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Por Daniela Reis 

O TBT de hoje relembra acidente aéreo ocorrido nos Estados Unidos, no dia 3 de fevereiro de 1959, que resultou na morte dos músicos Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper, além do piloto Roger Peterson. Este dia seria definido posteriormente por Don McLean, em sua canção American Pie, como “o dia em que a música morreu”.

Buddy Holly, Ritchie Valens e J. P. “The Big Bopper” Richardson, considerados grandes nomes  do rock and roll global na época, faleceram e deixaram uma legião de fãs.

O Acidente

No dia 3 de fevereiro de 1959, estavam no avião monomotor, modelo Beechcraft Bonanza B35: Buddy Holly, Ritchie Valens, Big Bopper e o piloto Roger Peterson. Os músicos estavam na turnê The Winter Dance Party, voltada apenas para o centro-oeste dos Estados Unidos, e iria cobrir 24 cidades dessa região durante três semanas. Após uma série de divergências entre os organizadores, o trio deixou de seguir o trajeto de ônibus e passou a considerar um avião para transporte, já que o inverno estava rigoroso e os musicistas estavam em condições precárias, por conta da estrutura feita para seguir por terra não estar preparada para o frio. Holly e mais dois outros companheiros de banda iriam viajar inicialmente na aeronave, mas ambos cederam os lugares para Bopper e Valens, com destino para Fargo, na Dakota do Norte. Infelizmente, por falha humana e os obstáculos do clima, Peterson estava sem visão e pensou que estava com o veículo nas alturas, enquanto, na verdade, estava caindo.

Tempos de luto para o Rock 

A notícia da tragédia caiu como uma bomba, especialmente porque o rock já estava sofrendo perdas: em 1957 Little Richard abandonou a carreira musical e virou pastor. No ano seguinte, Jerry Lee Lewis se envolveu em um escândalo ao casar com sua prima de 13 anos e Elvis Presley foi convocado pelo serviço militar.

Quando o acidente tirou a vida de Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper, foi como se o rock tivesse morrido também.

A história do acidente aéreo é retratada no filme “La Bamba” (1987), e também lembrada na canção “American Pie” (1971), de Don McLean, que “batizou” esse dia como “O Dia em Que a Música Morreu”.

Os artistas

Buddy Holly (Charles Hardin Holley)

Nasceu no dia 7 de setembro de 1936, em Lubbock, Texas. O artista é conhecido por ser um dos pais do rock and holl, não só por ter extremo talento para inovar o gênero musical, mas também pela influência que exercia aos futuros aspirantes ao estilo na época. Em uma das apresentações do músico pela Inglaterra, os jovens Paul McCartney (Beatles) e Mick Jagger (The Rolling Stones) assistiram a genialidade de Holly, e em futuras entrevistas ambos afirmaram que o guitarrista era uma de suas maiores referências.

The Big Bopper (Jiles Perry Richardson Jr)

Nasceu no dia 24 de outubro de 1936, em Sabine Pass, Texas. Bopper não só era um grande cantor, mas também um fantástico compositor. Dentre os grandes feitos na carreira de Richardson, estão as composições “White Lightning” e “Chantilly Lace”. A primeira, inclusive, foi a primeira canção que forneceu o primeiro lugar em rankings internacionais do cantor George Jones – este que Big Bopper foi um grande colaborador.

Ritchie Valens (Richard Steven Valenzuela)

Nasceu no dia 13 de maio de 1941, em Palcoma, Califórnia. O mais novo do trio, Ritchie, com apenas 16 anos, compôs a icônica versão da canção “La Bamba”, que mesclava pop e rock em uma produção autêntica e atemporal. Valens é considerado um dos pioneiros dos subgêneros rock latino e chicano, além de ter influenciado grandes artistas no futuro, como Ramones, Los Lobos e Carlos Santana.

 

 

 

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*Por Bianca Morais

Na última terça-feira, dia 2, completaram-se 25 anos da tragédia que pôs fim a vida de Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio, os eternos Mamonas Assassinas. Grupo que conquistou o Brasil inteiro nos anos 90, com muita música animada e bom humor.

A banda

Mamonas Assassinas foi uma banda brasileira de rock cômico, que nasceu em Guarulhos (SP) no ano de 1989. Em julho de 1995, foi lançado o único álbum da banda com grandes sucessos como: Pelados em Santos, Robocop Gay, Vira-Vira, entre outros. O disco fez tanto sucesso que alcançou recorde de vendas logo no seu primeiro dia, em 12 horas foram vendidos 25 mil cópias, foi o disco de estréia mais bem vendido da música brasileira. E superou com os três milhões de cópias vendidas. 

Após o lançamento do cd, os artistas saíram em turnê pelo Brasil, percorreram 25 dos 27 estados e chegaram a fazer oito shows por semana. Apresentavam-se sempre em programas de televisão,  por onde quer que passavam Mamonas Assassinas levava o público à loucura.

O acidente

Foram sete meses de muito sucesso e muitas expectativas de um futuro promissor. Se em um ano eles fizeram tanto, imagina se tivessem tido mais tempo? Porém no dia 2 de março de 1996, o sonho desses jovens foi interrompido de maneira cruel.

Após uma apresentação memorável no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o grupo embarcou por volta das 21h35 no jatinho Learjet com destino a Guarulhos, São Paulo. Por volta das 23h15, o piloto fez o último contato com a torre de controle, avisou que iria arremeter mas não explicou muito bem o motivo. Depois disso o jatinho não foi mais visto.

Os destroços do avião foram encontrados no dia 3 de março, na Serra da Cantareira, onde ele se chocou contra e ocasionou a morte de todos a bordo. Na época a culpa recaiu sobre o piloto, por ter feito uma manobra arriscada. Ele estava em uma jornada de trabalho excessiva, havia feito 16h30, sendo que o máximo permitido eram 11h de voo. A fadiga pode ter sido o motivo dele ter feito a manobra errada, a torre orientou que ele fizesse uma curva à direita ao arremeter e ele virou à esquerda. Porém outros fatores ainda entram no caso, como as condições meteorológicas do dia.

A passagem dos Mamonas Assassinas foi rápida mas de muito sucesso. Até hoje, mais de duas décadas após o acidente, suas músicas ainda são relembradas por muitos.

 

**Revisão: Italo Charles

***Edição: Daniela Reis