras, eventos, risos, aprendizado, tudo isso venho colhendo desde o nosso primeiro contato. Quando fui convidada a assumir a liderança do núcleo, bateu aquele frio na barriga, a responsabilidade agora era maior e o desafio também. Mas desde o início fui muito bem recebida por toda equipe e apesar deste momento atípico, estamos juntos e cada vez mais nos fortalecendo e desenvolvendo como equipe. E tenho certeza que quando isso tudo passar, estaremos ainda mais forte e preparados para arrebentar no universo dos eventos” – Débora Lisboa.

Para conhecer mais sobre o trabalho da Una360, acesse o Instagram (@una360oficial)

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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*Por Daniela Reis

Gosta de sanduiche? Então, hoje essa receita é para você!

Descrição do prato:

Sanduiche feito com pão ciabatta (de autoria da nossa empresa Sanxav – pães artesanais), com recheio de salada de repolho roxo e maionese, salada de rúcula, queijo minas canastra curado e salame (da charcutaria Tonini).

Quantidade de porções: 1 unidade de 20cm

Tempo de preparo: 25 min.

Nível de dificuldade: Fácil

Ingredientes:
– Ciabatta Sanxav de 20cm
– 20 g de salame autoral fatiado da charcutaria Tonini
– 15g de queijo minas canastra curado em lâminas
– 120g de repolho roxo
– Meio limão de tamanho médio
– 1 ovo
– 1 dente de alho
– Óleo de canola
– 10g de açúcar
– 60ml de vinagre de vinho branco
– Sal a gosto
– Folhas de rúcula a gosto

Passo a passo para preparação:

Maionese para salada de repolho roxa:
1 – Em um mixer coloque a clara do ovo, o limão espremido, o alho, o sal e bata. Enquanto está batendo os ingredientes, vá jogando o óleo devagar e constantemente até obter a consistência de maionese. Reserve.

Salada de repolho roxo:
1 – Corte o repolho em fatias finas.
2 – Misture 100g da maionese preparada, o açúcar, o vinagre e o repolho.

Montagem:
1 – Corte o pão ao meio na horizontal.
2 – Coloque a salada de repolho, o salaminho, o queijo e a rúcula por cima.
3 – Feche o sanduíche e aproveite.

Dica do chef:
A mostarda de jabuticaba da linha Sabarabuçu combina muito bem com o sanduíche.

Essa delícia de sanduba foi desenvolvida por Luan Santos, ex-aluno do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una.

Com a palavra, o chef
“Desde novo sempre fui muito ligado à gastronomia, mas levava aquilo como um robbie. Aos 18 anos entrei na faculdade de análise e desenvolvimento de sistemas, mas percebi que aquilo não era o que eu realmente queria fazer. Então aos 19 anos entrei para a faculdade de gastronomia e agora eu trabalho com minhas habilidades gastronômicas. Trabalhei também em alguns restaurantes, mas agora tenho minha própria empresa de panificação artesanal” – Luan Santos

O Sanduíche Bem Live é um dos pratos da Feira Bem Live, que acontece no dia 29/08, a partir das 10h.

Feira Bem Live

A feira é o primeiro evento no formato online do MUNDO! Será criado um ambiente de feira, dentro do Restaurante Maria das Tranças, com transmissão de LIVE de shows de bandas do cenário mineiro, dentre elas a Lurex e ao mesmo tempo grandes Chefs renomados e promessas do mercado (Puiati, Penninha, Beto Haddad, Marcinho, Tonini, Luan, Julio Candido, além de A Cachaçaria Itinerante) estarão cozinhando e disponibilizando seus produtos para serem adquiridos pelos espectadores via plataforma de pedidos/delivery online, com ENTREGA GRÁTIS num raio de até 7km do local! Então os espectadores assistem aos shows e fazem seus pedidos para receberem na segurança e conforto aonde estiverem.

O evento também contará com ação social através de doações via QR Code, cujo montante será convertido em cobertores para pessoas em situação de rua e dependendo do valor arrecadado estenderemos os donativos para entidades de suporte aos setores artísticos, como auxílio a este que é um dos segmentos mais afetados pela pandemia.

O objetivo é fomentar os segmentos paralisados desde o início da reclusão: TURISMO, GASTRONOMIA, CULTURA e ARTES, permitindo um recomeço de atividades para que estas sigam revigorando estes setores, evitando que mais estabelecimentos fechem, mais pessoas percam seus empregos, ou seja, criando expectativa de retomada para os afetados.

 

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Foto: Verônica Porto

Por: Italo Charles

Grandes sonhos e projetos podem sim ganhar vida através da sala de aula. Foi assim que surgiu ‘A Essência do Brasil’, projeto gastronômico criado e administrado pelo chef Luís Felipe Castilho, aluno do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una.

Com forte referência da avó, Felicidade Castilho, o jovem Luís começou a se apaixonar pela cozinha, o contato era natural, entre almoços em família e reuniões o vínculo se estabelecia. Desde então, o atual chef criou perspectivas para o que hoje se tornaria realidade.

Proprietário do L’essence Gourmet, espaço que proporciona aos clientes experiências gastronômicas, o chef tem a liberdade de experimentação. “O L’essence é onde eu realmente posso me expressar, de uma forma muito aberta para que a pessoa chegue até a mim, me conte sua necessidade e assim eu posso sugerir e criar o cardápio” comenta o Luís.

Conectado ao L’essence, Luis concebeu outro projeto. Durante as aulas de “Cozinha Brasileira e Regional” ministrada pela professora Rosilene Campolina (Una), o estudante percebeu a ausência de conhecimento acerca da gastronomia brasileira, e também viu como era pouco divulgada mundo afora.

A partir desse cenário foi idealizado A Essência do Brasil, projeto que visa difundir a cultura gastronômica regional e nacional com toques simples sem perder a elegância. “Neste projeto que envolve pesquisa e gastronomia, busco apresentar,  transmitir e valorizar a cozinha brasileira e regional. Uma viagem com olhar no simples e tradicional ao reconfortante e bem elaborado da culinária nativa do país, destacando o melhor da fauna e flora brasileira”, salienta Luís.

Evidenciar os ingredientes, conhecer o que há de mais íntimo de cada local e expressar essas relações culturais na culinária. Assim, o chef proporciona aos envolvidos grandes experiências afetivas.  “Vamos passear por biomas, estados, terroirs e cidades, com foco no que há de melhor em nossa história alimentar e apresentar a essência do Brasil em um projeto que une o campo à mesa, os sabores aos saberes e o homem a cultura”, afirma.

Envolto por pessoas que acreditam no seu trabalho, Luís estabeleceu conexões a fim de propagar e enaltecer a gastronomia brasileira. A partir disso foram firmadas parcerias com o Sítio de agricultura familiar Recanto Magini, com Thiago Ribeiro do Caixeiro de Minas, e também com o portal Chef a Chef administrado pela professora Rosilene Campolina, que realizou a abertura do projeto. “Tive o orgulho de realizar a abertura. O ‘Essência’ foi idealizado durante a disciplina que leciono, vejo que é muito promissor e que pode ir muito longe”, comentou Rosilene.

Para acompanhar o trabalho feito pelo L’essence Gourmet e pelo Essência do Brasil siga o instragam @lessence_gourmet.

 

*A matéria foi prodizida sob a supervisão da jornallista Daniela Reis

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*Por Thainá Hoehne

Cronixta, antes conhecido como Dime Cronista, é um artista vindo de cima do mapa. Nascido em Belém do Pará. O músico paraense lançou no último dia 26 de junho, seu primeiro álbum completo nomeado “Maiandeua”, e revela aos belorizontinos a profundidade do trabalho que faz parte do projeto Manifesto Maiandeua.

O disco conta com oito faixas sonoras, além de um filme em parceria com Raphael Savelkoul e direção criativa da Noyze e pretende ressignificar as origens do cantor, através de músicas que exploram as sonoridades da sua região e que mostram a realidade de cidades ribeirinhas que sofrem, principalmente, pela falta de saneamento básico, violência e esquecimento social.

A equipe do Jornal Contramão conversou com o artista, confira a entrevista completa.

Podemos observar em seus projetos que a questão da sua origem é muito forte. Fazendo uma analogia, você concorda que uma árvore que mantém as raízes firmes, tende a crescer muito mais?

Aonde eu nasci a gente tem uma ligação muito forte com as nossas raízes. Acho que o paraense é muito bairrista e eu sou paraense, então eu trago esse bairrismo comigo mesmo e acredito muito que a minha arte está muito conectada com o meu lugar, por conta de toda a multipluralidade que existe no Pará.

Poderia citar principais influências ou inspirações que te constroem como artista?

Quando comecei a me entender por gente, as músicas que me abasteciam eram o Carimbó, o Zouk, o Tecnobrega, a Guitarrada, enfim, os ritmos que existem no Pará. Então, de certa forma, trazer essas características é algo muito natural mesmo, sabe? Ao invés de trazer uma guitarra americana, eu prefiro trazer uma guitarra paraense, porque eu trago a minha originalidade, a minha marca.

O esquema do disco nasceu de uma frase chamada Carimbolei, que tem na Maiandeua e com essa frase, eu vi que precisava entender que dentro da música, já existiam muitos registros, muitas marcas, e muitas digitais. Então eu precisava criar uma identidade própria, uma originalidade, pra me destacar nessas digitais também.

Eu queria muito que as pessoas conhecessem a musicalidade que existe no meu estado, na minha cidade, mas meu desejo era trazer algo mais moderno também. Eu queria muito misturar todas as influências que eu resgatei de fora e todas as que eu trago de dentro.”

Sua música “Belhell” traz à tona a simplicidade, a saudade e, na minha observação, um sentimento de amor por sua cidade. Nessa quarentena, tem sentido saudade das viagens também? Ela trouxe impactos negativos ou positivos aos seus projetos?

Olha, eu sinto saudades das viagens, de estar na rua, de ver os amigos. Eu sinto saudades de ir à  praia, sinto saudades de muitas coisas. Mas assim, ao mesmo tempo, a gente precisou entender que tudo tem o seu tempo. Tem o tempo da planta crescer, tem o tempo do meu disco sair, tem o tempo pra você começar a amar uma outra pessoa, então, esse tempo também é que a gente está vivendo. É o tempo que vai ser necessário que possamos entender e valorizar as coisas que de repente a gente nem dava valor.

Ficar mais dentro de casa, me fez ressignificar, refletir exatamente o que eu quero ser daqui pra frente. Fez ressignificar a minha relação com a minha esposa, valorizar cada plantinha que eu estou plantando, fazer com que coisas simples não sejam algo banal, porque normalmente, a gente quando está na correria banaliza o cotidiano, as pequenas coisas.

Sobre o Manifesto Maiandeua, como você enxerga esse projeto e a importância da mensagem que ele busca levar?

Tem uma artista lá do Pará,Berna Rea, que tem uma frase que eu quero muito fazer com que ela  realmente faça mais sentido para as pessoas quando conhecerem a minha origem. Que é: “a gente vive dentro do Brasil, a gente vive com a fartura, mas ao mesmo tempo, do lado, a gente vive com a miséria muito grande”.

Belém é uma cidade muito bonita em si, mas é muito miserável também. A Amazônia é muito farta, mas tem muita miséria. A gente tem abundância dos rios, mas falta água na torneira dos moradores da quebrada.

Belém é muito vibrante, é muito inspiradora, é muito maravilhosa, em muitos aspectos, mas, eu tinha que falar sobre isso também, sabe? Sobre essa fartura e sobre essa miséria ao mesmo tempo. Até pra ficar especificado no álbum que eu trato disso.  Eu venho falando da alegria do meu povo, venho falando do swing que existe em Belém, que existe no Brasil, mas existe o fascismo estabelecido desde o descobrimento de Cabral, então é até um aviso pro povo de Cabral começar a ficar cabreiro pra gente começar a colocar os “pingos nos is”.

Ultimamente temos visto diversas notícias sobre as dificuldades enfrentadas pela população indígena nessa pandemia, inclusive, solicitações de doações. Você conseguiria dizer, qual é a principal necessidade e como as pessoas daqui poderiam ajudar efetivamente, não só sobre a pandemia, mas também, sobre o esquecimento social?

Existem mil formas de divulgar, eu trabalhei em uma fundação cultural lá no Pará chamada Oficinas Curro Velho, e dentro dessa instituição eu tive a oportunidade de lidar com algumas aldeias, com alguns indígenas. Existem algumas tribos que são muito organizadas, a ponto de você achar elas, via web mesmo, que você pode contribuir financeiramente ou com algum serviço que você possa somar. Mas uma das coisas que eu percebo, que já seria de grande importância, é a gente começar a valorizar os nossos povos originais, sabe? Porque a gente não tem esse costume, essa valorização. Através da valorização, o respeito já começa a ser estabelecido.

Estou curiosa sobre a mudança de Dime Cronista para Cronixta, é possível falar sobre isso?

Eu sempre costumei a ler muito sobre pichação, a estudar sobre esse submundo. Certa vez eu li um texto de uma pesquisadora da pichação, falando sobre a pixação com X. A pixação com X, ela tem uma afronta tanto ao Aurélio, quanto a essa forma da estética que o branco e os colonizadores estabeleceram. A pixação tem uma ligação muito forte que bate de frente com essa estética do branco. Apesar de eu ser esse branco lá do Pará, eu me identifico muito com a cultura cabocla, indígena, porque são as minhas origens. O X, de certa forma era pra tocar no X das questões sociais. E aí eu fiz um paralelo a isso. Eu juntei o útil, que era o lance dos amigos mais próximos já chamarem desse jeito, ao lance da pixação e do afrontamento contra qualquer estética que já esteja pré-estabelecida.

E sobre a mudança do rap para seu novo estilo em carreira solo?

Eu acho que a maturidade, em algum momento da vida, chega de uma forma muito avassaladora. E acredito que o que me fez modificar em vários aspectos, foi o lance da verdade. Eu acho que quanto mais você é verdadeiro, mais facilidade as pessoas vão sentir na sua arte. E até com o que eu vinha desenvolvendo dentro do rap, o rap é muito marrento, é um ego muito grande que rola dentro. E eu não sou essa pessoa. É lógico que todos nós temos ego, mas eu não essa pessoa marrenta. Me encaro como uma criança que não cresceu, sabe? Eu brinco com tudo, eu rio de tudo, eu tiro onda com tudo. Lógico que existem momentos necessários para colocar o dedo na ferida também, mas ressignificar essa minha natureza e trazer o máximo de verdade, foi só entender quem eu sou mesmo e transparecer isso, seja através de uma letra, seja através da batida em si.

Teve um momento da vida que eu percebi que não, que eu não preciso criar uma letra que seja tão absurda que um outro MC precise se impressionar, na verdade, eu preciso me impressionar. Eu preciso estar cantando aquilo, estar pensando naquilo e falar: mano, esse sou eu do começo ao fim, sem tirar nada, sabe?

Em 2017, com o lançamento do single “Primatas”, que conta com a participação do cantor Garoá e o rapper Djonga, de Belo Horizonte, hoje conhecido em todo o Brasil como uma das maiores influências do rap, o que você mais pode aproveitar dessa experiência e conexão BH/Pará?

É karma, sabe? Todas as pessoas que a gente conhece, todas as pessoas que passam na nossa vida, é porque a gente precisa de fato ter elas passando pelo nosso caminho. Ele já viu o álbum e me deu um feedback muito positivo, sem ego, sabe? Então é uma amizade que ficou mesmo. Não tem ego, não tem um jogo de “ah, não vou ouvir porque agora eu já sou essa pessoa conhecida por todo Brasil”. Sempre quando a gente se fala é uma relação de muita pureza.

Conheça o trabalho:

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*A entrevista foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis