Tags Posts tagged with "60 anos Una"

60 anos Una

0 214

Por Keven Souza

Há muito tempo a arquitetura se empenha para ser um instrumento transformador de realidade na qual se aplica conforto e bem-estar às pessoas, e se a essência consiste em pensar e projetar espaços para as atividades humanas, é importante que arquitetos e urbanistas desenvolvam uma visão plural e aberta das diferentes realidades que se pode encontrar em termos de habitação. 

Segundo o relatório lançado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, o Brasil possui cerca de 33 milhões de pessoas sem moradia, e desse número, cerca de 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar, vivem nos grandes centros urbanos. Por isso, tomar consciência de que, grande parte da população não tem acesso a um projeto arquitetônico bem feito, com aspectos técnicos e funcionalidade, por falta de habitação é indispensável. 

Pensando nisso, o Escritório Modelo é uma proposta extensionista criada pela Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FeNEA), que tem buscado maneiras de atender a população de baixa renda, além de proporcionar vivência prática na formação profissional dos estudantes.

O papel do Escritório Modelo no Centro Universitário Una, desempenhado pelo curso de Arquitetura e Urbanismo, é de um espaço de atendimento que busca não só unir a prática acadêmica ao exercício do trabalho comunitário e de extensão, mas atuar sobretudo com parcerias solidárias. Além disso, é uma iniciativa que busca auxiliar as comunidades, bem como a arquitetura social, e subsidiar o apoio aos alunos na multidisciplinaridade e no desenvolvimento de projetos, com suporte aos professores e serviços administrativos nas áreas de arquitetura da Una. 

Fábrica NAU

O NAU é o Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da Fábrica e está situado na Una Liberdade, em Belo Horizonte. O laboratório que atua desde 2014, atualmente é gerido pela líder Ana Karolina de Oliveira Carvalho (arquiteta e urbanista com especialização em gestão estratégica de projetos) com o suporte das estagiárias Maria Luiza Azevedo, Gabriela Sabrina de Souza Oliveira e Renata Barbosa Botelho. 

O laboratório faz parte da Fábrica – coletivo dos laboratórios de Economia Criativa –  e é um importante projeto da Cidade Universitária, sendo referência para outros escritórios da instituição, e até mesmo do Ecossistema Ânima, sendo exemplo a seguido, com pilares de organização, fluxos e resultados. 

Com ação múltipla, o NAU vai além de um Escritório Modelo, estimula a arquitetura solidária, com o compromisso de fomentar o contato do laboratório com os alunos, e na universidade tem o papel de oferecer oficinas e promover eventos de maneira que o conhecimento seja amplificado para aperfeiçoar as técnicas adquiridas ao longo dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Design de Interiores.

Além do contato praticado entre o laboratório e a instituição, há também a prestação de serviços para a comunidade externa. Os atendimentos seguem todas as etapas de um projeto arquitetônico e urbanístico, com construções de plantas e maquetes eletrônicas, visitas técnicas e elaboração de planilhas de orçamento. No entanto, estão elegíveis a solicitação do apoio famílias que possuem renda de até três salários mínimos, que se enquadre dentro da Lei da Assistência Técnica, e caso se trate de alguma instituição sem fins lucrativos voltada a um coletivo, há também a possibilidade de atendimento.

Na visão da líder, Ana Karolina de Oliveira Carvalho, o laboratório é uma oportunidade dos alunos experimentarem a arquitetura social, que é pouco vivenciada na maioria dos cursos de arquitetura, só que com desenvolvimento técnico e psicológico prontos para transformarem a visão da sociedade em relação ao “o que é” a arquitetura e onde ela pode chegar. 

“Eu definiria o NAU como um escritório que pensa na democratização do acesso à Arquitetura e Urbanismo, que pensa em uma melhor qualidade dos espaços para a cidade e principalmente para as pessoas”, explica Ana.

Para ela, o escritório além da prática, existe a reflexão acadêmica, em que a pesquisa, a produção de artigos científicos baseado na experiência dos alunos, ou conteúdos para as redes sociais, é uma realidade constante no laboratório.  

No NAU, a arquitetura não é só um meio que auxilia para condições estéticas e funcionais, favoráveis à habitação, utilização e organização dos ambientes, é um escritório que possui conexão cooperativa e solidária, com estudantes comprometidos em melhorar o futuro das comunidades.

Para Maria Luiza Azevedo, que está no nono período do curso de Arquitetura e Urbanismo, ser estagiária do laboratório a mais de um ano lhe permitiu desenvolver diversas habilidades, e que lidar com projetos reais é estar mais preparada para o mercado de trabalho.

“Tudo o que eu desenvolvia de prática dentro da arquitetura era somente nas aulas da faculdade e por isso sentia um certo receio, porque nunca tinha lidado com um projeto real que realmente seria edificado.” explica. 

Segundo ela, o trabalho do NAU tem sido essencial no auxílio à comunidade, pois tem ajudado várias pessoas a conseguirem o direito de moradia digna e afirma que a arquitetura é uma ferramenta que mexe com os sonhos e a qualidade das pessoas.

“Trabalhar com arquitetura social é um grande desafio, mas é totalmente recompensador fazer alguma diferença na vida de alguém que precisa, mesmo que pequena, não tem preço” desabafa Maria. 

É admirável que um dos objetivos do NAU seja ecoar na camada social de baixa renda para induzir a arquitetura para aqueles que ainda não tem acesso, para isso se envolver com demandas de Vilas, Favelas, Bairros periféricos, ONGs e prefeituras de forma inteiramente gratuita, é uma maneira de democratizar a arquitetura como uma linguagem acessível a todos.

Um dos projetos desempenhados recentemente pelo laboratório, é referente à casa dos moradores da Vila Acaba Mundo, em Belo Horizonte, que trouxeram a demanda pautada na queixa de não possuírem terrenos divididos corretamente, fazendo com que existam restrições de espaço dentro dos lares, e neste projeto o laboratório trabalha junto a comunidade em formas de obter melhorias no quesito de ventilação aos ambientes, tal como evitar mofos e conseguir aproveitamento do espaços das casas.

A reclamação da comunidade é corriqueira, e a muito tempo buscam alternativas para melhorar a vida de todos ali, entretanto neste projeto a Casa da Raquel, Casa do Laerte e Casa da Claudinha, são os lares que fazem parte do planejamento. 

Laerte Gonçalves Pereira, que é um dos moradores atendidos pelo NAU, e afirma que antes do apoio do laboratório, a maioria da vila não teria condições financeiras de arcar com uma consultoria particular de um arquiteto, no qual existiu um trabalho árduo de aceitação por parte da comunidade com relação a ter acesso aos projetos, mas que agora é um sonho coletivo.

“A sensação que resta do apoio é saber que o meu sonho está saindo do papel, e existe, principalmente, uma segurança de que lá na frente minha casa vai estar pronta por causa de um planejamento bem feito”, desabafa.

Segundo ele, boa parte dos moradores se edificam com a parceria, posto que muitos não compreendem sobre projetos arquitetônicos e que às vezes atrasam a obra por falta de conhecimento técnico, mas que o comprometimento dos alunos simplifica muito o entendimento do processo.

“Os alunos vêm com muita boa vontade de ouvir as nossas dificuldades, nos mostram a planta e nisso acabamos compreendemos mais sobre projetos e até mesmo sobre obra, por isso é importantíssimo entendermos que é necessário fazer uma casa com planejamento para que nós não nos percamos em meio à obra”, explica Laerte.

E conclui que o projeto é uma felicidade para todos os moradores que almejavam ver a comunidade mais bonita. 

Escritório EMAU 

O Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (EMAU) é uma agência gerida pelos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, do Centro Universitário Una de Pouso Alegre, que em escalas de unidade habitacional ou da cidade, gerencia projetos que visam a interação entre a universidade e a sociedade.

Com atuação desde novembro de 2020, o papel desempenhado pelo escritório tem como objetivo alinhar o conhecimento acadêmico à realidade da profissão de arquiteto e urbanista, através de assessoria e assistência técnicas voltadas para a população de vulnerabilidade social, sendo o atendimento totalmente gratuito àqueles que buscam a parceria do escritório.

Atualmente, existe autonomia na seleção dos projetos por parte do EMAU, portanto todos os serviços realizados são por demandas levantadas pela comunidade local. Dentre os atendimentos às instituições sem fins lucrativos ou organizações civis como prefeituras, paróquias e escolas, que necessitam de diagnóstico sobre elementos arquitetônicos, podem entrar em contato e solicitar o atendimento. 

Gustavo Reis Machado, que é professor e coordenador do EMAU, acredita que o Escritório Modelo traz um impacto positivo na formação dos alunos como profissionais, cidadãos e como arquitetos transformadores que vão atuar dentro da sociedade sabendo que a sua profissão pode ter um efeito único na vida de vários indivíduos.

“A ideia é que o projeto seja horizontal, sem hierarquias, como professor estou ali para orientá-los. Colaboro sim! Mas a produção é deles. Ali é um ensinando o outro e compartilhando experiências”, explica o professor. 

Para ele, um dos pilares que compõem o EMAU é a solidariedade, sendo uma extensão acadêmica em que o aprendizado está ligado à realidade das pessoas, e que só existe porque a sociedade necessita do atendimento.

“O EMAU é o melhor exemplo de extensão para um curso de Arquitetura e Urbanismo, é muito transformador porque o que faz gerar os projetos e as demandas, é a comunidade local”, complementa. 

A comunidade local tem sido parceira do escritório na troca de experiências, com isso além do planejamento para espaços físicos, há uma maneira de apoiar o bem estar social das pessoas que vivem ali.

Um dos projetos realizados pelo escritório atendeu ao Centro Educacional Infantil Municipal (CEIM) Professora Evangelina Meirelles de Miranda, situado no bairro Cidade Jardim, em Pouso Alegre, que atende alunos de creche, pré-escola e educação especial.

O “Projeto Crescer” trouxe o conceito “Mundo Imaginário da Natureza”, que propôs a revitalização das áreas livres e de convivência dos alunos, realizou um estudo preliminar de cunho pedagógico a fim de entender como ocorre o desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial desta faixa etária visando a melhoria do espaço de brincar, de modo a otimizar o desenvolvimento das crianças. 

Para Ana Lúcia Clemente Gonçalves, que é professora e a atual gestora da escola, a ideia da parceria surgiu com a necessidade de mudar a estrutura do parque (local antigo), sendo uma área atrativa da escola e que precisava de renovação que promovesse a imaginação e a criatividade dos alunos. 

“Foi desenvolvido para atender melhor os estudantes de três a cinco anos e incentivar a exploração do mundo por meio do corpo, aprimorando o motor amplo, através de experiências, ou seja, tendo contato com diversos materiais, texturas, formas e cores”, informa Ana.

Segundo ela, neste momento a escola está passando por uma reforma geral e estão se organizando para colocar o projeto em prática, assim que ela for concluída. Além disso, expressa que o sentimento em relação a parceria é o de gratidão. 

“Essa parceria só traz benefícios para a comunidade, como a união da comunidade escolar junto com as famílias dos alunos, a interação ainda maior entre os funcionários da escola, e a motivação para sempre querer melhorar os espaços físicos dentro da escola.” desabafa ela.

Neste caso, a arquitetura atuou como peça fundamental no ensino, motivação e inspiração das crianças, e transcende a utilização do espaço como um agente ativo que influencia positivamente aqueles alunos que irão utilizá-lo.

Mayron Tadeu Costa, que é estudante e participa há oito meses do escritório, diz que atuar no projeto para o CEIM foi importante para aprimorar a vivência entre o seu contexto social-econômico, e que não sentiu dificuldade em elaborar o projeto para a escola infantil. 

“Tive pouca dificuldade. Nosso orientador, o professor Gustavo Reis, nos preparou tanto com referências bibliográficas, quanto com ensinamentos a partir de sua experiência profissional. Além disso, contei com auxílio dos meus colegas que foram essenciais para realizar a prática da melhor forma possível”, informou Mayron.

Segundo ele, os projetos desempenhados pelo escritório, além de reconstruir espaços físicos, busca também influenciar aquele que utiliza o espaço, seja na praticidade, na organização espacial ou na sensação do ambiente, e que a arquitetura como resultado estimula o sonho de muitas pessoas. 

 

 

Revisão: Bianca Morais

Edição: Daniela Reis

0 282

Por Keven Souza 

Desde de 2020, devido à pandemia do Coronavírus, com o decreto municipal anunciado pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), uma das medidas adotadas para conter o avanço do Covid-19 na cidade, foi o fechamento do comércio, parques e escolas.  

Com a decisão, diversas instituições de ensino superior se organizaram e se adaptaram para o ambiente digital, com o intuito de manter as atividades e os trabalhos ativos. O ciberespaço foi a solução encontrada para que as aulas continuem a distância. 

Entretanto, o famigerado ensino online, que para alguns pode ser uma tarefa simples, é um desafio para aqueles estudantes que estão em cursos superiores voltados para segmentos mais exatos de atuação, tendo seu foco em habilidades práticas e técnicas específicas, sendo eles os cursos superiores de modalidade tecnólogo. 

Para os alunos do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una, o período é de incerteza, visto que ainda em 2021, estamos em um cenário contínuo de pandemia, e a insegurança da maioria é perceptível , já que o curso é prático, e que trabalha todos os sentidos dos estudantes, principalmente o paladar. 

A preocupação presente acontece por não conseguirem utilizar o laboratório de aprendizagem, que é fornecido para aulas práticas para a absorção de conteúdos, até mesmo com a adaptação do ensino online, dado que algumas demandas são de atividades manuais.

Laboratório de Gastronomia

Cristina Nogueira Moreira, que é estudante do segundo período do curso de Gastronomia, diz que migrar para o ensino remoto não foi difícil, mas que em alguns momentos sentiu falta de interações desempenhadas na cozinha do campus que possui toda a estrutura para desenvolvimento e montagem dos mais variados pratos, incluindo panificação e também bebidas. 

“Sinto muita falta e necessidade de estar nos laboratórios, imaginando como seria estar ali com os professores e colegas de sala tendo aquela troca, que é muito presente na nossa profissão. Juntamente com o sentimento de ‘uau’ por ser um espaço ótimo, mas também de tristeza por conta de não poder usá-lo no momento”, desabafa a estudante. 

Segundo ela, este período atípico de pandemia trouxe não só problemas técnicos com o computador, mas também o receio da experiência no curso não ser completa, já que no presencial haveria prova dos pratos, absorção de críticas construtivas e criação de novas receitas tendo auxílio físico dos professores e também dos colegas.

Mas, está confiante de que o mais próximo possível aconteça o retorno presencial. 

“Há confiança em quem está me ensinando, o fato de que ainda vamos ter todas as aulas presencialmente… amenizou essa sensação “, completa Cristina. 

Atividade prática para além do laboratório 

A Una, percebe que continuar o sonho dos estudantes, mesmo que de forma remota, é essencial para a qualidade na formação dos alunos, por isso, aproximá-los do Laboratório de Gastronomia, é uma maneira imprescindível de fortalecer o aprendizado e a relação instituição/aluno. 

Pensando nisso, a universidade iniciou no mês de Maio, uma alternativa que possibilita tarefas práticas no ambiente domiciliar, de forma segura e eficaz e para os discentes. 

A proposta é a distribuição de kits para os alunos(com que diversos insumos alimentícios, como itens folhosos, frescos e carnes) que acontece semanalmente como forma de praticar desde o preparo de alimentos e bebidas, até mesmo a união de ingredientes de modo que se tornem resultados mais elaborados remotamente. 

A produção dos kits varia de acordo com a demanda e os cronogramas de cada Unidade Curricular (UC), mas a equipe técnica do Núcleo de Suporte aos Laboratórios (NSL), liderado por Daniel Sucasas, organiza em média de oitenta a noventa unidades por semana. 

Estão elegíveis a solicitação dos insumos os alunos matriculados em UC’s que possuem conteúdo prático, e a disponibilidade é feita através de inscrição em um link, indicando o interesse em retirar um ou mais kit dependendo de sua grade curricular. As entregas acontecem às quartas-feiras, na unidade  Una João Pinheiro II. Todo esse processo acontece seguindo as normas de segurança contra a Covid-19. 

Na visão do professor de Jornada do curso de Gastronomia, Sinval do Espírito Santo, a proposta é excepcional para que o aluno consiga ter a sensorialidade de criação dos pratos. Ele completa que além da prática com os kits ser um método pedagógico seguro neste momento, é uma forma também dos estudantes gerenciarem os insumos de acordo com as demandas das aulas práticas. 

“A gestão desses insumos é algo que se assemelha muito a um restaurante. Eu como proprietário, e que já trabalhei sendo chef em outros lugares, essa gestão acontece. Tem dia que você recebe os laticínios, o Ceasa e em outro um pequeno produtor”, explica o professor. 

Segundo ele, é uma injeção de ânimo pro curso. Uma oportunidade focada em maior interação nas aulas, e que os problemas comuns que antecedem as preparações dos pratos, agora podem acontecer em seus lares, sem deixar a prática de lado. 

“Vejo isso como algo extremamente positivo, tanto pedagogicamente falando, quanto em termos de logísticas de entender uma realidade grande de que vai ser a profissão deles”, complementa Sinval.

A ideia é ir para além da educação online, é trazer um método diferente de absorção de conteúdo, e também sintetizar os meios possíveis de ter contato com as atividades práticas, sendo no conforto de sua residência sem faltar apoio pedagógico, como já acontece nas aulas remotas pelas plataformas digitais.

E o kit, dentre o cenário, está sendo um sucesso. 

Para Maria Valentina Cássia Oliveira Moreno, que tem 21 anos e é estudante do segundo período do curso de Gastronomia, antes de ter acesso aos insumos era complicado praticar as teorias ensinadas, por isso o fator decisivo para ela foi o aumento no preço dos alimentos, já que a falta de dinheiro complicou na hora da compra dos ingredientes para as aulas.

E com o auxílio dos insumos, hoje, a maioria dos pratos que faz para aprender a técnica, foi após a disponibilidade do kit.

“Para mim os kits melhoram as experiências e ajudam muito! Queria que tivessem começado semestre passado, porque tive uma Unidade Curricular chamada ‘Cozinha Brasileira’, e gostaria muito de ter feito os pratos”, informou Maria.

Resultado gera parceria entre a universidade e instituição social

É notável o esforço da gestão em buscar ferramentas e alternativas para minimizar a sobra e desperdício de quaisquer insumos. Por isso, enfatizar que o aluno está tendo uma oportunidade afinca para o seu aperfeiçoamento, é dizer também que, a busca do estudante em participar da tarefa é fundamental para que não haja compras indevidas e um grande número de sobra. 

Entretanto, como todo processo de logística, o Núcleo de Suporte aos Laboratórios (NSL), procura estocar aqueles insumos possíveis de utilização, amparado pelas normas regulamentadoras, mas aqueles que não se enquadram ou se aproxima da data de vencimento, é doado para instituições beneficentes.

E é nessa cooperação em torno de solidariedade e empatia, ocorreu uma possibilidade de parceria, e a Una, neste momento delicado, “abraçou” a Casa de Apoio Chico do Vale.

A Casa de Apoio Chico do Vale, que reside no bairro Ouro Preto, em Belo Horizonte, acolhe pacientes em tratamento médico e acompanhantes, imigrantes e refugiados. O trabalho da instituição tem um impacto social único, posto que através do abrigo, ajudam a comunidade local com doações de Sacolão, com aproveitamento de roupas e outros produtos doados.

É um projeto amplo e favorece em vários setores, inclusive na sustentabilidade ambiental.

“Na realidade, é muito importante esta ação, pois, para realizar este trabalho,só contamos com a colaboração da comunidade civil e de ações como esta”, diz Helienice Natalina Silva, responsável pela instituição, sobre a parceria.

 

Casa de Apoio Chico do Vale 

Rua Aluísio Davis, 10, Ouro Preto – Belo Horizonte/MG
(31) 3418-6219
(31) 99994-6980
casadeapoiochicodovale@gmail.com
*Edção: Daniela Reis

0 161

Por Bianca Morais 

Hoje, 23 de abril, é Dia Nacional da Educação de Surdos. A data especial foi criada para celebrar as lutas e conquistas da comunidade surda na área da educação. No Brasil, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) é referência na área da surdez, desde o ensino a surdos até a sua atuação com ações de inclusão social. 

Conhecida como Libras, a Língua Brasileira de Sinais, é a forma utilizada por pessoas surdas e ouvintes, e está diretamente ligada a movimentos e expressões faciais para ser entendida. 

A Libras foi reconhecida como língua em 2002. Ela possui suas regras, é um conjunto organizado de sons e gestos que um grupo usa para se comunicar, um sistema que tem estruturas, sintaxe, semântica e pragmática próprias e bem definidas. Os sinais substituem as palavras de uma língua de modalidade oral auditiva.

Cada país possui sua própria língua de sinais, em todo o mundo existem mais de 200 línguas de sinais e cada uma tem suas específicas normas.

A história da educação para surdos

A comunicação com as mãos é uma realidade bem antiga, desde o tempo da pré-história, nossos ancestrais utilizavam-se delas para se comunicar. Com a evolução, as mãos passaram a ficar ocupadas com o manuseio de ferramentas para produção de ofícios, e por isso, a conversação passou a ser feita de forma oral, o que acabou por excluir aqueles que não conseguiam escutar.  

Por não conseguirem ouvir também não aprenderam a falar, dessa forma os surdos foram excluídos em vários momentos da história. Na Grécia Antiga, Roma Antiga e na Idade Média, eles perdiam seus direitos, eram considerados seres humanos incompetentes e sem conhecimento. Para a Igreja Católica a alma deles não era imortal, pois não podiam falar os sacramentos. 

Foi apenas na Idade Moderna que apareceu o primeiro professor de surdos, Pedro Ponce de León, um monge beneditino, nascido na Espanha, foi um dos pioneiros na educação dos surdos e mostrou ao mundo que eles eram capazes sim de aprender. 

Anos mais tarde aparece Charles Michel de l’Epée, conhecido como o pai dos surdos, mostrou que os deficientes auditivos eram cidadãos com pleno direitos na sociedade. O francês se dedicou à educação deles com o principal objetivo de poder ensiná-los princípios do cristianismo. Especialistas no assunto, afirmam que ele foi o primeiro a criar um alfabeto de sinais para alfabetizar os surdos e o utilizou para ensinar seus alunos em uma escola criada por ele em 1755.

A língua de sinais francesa, desenvolvida por l’Epée, teve grande influência na criação da brasileira, a libra foi criada por outro francês com base no método de Charles. Ernest Huet, nasceu em uma família nobre na França e teve acesso a uma excelente educação. Aos 12 anos teve sarampo e como consequência da doença perdeu sua audição e entrou para o Instituto Nacional de Surdos de Paris, após anos de envolvimento com os estudos, Huet se tornou professor.

Por seu admirável trabalho na educação de surdos, em 1855, a convite de Dom Pedro II, Ernest Huet veio para o Brasil e trouxe consigo o sistema francês de educação que ajudou a criar a primeira escola para surdos do país. O nomeado Imperial Instituto Nacional de Surdos Mudos, foi fundado no Rio de Janeiro em 1857, e com Huet a frente, educou milhares de surdos. Atualmente a escola criada por Huet, é o conhecido Instituto Nacional de Educação dos Surdos. 

A língua de sinais, desde sua criação, sofreu muitas retaliações, uma vez que antigamente se acreditava na cura da surdez. Para muitos a educação dos surdos deveria ser por meio da oralização, por isso, em 1880, uma conferência internacional de educadores, o Congresso de Milão, determinou a proibição do uso de sinais na educação de surdos na Europa. Em 1911, a escola criada por Huet, decidiu adotar a determinação do Congresso e estabeleceu que o “oralismo puro” deveria ser a única forma de educação dos surdos no país.  

O Congresso de Milão foi considerado uma grande opressão sofrida mundialmente pela comunidade surda, ali eles perderam o direito de se comunicar da forma que desejavam com o uso das línguas gestuais. Aquele congresso foi organizado por um grupo de pessoas que eram contra o uso da língua de sinais e todos ali presentes foram selecionados para garantir que o oralismo vencesse. Esse episódio foi apenas mais um na incansável luta dos surdos contra os preconceitos e a opressão. 

A educação hoje é um direito de todos, porém isso apenas ficou estabelecido na Constituição de 1988. Foi através de muita batalha e ao longo de anos usando a língua de sinais de forma clandestina, que a comunidade surda alcançou essa primeira conquista de inclusão por parte do governo. Posteriormente outros avanços aconteceram por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 e de 2000. A Libra, no entanto, só foi reconhecida como língua em 2002 pela Lei n°10.436 que determinou que:

Art. 1º É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais – Libras e outros recursos de expressão a ela associados.

Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais – Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

A lei também coloca como dever do governo e órgãos públicos apoiar e difundir a libra.

A regulamentação ocorreu em 2005, quando um decreto presidencial incluiu a inserção de Libras como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício dos magistérios médio e superior. 

Segundo o IBGE, no Brasil, existem cerca de 10 milhões de pessoas com surdez. Vale lembrar que a surdez tem graus diferentes sendo eles: leve, moderado, severo e profundo. 

Pensando sempre no lema de transformar o país pela educação, que o Centro Universitário Una, instituição reconhecida por seus projetos de inserção social, conta com Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Inclusão – NAPI, entre os suportes que ele oferece está a inclusão de deficientes auditivos. Conheça o projeto

O NAPI

Em funcionamento desde 2011, o NAPI (Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Inclusão) tem como base o compromisso da Una com a formação integral e humanista de seus estudantes, pautada na visão institucional de acolhimento das pessoas.

O núcleo é um espaço que oferece suporte psicopedagógico de intervenção e prevenção nos processos cognitivos, emocionais, sociais, culturais e pedagógicos do aluno, e atuam sobre os múltiplos fatores que possam intervir em seu desenvolvimento integral e nas questões ligadas à aprendizagem. O NAPI também é o apoio às pessoas com deficiência e/ou com transtornos que afetam o conhecimento, nestes casos, são realizados acompanhamentos periódicos, articulações com setores, professores e coordenadores, que promovem de forma individual de acordo com as necessidades de cada sujeito.

Através de estudos, os membros do NAPI entendem as demandas e necessidades por parte dos alunos e oferecem suporte para a superação dessas dificuldades para que o estudante possa ter um melhor aproveitamento acadêmico e equidade no quesito ensino-aprendizagem, tudo isso leva em consideração o histórico do estudante e as variáveis pessoais, curriculares e organizacionais. 

Em busca de uma inclusão para os alunos com deficiência auditiva, o núcleo fornece o AEE – Atendimento Educacional Especializado, com acompanhamento de intérpretes diretamente aos alunos em sala de aula. Como vimos até aqui, durante toda sua trajetória dentro do sistema de educação, os surdos sempre sofreram um abandono, a Una então cumpre seu papel como instituição de ensino ao inserir esse público, disponibilizando o profissional tradutor intérprete nas aulas, palestras, vídeos institucionais e em qualquer outro espaço que o aluno demandar dentro da instituição, como biblioteca, coordenação de cursos e áreas de atendimento ao aluno.

Além disso, a Una oferece a disciplina de LIBRAS em cursos de licenciatura e de forma optativa nos cursos de bacharelado e tecnólogos, e o NAPI oferta cursos de extensão de LIBRAS para colaboradores, estudantes e comunidade em geral.

Welder Rodrigo, é líder do Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Inclusão e acredita muito no compromisso que o lugar promove. “O NAPI já proporcionou a inúmeros alunos a alcançar seus projetos de vida, o grande sonho de uma graduação ou uma nova profissão, por meio dos acolhimentos, oficinas e os atendimentos educacionais especializados a estudantes com ou não deficiência”, diz ele. 

Fora o núcleo, o NAPI possui um projeto mensal chamado “NAPI Olhares Múltiplos” que tem como objetivo discutir, em forma de seminário, assuntos tanto relacionados à UNA como presentes na sociedade. Normalmente esses eventos são amplamente divulgados dentro da universidade e abertos à comunidade. Nos últimos dois seminários foram discutidos os temas “O protagonismo do estudante Autista, Down e Surdo no ensino superior” e “Discriminação Racial”, ambos com bastante engajamento.

Recentemente o núcleo também passou a oferecer oficinas com o objetivo de aprimorar os conhecimentos dos alunos. Essas oficinas são discussões abertas sobre métodos de estudos, como gerenciar o tempo, oratória e estilos de aprendizagem, é uma troca de conhecimentos e técnicas entre os próprios alunos e o NAPI. 

Os atendimentos do NAPI são realizados com hora marcada individualmente ou em grupos. Durante a  pandemia, porém, esses encontros presenciais foram suspensos, o recurso das aulas online fez com que o núcleo precisasse se adaptar e desenvolver novos métodos de atendimentos para que mesmo de longe pudessem oferecer uma assistência de qualidade. Durante as aulas, os acompanhamentos continuam, mesmo que através de mensagens para a compreensão do aluno. Os demais auxílios, como organização de cronograma, é marcado um horário na semana para uma conversa e fazer o acompanhamento psicopedagógico. O núcleo entra em contato com alguns desses alunos após algum tempo de ajuda para acompanhar como foi para eles essa experiência.

O NAPI oferece ao estudante da Una um espaço de escuta e acolhimento, ele ajuda a promover a elevação da autoestima, da autoconfiança e maturidade do aluno, necessárias ao seu desenvolvimento acadêmico, buscando despertar o potencial motivacional, criativo e cooperativo dos mesmos.

Os intérpretes 

 

maria Evaristo – interprete de libras

Marina Evaristo dos Santos, 30 anos, é intérprete no NAPI – Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Inclusão, em entrevista ao Jornal Contramão compartilhou um pouco de sua experiência e vivência na área. 

  • Qual o papel de um intérprete na educação dos surdos?

O papel do intérprete na educação dos estudantes surdos é mediar a informação entre o professor e o aluno. Auxiliar na tradução dos textos na língua portuguesa para LIBRAS. A primeira língua dos surdos é a língua de sinais e a segunda língua é o português em sua modalidade escrita.

  •  Quais as principais dificuldades da inclusão de pessoas surdas nas universidades? 

 – A ausência de materiais adaptados para os estudantes surdos,

 – Escrita acadêmica ( a primeira língua do sujeito surdo é a Libras e o português em sua modalidade escrita como segunda língua. O letramento acadêmico que envolve os gêneros secundários (trabalhos de conclusão de curso, relatórios, provas, livros didáticos) são mais difíceis para os surdos por não possuir uma adaptação em Libras,pensando o intérprete como tecnologia assistiva.

 – Normalmente os TILS ( Tradutor/intérprete de Língua de Sinais) não são formados na área em que o estudante surdo estuda.

  • Qual o maior desafio para a educação de surdos?

 O maior desafio na educação dos estudantes surdos é a inclusão linguística dentro da sala de aula, na maioria das vezes os estudante surdo necessita do intérprete para ser incluído. É preciso que as instituições de ensino promovam cursos de Libras para os funcionários ouvintes, para que os estudantes surdos sejam incluídos linguísticamente.

  •  Qual a importância que você como intérprete enxerga na educação de surdos?

O profissional intérprete de Libras é importante para a inclusão linguística dos estudantes surdos, ele é o mediador entre o estudante surdo, os professores e também os colegas de sala.  

  • Quais medidas você acha que poderiam ser tomadas para uma maior inclusão dos surdos no meio acadêmico?

– Poderiam ampliar a acessibilidade em Libras dos materiais didáticos

– Promover cursos de Libras para o público interno e externo da faculdade

– Aulas com recursos visuais para facilitar a compreensão dos conteúdos

  • Sobre o NAPI – Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Inclusão, qual a importância de um núcleo como esse em uma faculdade para o público com deficiência auditiva?

O NAPI é muito importante na inclusão dos estudantes surdos, porque  o NAPI oferece o intérprete de Libras para estudantes surdos que são usuários da língua de sinais e também o intérprete repetidor para estudantes surdos que são usuários da leitura labial.O NAPI oferece cursos de Libras para alunos, professores e os demais funcionários, promovendo assim a inclusão linguística para estudantes e funcionários surdos.     

Nesse dia tão importante de reconhecimento pelos surdos que ao longo da história correram atrás de reconhecimento e aceitação pelo direito de ensinar e aprender, é relevante ressaltar que muitos surdos ainda não têm acesso à educação, muitos até pelo medo do desconhecido. Muitos pais deixam de levar seus filhos com deficiência auditiva à escola, por se sentirem inseguros sobre a inserção dos seus filhos nelas, e muitas vezes até porque essas escolas não oferecem a estrutura adequada para os receberem. 

São muitos anos de luta que ainda não acabaram, é necessário mudança e é indispensável que seja para agora, a inclusão educacional de pessoas com surdez pede pressa, pois essas pessoas não podem mais esperar. Educação para todos, e para agora.

 

*Edição: Daniela Reis

0 167

  Por Bianca Morais 

Hoje a série especial do sexagenário do Centro Universitário apresenta a Clínica Integrada de Atenção à Saúde, que é um projeto da instituição que oferece ao aluno a oportunidade de ampliar o aprendizado através de serviços importantes à comunidade, dando assistência estética, farmacêutica, nutricional e psicológica.Os estudantes dos cursos, sob orientação e acompanhamento dos professores, prestam em forma de estágio, atendimentos gratuitos para a população carente e aos alunos e colaboradores da Una e do Grupo Ânima. 

Projetos como esse são de suma importância para o aprendizado dos alunos, pois contribuem para a formação, além de oferecer gratuitamente serviços à comunidade local, exercendo prática na assistência aos indivíduos e em contato direto com o  mercado de trabalho. 

 Devido à pandemia, atualmente alguns desses atendimentos têm sido de modo remoto, e pela primeira vez, está recebendo pacientes de outros estados e países. Para a comunidade essa experiência tem sido uma oportunidade ímpar de manter os cuidados com a saúde e tratar de certas enfermidades sem precisar correr o risco de quebrar o isolamento social e se contaminar com o COVID-19. Para os acadêmicos, uma vantagem para a prática do atendimento ao paciente de forma individual e coletiva.

Atendimento Estético

A Clínica de Estética oferece atendimentos faciais, como limpeza de pele, revitalização, tratamentos específicos de manchas, acne e cicatrizes, rejuvenescimento e drenagem facial. Já a carta de atendimentos corporais, inclui: massagem modeladora e relaxante, drenagem linfática, tratamentos específicos para gordura localizada, celulite, flacidez e estria. Todos esses tratamentos são realizados mediante uma anamnese (entrevista ao paciente) e adequação de procedimentos para cada disfunção estética de forma individualizada em cada paciente.

Os atendimentos são oferecidos pelos alunos do curso de Estética, com alunos a partir do 2° período, a todos aqueles que queiram cuidar mais da sua saúde, realçar sua beleza e aumentar sua autoestima. Os tratamentos oferecidos tem um custo simbólico de R$10,00 por atendimento e em média, quando funcionando, são realizados 450 atendimentos a cada 50 pacientes ao longo de um semestre.

Com os atendimentos realizados na clínica de estética, o aluno entende como é feito a avaliação e o plano de tratamento para cada disfunção, podendo ser facial e/ou corporal, ele aprende a habilidade de trabalhar em equipe, a realizar a gestão do seu tempo e se capacitar para ser um profissional de excelência.

Durante a pandemia os atendimentos da área de estética foram suspensos, porém em breve, com segurança, irão retornar. 

Atendimento Farmácia

A Clínica Escola de Farmácia possui como base o cuidado farmacêutico centrado no paciente de forma humanizada, e apresenta-se como uma importante prática clínica, capaz de atender às necessidades do indivíduo com relação à terapia farmacológica e não farmacológica.

Alunos, a partir do sétimo período, já podem colocar em prática o que foi trabalhado em sala de aula. A clínica também abre vagas para alunos ouvintes, o que possibilita ao acadêmico experimentar a rotina desta área desde o primeiro período do curso.

Na clínica os alunos acompanham a preceptora em atendimentos reais a pacientes, discutindo conjuntamente quais as melhores condutas a serem tomadas. Entre os conteúdos abordados estão: a comunicação na condução de entrevistas e na interação com os demais profissionais de saúde; o desenvolvimento de empatia e atendimento humanizado, as estratégias para interpretação de dados clínicos, fundamentais para a tomada de decisão; intervenção e contribuição na prescrição médica para a obtenção de resultados clínicos positivos, melhorando a qualidade de vida dos pacientes; a prescrição farmacêutica e a construção de registros. Durante o estágio, o foco é buscar a utilização correta e segura dos medicamentos, sempre atentos aos aspectos éticos e legais pertinentes à prática. 

Durante a pandemia, os atendimentos funcionaram por teleatendimento por meio do Programa Núcleo de Atenção à Saúde do Idoso em conjunto com os acadêmicos do curso de medicina até 2020/2. Entretanto, no momento estão suspensos. 

Atendimento nutrição: 

Os acadêmicos de nutrição atuam no campo de Nutrição Social e Clínica, os futuros nutricionistas ganham vasta experiência prática na assistência e educação nutricional a indivíduos sadios ou enfermos. 

Na área da nutrição a Clínica oferece dois tipos de suporte:

  • Grupos operativos: acontecem uma vez por semana de 11h às 12h, com duração de 40 minutos. Os acadêmicos de Nutrição trazem uma informação a respeito do assunto do grupo e os presentes têm a oportunidade de tirar dúvidas, compartilhar experiências do tratamento e pegar orientações gerais.
  • Atendimentos individuais: acontecem quatro vezes por semana: Quarta e sexta-feira de 9h até 11h. Quarta e Quinta-feira de 19h30 às 21h30. Atendimentos individuais dos acadêmicos com supervisão posterior ao atendimento. Duração de cerca de 50 minutos cada consulta. O paciente recebe no prazo de uma semana o plano alimentar individualizado na consulta de retorno.

Para entrar como aluno ouvinte durante os grupos operativos, os estudantes podem se inscrever a partir do primeiro período, já para o estágio área 1 e clínico são aceitos a partir do sétimo. Todo o atendimento realizado pelos estagiários é regulamentado pelo CFN (Conselho Federal de Nutrição).

Atendimento Psicologia:

Em todos os cursos de psicologia é obrigatório que se tenha uma clínica onde os alunos possam exercitar a prática do atendimento. A partir da metade do curso, eles começam a ter essa experiência na Clínica Integrada de Atenção à Saúde. 

A clínica oferece atendimento gratuito em várias modalidades da psicologia e vai crescendo em complexidade de acordo com o período em que o aluno está. 

 

  • Estágio inicial: Nele o aluno acolhe a pessoa que chega, faz a primeira entrevista, consulta o professor, e juntos eles discutem o caso e depois o aluno retorna ao paciente para dar algumas diretrizes e indicações.

 

  • Estágio avaliação psicológica: Nesse caso, alunos entrem o 9° e 10° período fazem psicoterapia individual, pegam um paciente e ficam com ele por um tempo, aproximadamente um ano e fazem uma análise aprofundada do seu problema. Por exemplo, uma criança que chega com dificuldade escolar e é necessário entender o que está causando este problema, um fator cognitivo, um fator pedagógico, um fator familiar, entre outros.

A clínica de psicologia atende crianças, adolescentes, adultos e idosos. Eles contam com muitas parcerias com hospitais, ministério público e empresas. A demanda sempre foi alta, e principalmente nesse momento de pandemia onde a saúde mental está muito fragilizada, a clínica tem sido muito procurada, todos os alunos estão atendendo, uma média de 300 consultas por mês.

Além de oferecer muitos serviços gratuitos ou de baixo custo de excelente qualidade, quem precisa de ajuda encontra filas de espera bem menores do que as do SUS ou clínicas particulares. Com a iniciativa da Clínica, a Una pensa não somente na boa formação de seus alunos como também na sociedade, ressaltando sempre seu lema de Transformar o país pela educação. 

A Clínica ajuda os alunos a colocarem em prática os ensinamentos obtidos em sala de aula, entender como funciona a dinâmica dos atendimentos e desenvolver habilidades essenciais do profissional do futuro, como por exemplo, saber negociar e tomar decisões, saber resolver problemas, ter inteligência emocional, ser criativo e o mais importante, saber liderar e gerir pessoas.

Para atendimentos em período de isolamento social entre em contato via WhatsApp nos números abaixo:

Nutrição: 9 9535-8711
Psicologia: 9 7137-1050

Os atendimentos das demais áreas estão condicionados ao retorno a presencialiadade.

 

*A matéria contou com a participação dos preceptores e coordenador das clínicas

Leticia Luiza, preceptora estética

Cintia Gomes, preceptora farmácia

Júnea Pires, preceptora nutrição

Alexandre Campos, coordenador da clínica de psicologia

 

Edição: Daniela Reis