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Em ambientação lúdica, o curso de gastronomia e de design de ambientes da Una, juntamente com o curso de design da UFMG, promoveram jantar que remete à infância. Foto: Divulgação.

Jantar promovido no Centro Universitário Una, no último dia 5, resgatou as memórias afetivas de convidados através de pratos e brincadeiras que remetem à infância

Por Moisés Martins*

Sentar à mesa e fitar o prato de comida é um dos rituais mais antigos e capazes de conduzir-nos, por meio da memória afetiva, ao passado, a momentos felizes da nossa vida. Por mais simples que seja a mesa, por mais comum que seja o alimento, esta é uma das chaves que acessam em nossa mente o que há de melhor. É com este propósito, o de reavivar experiências como esta, que alunos do curso de gastronomia e de design de ambientes do Centro Universitário Una, juntamente com o curso de design da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), realizaram na última quarta-feira, dia 5 de dezembro, um jantar especial, sob o tema “Sabores da Infância”.

A noite se iniciou com a leitura de um poema do escritor Manoel de Barros (1916–2014). A aluna do curso de design da UFMG, Mariana Guimarães, declamou o primeiro poema, extraído do livro Poemas Rupestres (2004):

“A turma viu uma perna de formiga, desprezada, dentro do mato. Era uma coisa para nós muito importante. A perna se mexia ainda. Eu diria que aquela perna, desprezada, e que ainda se mexia, estava procurando a outra parte do seu corpo, que deveria estar por perto. Acho que o resto da formiga, naquela altura do sol, já estaria dentro do formigueiro sendo velada […]” (BARROS, Manoel — 2004).

 

A poesia parte de algo frívolo, de uma brincadeira de criança, para resgatar a preciosidade das memórias da infância. A intenção era, desde o princípio, assim como Manoel de Barros, com maestria, transitar entre a realidade e o onírico, em um jantar embebido de poesia.

O jantar tinha como finalidade maior conduzir a todos os comensais, através do paladar e da experiência dos sentidos, a uma viagem profunda à infância.

O ambiente todo era de um clima muito agradável. As luzes da sala, em tom de amarelo, traziam ao lugar uma sensação de aconchego. Além, claro, de dar aos pratos melhor aspecto e visibilidade. Nas paredes, frases do escritor e desenhos feitos a mão traziam leveza e despertava nos convidados o lado mais lúdico.

O primeiro prato então chegou à mesa. Mas não pratos convencionais, aqueles de louça ou vidro como costumamos ver por aí. Eram, na verdade, esferas de acrílico, transparentes, ligadas a um cordão. Eram cinco esferas em cada bandeja servida, com cordões pendendo em uma das extremidades, completamente embaraçados. Como que em uma brincadeira, cada convidado teria que escolher um fio, para assim saber qual salada seria a sua.

Após cada convidado escolher seu respectivo fio, ele ainda teria que abrir o recipiente. A esfera, com a iguaria dentro, se abria ao meio, ao se retirar uma fita adesiva. A surpresa, ao retirá-la, atingiu a todos. A fitas continham ilustrações de formigas, como na poesia de Manoel de Barros, que remete às brincadeiras de criança e o fascínio pelos insetos.

Os convidados ficaram encantados com o modo em que o prato de entrada foi servido, uma maravilhosa salada feita com mamão verde, cenoura, pasta tailandesa e esferas de mostarda e mel.

À medida que os pratos eram servidos, cada um dos convidados à mesa tinham uma experiência estética com o prato e, até mesmo, resgatavam uma memória afetiva, que remete à infância.

Os idealizadores do jantar, propositalmente, diluíram poesia e memórias a cada apresentação, a cada prato.

O chefe Adriano Vilhena, em dado momento, pediu um minuto da atenção, enquanto eram servidos aos convidados aquele ossinho em forma de forquilha que se encontra no peito do frango, chamado de fúrcula. O mestre, então, disse que o prato teria que ser disputado através dessa velha brincadeira. Quem é que, durante a infância, à beira de um fogão a lenha, não apostou/disputou algo, com um irmão ou primo, através do osso da galinha?!

As reações e o entusiasmo dos convidados, diante da proposta, tornou o jantar ainda mais descontraído. E para que todos saíssem felizes, na aposta com o osso, em que quem tira a parte maior ganha, todos ficaram com partes do mesmo tamanho. Após a disputa foi servido o Trio de Frango, composto por sobrecoxa temperada, tulipa de asa na brasa, espetinho de coração com farofa.

Na sequência, o chefe Adriano, mais uma vez, propôs uma brincadeira com as memórias afetivas. Ele entregou a cada convidado um vasinho de plástico com um galho de hortelã. À primeira vista, a impressão é de que, realmente, era um vaso com terra.

Enquanto o mistério não era desvendado, o jantar continuou. O prato a seguir, um pudim de leite queimadinho, foi servido faltando um pedaço.

“Mamãe, comeram meu pudim!!! ”

Espera! Estão cheirando o vasinho de planta? Comendo a terra do vasinho de planta? Como assim? Pensei que só na infância fossemos capazes de tamanha façanha. Calma, era mais uma pegadinha dos chefes da noite. Acreditem vocês ou não, não era terra preta, e sim um maravilhoso bolo de chocolate com creme de chantilly, feito pela aluna de gastronomia da Una, Tamyres Barbosa. O prato foi descoberto antes da hora, obrigando o chefe a explicar do que se tratava, mas já era tarde, todos já haviam comido a terra preta. Quer dizer, o bolo de chocolate.

Ainda restavam dois pratos para serem servidos, e as pessoas aguardavam ansiosas. O penúltimo prato foi nomeado como tortinha. Elaborado a partir de uma massa amanteigada, creme de legère, e, claro, mais brincadeiras. A tortinha vinha acompanhada de confetes, cremes especiais, e frutas picadinhas, com plaquinhas que diziam: brinque, experimente e descubra. Nesse instante, cada um colocou a criatividade e a criança.

“Para Refrescar”, um sorvete feito à base de rabanada, foi o nome do prato que encerrou a noite. Servido em um copinho com um palitinho de madeira, a intenção era de reproduzir a brincadeira que muitas crianças fazem ao congelar alimentos, na tentativa de fazer o próprio sorvete.

O chefe Adriano Vilhena, em agradecimento a todos, e com o sentimento de satisfação, em nome também dos profissionais que participaram da elaboração do jantar, despediu-se de uma maneira bastante reflexiva:

— A gente acredita muito que a cozinha une, que a cozinha é elo de ligação para uma série de coisas. O que a gente fez esse semestre foi só ligar o design, o design de interiores e a gastronomia, e uma série de outras ligações. Como estamos todos aqui hoje, a gente sugere que através da comida vocês façam isso constantemente na vida de vocês. A mesa une, a comida une, e isso é muito importante para gente – assegurou.

*(O estagiário escreveu a reportagem sob supervisão do jornalista Felipe Bueno). 

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Por: Kedria Garcia

Com tema “Vendas para o Natal”, Belo Horizonte recebeu o 1º Congresso de Confeitaria de Minas Gerais, nos dias 21 e 22 de outubro. O Confeitar Minas 2017 chegou na capital trazendo diversos workshops, palestras, receitas e gastrônomos renomados, com a intenção de oferecer uma oportunidade de aperfeiçoamento para os profissionais da área. O evento realizado no Ouro Minas Palace Hotel, teve o foco no empreendedorismo feminino com o objetivo de preparar os participantes para aproveitar as novidades e tendências do mercado, visando o destaque da concorrência, o aumento das vendas e o aperfeiçoamento, além de incentivar o negócio próprio.

A administradora de marketing e confeiteira, Danielle Neves, que é organizadora do evento, conta como foi juntar as duas paixões: o doce e a formação acadêmica. “As duas coisas estão ligadas, quando se tem o produto a necessidade é de venda e de divulgação com toda as estratégias de marketing uma coisa casa com a outra, então é bem tranquilo, além de ser uma coisa que eu sempre fiz.”, destaca.

A doceira enfatiza que o congresso veio na contramão da crise, incentivando a transformação da cozinha em uma empresa, produzindo com qualidade. “A confeitaria principalmente nesse momento de desemprego, cresceu muito, muitas pessoas que perderam seus postos de trabalho migraram para a confeitaria.”, Neves completa dizendo que é um ramo muito democrático, pois abraça todo mundo, além de ser desafiador, motivo pelo qual muitos desistem “Tem que ter paixão para ingressar na área de alimentação”.

“Não adianta falar: ’vai ser só para ganhar dinheiro’, porque isso não funciona, tem que ter amor, tem que ter paixão.” Danielle Neves, organizadora do Confeitar Minas

Encantado pelo o mundo dos doces Felipe Nogueira de 23 anos, compareceu no Confeitar Minas como expositor, em sociedade com mais dois amigos, o jovem realiza o sonho de trabalhar com bolos. “Eu sempre gostei de cozinhar, particularmente eu gosto mais de fazer a parte de dentro dos bolos, os recheios, trazendo os sabores”, revela Nogueira que alega deixar a parte da criação para os parceiros. Segundo o confeiteiro, Belo Horizonte tende a crescer no ramo dos bolos. “Um exemplo claro disso é uma cliente que disse que às vezes precisava ir para São Paulo para encontrar bolos assim, ou seja, BH está crescendo bastante é uma coisa inovadora”.

Felipe Nogueira, expositor.

O congresso atraiu diversos públicos, como no caso da gestora financeira Silvana Oliveira de 48 anos, mãe da estudante Marília Oliveira de 14 anos, que compareceu para acompanhar a filha. “Acho importante essas feiras com palestras, principalmente para os estudantes que estão iniciando nessa área, pois eles querem desenvolver.” relata Silvana. Já Marília, fã de Master Chefe Júnior diz que pretende ingressar na confeitaria, “Cozinho desde os 12 anos e acho que é bom aprender com quem sabe mais que a gente.”, conta a estudante.

Geisiane Isabel, confeiteira

Geisiane Isabel de 25 anos, confeiteira há mais de 10 anos ficou sabendo do evento pelas as redes sociais, e é uma das participantes do grupo Empreendendo no Lar Doce Lar criado por Danielle Neves. “Falta crescimento na confeitaria, nos sentido que as pessoas precisam se aventurar mais, tanto os clientes a pedirem bolos diferentes como os confeiteiros se arriscarem a fazer.”, desabafa a participante e completa alegando que apesar da demanda ser pouca a capacitação é necessária. A jovem conta que aprendeu a profissão ajudando a mãe que produzia e vendia doces no trabalho, com o tempo foi se aperfeiçoando e conquistou a independência com os bolos no pote e tudo que a confeitaria proporcionou.

 

Com a intenção de “fazer a criançada colocar a mão na massa”, e em razão das datas comemorativas que se aproximam com o fim do ano, uma parceria entre a empresa Frau Bondan, especializada em culinária, e o shopping Diamond Mall promoverá oficinas para ensinar crianças a fazer biscoitos de Natal. De acordo com a assessoria de comunicação do shopping “a história dos biscoitos de natal, existe há 10 mil anos, época das receitas medievais europeias”.

Diz a lenda que os biscoitos de gengibre em forma de boneco, chamados Gingerbread Man, foram criados por uma mulher que não tinha filhos e decidiu fazer uma criança de massa e colocou no forno para assar. Quando ela abriu o forno para tirar o biscoito, ele pulou da forma e saiu correndo pela janela aberta da cozinha.

As oficinas gratuitas ocorrem até o dia 16 de dezembro, de 14h às 20h na loja Frau Bondan, piso L1 do Diamond Mall. Para participar, é preciso se inscrever pelo telefone 3330-8633. Podem participar crianças com idades entre 4 e 12 anos.

Por Ana Carolina Nazareno e Marcelo Fraga

Foto: Divulgação / Diamond Mall

O Mercado Central, em parceria com a multinacional Nestlé oferece, através do Projeto Cozinha Escola, aulas gratuitas de culinária. As aulas são abertas ao público, mediante inscrição prévia, e disponibilidade de vagas. “Através da programação, os alunos podem se inscrever nas receitas em que têm interesse. As aulas duram cerca de 1h30m e terminam com uma degustação”, explica a auxiliar administrativa do projeto, Vanessa Teixeira.

As aulas têm a participação do Cheff Eduardo Maya acompanhado de sua equipe. Os alunos aprendem a preparar os pratos desde o início, inclusive recebendo instruções de como fazer a limpeza dos alimentos e a higienização do local. “A maioria das pessoas que fazem o curso tem certa dificuldade com relação à culinária, e muitos acabam utilizando o que aprendem como uma fonte de renda”, comenta a assistente do Cheff, Ana Carolina Araújo.

A Cozinha Escola fica no segundo piso (estacionamento) do Mercado Central e as inscrições podem ser feitas gratuitamente no local. As aulas acontecem as terças e quintas em dois horários, 10h e 15h, e aos sábados às 11h.

Por Marcelo Fraga e Paloma Sena

Foto: Marcelo Fraga