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Na Rua Espírito Santo com Aimorés, na altura do número 1545, o passeio foi danificado com quatro buracos. Segundo o proprietário da banca de revista, localizada no mesmo passeio, os buracos estão perto de completar o 4° mês de aniversário e nenhuma providência foi tomada até o momento.

 

 

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 20/08 – 14h30

Nessa sexta, por volta das 14 horas, a Polícia Militar se preparava para uma possível manifestação dos Agentes Penitenciários na Praça da Liberdade. “Eles estão reunidos na Praça da Estação e provavelmente vão subir até o Palácio. Estamos nos prevenindo para qualquer situação”, explica o Cabo Fieis. Cordas estavam sendo colocadas na frente do Palácio para a passagem dos manifestantes não interferir no trânsito.

Leia a reportagem completa

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No último dia 14, manifestantes de vários sindicatos e grupos sociais participaram da Jornada Nacional de Lutas em Belo Horizonte. A passeata, que aconteceu em alguns estados do país, reivindicava, entre outras pautas, redução na jornada de trabalho sem diminuição salarial, protestava contra as demissões devido à crise econômica e exigia mais investimentos nas políticas sociais.

A concentração dos manifestantes aconteceu no início da tarde, na Praça da Estação. O grupo seguiu rumo à prefeitura, onde exigiram soluções para suas reivindicações. O encerramento foi por volta das 19h, na Av. João Pinheiro, onde foram impedidos de contornar a Praça da Liberdade pelo batalhão do choque da polícia militar.

A UNE também participou da passeata e fez o seu protesto em relação ao meio-passe estudantil. “Esse movimento é apenas o início de uma série que estão por vir. No dia 16 de setembro faremos outra manifestação na luta pelo meio-passe. BH é a única capital onde esse direito não existe”, disse Leonardo Péricles, diretor da UNE e estudante da UFMG.

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 Palestra Josemar Gimenez

 A Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) do Centro Universitário UNA recebeu ontem (18/08), no teatro do ICBEU, o jornalista Josemar Gimenez (à esquerda na foto) para uma palestra sobre profissão e mercado. Gimenez já foi repórter de vários veículos e atualmente é diretor de redação dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas. Foi ele o responsável pela criação do tablóide mineiro “Aqui”, em outubro de 2005.

Dentre os vários temas abordados, o jornalista lembrou que os profissionais que estão se formando devem se habituar às novas tendências do Jornalismo, pois irão lidar com várias ferramentas ao mesmo tempo, como internet, vídeos e podcasts. Gimenez ressaltou ainda que é muito importante saber integrar essas mídias e não somente lidar com cada uma delas de maneira isolada. Sobre o fim do jornal impresso ele disse que os veículos precisam modificar o seu formato, pois podem acabar perdendo muito espaço para o “jornalismo móbile” (jornalismo no celular).

Palestra Josemar GimenezCom o assunto do fim da obrigatoriedade do diploma em alta, o diretor de redação destacou a importância de ter uma formação acadêmica na área, pois muitos veículos só contratam profissionais formados. Gimenez disse que escrever textos muitas pessoas escrevem, porém só os jornalistas por formação sabem organizar as informações e apurá-las corretamente quando saem às ruas em busca de matérias.

Texto: Natália Oliveira
Fotos: Áurea Maíra Costa

Escritor carioca vende suas obras nas calçadas da capital mineira

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“Meus textos são exclusividade das ruas”

“Livrinhos” nas mãos e mochila nas costas. Era assim que carioca Peter Lima parava os pedestres na esquina da Rua da Bahia com Bernardo Guimarães. O rapaz se aproximava das pessoas para vender sua crônica “Coisas de Boteco”. O escritor trabalha de forma independente vendendo sua literatura pelas ruas da cidade por apenas dois reais. Confira a entrevista com o Peter Lima.

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Jornal Contramão: Qual o tema de suas crônicas?

Peter Lima: Primeiro é a vida, não tenho tema específico. Escrevo aquilo que vivo e isso varia a cada momento. Hoje, estou escrevendo crônicas, mas há um tempo escrevia poesias que emitem outras sensações e outros olhares. Depende muito da época que estou passando. É um olhar do homem e sua contingência.

JC: Porque vender nas ruas?

PL: Primeiro porque é uma forma alternativa de divulgar a literatura. O preço é acessível, vendo por 2 reais. E, também, por ser uma iniciativa independente. Vou onde está o leitor. Diferente das livrarias que o camarada tem de ir lá para adquirir o livro, eu acabo surpreendendo as pessoas pelas ruas.

JC: E as pessoas aceitam bem?

PL: Sim, os livros são bem aceitos. É interessante que isso serve para desmistificar o fato das pessoas não gostarem de poesia e literatura. Acredito que as pessoas não leem porque esse tipo de leitura não chegam até elas.

JC: Você é de BH?

PL: Não, sou do Rio, moro em Ouro Preto e sempre venho aqui. Tem 2 anos que moro em Minas.

JC: Você vende apenas aqui na Região da Praça da Liberdade ou também vai para outras regiões da cidade?

PL: Eu ando pelas ruas. Gosto muito da Praça da Liberdade porque ela ainda tem a cultura de praça, não é só um local de passagem. As pessoas param, estão dispostas a ouvir alguém, mas não me prendo somente nela. Nem me prendo a centro cultural algum. Estou nas ruas, à procura de leitores.

JC: Qual a sua formação?

PL: Sou formado em Comunicação pela Federal Fluminense (UFF/RJ) e faço Pedagogia na Ufop. Mas a minha vocação literária veio mais por gostar mesmo de ler e escrever ainda antes de ingressar na Universidade.

JC: É possível encontrar seus textos fora das ruas?

PL: Ainda não tenho nenhuma página na internet, mas estou pensando em montar um blog com uns amigos. Enquanto isso, meus textos são exclusividade das ruas.