“Só por hoje e para Sempre – Diário de recomeço”. O inicio

“Só por hoje e para Sempre – Diário de recomeço”. O inicio

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Capa de 'Só por hoje e para sempre', diário de Renato Russo (Foto: Divulgação)
Capa de 'Só por hoje e para sempre', diário de Renato Russo (Foto: Divulgação)
Capa de ‘Só por hoje e para sempre’, diário de Renato Russo (Foto: Divulgação)

 

“Um dia intrigado, perguntei: Pai, por que você escreve tanto ?”. ” Porque nos próximos cinquenta anos, Giuliano, as pessoas poderão saber o que eu sinto e penso hoje”, respondeu ele. Um dos trechos escrito pelo filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, marca o início da obra, material inédito há 20 anos. Só por hoje e para sempre – Diário do recomeço, traz relatos escritos pelo próprio Renato, que passou 29 dias na clínica de reabilitação Vila Serena, no Rio de Janeiro, no período de abril a maio de 1993.

O líder da banda de rock Legião Urbana, conta através de desenhos, cartas, bilhetes, sua passagem pela reabilitação. Na Vila, ele participava de reuniões, palestras, idas ao psicólogo, tinha como diretriz os “Doze passos”, programa criado pelo Alcoólicos Anônimos, incluindo a criação de um diário. Ele descreve como chegou ao famoso fundo do poço. O abuso de álcool e drogas em seu apartamento, seus relacionamentos frustrados, os bastidores da banda, como sua fantasia pelo guitarrista Dado Villa-Lobos, até os shows fracassados.

Além da proposta dos clínicos, sobre escrever a respeito dos dias passados na clínica, ele relembrava trechos de sua vida, que o levavam aos abusos. Percebe-se um homem intenso, que se deixava levar pela turbulência que o mundo lhe trazia, era afetado até nas pequenas coisas. “Eu sou a morte, eu sou o seu Eu maligno, eu sou o que você quis, por não ver mais a luz e a verdade. Mas você finalmente provou ser mais forte -nunca atingi seu trabalho, sua criatividade ou seu amor pelos seus.” Os momentos vividos, eram detalhados, os companheiros de clínica citados, as perdas, até um corte de cabelo, parece uma conversa íntima com ele. Não foi fácil essa caminhada para a recuperação, mas nada foi impossível, pois como ele disse: “A dor é inevitável e o sofrimento é opcional.”

A leitura é leve, os fãs vão poder sentir melhor como era esse ídolo dos anos 80, vão entrar em sua intimidade, até o abismo que era ser Renato. Esse livro é como uma luz na vida de Renato Manfredini Junior. Afinal, temos nosso próprio tempo!

Boa leitura!

Matéria produzida pela aluna do quarto período de jornalismo, Luiza Gabriela Tomaz Barbosa, na disciplina de TIDIR/JOR2B

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