Tags Posts tagged with "arquitetura"

arquitetura

0 268

Conheça o Núcleo de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Una

Por: Italo Charles

Arquitetura é transformar, criar, construir e modificar através de um ambiente de concepção de ideias e projetos. Dessa forma, hoje, apresentamos a você o NAU, Núcleo de Arquitetura, Urbanismo e Interiores do Centro Universitário Una.

Fundado em 2014, o NAU se tornou um escritório modelo que atua de forma híbrida, com ações que buscam principalmente estimular a Arquitetura Social, além de se manter constantemente como um apoio aos alunos, professores e aos serviços administrativos nas áreas de arquitetura, urbanismo e design de Interiores na UNA.

Atualmente, a equipe é formada pela líder Ana Karolina de Oliveira Carvalho (Arquiteta e Urbanista formada pela Una com MBA em Gestão Estratégica de Projetos), pela estagiária Maria Luiza Azevedo e o estagiário  Marcos Vinicius Brito – ambos do oitavo período do curso de Arquitetura e Urbanismo.

Como forma de ampliar o conhecimento e estimular o contato do laboratório com os alunos, o NAU oferece oficinas e eventos que objetivam o aperfeiçoamento das técnicas adquiridas durante os cursos (arquitetura e urbanismo e design de interiores),e através do instagram do laboratório são publicados conteúdos que funcionam de forma a compartilhar conhecimento, inspirar e agregar valor aos trabalhos produzidos.

Além do contato praticado entre o laboratório e a instituição – revisão de layout e planejamento de espaços, acontece também a prestação de serviços para a comunidade externa. A partir da Lei de Assistência Técnica, que se configura na promoção da Arquitetura Social para famílias com renda de até três salários mínimos, ocorre a atuação do lab, sendo na elaboração de projetos de reforma, regularização e construção de casas unifamiliares.

O NAU atualmente está envolvido nos seguintes projetos: Reforma do Playground da praça Duque de Caxias – Belo Horizonte/Mg, revitalização da praça Maria do Rosário em Rio Piracicaba/Mg, projeto da Casa do Gilmar e da Casa do Luciano, moradores da Vila Acaba Mundo – Belo Horizonte/Mg, projeto do espaço para Pré-Vestibular na Vila Acaba Mundo. 

Com a palavra, a líder

“O diferencial do NAU é o contato direto com a comunidade externa, nós atendemos demandas de Vilas, Favelas, Bairros periféricos, ONGs e prefeituras de forma gratuita disseminando arquitetura com uma linguagem acessível para a Região Metropolitana de BH e alguns interiores. Além de proporcionar toda essa vivência para nossos alunos colaboradores.

O Laboratório trabalha de forma a sempre incluir o aluno nos projetos que estão sendo desenvolvidos, trabalhando em conjunto com a equipe docente a fim de apoiar às necessidades do curso e fornecer nossos serviços com qualidade e sensibilidade para a comunidade interna e externa à instituição” – Ana Karolina de Oliveira Carvalho

Fique por dentro

Para conhecer um pouco mais sobre a atuação do laboratório de arquitetura, urbanismo e interiores acompanhe pelo Instagram @nau.una

Lá você vai conhecer mais sobre os projetos e ações que o laboratório oferece, além de curtir várias dicas para se inspirar.

 

O Laboratório Ecossistêmico Interdisciplinar de Aprendizagem, conhecido como LEIA, inaugurou seu primeiro espaço comunitário na cidade de Belo Horizonte. Durante a tarde do dia 29, alunos, professores e idealizadores do projeto abriram as portas para apresentá-lo à comunidade. O local, o terraço de um prédio, está localizado na avenida João Pinheiro, nº 580, região centro-sul da capital.

Integrando quatro cursos do Centro Universitário UNA, o LEIA foi criado para o desenvolvimento de hortas urbanas e a reinvenção dos espaços da cidade. Os alunos da Arquitetura foram os responsáveis em elaborar os projetos das hortas. O principal objetivo foi a criação de um modelo funcional e compacto, que seja viável e sustentável para a sua implementação em espaços do cotidiano.

Fotografia: Lucas D’Ambrosio.
Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Membros dos cursos de Biologia e Nutrição dedicaram os trabalhos para desenvolver técnicas de plantio e cultivo das espécies utilizadas nas hortas. Além disso, participaram com a indicação de métodos de manutenção da compostagem adequada para o plantio. Por fim, o curso da Gastronomia ofereceu os seus alunos para auxiliar no plantio, na colheita e na utilização dos alimentos produzidos pelas hortas urbanas do projeto, na elaboração de pratos e receitas.

Interação de disciplinas: a gênese do LEIA

A professora do curso de Arquitetura e Urbanismo, Luiza Franco é uma das coordenadoras do projeto. Ela explica que uma das razões que a motivou foi levar, para fora da sala de aula, os alunos de Arquitetura. “Eles fazem muitos projetos, mas a gente não coloca na prática, literalmente não coloca a mão na massa e a arquitetura é um meio de construir”, explica.

Para ela, a interação com outros cursos foi fundamental, “A UNA tinha um projeto de hortas urbanas, mas de fazer o mapeamento delas, pela cidade. Houve o convite para a Gastronomia, e eles sentiram que outras disciplinas também poderiam agregar. É preciso conhecimento amplo, a horta em si, necessita do conhecimento em diferentes áreas. Como convidada da Arquitetura, eu topei na hora”, ressalta.

A professora Luiza Franco destaca a importância da integração entre diferentes disciplinas que formam o projeto LEIA. Na foto, ela mostra o trabalho realizado pelos alunos do curso de Moda. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Rosilene Campolina, professora do curso de Gastronomia, é também uma das idealizadoras e coordenadoras do projeto. Compolina destaca que o espaço é aberto à comunidade, “É extremamente importante fixar isso. É um projeto de extensão que nós queremos disseminar essas práticas, aprendidas aqui e que a gente possa levar e externalizar esse conceito para atrair a comunidade. Que isso possa se tornar prática nas escolas, no seu condomínio, na sua casa, na sua empresa, no seu escritório, onde quer que você esteja”, finaliza.

Rosilene Campolina, professora e coordenadora do projeto LEIA. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Projetos, histórias e oportunidades

Durante o evento, os alunos do curso de Gastronomia participaram de uma feira apresentando e comercializando pratos que foram elaborados ao longo do semestre. Além da feira culinária, as hortas que foram desenvolvidas pelos alunos de Arquitetura também estavam expostas para o público visitante. Além de conhecer o projeto de cada um dos grupos, quem visitava a feira poderia participar de um concurso para eleger o melhor prato e o melhor projeto de horta.

Fotografia: Lucas D’Ambrosio.
Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

O aluno da Arquitetura, Samuel Morais, 22 anos, era um dos expositores do evento e defende que a cidade pode trazer elementos que pertencem ao campo. Acredita que o cultivo pode ser algo renovável e possibilita na criação e produção pela população, do seu próprio alimento. “O desenvolvimento do LEIA é isso: criar hortas urbanas que possam ser utilizadas no meio urbano. Hortas que possam estar em apartamentos, casas e até mesmo com a interação da família, inseridas em escolas”, ressalta.

O projeto desenvolvido pelo grupo do estudante se chama “Horta Bambulê”. Ela foi criada e pensada para ser utilizada em ambientes escolares. Para Morais, é algo que pode despertar o interesse dos alunos, desde o ensino fundamental até o ensino médio. Ele destaca, também, a utilização de materiais sustentáveis, como o bambu e latas de alumínio. “É muito fácil de ser encontrado e a utilização de latas de qualquer tipo, no caso, para a plantação, incentiva a reciclagem dentro de casa”, destaca.

O aluno do curso de Arquitetura, Samuel Morais, apresenta o projeto de horta “Bambulê”.

Além de recepcionar os projetos acadêmicos, o espaço também abriga campanhas de conscientização ambiental e sustentável. Sentado em uma mesa coberta com latas de refrigerante e ferramentas, Damião Moisés, também estava presente no evento. O artesão de 42 anos representa a conhecida “criatividade do povo brasileiro”. Convidado para participar da inauguração do espaço LEIA o senhor, de mãos firmes e olhar atento, se concentrava na criação de suas peças.

Cortando e moldando as latas de alumínio, ele conta sobre o seu ofício. “O que faço é aproveitar as latinhas. A maioria delas a gente pega nas ruas. Eu vim da ASMARE (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis de Belo Horizonte) e há dez anos eu trabalho com a reutilização de materiais que possam ser reciclados”, conta.

Fotografia: Lucas D’Ambrosio.
O artesão Damião Josué trabalha na coleta de materiais recicláveis para a realização de seus trabalhos artesanais. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

No final de todo o processo, Moisés mostra o resultado final do seu esforço: depois de trinta minutos produzindo uma peça, a latinha que seria destinada para o lixo se transforma em uma coleção de peças decorativas. Conforme a criatividade do mestre artesão, as latas se moldam em panelas de pressão, bules de café e regadores de hortas e jardins, que são comercializados individualmente ou por meio de kits.

Reportagem produzida pelos alunos do curso de jornalismo do Centro Universitário UNA: Isabela Carvalho, Ingrid Oliveira, Gabriella Germana, Lucas D’Ambrosio e Thainá Hoehne. 

 

 

 

Foto: Facebook/Casas de Belo Horizonte

Quem anda por Belo Horizonte pode encontrar pelas ruas inúmeras casas e prédios antigos que enfeitam e trazem um ar saudosista à cidade. Em meio às novas construções de aparências modernas e acinzentadas, os velhos prédios resistem – mesmo que, às vezes, sufocados por tanta modernidade – e compõem o cenário da capital.

“Casas de Belo Horizonte” é um projeto ainda em desenvolvimento que tem como objetivo despertar, por meio de fotos, o interesse das pessoas pelas casas antigas da cidade, que representam um grande patrimônio arquitetônico e histórico a ser valorizado. Arquiteto e Fotógrafo, o autor do projeto, que prefere manter sua identidade em sigilo, iniciou as postagens em seu perfil pessoal e ao perceber repercussão positiva, decidiu expandir as publicações para uma página específica do tema.

Foto: Página Casas de Belo Horizonte
Foto: Facebook/Casas de Belo Horizonte

As construções antigas estão por todas as partes de Belo Horizonte, e há décadas criam ligações entre épocas, famílias, pessoas e gerações, por isso, carregam em suas paredes muitas histórias pra contar. Como forma de resgatar as memórias “adormecidas” e despertar o olhar das pessoas para obras que muitas vezes passam despercebidas, a página – que funciona também como espaço para identificar essas casas – publica junto às fotos um breve relato sobre a origem e funcionamento das construções, que em alguns casos chegam a ultrapassar um século de idade. “Há alguns casos de leitores que apresentam algum vínculo familiar ou pessoal com a história das casas, o que é muito positivo”, relata o responsável pela página.

Em apenas uma semana a página alcançou mais de 40 mil acessos no facebook e tem despertado grande interesse do público pelos projetos arquitetônicos da cidade, “O apoio dos leitores superou muito as expectativas iniciais e temos recebido várias mensagens de pessoas interessadas no projeto, bem como indicações e sugestões de residências a serem fotografadas” conta o organizador.

Foto: Facebook/Casas de Belo Horizonte
Foto: Facebook/Casas de Belo Horizonte

“Percebemos que o projeto tem uma boa receptividade e, de acordo com a evolução e interesse na página, pensamos que é possível expandi-lo para outros formatos e mídias complementares.” O “Casas de Belo Horizonte” não conta com nenhum apoio financeiro e não tem vínculo com nenhuma instituição pública ou privada, mas caso a demanda seja crescente, podem procurar parcerias e suporte financeiro.

Por Marina Rezende

Um dos espaços do circuito cultural da Praça da Liberdade,o Museu de Minas e Metal, abre as portas para a Exposição 21×11. As maquetes apresentam as tendências de arquitetura e urbanismo de residências futurísticas.

São 21 projetdsc_2250os criados por 11 arquitetos, entre eles seis brasileiros e cinco estrangeiros. Curioso é que entre os arquitetos brasileiros, cinco são naturais de Minas Gerais e apenas uma arquiteta é de São Paulo. O geólogo Rafael Augusto, esteve na exposição e gostou da escolha dos arquitetos “admiro ainda mais a exposição por valorizar os arquitetos mineiros.”, conta.


As residências projetadas apresentam recursos alternativos para a sustentabilidade como sistema de aquecimento solar, formados por lâmpadas de LED´s, fossa ecológica, reaproveitamento de água, preservação de área permeável do terreno.

Augusto também deu sua opinião sobre a exposição “gosto muito desse estilo contemporâneo mais convencional de fazer casas, embora seja acessível apenas para uma parcela da população. São espaços abertos que aproveitam bem o verde da área e também esse estilo de design de casas de vidro é interessante, pois você pode ver tudo que acontece lá fora.”, comenta.

dsc_2233Mais informações na reportagem a seguir:


Para quem ainda não conhece a exposição, vale a pena conferir. Está aberta ao público, e ficará até o dia 26 de maio. Horário para visitação é de 12h as 18h. Entrada franca.

Por: Andressa Silva

Foto: Vanessa Cristina

Video:

Reportagem: Thaline Araujo

Produção: Andressa Silva e Anelisa Ribeiro

Edição: Vanessa Cog

Imagens:Marcos Oliveira