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foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press

A crise hídrica que assolou Belo Horizonte em 2015, pode se tornar um medo do passado, é o que garante em entrevista o diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Rômulo Thomaz Perilli. A obra para captação de água no Rio Paraopeba em Brumadinha, Região Metropolitana e que foi inaugurado em dezembro do último ano pode vir a ser a solução para que não seja necessário o racionamento ano que vem.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, Perilli assegurou que as chuvas deste período devem garantir uma melhora significativa do abastecimento para os próximos 20 anos: “Estas chuvas que estão chegando agora permitem a gente dizer o seguinte: que muito antes do que era possível pensar, nós vamos ter os reservatórios extravasando. Então, nós estamos confirmando com essas chuvas agora que não teremos mais racionamento nos próximos 20 anos”.

Ainda segundo informações de Perilli, a captação do Paraopeba assegurou o aumento da água que já estava em abastecimento nos reservatórios que abastecem a região metropolitana de Belo Horizonte. E apesar do volume das chuvas ser menor que a média histórica os números continuam subindo: “Porque nós estamos hoje com 90 milhões de metros cúbicos a mais nos nossos reservatórios do que nós tínhamos no mesmo dia do ano passado. Mesmo se vierem secas, a não ser que sejam secas extraordinárias”, conta Perilli.

O rio hoje está com aproximadamente 80 mil litros por segundo e parte dessa água era direcionada para o mar. Com o sistema de captação é possível garantir 5 mil litros por segundo, o que contribuí para o aumento do volume de água nos reservatórios. O que, também, pode vir a calhar no que diz respeito aos valores nas contas: “Com essa obra já resolvida, nós não temos mais que buscar água com grandes investimentos. Isso vai impactar positivamente a tarifa. E, reduzindo a inadimplência também, todos pagando, o aumento será menor”, explica Perilli.

Por Ana Paula Tinoco/ Fonte: Estado de Minas

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O mapeamento de árvores realizado pela Gestão Ambiental da PBH irá se expandir para as demais regiões da capital. Atualmente, apenas o mapeamento da região centro-sul está concluído. De acordo com a gerente do setor, Márcia Durão, o trabalho considera as o estado de saúde das árvores, a localização e os aspectos da área de vizinhança para consolidar o inventário. “Em breve teremos o mapeamento das zonas leste, oeste, noroeste e centro”, explica.

O mapeamento das árvores de Belo Horizonte está em processo há mais de três anos, porém, somente a região centro-sul possui o inventário mais avançado. Atualmente, foram computadas as informações de 246.500 árvores. “Estamos trabalhando com a estimativa de 450.000. Estão sendo colhidas as informações de árvores em vias públicas e em frente as  propriedades privadas.”, esclarece Mourão.

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Durante os dias 02 e 08 de fevereiro, 31 árvores caíram em decorrência das chuvas fortes provocando danos para proprietários de imóveis e de automóveis em diferentes pontos da Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o especialista em direito público, Leonardo Militão, se o dano for causado somente pela chuva e se a árvore não estava “doente”, a prefeitura não é responsável pelo ocorrido. “Porém, se a perícia que investigar o caso definir que o tronco estava podre ou já tinha qualquer indício que iria cair, a prefeitura é obrigada a ressarcir o cidadão”, explica.

Segundo Márcia Mourão esclarece que há serviços de rotina e manutenção como ações preventivas realizadas pela Gerência Regional de Jardins e Áreas Verdes para acompanhar e monitorar a situação das árvores. “Se houver problemas elas não permanecem. Seis mil árvores são destruídas por ano, devido a riscos”, informa.

Texto: Luna Pontone e Victor Barboza

Foto: Luna Pontone

Prevenção de acidentes de trânsito e afogamentos, são o foco da ação do Corpo de Bombeiros para o feriado de Corpus Christi, a ação teve início hoje, 29, às 14h e término previsto para o dia 2, de junho, mobilizando 700 profissionais, 90 viaturas e dois helicópteros que estrão de prontidão para transporte das vítimas de acidentes graves.

“Estamos em um período de chuvas e é preciso maior atenção do motorista, principalmente nas ultrapassagens.”, alerta o Capitão do Batalhão de Operações Aéreas, Petterson Monteiro. No dia de hoje, já houveram ocorrências de quedas de árvores e acidentes de carros em decorrência da chuva, de acordo com o twitter do Corpo de Bombeiros, 21 ocorrências já foram registradas.

Foram implantados 60 pontos de base nas proximidades de locais com maiores índices de acidentes, na região metropolitana de Belo Horizonte os bombeiros estarão de prontidão na MG 356, BR040, Anel Rodoviário, Rodovia Fernão Dias, BR 262, BR 381, MG 10 e MG 424, segundo o Capitão falhas humanas ainda são responsáveis por grande parte dos acidentes.

No último ano a operação Corpus Christi registrou nas rodovias estaduais um saldo de 6 mortos e 12 feridos , nas rodovias federais foram registrados 11 ocorrências de vítimas fatais e 59 feridos. Para prevenir as ocorrências de afogamento equipes de mergulhadores e salva vidas estarão de prontidão em lagoas e áreas de lazer orientando frequentadores e resgatando possíveis vítimas, que no último anos teve um saldo de 10 vítimas fatais.

Por: Gabriel Amorim e Juliana Costa

Foto: Zênio Souza

O período das chuvas causa preocupação em parte da população de Belo Horizonte, pois causam alagamentos nas ruas da capital e transtornos para a população. Durante esse período, uma das principais reclamações é direcionada para a falta de consciência de alguns, que preferem jogar lixos no chão a usar a tradicional lixeira.

Na última quinta feira, 15, choveram 50 mm, quantidade esperada para todo mês de novembro. Segundo o meteorologista do Tempo Clima da PUC Minas, Heriberto dos Anjos, as regiões que receberam maior volume de chuva foram as Centro-sul e Pampulha: onde choveu equivalente a 80mm, considerada evento extremo. Nas regiões Leste, Nordeste e Venda Nova os números são de 69,4mm; 69,8mm e 55,6mm, respectivamente.

 “O momento em que chuvas, como as que caíram ontem, não podem ser previstas com grande antecedência, talvez com uma hora ou trinta minutos, pois são provocadas pelo aquecimento.”, avalia o meteorologista. Ele também explica que as chuvas acima de 50mm a chuva é considerada moderada forte

O acumulado do mês de novembro já é de 248mm, 9% acima da média do mês que é de 227,31mm, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

A equipe do contramão foi as ruas, para saber da população como ela avalia a rede pluviométrica de Belo Horizonte e buscar opiniões sobre o que o cidadãos acham que deve ser feito, para melhorar o quadro de alagamentos constantes.

 

 Por Ana Carolina Vitorino e Hemerson Morais

Foto Hemerson Morais

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Com uma frota de um milhão e meio de veículos a chegada das chuvas a situação no trânsito de Belo Horizonte tende a se agravar. De acordo com José Aparecido Ribeiro consultor em Assuntos Urbanos e Mobilidade, Presidente fundador da ONG SOS Mobilidade Urbana, o quadro fica mais complicado com a entrada do veículos vindos da região metropolitana, contribuindo com aproximadamente quinhentos mil veículos. Sendo assim BH chega a uma frota de quase dois milhões de veículos automotores, “Nós estamos à beira de um final de ano que vai ser catastrófico para o trânsito, o que era ruim pode ficar pior e não se vê um plano de emergência.”, aponta o consultor.

Os engarrafamentos constantes tem dado muita dor de cabeça à população, que passa horas nas retenções que parecem não ter fim. Haveria uma solução possível? “Nós só ouvimos desculpas, nós não ouvimos alternativas. Deveria ser criada uma comissão de engenharia de tráfego focado em gestão.”, afirma Ribeiro.

De acordo com o especialista, falta para a cidade um melhor gestão para o trânsito da capital. “Quem deveria resolver o problema é quem mais complica, é ausente e quando aparece não resolve, não tem diagnóstico para a situação da cidade, quem gerencia não consegue apresenta-lo.”, ratifica Ribeiro.

Belo Horizonte precisa de obras bem planejadas para que o problema seja resolvido, “Belo Horizonte tem cento e cinquenta gargalos que fazem o trânsito travar. Eles precisam de obras, não de puxadinhos. Viadutos, túneis, trincheiras, elevados obras ousadas que realmente deem fluidez ao transito.”, explica o especialista.

O excesso de semáforos é apontado por ele como um dos grandes vilões do trânsito de corredores como Antônio Carlos e Amazonas. “A Antônio Carlos tem 38 no conjunto entre ela e a Pedro I, é inadmissível que uma via de dezesseis quilômetros tenha essa quantidade de sinais. A Amazonas tem 35 sinais entre a Praça da Estação e o Anel Rodoviário lá na cidade industrial. Belo Horizonte tem uma Via Expressa que não é expressa de fato, porque tem 8 que poderiam ser eliminados facilmente com elevados e passarelas”, explica.

O transporte público não atende a população, isso também agrava a situação. O sistema baseado em locomoção por ônibus. De acordo com seria necessário investir e monotrilho e metrô. Ele ainda diz da desvantagem do BRT que seria a ocupação de uma grande faixa da via o que pode vir a complicar mais ainda o trânsito.

 

Por Hemerson Morais

Foto: Hemerson Morais

Ao longo da Rua da Bahia há uma série de árvores cujos galhos estão emaranhados aos fios de alta tensão e transformadores dos postes deixando a rede elétrica vulnerável. Comerciantes e moradores da região temem, por circunstância das chuvas, que as árvores caiam provocando transtornos. “Um galho pode cair ou quebrar, quando estiver chovendo, e resultar em um curto-circuito”, afirma a moradora Poliana da Silva.

“Isso aconteceu no ano passado, uma árvore caiu na Av. Augusto de Lima e toda região ficou mais de duas horas sem luz, tive até que fechar o estacionamento, as escolas dispensaram os alunos”, relembra o manobrista Hailton Silva Santos, 32, que trabalha na Rua da Bahia, há dez anos. Ainda de acordo com Santos, durante todo esse tempo trabalhando no local, testemunhou poucas vezes a prefeitura realizando podas nas árvores. “É muito descaso da prefeitura. Por que eles não plantam árvores menores? Sou a favor da natureza, mas a poluição sufoca a natureza, as árvores crescem apertadas no meio da rede que, em caso de chuva, pode ficar danificada”, afirma.

A Prefeitura de Belo horizonte (PBH) informou que poda, recolhimento de galhos, corte ou plantio são serviços que devem ser solicitados, pela população, presencialmente ou pelo telefone 156.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) responsável pela manutenção das redes elétricas informou que criou, em parceria com a PBH, o Programa Especial de Manejo Integrado de Árvores e Redes (Premiar) com o objetivo de encontrar soluções que compatibilizem meio ambiente e rede elétrica. “Para realizar os serviços de manejo de arborização, a Cemig conta com arboristas especializados em sistemas elétricos. Essa equipe é formada por profissionais de nível superior com formação em engenharia florestal ou agronomia sendo responsável por garantir o melhor convívio entre as redes de distribuição de energia elétrica e a arborização urbana”, explica comunicadora da gerência de comunicação e relacionamento com a comunidade, Raquel Jorge.

Em relação aos planos futuros para que essa relação da natureza e redes elétricas deixe de ser um problema, Raquel Jorge informou que o Premiar atua na troca de redes de distribuição, de acordo com a indicação dos arboristas, ou seja, a troca de redes nuas por redes protegidas ou isoladas. “Essa é uma das ações do programa quando é constatado que existe grande concentração de árvores em bom estado e que, com a troca da rede, será possível compatibilizar o convívio harmônico com as árvores”, explica. Dessa forma o problema seria sanado evitando acidentes como curto-circuito e queima de eletrodomésticos, interrupção no fornecimento de energia e riscos para pessoas.

A substituição das redes aéreas pelas subterrâneas também seria uma solução, embora mais cara e complexa para o problema, mas, de acordo com Raquel Jorge, os estudos feitos para esse tipo de substituição avaliam critérios técnicos, econômicos, legais e ambientais e sua aplicação está associada principalmente a garantia da prestação dos serviços e na revitalização das áreas centrais dos grandes centros urbanos, condomínios residenciais e cidades históricas.

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Em frente à Igreja de Lourdes

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Galhos misturam-se aos fios na Rua da Bahia

Por Danielle Pinheiro