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Foto Divulgação

NOTA: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Na quinta-feira, 17, estreou um dos filmes mais esperados do ano, o primeiro longa da nova saga do universo bruxo da escritora britânica J.K. Rowling: Animais Fantásticos e onde Habitam. O filme que teve sessões esgotadas durante toda a quinta-feira, levou milhares de fãs do bruxo mais famoso do mundo, Harry Potter, a completa loucura. É claro que nós do Jornal Contramão fomos assistir na íntegra esse “não tão novo assim” sucesso.

O longa conta a jornada de Newt Scamander (Eddie Redmayne), um magizoologista britânico que chega à cidade de Nova York carregando sua preciosa maleta magica repleta de animais fantásticos. Scamander está realizando viagens por todo o mundo em busca de novas criaturas, com o objetivo de estuda-las, acolhê-las e até mesmo salvá-las, uma vez que o bruxo encontra-se escrevendo um livro para mostrar a toda a comunidade bruxa que tais bichos, não são perigosos e sim preciosos aliados. Entretanto, o bruxo não obtém facilidades para sua pesquisa junto à comunidade americana, onde os bruxos temem muito mais a sua exposição perante os “no-majs” do que os britânicos perante os “muggles”.

O filme que se passa anos antes da história do “garoto que sobreviveu” trata diversos assuntos com tamanha delicadeza que não te faz desconectar de um para ligar a outro, sem contar que a todo momento retoma a personagens e a fragmentos já retratados anteriormente nos filmes de Harry, como o famoso bruxo Alvo Dumbledore, o temido Gerardo Grindelwald, a tão amada Hogwarts e obviamente, todos os feitiços usados. Sem contar pelo fato de que o próprio Newt Scamander já havia sido citado nos outros filmes e livros, uma vez que seu livro (que contém o mesmo título do longa) é usado pelos alunos de Hogwarts. Além dos fragmentos antigos, são apresentados novos fragmentos, como a escola norte-americana Ilvermony, o conselho bruxo chamado MACUSA (Magical Congress of the United States of America) e obviamente, as criaturas que Newt leva em sua bagagem.

Escrito por J.K. Rowling e dirigido pelo mesmo diretor dos últimos filmes de Harry Potter, David Yates Animais Fantásticos retrata as diferenças, o preconceito, a hierarquia, superações, conquistas, medos, inseguranças e obviamente, a amizade. O filme consegue ser sombrio e completamente engraçado ao mesmo tempo, contendo cenas de ação hipnotizantes e cenas humorísticas nada forçadas que consegue arrancar gargalhadas de todas as pessoas que degustam do filme. A forma sombria e hilária não é separada somente pelos diálogos e sim também pela fotografia. Nos momentos em que temos Newt perambulando por Nova York, com um jeito meio sapeca e culposo e nos momentos em que o temos juntamente a seus novos amigos a fotografia é amarelada ou até mesmo acinzentada, que torna o ambiente frio e quente ao mesmo tempo, antigo e até mesmo calmo. Com quente e frio ao mesmo tempo podemos caracterizar em relação ao que nos é passado da cena e no que os personagens sentem; na frieza podemos dizer no próprio clima da cidade, que relata como sendo bastante gelado e como quente podemos dizer ser em relação à parceria que Newt consegue conquistar com os novos personagens, as duas bruxas Queenie e Tina e o no-maj Jacob. Nas cenas dentro da maleta temos um misto de cores que consegue com muito louvor despertar uma certa paixão no espectador que logo se apega com o carisma de cada animalzinho carismático que se encontra ali, sem contar na forma como o amor de Scamander pelos mesmos parece saltar da tela. Já as cenas no MACUSA, no orfanato e principalmente nas cenas com os personagens Credence e Percival Gravez temos uma fotografia bem escurecida e pesada, passando uma tensão e uma atenção maior, uma vez que tais cenas possuem uma tremenda carga de mistério que deixa qualquer um que vê bastante curioso com a situação.

O filme consegue ser surpreendente do início ao fim, principalmente com a revelação no finalzinho que absolutamente ninguém esperava e que foi muito bem escondido. É importante ressaltar também a química e a fluidez dos atores com a câmera, o que deixa o ambiente do filme bastante natural, confortável e descontraído, os movimentos são sutis e os cortes leves. O fato mais surpreendente do filme inteiro com toda certeza é seu efeito especial, fator que toma conta de todo filme por si só, fato que foi feito com uma agilidade impressionante, uma vez que dentre toda a proporção do filme apenas uma cena bem rápida consegue incomodar e passar de forma totalmente perceptível aos olhos de quem vê. Os animais e os duelos de feitiços possuem claramente o mesmo padrão realizado nos filmes de Harry Potter, o que faz com que consigam suportar a demanda sem deixar a desejar, é absolutamente como se fosse uma versão mais tecnológica, elaborada e ousada dos demais filmes, fator que funcionou com excelência.

Animais Fantásticos é de aplaudir de pé. O longa não decepcionou fãs, a imprensa e nem a crítica, uma vez que sua nota possui a média 4 em 5, sendo a nota mais baixa 3,3. J.K. Rowling provou mais uma vez que criou um universo tão enorme e excelente que por mais que realize inúmeras coisas sobre o mesmo, jamais ficará maçante e jamais decepcionará ou desanimará os fãs, apenas conseguirá mais amantes e mais pessoas completamente fascinadas pelo grande universo bruxo. O Jornal Contramão recomenda o filme a todos, se você quer aproveitar seu tempo livre, por que não se deleitar em um mundo encantador nos cinemas? Animais fantásticos é a escolha certa! Nox.

Por Isadora Morandi