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Quem passou pela Praça da Liberdade na tarde desta sexta feira, dia 5, não pode aproveitar uma de suas atrações. A fonte, próxima ao coreto, estava passando por uma limpeza e por isso se encontrava desligada e vazia. Segundo Djalma, que é responsável pela limpeza da Praça, as fontes são esvaziadas e limpas aproximadamente de 15 em 15 dias, dependendo de seu estado. Se a fonte estiver muito suja esse período é adiantado.

Com vassouras e botas, os responsáveis pela limpeza da Praça empurravam a água para uma espécie de bueiro no fim da fonte, próximo ao Xodó.  Os refrescantes pingos de água foram substituídos por um odor nada agradável e espantou os freqüentadores da Praça que costumam sentar-se nos bancos nos arredores da fonte.

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Por: Débora Gomes e Natália Oliveira.

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Nesta manhã de quinta-feira, 4 de março, foi inaugurada a  nova sede do governo de Minas Gerais, projetada por Oscar Niemeyer. A Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, como será chamada oficialmente, homenageia o político mineiro, que completaria 100 anos hoje. Após a inauguração, os políticos se encaminharam para o Palácio do Governo para um almoço fechado.

Nos arredores da Praça da Liberdade houve um policiamento reforçado devido à presença do vice-presidente da República, José Alencar, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, governadores de estados, deputados federais e estaduais, além de diversas personalidades políticas e culturais de todo o país.

Com a presença do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), Corpo de Bombeiro, Policiais Militares e Samu (Serviço de Atendimento Médico Urgente) ,a região ficou agitada, muitos pedestres curiosos pararam para saber o que estava acontecendo e o trânsito ficou congestionado. A imprensa, concentrada na entrada principal do Palácio, encontrou dificuldade para entrar no local e ficou do lado de fora aguardando informações.

Com a saída das lideranças políticas, foi liberada a entrada de jornalistas e fotógrafos, que se concentraram no salão principal, onde a assessoria de imprensa informou que apenas mais tarde seriam divulgados os acontecimentos. As atividades locais retornaram as suas atividades normais no fim da tarde.

Texto: Camila Sol e Iara Fonseca

Foto: Eugênio Sávio/Imprensa MG

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Nem a chuva desta tarde intimidou os Policiais Militares aposentados a se reunirem e manifestarem na Praça da Liberdade. Eles reivindicavam melhores salários, pois apesar de estarem em 3° lugar como melhores de sua classe, consideram que não recebem salários compatíveis com essa posição.

A manifestação teve início na Praça Sete e se estendeu até a Praça da Liberdade, onde alguns manifestantes de Barbacena, interior de Minas, já aguardavam a chegada de seus colegas, que vinham de vários lugares do Estado e chegaram em alguns ônibus escoltados pela Polícia Militar.

Com trio elétrico, microfone e guarda-chuva, a manifestação causou transtornos no trânsito, impedindo a passagem de carros na Praça da Liberdade de frente para o prédio da Rainha da Sucata e também na Av. Brasil sentido Centro. Em frente ao Palácio da Liberdade, os manifestantes gritavam e exigiam a presença do Governador do Estado.

Confira o vídeo com parte da manifestação.

Por: Débora Gomes e Natália Oliveira


 

Bem no meio da Rua da Bahia, em frente à Praça José Mendes Júnior, no Circuito Cultural da Praça da Liberdade, um lugar se destaca. O Restaurante Reciclo II é uma versão do Bar Reciclo I localizado na Av. Contorno 10.564, Barro Preto, espaço cultural onde acontece shows de samba, choro e música popular brasileira. Tanto o bar quanto o restaurante pertencem à Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis de Belo Horizonte).

O restaurante, que se encontra em reforma para uma leve repaginada no ambiente, funciona apenas durante o dia para almoço. “Antigamente era aberto durante a noite e havia shows de samba, mas agora depois da mudança, preferimos funcionar apenas de dia.” Conta Andréia Teixeira, 37 anos, que trabalha há três anos no restaurante.

A decoração é toda feita a partir de materiais reciclados e reaproveitáveis. São trabalhos ligados às oficinas oferecidas pela Asmare. O lustre feito de fundo de latinha, a cortina de pedaços de latinha, uma bicicleta antiga pendurada na parede, o balcão de madeira de demolição mostra a arte feita a partir do lixo. Um lustre se destaca feito de garrafas pet que serve também como isolador acústico para o ambiente.

Dentro do restaurante existe uma loja conhecida como “lojinha da ASMARE”, onde se pode encontrar todo tipo de presentes e lembranças feitas de materiais reciclados ou reaproveitados. Os produtos comercializados são criados e produzidos nas oficinas de capacitação em marcenaria, papel reciclado e costura, onde trabalham os moradores de rua em processo de inserção social. Ali é escoada toda produção das oficinas da Asmare. O dinheiro arrecadado, além de servir como renda dos catadores é investido na Associação em equipamentos e materiais de trabalho.

Vale à pena conhecer o espaço e um pouco da estória da Asmare. O restaurante termina a reforma esta semana e reabrirá suas portas a partir da próxima segunda feira.

Por: Daniella Lages, Iara Fonseca e Ana Sandim

Fotos: Daniella Lages

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Depois de um motorista sem nenhuma deficiência física estacionar em uma vaga reservada para deficientes físicos nesta segunda feira dia 01, o Contramão resolveu procurar lugares no bairro Lourdes que possuam estes estacionamentos. Será que os portadores de necessidades especiais podem sair de casa tranquilos acreditando que sempre haverá vagas para eles?

Durante a nossa ronda encontramos um fato inusitado: o estacionamento em frente ao Grupo de Responsabilidade Especial da Polícia civil (Rua Sergipe com Gonçalves Dias) não possui vaga para deficientes físicos. Mas em compensação, encontramos quatro lugares com vagas reservadas.

Vejam abaixo, quais são eles:

– Av. João Pinheiro com Rua Bernardo Guimarães, perto do DETRAN.

– Rua Gonçalves Dias com Praça da Liberdade.

– Estacionamento em frente à Biblioteca Pública Estadual Luis de Bessa.

– Rua Gonçalves Dias com Praça da Liberdade, em frente ao Museu de Minas e de Metais.

Durante a semana o Contramão irá entrar em contato com o responsável para saber por que existem poucos estacionamentos para deficientes físicos. 

Postado por Matheus De Azevedo

Foto: Matheus De Azevedo

Com baldes de água, esponja, detergente, glicerina e álcool, a lavadora de carros Elaine Sueli Gomes, 35 ,sustenta os seis filhos e um neto há 16 anos.  Ao lado do marido Renato Napoleão dos Santos, 38, sai de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para o Centro Sul da capital. O casal trabalha a céu aberto,  na rua Bernardo Guimarães, em frente ao Detran.

Das 8h até as 18h, o casal se encontra com baldes  e detergentes a postos. Eles faturam por dia uma média de R$ 70,00, fora as gorjetas.  O tempo gasto para lavar um carro varia de acordo com as condições do veículo: em um carro apenas empoeirado, ela gasta 10 minutos; já um mais sujo consome cerca de 90 minutos.

Elaine Sueli Gomes garante que não quer largar esse ofício. “Gosto das pessoas e elas gostam de mim, aqui existe confiança e respeito, ninguém me atrapalha. Todos os lavadores aqui trabalham unidos”, explica.

O examinador do Detran que se identificou apenas como Joel, 45, é cliente fiel do casal, e há 15 anos deixa o seu carro aos cuidados de  Elaine.  “O trabalho dela é bem feito. Hoje não trabalho mais na região, mas sempre que estou por perto é aos cuidados da Elaine que o meu carro fica”, declara.

Regulamentação

Há oito anos, o casal de lavadores foi cadastrado no Sindicato dos Lavadores e Guardadores de Carros de Belo Horizonte, uma parceria da Prefeitura com a Polícia Militar para combater os roubos e arrombamentos de veículos na região.  Elaine Gomes paga por ano à Prefeitura a taxa de R$100,00 e avalia que compensa.

Lavar e guardar carros são atividades reconhecidas como profissão desde setembro de 1975, pela Lei Federal 63.242, regulamentada pelo Decreto 79.797, de 8 de junho de 1977. Em Belo Horizonte, a atividade só foi regulamentada em fevereiro de 1994, desde então, a maioria dos lavadores está em atividade regular.

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Por Ana Paula P. Sandim e Iara Fonseca
Foto: Ana Paula P. Sandim