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 Palestra Josemar Gimenez

 A Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) do Centro Universitário UNA recebeu ontem (18/08), no teatro do ICBEU, o jornalista Josemar Gimenez (à esquerda na foto) para uma palestra sobre profissão e mercado. Gimenez já foi repórter de vários veículos e atualmente é diretor de redação dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas. Foi ele o responsável pela criação do tablóide mineiro “Aqui”, em outubro de 2005.

Dentre os vários temas abordados, o jornalista lembrou que os profissionais que estão se formando devem se habituar às novas tendências do Jornalismo, pois irão lidar com várias ferramentas ao mesmo tempo, como internet, vídeos e podcasts. Gimenez ressaltou ainda que é muito importante saber integrar essas mídias e não somente lidar com cada uma delas de maneira isolada. Sobre o fim do jornal impresso ele disse que os veículos precisam modificar o seu formato, pois podem acabar perdendo muito espaço para o “jornalismo móbile” (jornalismo no celular).

Palestra Josemar GimenezCom o assunto do fim da obrigatoriedade do diploma em alta, o diretor de redação destacou a importância de ter uma formação acadêmica na área, pois muitos veículos só contratam profissionais formados. Gimenez disse que escrever textos muitas pessoas escrevem, porém só os jornalistas por formação sabem organizar as informações e apurá-las corretamente quando saem às ruas em busca de matérias.

Texto: Natália Oliveira
Fotos: Áurea Maíra Costa

Escritor carioca vende suas obras nas calçadas da capital mineira

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“Meus textos são exclusividade das ruas”

“Livrinhos” nas mãos e mochila nas costas. Era assim que carioca Peter Lima parava os pedestres na esquina da Rua da Bahia com Bernardo Guimarães. O rapaz se aproximava das pessoas para vender sua crônica “Coisas de Boteco”. O escritor trabalha de forma independente vendendo sua literatura pelas ruas da cidade por apenas dois reais. Confira a entrevista com o Peter Lima.

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Jornal Contramão: Qual o tema de suas crônicas?

Peter Lima: Primeiro é a vida, não tenho tema específico. Escrevo aquilo que vivo e isso varia a cada momento. Hoje, estou escrevendo crônicas, mas há um tempo escrevia poesias que emitem outras sensações e outros olhares. Depende muito da época que estou passando. É um olhar do homem e sua contingência.

JC: Porque vender nas ruas?

PL: Primeiro porque é uma forma alternativa de divulgar a literatura. O preço é acessível, vendo por 2 reais. E, também, por ser uma iniciativa independente. Vou onde está o leitor. Diferente das livrarias que o camarada tem de ir lá para adquirir o livro, eu acabo surpreendendo as pessoas pelas ruas.

JC: E as pessoas aceitam bem?

PL: Sim, os livros são bem aceitos. É interessante que isso serve para desmistificar o fato das pessoas não gostarem de poesia e literatura. Acredito que as pessoas não leem porque esse tipo de leitura não chegam até elas.

JC: Você é de BH?

PL: Não, sou do Rio, moro em Ouro Preto e sempre venho aqui. Tem 2 anos que moro em Minas.

JC: Você vende apenas aqui na Região da Praça da Liberdade ou também vai para outras regiões da cidade?

PL: Eu ando pelas ruas. Gosto muito da Praça da Liberdade porque ela ainda tem a cultura de praça, não é só um local de passagem. As pessoas param, estão dispostas a ouvir alguém, mas não me prendo somente nela. Nem me prendo a centro cultural algum. Estou nas ruas, à procura de leitores.

JC: Qual a sua formação?

PL: Sou formado em Comunicação pela Federal Fluminense (UFF/RJ) e faço Pedagogia na Ufop. Mas a minha vocação literária veio mais por gostar mesmo de ler e escrever ainda antes de ingressar na Universidade.

JC: É possível encontrar seus textos fora das ruas?

PL: Ainda não tenho nenhuma página na internet, mas estou pensando em montar um blog com uns amigos. Enquanto isso, meus textos são exclusividade das ruas.

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As lixeiras de coleta seletiva parecem invisíveis na esquina da Rua da Bahia com Bernardo Guimarães. Elas estão lá separadas por cores que indicam qual lixo reciclável cada uma deve abrigar, porém, bem ao lado delas, plásticos e papelões continuam sujando a calçada.

Por Matheus de Azevedo

O Banco do Brasil (BB), em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais, realizou na manhã da sexta-feira, 07 de agosto, uma entrevista coletiva para oficializar o início das obras do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Belo Horizonte, que funcionará no antigo prédio da Secretaria de Estado de Defesa Social, na Praça da Liberdade.
O arquiteto responsável pelo projeto, Marcelo Pontes, informou que o edifício será reformado para ter condições de receber exposições internacionais e enfatizou que o imóvel não perdererá suas características arquitetônicas originais. Já o secretário estadual de cultura, Paulo Brant, assegurou que os ingressos às exposições do CCBB mineiro terão preços acessíveis.
O CCBB está presente em cidades como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, em Minas, a previsão é que em março de 2010 pelo menos o hall do prédio já comece a receber algumas exposições. A primeira fase das obras está prevista para terminar em 2011.

Gosto pela cultura
Na ocasião cerca de 450 Crianças de diferentes regiões de BH, inclusive do projeto Criança Esperança foram convidadas pelo Banco do Brasil para terem uma manhã totalmente cultural na Praça da Liberdade. Pinturas, palhaços e teatro do grupo Trampolim com a peça “A receita” garantiram o divertimento. No final da manhã, crianças e autoridades realizaram um abraço simbólico em torno do futuro Centro Cultural do Banco do Brasil.

Para conferir as fotos do evento você pode acessar a nossa galeria.