Precisamos falar sobre a diferença entre Paquera X Assédio

Precisamos falar sobre a diferença entre Paquera X Assédio

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Imagem: Revista AzMina

“Não é uma tristeza que, em pleno século 21, a gente ainda tenha que ensinar marmanjo como brinca de conquistar?” Com este slogan a revista AzMina lançou a campanha #CarnavalSemAssedio onde foi veiculado o Guia prático e didático da diferença entre Paquera X Assédio – Para você não ser um canalha neste carnaval”.

Para a editora-executiva e fundadora da revista, Nana Queiroz, “A campanha é uma parceria entre várias mulheres incríveis de vários grupos e coletivos que cansaram de ter que passar raiva e medo durante o Carnaval e decidiram agir. Nós não queremos mais dançar olhando pros lados para ver se alguém vai pegar na nossa bunda sem permissão”, desabafa.

Segundo Queiroz, é revoltante ainda ter que explicar para os marmanjos crescidos como é que se brinca de paquerar, “Essa é a maneira mais eficiente que encontramos de mudar esse quadro. E é pra levantar debates que a Revista AzMina Existe. É reconfortante ver, a cada dia, como muitas mulheres nos escrevem dizendo que suas vidas foram transformadas ao quebrar o silêncio sobre o estupro que sofreram ou por terem entendido que o que o chefe fazia era assédio, por exemplo”, conclui.

Dentre as instruções encontradas no guia, destaca-se: “Paquera: rola uma troca de olhares, um sorriso assanhado e um sinal claro do interesse das duas partes. Vem o beijo.” “Assédio: o cara puxa pelo cabelo, agarra o braço, machuca e manda um ‘cala a boca’ em forma de beijo.” A fim de saber a opinião popular sobre o assunto, e confirmar a necessidade de abordar temas como este, o Jornal Contramão lançou a questão em um grupo de debates no Facebook. O resultado foi este:

 

 

Na contramão de grande parte dos comentários, o advogado Pedro Munhoz explica: “Assédio é quando a pessoa insiste em ter intercurso sexual ou romântico com alguém diante da negativa da outra parte. É insistir, de forma indesejada, inconveniente, na paquera”. E adverte: “Se, no entanto, o sujeito agarra a mulher e rouba um beijo, passou de assédio e, juridicamente, pode até ser considerado estupro.”

Por: Bruna Dias

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