Sempre em frente, não temos tempo a perder

Sempre em frente, não temos tempo a perder

0 133

Por Bianca Morais 

Hoje faz um mês que deixei meu primeiro emprego como jornalista formada, e se você tiver alguns minutos do seu dia, peço que leia o motivo de ter sido tão difícil me desprender dele.

Dei meus primeiros passos no Centro Universitário Una, em 2016, quando ingressei no curso de Jornalismo. Desde o início me deslumbrava com o Jornal Contramão, ele era para muitos o primeiro estágio dentro do curso. 

Na época, trabalhava em meu primeiro emprego como telemarketing, ali conquistei a liberdade de não depender totalmente do dinheiro dos meus pais, e por mais que quisesse um estágio, o salário mínimo oferecido me encantava.

Depois de dois anos no telemarketing, resolvi que era hora de deixar o mínimo e procurar um estágio, iria receber menos mas ganharia algo que nenhuma carteira assinada e benefícios me dariam naquele momento, o aprendizado. 

Na busca por estágio me deparei com dois. Pela minha nota do curso fui chamada para estagiar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), e depois de um processo acirrado (contém humor), passei para trabalhar no NUC – Núcleo de Conteúdo da Una, onde se hospedava o famoso Jornal Contramão. 

E agora? O que escolher? E por que não os dois? 

Já estava no meu sexto período da faculdade, por isso queria aprender o máximo que eu conseguisse, então resolvi abraçar os dois estágios, saia de casa às 6 da manhã e voltava às 23 da noite. Não foi um período de descanso, mas sem dúvidas, de muito conhecimento.

No TRE-MG ganhei experiência com comunicação interna e assessoria de imprensa, e na Una além de fazer o que eu mais amo, escrever, tive experiência com cobertura de eventos, produção de eventos, e o mais importante, construir uma família.

Quando entrei como estagiária, entraram mais quatro, época de ouro, em que o jornalismo era super valorizado e tínhamos uma mega equipe. Eram eles: Joyce, Jessica e Italo. Muito importante mencionar nomes, porque eles fizeram toda a diferença em minha trajetória. Claro, ali no laboratório já existia o estagiário mais antigo, quase uma relíquia ali no Contramão, o Moisés.

Nós éramos a maioria ali, e, juntos, dominamos o Laboratório de Economia Criativa da Una, que além do núcleo de jornalismo, tinha também publicidade, audiovisual, moda e arquitetura.

Nesse meio tempo, entrou uma pessoa decisiva para minha trajetória na Una ter sido tão duradoura e proveitosa. Dani Reis, minha eterna chefe Dani. A big boss. Dani entrou depois de uns seis meses em que eu já estagiava no núcleo, entrou como nova líder, e como eu sempre deixei claro para ela, se um dia eu for 1% da jornalista que Dani é, eu já estarei realizada. 

Com ela aprendi a escrever melhor, a revisar, a ter uma postura de profissional, a como agir em frente às câmeras, a como ser líder. 

Dani foi muito além de uma chefe, virou minha amiga. E foi com muita tristeza que me despedi de sua liderança quando me formei, afinal, não podia mais ser estagiária ali. Mas como nossa história ainda não estava terminada, meses depois ela me chamou para voltar a Una, agora como sua técnica de laboratório.

Agora além de escrever para o Contramão, eu ajudava os estagiários, fazia release, corrigia textos, apoiava os alunos do curso, dava oficinas..

E falando em estagiário, nesse momento, outra figura entra nessa história. Talvez um pouco antes. O nome dele é Keven Souza, e anotem esse nome, porque esse garoto ainda vai fazer sucesso e me dar muito orgulho. Conheci Keven ainda como estagiária, quando Jessica, Joyce e eu íamos em feiras de escolas mostrar como era o curso de Jornalismo da Una e convencer aquelas belas mentes brilhantes a ingressarem lá.

Pois bem, em uma dessas feiras conheci o Keven. Ele era um jovem estudante do ensino médio, do Instituto de Educação, e, logo de início, já vi talento nele. A desenvoltura em frente às câmeras era perfeita. Falei que ele precisava ir para a Una e pronto, ali se encerrou nosso primeiro encontro.

Para minha surpresa, nem tanto, alguns meses depois, na recepção de calouros, lá estava ele, se tornando universitário. Agora eu precisava convencê-lo a entrar no Contramão, porque ele precisava viver tudo aquilo que eu vivi.

Já como técnica, me despedia agora de um grande amigo, o Ítalo que foi traçar sua trajetória no jornalismo e deixava uma vaga de estagiário aberta no Contramão.

Adivinhe quem assumiu? Ele, o Keven.

Keven foi o melhor estagiário que eu pude ter, sempre disposto a aprender, ensinei a ele tudo que sei e sou, sim até a minha personalidade. Mas além de ensinar eu aprendi, e conquistei um amigo para vida inteira.

Ok rede, não sei se vocês estavam esperando por esse textão, ou se chegaram até aqui. Mas eu precisava disso, eu precisava me despedir da Una, e acho que pelo textão vocês entenderam porque foi tão difícil. É porque não deixei para trás apenas um emprego, deixei uma família. Um lugar que por muitos anos foi minha segunda casa 

Nessa história, se eu contasse metade de quem passou por ela esse texto ia ficar enorme. Opa, muito maior do que já ficou até aqui. Agradeço a todo mundo, tem a Karol da arquitetura, o Rapha do audiovisual, a Lets da moda. Tem o Chitão, o Igor e a Gabi do NSI. Tem a estrela do Contramão que sempre respondia minhas entrevistas, Raphael Paulino. Tem o Fernando e o Felipe da portaria. Tem os duzentos estagiários, tem a Jess, tem a Isadora, a Ashley, a Dani, o Gabriel, tem o Mateus, o Gladison, a Ariadne, tem o Terra, o Pedrinho e a Dani Pérez.

Tem a Tia Lari também, ela saiu antes de mim e deixou uma saudade.

Enfim, obrigada de verdade gente, por tudo. Obrigada Una, hoje deixo vocês para conquistar meu lugar no mundo mas para voltar como reitora, se lembram?

 

OBS: o textão ficou gigante porque esqueci que não estou mais escrevendo para o Contramão.

SIMILAR ARTICLES

0 159

NO COMMENTS

Leave a Reply