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A escritora Juliana James conversou com o Contramão e contou sobre a campanha e sua trajetória na literatura infantojuvenil

*Por Filipe Bedendo

Pessoa inquieta, produtora cultural, professora de teatro, pedagoga e escritora. É assim que a mineira Juliana James se define. Para ela, o caminho no mundo das artes surgiu bem cedo, apenas com 6 anos, quando começou as aulas aulas de teatro. Mas foi em 2013 que ela se lançou como escritora com o  livro “Qual a cor da sua vida?”. Desde então, não parou mais de escrever, já são 10 títulos publicados com temas variados que incluem diversidade familiar, inclusão de pessoas com deficiência, empoderamento feminino, e claro, fantasia.

Em março de 2020, Juliana lançou duas novas obras  e  começaria a divulgação dos títulos nas escolas, mas, assim como muitas pessoas, foi pega de surpresa pela pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Sem poder dar aulas de teatro e ao olhar as caixas de livros paradas em casa, a escritora decidiu criar uma campanha na internet a fim de arrecadar fundos e fazer uma boa ação nas instituições públicas de Juiz de Fora e região.

O Contramão conversou com a escritora, que falou mais sobre a campanha e sobre o seu trabalho.

Como surgiu a ideia da campanha? 

No dia 14 de março, lancei dois livros novos na Biblioteca Municipal Murilo Mendes: “Entrei pra família”, que fala de adoção e diversidade familiar, e “A Lua e o Riacho”, que é um livro extremamente poético, cheio de figuras de linguagem. No dia 16 de março tudo parou e  fiquei com esses exemplares em casa. Iria começar um trabalho de ir nas escolas, como eu sempre faço. Mas, com os livros em casa,  sabia que seria difícil vender. Sou professora de  teatro, meus trabalhos pararam e eu precisava encontrar uma forma de sobreviver nesse meio tempo, porque não dá pra ficar dependendo do governo. Foi aí que decidi lançar a campanha. Os livros custavam R$30,00 e R$35,00, eu coloquei todos a R$20,00. E a cada R$20,00 arrecadado, um livro é doado para uma escola pública de Juiz de Fora e região. Vários amigos contribuíram. Divulguei nas redes sociais e no Whatsapp. Já até entreguei no Caic Rocha Pombo, na Zona Norte, no Caic Núbia Pereira e na AMA. Meu objetivo é tentar juntar pelo menos 20 livros para cada escola. 

A quarentena mudou muito a sua rotina de trabalho? Como foi a adaptação?

Sim. 

É muito difícil dar aula de teatro online. Eu trabalho  com crianças, adolescentes e jovens, então, foi um desafio muito grande. Tenho mantido contato com os alunos, a gente tem feito alguns encontros digitais, mas o teatro é uma arte  que precisa do contato, precisa do afeto, de estar junto, ainda mais com crianças. 

Alguns dos seus livros são inspirados em pessoas reais, com problemas reais. Como é o processo de transformar esses assuntos em histórias lúdicas?

Para mim, o processo de escrita acontece de forma bem natural. Escrevo sobre coisas que eu quero defender, coisas que acredito e sobre pessoas que me inspiram. No caso de “Malu”, por exemplo, foi o último livro que escrevi inspirado em uma pessoa real, a Malu tinha um grave problema de saúde. Quando a conheci, a mãe dela me contou sua história  e a ideia veio na minha mente. Acho que cada escritor tem uma linha, cada pessoa escreve de um jeito. É claro que os livros são todos de ficção, alguns são inspirados em pessoas reais mas, mesmo assim, são livros de ficção. Acho que toda pessoa que escreve se inspira em alguém real. Alguma história do passado ou alguém que marcou muito a vida.

“Entrei para a Família” é um livro que abordamos diferentes tipos de família, incluindo casais homoafetivos e filhos adotados. Além deste, outros livros falam sobre deficiências e o papel da mulher na sociedade. Qual é importância de tratar esses temas com as crianças?

“Entrei pra família” é um livro muito bacana. Ele tem um cachorrinho como narrador e ele conta a história de uma garotinha que o adotou, esse é o gancho que faz ele explicar para as crianças o que é adoção. Ele explica que adotar é um ato de amor. Ensina o que está escrito no dicionário mas ele acaba explicando de um jeito mais simples e direto. E ele fala que a famílias são de todas as cores, que têm famílias de várias formações: tem a mãe com o filho, tem o pai com filho, tem família com dois pais, família que têm duas mães e tem família que a criança é criada pela avó, pelo tio ou por um irmão. O importante é o afeto que une as pessoas. Eu acho importante tratar desse tema. 

Tenho alguns amigos que adotaram. Tenho um casal de amigos que têm menininha e um casal de amigas que também têm um garotinho, então, esses amigos acabavam me pedindo para falar sobre isso. Nas minhas andanças de contação de histórias, outras pessoas que conheci me pediram isso. Fiquei com essa ideia na cabeça e então escrevi esse  livro. Coloquei o nome do personagem principal de Anny Eliza, que é o nome de uma garotinha que conheço e foi adotada. É um livro de ficção mas, como sempre, inspirado em pessoas reais que conheço.

Já recebeu alguma mensagem de pais que tiveram resistência aos livros por conta dos assuntos abordados?

Não, nunca. 

Na época que lancei “Céu de Outono”, que fala de empoderamento feminino, tive uma certa resistência por parte das escolas. É um livro que fala de gênero e é bem bacana, com ilustrações lindas. Mas, na época estava uma loucura essa coisa de “Escola Sem Partido” e de não poder falar sobre gênero nas escolas. Então, os diretores estavam com medo de me deixar contar essa história e as crianças entenderem ou levarem para casa de um jeito e alguns pais não aprovarem. Eu vivi isso, um certo temor por parte das instituições em falar sobre o assunto por receio de pais mais conservadores. Mas diretamente nunca me foi encaminhado.

Qual a principal mensagem que você deseja levar passar com os seus livros?

Não tem uma mensagem específica. Eu penso que preciso ajudar de alguma forma. Minha vontade é essa: contribuir para que as crianças se tornem cidadãos críticos e para que não sejam pessoas preconceituosas. Essa é a minha preocupação. Acho que são vários assuntos, vários temas e várias mensagens.

Você tem algum livro que marcou sua infância e te fez querer escrever?

Tenho contato com a leitura e com os livros desde muito cedo. Comecei a fazer teatro com 6 anos e fui apresentada a muitos autores. Tenho enorme gratidão ao teatro, então sou suspeita para falar. “A bruxinha que era boa” e “O Patinho Feio”, me marcaram muito, porque foram as primeiras peças que eu fiz e os primeiros textos que eu decorei. A “Maria Minhoca”, que é um texto incrível da Maria Clara Machado, “Crime Atrás da Porta” e os livros do Pedro Bandeira também. São vários livros que me marcaram, eu poderia fazer uma lista infinita.

O que você considera mais gratificante no trabalho e escritora e contadora de histórias?

Acho que o mais importante para mim e o que me deixa feliz, é que eu sou uma pessoa adulta e trabalho com algo que sou apaixonada desde a minha infância. Eu trabalho com que eu gosto, trabalho com arte, trabalho com teatro e com literatura. E isso me deixa imensamente feliz, apesar de ainda ser muito difícil trabalhar com arte.

 

 

*A entrevista foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis e Italo Charles

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Foto: @fabi_photografia

Por Amanda Gouvêa

Em meio à crise gerada pelo novo coronavírus, ações de apoio às pessoas mais afetadas parecem cada vez mais comuns, e o termo solidariedade tem sido levado a outro patamar. Movimentos sociais e pessoas que já agiam em outras circunstâncias, intensificam suas atuações, e chegam, de forma mais rápida, àqueles que mais precisam.

A instabilidade no país, aliada à Covid-19, levou, no primeiro trimestre deste ano, 1,2 milhões de pessoas ao desemprego, cuja taxa atingiu a marca de 12,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tais números trazem à tona a desigualdade e a crise econômica que já assolava o Brasil. Pessoas em situação de rua, desempregados, trabalhadores informais, microempresários e tantas outras pessoas, sofrem, de forma efetiva, os impactos gerados pela pandemia, que causa perdas em diversos setores e serviços.

A distribuição de alimentos, a fabricação de máscaras e as doações de produtos de higiene pessoal, são ações solidárias, que se multiplicam pelo país, na tentativa de amenizar os impactos gerados pela crise. “Muitas pessoas que pagam aluguel estão sem trabalhar, lutando para sobreviver, com ajuda do próximo”, comenta Luana Moreira, que há quatro anos, atua por meio do Projeto do Bem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O projeto, neste momento, visa garantir o básico às famílias mais carentes, o alimento. Para isso, tem contado com a rede colaborativa e solidária, criada pela situação atual. “Graças a Deus, as pessoas estão mais solidárias, mais preocupados com o outro. Temos visto outros projetos que também entregam cestas básicas”, acrescenta Luana.

Música ao vivo

Além dessas atuações, o que tem tomado as plataformas digitais são as lives, que acumulam grandes números de arrecadações e views, ao unir variados estilos musicais.

Com mais de oito mil shows cancelados ou adiados, em 21 estados brasileiros, segundo dados levantados pelo Data Sim em março, as transmissões têm sido uma forma de conscientização para que as pessoas fiquem em casa. Além disso, servem para divertir o público e levantar doações a instituições e famílias de todo o Brasil.

No ver do músico Felipe Santos, o período de quarentena afetou, diretamente, o setor musical. Com a falta de eventos, fonte principal de quem trabalha no meio, muitos músicos passam por impasses. “Os eventos são nossa fonte de renda. Sem eles, não temos renda. Tentamos organizar outras coisas, mas torcemos para isso passar o mais rápido possível. Precisamos trabalhar”, explica.

O cantor também destaca que aderiu às transmissões ao vivo: “Havíamos feito outras lives pelo Instagram. Tivemos, então, a ideia de fazer algo grande, que pudesse ajudar pessoas. Pretendemos fazer outra, mas ainda não há nada certo. Muitos companheiros de profissão passam necessidade. Músicos não têm como gerar receita sem eventos, e pensamos em fazer algo para auxiliá-los”.

Para o produtor de Felipe, André Mota, a inspiração para a live vem de outros grandes nomes, que fazem, nas telas, há mais de um mês: “Nós nos inspiramos em lives de grandes artistas. Vimos que, na região, muitas pessoas precisavam de ajuda. Resolvemos, então, explorar a boa popularidade do Felipe para fazer um grande projeto beneficente, além do registro de uma grande apresentação, no dia do aniversário da cidade de São José da Lapa”, conta.

https://www.setembroamarelo.org.br/

A cada 40 segundos ocorre uma morte no mundo

No Brasil cerca de 25 pessoas se matam por dia, colocando o país em 8°no ranking de países com maior incidência de suicídios, ultrapassando o número de 12 mil casos por ano. O suicídio é um problema de saúde e causa, no mundo, uma morte a cada 40 segundos. Em 2012, a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou um crescimento de mais de 40% entre brasileiros de 15 a 29 anos, na capital mineira, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde em 2013, foram registrados na capital, 93 óbitos por lesões autoprovocadas.

Com os alarmantes números, em 2014, foi idealizada a campanha Setembro Amarelo pelo Centro de Valorização à Vida (CVV), juntamente com o Centro Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psicologia (ABP) com a intenção de conscientizar e informar os meios de prevenção do suicídio.

O CVV é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica e em 1973, foi reconhecida como de Utilidade Pública Federal, responsável pelo Programa CVV de Valorização da Vida e Prevenção ao suicídio.

A mobilização começou por meios de campanhas de conscientização da população, com palestras em universidades, hospitais, escolas e nas ruas. A campanha ganhou ainda mais visibilidade com a iluminação Cristo Redentor e também no Planalto de Brasília.

Foram criados pontos de apoio nas demais regiões do Brasil, são aproximadamente 2 mil voluntários em 18 postos, que oferecem apoio emocional às pessoas. Os contatos podem ser feitos pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br.

Reportagem: Gabriella Pimentel

Imagens: Amanda Eduarda

Em parceria com a Associação das Prostitutas de Minas Gerais (APROSMIG), a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) realiza a I Semana de Promoção à Saúde das Prostitutas. A campanha é realizada no 3º andar do Shopping UAI e vai até o dia  07 de junho. O objetivo é conscientizar as profissionais do sexo sobre a importância da prevenção contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e melhorar o acesso desse público ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Priscila de Moura Franca, referência técnica em prevenção da Coordenação de DST e AIDS da SMSA explica que a ação visa levar os serviços de vacinação e testagem para mais próximo das prostitutas. “A ideia surgiu em razão da dificuldade que as meninas encontram em sair no seu horário de trabalho e se deslocar até um centro de saúde para realizar os exames”, explica. A campanha também pretende criar um vínculo entre a classe e os centros de saúde. “A medida em que o resultado positivo é encontrado, é feito o encaminhamento aos serviços secundários”, esclarece.

Durante a execução do teste de HIV/AIDS, é realizada a vacinação contra hepatite e gripe. O resultado é divulgado em 30 minutos. Enquanto a verificação é processada, os técnicos oferecem aconselhamento sobre prevenção e orientam as profissionais do sexo acerca dos serviços disponibilizados pela SMSA. Priscila ressalta que do início dos trabalhos até o meio-dia desta quarta-feira 170 pessoas já foram testadas. “O processo está dinâmico, as meninas comparecem aos poucos, não há tumulto e temos testado uma média de 80 mulheres por dia”, avalia.

A APROSMIG se encarregou da divulgação entre as prostitutas nos hotéis. Mônica compareceu e elogiou a campanha: “facilitou por ser mais rápido, o posto é longe e a gente tem que deixar o trabalho”. Outra participante que preferiu não se identificar contou que tomou conhecimento do evento pela televisão. “A campanha é maravilhosa, o meu teste está em dia, mas eu quis comparecer mesmo assim”, declara.

Por: Fernanda Fonseca
Foto: Fernanda Fonseca

Na semana em que é lembrado o dia mundial de luta contra a homofobia, celebrado no dia 17 de maio, grupos que atuam na promoção da liberdade sexual se mobilizam em ações que visam colocar o tema em discussão. O crescente número de manifestações pela promoção de políticas de inclusão e combate ao preconceito reflete o descontentamento de setores da sociedade com o tratamento que tem sido dado à questão pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, presidida pelo deputado Marco Feliciano.

Na sexta-feira, 17, estudantes do Centro Universitário UNA programaram um Beijaço Contra a Homofobia na Praça da Liberdade. O objetivo dos organizadores é mostrar que os casais homossexuais devem ser respeitados em seu direito de manifestar afeto em público, sem medo de sofrer violência. A ideia surgiu durante a execução da campanha Beijos Contra a Intolerância, promovida pelo projeto de extensão Una-se Contra a Homofobia, que contou com a participação dos alunos que estão a frente do Beijaço, marcado para as 18h20. No evento criado no Facebook mais de mil pessoas já confirmaram presença.

Outra ação agendada para amanhã, às 17h, é O Amor Está na Moda que promoverá um desfile de salto alto contra a homofobia. De acordo com informações divulgadas na página do evento no Facebook, trata-se de um gesto coletivo de cidadania: “por ser uma performance colaborativa, durante a ação o público presente poderá subir no salto e desfilar sua atitude sobre a passarela ao ar livre expressando sua indignação contra os atos de homofobia”.

No sábado, 18, a Praça da Liberdade será palco de mais uma manifestação, a partir das 18h30. Antecipando a Parada LGBT de Belo Horizonte, o 1º Encontro Liberdade LGBT BH promete reunir centenas de apoiadores da livre expressão sexual, que se concentrarão em frente ao Coreto.

Por: Fernanda Fonseca

Foto de divulgação do evento

Sábado, 27 de abril, centenas de pessoas prestigiaram a sessão extra de fotografias da campanha Beijos Contra a Intolerância, no laboratório de fotografia Campus Liberdade 2, ICA/UNA, em Lourdes, das 09h30 ao meio-dia e meia. As fotos foram feitas por ordem de chegada e menores de idade só podiam ser fotografados acompanhados de representante legal. O objetivo da campanha é promover e registrar em fotografias as diferentes expressões do amor, sendo que o projeto é encabeçado pelo coordenador dos cursos de Cinema e Moda Júlio Pessoa e pela professora de Jornalismo Multimídia Tatiana Carvalho, apoiados pelo projeto de extensão Una-se contra a homofobia, coordenado pelo professor Roberto Alves Reis.
A professora e coordenadora de Extensão Natália Alves ressalta que a UNA vem incentivando ações de inclusão e debate das diversidades. “A instituição vem mostrando atitudes muito inclusivas como o reconhecimento do nome social e outros movimentos, o apoio a projetos de extensão como o Una-se Contra a Homofobia e o Gloss. Mas essa campanha coroa esses esforços que vem sendo feitos nesses projetos”, declara. Ela salienta a importância da universidade na formação pessoal, pontuando “que a Universidade é o lugar da diversidade, em todas as suas formas, tanto na questão da homofobia, quanto na discussão do racismo e de outras formas de preconceito”.
Repercussão
A campanha foi idealizada a partir da ação dos professores Júlio Pessoa e do psicólogo e coordenador do NUH da UFMG, Marco Aurélio Máximo, que, há duas semanas, tiraram uma foto em preto e branco se beijando com os dizeres coloridos “Só o amor constrói”. A foto foi compartilhada mais de mil vezes no Facebook. A repercussão das imagens inspiraram o coordenador da UNA-SE contra a homofobia e a professora Tatiana Carvalho, também integrante do NUH, a criar uma campanha que abrangesse todo o Instituto de Comunicação e Artes (ICA/UNA). “A educação é o melhor antídoto contra o preconceito”, defende Pessoa. “A campanha reflete o comprometimento do Instituto de Comunicação e Artes e também da UNA com o incentivo aos direitos humanos e, principalmente, aos direitos LGBT”, ressalta Roberto Reis. “O propósito do projeto UNA-SE contra a homofobia é levar a discussão dos direitos LGBT, entendidos como direitos humanos, para os vários campi do centro universitário”, esclarece.
Desde o anúncio da primeira sessão de fotos, agendada para a segunda, 22, mais de 600 pessoas confirmaram presença. Aproximadamente 500 pessoas compareceram às sessões de fotos, entre alunos, professores, e funcionários do ICA/UNA. As fotos foram reunidas em galerias e divulgadas na fanpage, no Facebook, criada para a campanha e recebeu mais de 400 curtidas e 90 compartilhamentos. De acordo com a professora do ICA, Tatiana Carvalho, o sucesso da campanha inspira a criação de novas ações. “Estamos em conversas institucionais para fazer uma ação no dia dezessete de maio, dia internacional de luta contra a homofobia, em que se comemora o dia em que a homossexualidade saiu da lista de doenças da psiquiatria. Queremos fazer alguma coisa. Os alunos já marcaram um ‘beijaço’ na internet, por conta deles”
A repercussão, ao longo da semana nas redes sociais e os pedidos de internautas e pessoas do extramuros do centro universitário para que outra oportunidade marcada, para aqueles que não puderam estar presentes na segunda-feira, motivaram a organização da campanha a cria a Sessão extra” agendada para sábado (27). “A pedidos, sessão extra!!! Vamos continuar mostrando que nosso instituto e todos os nossos amigos e familiares respeitam o amor em todas as suas manifestações. A intenção é mostrar os afetos possíveis entre casais homo e hétero, entre amigos, entre parentes… Vamos participar!”, anuncia e convida o texto de apresentação da sessão extra da campanha, o professor e coordenador dos cursos Publicidade e Propaganda e Relações Públicas Pedro Coutinho demostra o orgulho em trabalhar para uma universidade que promove ações anti-intolerância. “Fico muito orgulhoso de trabalhar em um lugar que dá abertura para projetos como esse ou que ao menos não crie nenhuma barreira para isso. Acredito que as fotos não terão nenhuma repercussão negativa”

Por: Fernanda Fonseca e Gabriel Amorim

Fotos: Una-se Contra Homofobia