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Cultura

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Por Gabriel de Souza

Profeta, conhecido pelo seu nome e pela sua arte disruptiva, é um cantor da cena do rap underground de Belo Horizonte, que começou a sua jornada cantando no coral da Igreja e logo percebeu a música como uma ferramenta de expressão de seus pensamentos e de sua narrativa no mundo.

O jovem apresenta sua estética através das artes plásticas e musical, o desenho foi visto por ele como uma forma de se aproximar de outras crianças na sua infância. De uma forma que foge do convencional ele também se apropria de elementos do mainstream nos seus ritmos e letras.

Na música “Broken Toy Boy”, Profeta faz referência a masculinidade tóxica do mundo masculino contemporâneo e a supervalorização da beleza estética reforçada pelas redes sociais e aplicativos de pegação, como também um próprio fenômeno percebido dentro da comunidade  LGBTQIA+.

Falando em apropriação, a música traz um trecho em inglês cantado pela artista Lourandes. A música também dilata as vivências e indignações vividas pelo artista, como racismo, o capacitismo e a homofobia, junto a um audiovisual que usa técnicas de edição, com as estéticas de vertentes do glitch.

Já na música “Ato II. Oração”, Profeta traz um “song love” como uma carta descrevendo o amor por um alguém e as formas de lidar com essa emoção, entrelaçado com outras tramas de sua vida, e volta para o sentimento original da letra que é o amor.

O clipe possui trechos em VHS mostrando a infância do artista aliado a um ritmo melancólico e nostálgico, aliado ao audiovisual que faz uma auto expressão exibindo o  passar do tempo e o amadurecimento do artista, produzindo assim, uma obra de  auto reflexão com o tema para quem assiste.

A obra é produzida com a participação de Maria Flor de Maio @marioflor.maio e Andy na Arte, e figurino com mix e master por Porreta. A direção e roteiro por Isis Grazielle, fotografia por Gustavo Koncht, o designer gráfico com João Guilherme e edição e montagem com @gusta_aguiarc.

 

* A matéria foi produzida pelo Icon Releass, projeto do aluno de Publicidade e Propaganda da Una, Gabriel de Souza.

Por Keven Souza

É quase impossível ir à Praça da Liberdade e não sentir o astral artístico que o local permite. De fato é uma das praças mais atrativas de Belo Horizonte quando se fala em turismo transversal com belos edifícios e jardins, talvez a confluência dos prédios que abrigavam o Poder Mineiro e o Governo de Minas Gerais no final do século 19, que era antes o centro administrativo do Estado, seja a essência para tamanha área histórica e cultural.  

Desde a inauguração da Cidade Administrativa na região Norte da capital e a transferência oficial da sede do governo do Estado em 2010, os diferentes prédios históricos da Praça da Liberdade se encontravam vazios e sem grande utilidade, logo com grande vocação para cultuar a arte, a cultura, o turismo e o patrimônio. Neste panorama, foi criado o projeto que visava maior articulação dos edifícios junto ao espaço urbano, onde antes havia secretarias, hoje estão belas salas de exposições capazes de integrar e reunir um grande complexo cultural:  o Circuito Liberdade.  

A criação o Circuito Liberdade teve enorme aprovação por parte do público frequentador da praça, que se tornou um dos maiores complexos culturais do país e o único de Minas Gerais que reúne espaços com as mais variadas formas de manifestação artística e cultural como teatros, museus, biblioteca, espaço multiuso, palácio e cinema. Hoje, é um reduto de equipamentos culturais que abriga 22 instituições de enorme valor simbólico, histórico e arquitetônico, sendo algumas geridas pelo Governo do Estado e outras por meio de parcerias público-privadas ou parcerias com instituições públicas federais que apoiam a cultura do país. 

Entre as maiores de destaques estão o Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB, o Memorial Minas Gerais, o Museu das Minas e do Metal – MM Gerdau, o Espaço do Conhecimento da UFMG, a Casa FIAT de Cultura, o Centro de Arte Popular, o Museu Mineiro, entre outros. Incluindo a bela arquitetura do Edifício Niemeyer e do Palácio da Liberdade. 

O Circuito está desde outubro de 2020, sob a gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) que ampliou o seu perímetro cultural, para que agregasse, de forma integrada, outros equipamentos culturais de Belo Horizonte e que por meio dele, se tornasse uma rede potente capaz de unificar ações e projetos que representem a todos os municípios de Minas Gerais. Desde então, a Secult-MG se empenha para o fortalecer em aspectos relacionados à cultura e turismo, que além de criar medidas para estimular a experiência e a economia criativa nos seus espaços, tem pensado em mobilizações para potencializar sua comunicação institucional, que em síntese, é abrangente e possui particularidades mediante as instituições que compõem. 

Praça da Liberdade

Nessa circunstância é firmada a parceria do Circuito Liberdade junto ao Centro Universitário Una, a favor de dar o devido suporte em demandas e ações pertinentes ao universo da comunicação, como uma equipe proativa, que compreende as nuances do quão grandioso é o complexo cultural e que vem a somar e construir uma comunicação mais centralizada, além de eficiente. Assim, nasce a sinergia entre a Secult-MG e a faculdade Una neste ano de 2021

“Estávamos em discussão sobre como fortalecer o Circuito Liberdade, em um certo momento, chegamos no nome da Una, primeiro por ela estar dentro do parâmetro territorial do complexo cultural e segundo porque já havia uma interação entre ela e Secult-MG para uma troca de energias e interesses em conjunto”, diz Maurício Canguçu, subsecretário de Cultura da Secult-MG, sobre a ideia de iniciarem a parceria com a Una. 

Segundo Maurício, ao se unirem com a Una, a Secult-MG confia inteiramente no trabalho de qualidade e responsabilidade da instituição. “A Una possui uma comunicação muito forte e é essa expertise que nos interessa. Precisamos de fortalecer também a do complexo cultural, ter o suporte nas redes sociais e na imprensa, e por que não se unir com uma instituição que tenha esse domínio?” explica ele. 

Nessa parceria a função do Centro Universitário Una é voltada a atuação prática da Fábrica – coletivo dos laboratórios de Economia Criativa – que por meio de seus núcleos e agências como a Una 360, Fábrica AV e Jornal Contramão irá desenvolver ações direcionadas às demandas de comunicação do Circuito, ligadas diretamente às áreas de cinema e audiovisual, jornalismo e relações públicas. Entre as funções estão em projeção a produção de podcasts quinzenais, produção de clippings, produção de vídeos e fotografias institucionais para museu e biblioteca, consultorias de transmissão ao vivo, além de releases e matérias com foco na produção de conteúdos online divulgados no portal oficial do Circuito Liberdade. 

Pedro Neves, diretor da Una Liberdade, explica que a parceira ser ligada diretamente à atuação da Fábrica, é para colocá-la em uma vitrine de exposição que irá permitir mostrar o seu trabalho e torná-la uma estrutura reconhecida com valor determinado. “Digo que essa parceria dialoga muito bem com Una. É um evento importante para chamar atenção e ‘vender’ a Fábrica enquanto componente que dinamiza as áreas da criatividade, comunicação e produção de conteúdo. Quanto mais ações externas fizermos, mais ela se tornará um precursor de oportunidades para os alunos e alunas, e irá nos permitir abrir novos caminhos”, afirma Pedro. 

A faculdade pretende também tencionar o ensino-prático dos alunos da Una campus Liberdade junto às inúmeras atividades relacionadas à disseminação da cultura, como maneira de demasiar uma formação mais ávida indo além da sala de aula. Para o coordenador dos cursos da área de Comunicação Social e Arte da Una campus Liberdade, Antônio Terra, a parceria é de grande valia para o repertório profissional dos alunos, pelo fato de ligá-los a experiências únicas junto à sociedade e ao mercado. 

“Sem dúvidas é de extrema importância para os cursos da área de comunicação social, uma oportunidade rica de vivenciarem experiências ainda na universidade acompanhada de mentores e professores. Digo que, tudo que iremos produzir para o Circuito Liberdade, reverberar pela a cidade, todos não só irão saber como também ganharão com isso e aos alunos essa divulgação é essencial para um portfólio brilhante”, explica o coordenador.

Terra ressalta ainda que, por mais que a colaboração seja recente e neste primeiro momento as ações estejam direcionadas a projetos extensionistas e projetos ligados à Fábrica, há um campo alastro que propicia desenvolver inúmeras ações ao longo do tempo, que existe planejamento para ampliar novos horizontes direcionados à formação universitária, como por exemplo usar a parceria para compor uma UC Dual futuramente – Unidade Curricular voltada ao ambiente profissional de empresas e companhias parceiras da instituição.

Para além disso, a expectativa é de que haja um trabalho em conjunto, envolto de uma sintonia para melhorar a comunicação, como um todo, do Circuito Liberdade. Para que a colaboração venha ser de sucesso, engajada a todo vapor, com a história e o simbólico, que o complexo cultural abrange e representa. 

 

Foto: Divulgação

Programação conta com mais de 60 apresentações explorando as possibilidades do fazer artístico dentro do cenário virtual 

Por Guilherme Sá

Ao adentrar pelas porta do casarão Estrela, a impressão é mergulhar no cenário cheio de sentimentos. Lembro-me bem da primeira vez que ali pisei, no primeiro semestre de 2019. As paredes da construção, feridas pelo tempo, mostram suas cicatrizes, a energia tem algo diferente, não é pesada, mas demonstra que um dia foram. Os artistas e colaboradores ocupantes, constroem suas entranhas mas também as deixam visíveis, não querem apagar a sua história. Transformaram o lugar escuro e sem vida em uma das maiores ações coletivas dessa cidade.

A partir dessa união, criaram-se ações como a que acontece até o dia 31 de julho. A Ocupação Espaço Comum Luiz Estrela em Belo Horizonte, realizará o 2º Festival de Inverno – Inverno Estelar – com uma programação extensa com participação de artistas, ativistas, arquitetos, psicólogos, educadores e produtores culturais locais, nacionais e estrangeiros. Neste ano a edição acontece totalmente online.

Construído por cincos mulheres produtoras, mas também de diferentes carreiras (característica bem comum do coletivo), são elas, Luciana Lanza (bailarina e produtora), Deise Eleutério (arquiteta e produtora), Gabrielle Salomão (bailarina e produtora), Mariana Angelis (designer e produtora), Maria Câmara (psicologa e produtora) e Yasmine Rodrigues (atriz e produtora). 

O desenho do festival surgiu na assembléia geral do Coletivo Estrela (grupo  responsável pela administração do espaço desde 2013) com o objetivo de manter ativa as ações que já vinham sendo desenvolvidas. “A gente se juntou, vamos ajudar, fazer juntos na cara e na coragem. Fizemos um edital e estamos aí experimentando essa coisa nova que é fazer tudo de forma virtual.” diz, Luciana Lanza.

A programação inclui, exposição de retratos e zines, apresentação musical, sarau, performances, discussões sobre patrimônio, oficina de percussão, de atuação para cinema, cerâmica, redação, fotoperformance, entre outros. Mas como fazer tudo isso dentro do ambiente virtual?

Mudar, adaptar e experimentar foram pontos chaves para o processo de criação do festival e quebra das dificuldades encontradas. Luciana Lanza comenta que, cada artista está á procura da melhor forma de expressão da sua arte e está aberto ao novo. “É um festival muito amplo, os artistas estão experimentando também junto com a gente, ninguém sabe qual é a melhor plataforma, a melhor mídia, melhor horário. Enfim, muitos desafios que a gente está encarando, quase que no escuro mas com muita vontade de fazer.”

Lançado o edital em junho, nos canais de comunicação, a seleção foi simples e natural, o que deixou claro que não haveria remuneração aos artistas, mas, ao encontrar apoio na vontade de construir coletivamente o festival. “Acontece que o estrela já tem um público de pessoas que acompanha, entendi quais são as lutas do lugar e, como é um coletivo muito grande que comporta muitas lutas, muitas temáticas, então o festival não poderia ser diferente. Ele recebe todo tipo de linguagem, de performance, música, dança, teatro, rodas de conversa, uma diversidade de pessoas que comunga das mesmas ideias.” conclui, Luciana. 

Para a mineira Anne Cruz que realizou a live show no último sábado, 25, a participação no festival foi o momento de mostrar sua versatilidade como cantora e apresentar-se para um público novo “A princípio fiquei com receio, pois seria uma live fora do meu canal, mas comprei a ideia de participar. Eu tive todo suporte da produção do evento. Live é um show virtual, eu tenho de criar um bom repertório, lidar com minha timidez para poder levar um entretenimento de qualidade para as pessoas que disponibilizaram seu tempo para poder me assistir.”

E também foi a oportunidade do público que já a segue, assistir sua estréia em um show solo. “Foi minha estreia cantando sozinha, na minha jornada eu vinha fazendo participações em  algumas rodas de samba em BH, e com essa onda de live, eu  venho fazendo minhas apresentações sozinha. A participação no festival foi um marco na minha caminhada como cantora. Foi muito gostoso, as pessoas interagiram com show virtual, foi lindo participar desse projeto.” comenta. 

Outro destaque é o artista amapaense Nau vegar, que apresentará no dia 31 ao lado de Thayse Panda e  Geisa Marins, com o perforbar no instagram – um bar online onde quem entrar na live poderá interagir com o artista, como se fosse um bate papo de buteco, e enquanto conversam sobre qualquer tema, fará o uso das ferramentas da plataforma, como os filtros, criando algo novo a partir das possibilidades e a experiência do encontro de diferentes pessoas. 

Para Nau, a participação no Inverno Estelar representa a conexão com um público novo, “Minhas expectativas na verdade é mais pelo público, o público que vamos receber será o público do Luiz estrela, então não sei como será.”  

O organizador do Mizura – Encontro de Performance e Intervenção Urbana no Amapá, um dos maiores do Brasil, o ator e performista comenta que sua arte utiliza principalmente do corpo para construir o espetáculo “Eu trabalho com a arte da Performance como pensado dentro das artes visuais, a arte do corpo, meu corpo é meu instrumento de trabalho. Eu não tenho uma forma de criação específica, se dá de diversas formas, lendo um livro, assistindo a um filme, ou as vezes sou atraído por algum objetivo, ou material e a partir daí eu crio um trabalho.” 

Em relação ao desafio de apresentar-se online, o artista enxerga a possibilidade de explorar os novos meios de criação performática. “Essa será a terceira vez que faço essa ação, mas tô aprendendo ainda, mas está sendo uma experiência maravilhosa, é também uma forma de explorar o campo da tecnologia que até então, não dava tanta atenção.” conclui. 

A OCUPAÇÃO ESPAÇO COMUM LUIZ ESTRELA

A ocupação cultural e autogestionada nasceu em 2013 através da reunião de um grupo de amigos, artistas e moradores da capital preocupados com o abandono do casarão da rua Manaus, bairro Santa Efigênia. 

O local foi usado para diversas finalidades. Sua origem remonta o início da construção de Belo Horizonte, servindo de Hospital Militar até 1945, após esse período, reformado para abrigar o Hospital de Neuropsiquiatria Infantil (HNPI) que funcionou até os anos 1990, com a mudança do HNPI, o espaço foi transformado em escola para o ensino de crianças com transtornos intelectuais, escola estadual Yolanda Martins, o que perdura até o ano de 1994.

Com a escola desativada, começa então o processo de abandono advindo de diversas disputas de uso que nunca foram prosseguidas, em 20 anos de deterioração e em péssimas condições estruturais ganha uma nova chance de vida e utilidade com a ocupação. 

A organização do coletivo é composta por núcleos que atuam na restauração, preservação, administração financeira e jurídica além da implantação de atividades culturais, políticas e educacionais, devolvendo luz a construção que viu tantos horrores no passado.

Faz parte da filosofia do local a luta antirracista, em defesa da negritude brasileira, pelo direitos dos povo indígenas, LGBTQIA+, a luta antimanicomial, em defesa da população de rua, a luta pelos direitos humanos e em defesa das Ocupações do país.  

O nome do espaço é uma homenagem ao Luiz Estrela, poeta e morador de rua que foi assassinado em 2013.

Para assistir e acompanhar a programação do Festival entre nas redes sociais da ocupação:

Instagram, Facebook e Youtube

 

 

 

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Campanha de Popularização do Teatro e da Dança movimenta a capital e região metropolitana

A 46ª campanha de popularização do teatro e da dança acontece até o dia 16 de fevereiro

*Por Joyce Oliveira

Ahh… as férias! Uma pausa da correria do dia dia, tempo livre para fazer coisas diferentes, sair da rotina, dar uma relaxada, como não amar as férias?Porém, muitas vezes o baixo orçamento acaba sendo uma pedrinha no sapato de quem quer curtir esse período e a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança vêm como uma opção de diversão sem pesar no bolso. Com 150 espetáculos, todos montados por artistas mineiros, a campanha traz ingressos à preços populares que variam entre dez e vinte reais, o que dá margem para fazer uma programação cultural para crianças e adultos até o dia 16 de fevereiro.

A 46ª edição tem como novidade a extensão da campanha para além de Belô. Agora as sessões também acontecem em Betim, Contagem, Confins, Juiz de Fora, Ribeirão das Neves e Sete Lagoas.

Na edição anterior 460 mil pessoas estiveram presentes nos espetáculos oferecidos. Para bater esse público, o Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc) conta com 52 atrações estreantes e também com a proximidade do carnaval que atrai muitos turistas desde o aquecimento da folia ainda em janeiro.

Com peças para todos os gostos e idades, a programação conta com espetáculos de comédia, dança contemporânea e clássica, drama, infantis, mostras especiais, stand-ups e teatro de rua. Sendo os de humor os mais procurados. O slogan “Você na Campanha” traduz a intenção de atrair ao teatro pessoas que não frequentam espaços culturais e divulgar artistas e produções mineiras não só no período da campanha, mas durante todo o ano.

As montagens agradam o público, um exemplo é a peça veterana Um Espírito Baixou Em Mim, do ator e diretor Maurício Canguçu que está em cartaz e detém a maior bilheteria do evento há 21 anos. O artista também está envolvido em mais três peças desta edição.

Como comprar 

Os valores de dez e vinte reais são válidos apenas para as compras nos postos Sinparc e na internet. Nas bilheterias dos teatros, são cobrados os valores integrais dos ingressos. Na internet você compra no site https://www.vaaoteatromg.com.br/  ou no aplicativo Vá ao Teatro, com pagamentos somente no cartão. Nos postos oficiais é possível adquirir os ingressos com dinheiro e cartão de débito. O posto do Shopping Cidade também aceita Dotz e Vale Cultura.

Qualquer dúvida basta entrar em contato no (31) 25517758 de segunda a sábado das 10h às 19h, e aos domingos até às 18h. As dúvidas sobre vendas on-line podem ser esclarecidas no atendimento@vaaoteatromg.com.br

Aqui você encontra o guia de toda a programação: https://www.vaaoteatromg.com.br/files/7da1c16303feda6ee936236746badb46.pdf

Você pode comprar também nos postos físicos oficiais:

Belo Horizonte

  • Posto Mercado das Flores (avenida Afonso Pena, 1055, esquina com Rua da Bahia, centro)

Seg a Sáb das 10h às 19h, Dom das 10h às 18h.

  • Posto Shopping Cidade (rua Tupis, 337, G5, centro)

Seg a Sáb das 10h às 19h, Dom das 10h às 18h.

  • Posto Shopping Pátio Savassi (Av. do Contorno, 6.061, Piso L3, Funcionários)

Seg a Sáb das 12h às 19h, Dom das 14h às 18h

  • Posto Shopping Estação BH (avenida Cristiano Machado, 11.833, Piso 2, Venda Nova)

Seg a Sáb das 12h às 19h, Dom das 14h às 18h

  • Posto Shopping Oiapoque BH (avenida Oiapoque, 156, Piso 2, Box J106, centro)

Seg a Sáb das 10h às 19h, Dom das 09h às 15h

Betim

  • Posto Partage Shopping Betim (rodovia Fernão Dias, KM 492, 601, 3º Piso)

Seg a Sáb das 12h às 19h , Dom das 14h às 18h

Contagem

  • Posto ItaúPower Shopping (avenida General David Sarnoff, 5160, 2º piso, Cidade Industrial)

Seg a Sáb das 12h às 19h, Dom das 14h às 18h

  • Posto Shopping Oiapoque Contagem (Térreo- Box 275) (rua Mario vital, 168, Térreo, Box 275, Eldorado)

Seg a Sáb das 10h às 19h, Dom das 09h às 15h

 

  • A matéria foi realizada sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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A praça da Liberdade e toda a região centro-sul de Belo Horizonte, em função da concentração de museus, teatros, cinemas, agências de publicidade, redações de jornalismo, startups, é um dos maiores expoentes da economia criativa em Minas Gerais. Foto: Italo Charles.

O setor da economia criativa é o que mais cresce em Minas Gerais; as iniciativas público e privada ajudam a consolidar projetos das diversas vertentes da indústria criativa no estado 

Por Bianca Morais e Marcelo Duarte*

Minas Gerais é reconhecido como estado com economia voltada, predominantemente, para mineração e agropecuária. Porém, nos últimos anos, um novo modelo econômico vem se impondo. Conjunto de negócios baseados no capital intelectual, cultural e na criatividade que gera valor econômico e responsável por movimentar os setores da indústria criativa, a economia criativa ganha cada vez mais espaço.

A exemplo disso, de acordo com dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Belo Horizonte, Minas Gerais figura na segunda posição na geração de empregos da indústria criativa, com mais de 457 mil postos de trabalho, o que equivale a 9,84% das vagas formais do setor em todo o Brasil.

No total, o estado abriga mais de 63 mil empresas, que correspondem a 12% das empresas criativas no país. O setor gera R$ 788 milhões de renda mensalmente, apenas em Minas Gerais.

Ainda segundo o órgão, no cenário nacional, cerca de 4,6 milhões pessoas trabalham diretamente com a economia criativa, gerando renda mensal de mais de R$ 10 bilhões. São mais de meio milhão de empresas, das quais 98% são micro e pequenas empresas.

Segmentos da economia criativa 

A economia criativa é dividida em grupos e segmentos. São eles: Criações Funcionais, com a arquitetura; design; moda; móveis; publicidade; cultura, com atividades artísticas, gastronomia e patrimônio cultural; mídia, com audiovisual, edição/editorial e música; e tecnologia e inovação, com conhecimento e software.

Um dos ramos que vem ganhando espaço dentro da economia criativa em Minas Gerais é inovação e tecnologia. A economia criativa conquista espaço cada vez maior no Estado, fazendo com que ele se desenvolva nessa área, para diversificar sua economia e inserir o estado em um eixo de comércios e serviços criativos, para além das atividades que são já tradicionais.

Belo Horizonte possui mais de 104 mil empregos criados pela economia criativa, sendo o maior polo criativo de Minas Gerais (22,7% dos empregos do Estado).

Nos quatro grupos da economia criativa, BH é o município com maior número de empregos nas atividades criativas do Estado, com destaque para arquitetura, atividades artísticas, conhecimento, edição/editorial, música, publicidade e software.

É o terceiro maior polo criativo do Brasil (concentra 2,26% dos empregos nas atividades criativas).  Mais de 21% das empresas de BH desenvolvem atividades relacionadas à economia criativa, sendo 53,7% microempreendedores individuais.

A arquitetura é, do grupo de criações funcionais, a principal do estado. É o maior polo de Minas Gerais e o 3° do Brasil. Existem 2 mil estabelecimentos ativos e se concentram principalmente na região Centro-Sul.

Outra área muito reconhecida é a de tecnologia e inovação. É o segundo grupo mais representativo na economia criativa, ficando atrás apenas da cultura. Detém 31,8% dos profissionais criativos do município, mais de 17 mil. Seus dois segmentos, conhecimento e software, também se destacam como os melhores do estado.

Em 2017, as atividades criativas geraram em Belo Horizonte cerca de R$250 milhões em renda mensal. Em Minas Gerais, outra área que também se destaca é a gastronomia. Com 21,39 mil profissionais em Belo Horizonte, (92,4% dos profissionais de Cultural da capital), é o maior polo de Minas Gerais e o terceiro maior do Brasil (em termos de número de profissionais). Concentra 23,3% dos profissionais de gastronomia de Minas Gerais e 2,4% dos profissionais de gastronomia do Brasil.

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Interior

A Economia Criativa não está concentrada apenas na capital, Juíz de Fora, Uberlândia, Contagem e Nova Serrana estão entre os os cinco municípios mineiros que concentram a maior quantidade de empregos da economia criativa. Um exemplo disso vem do segmento de cultura, atividades artísticas, em que o maior polo se concentra na cidade de Santo Antônio do Monte,

Quebrando com formatos tradicionais de trabalho e diversificando a economia, Minas é visto, ainda, como um estado muito tradicional. De fato é, a cultura aqui ainda é conservadora, mas o setor criativo, e seus múltiplos talentos, têm tido um papel importante para romper com esses conservadorismos.

As perspectivas para a área são muito promissoras, há um tempo, tinha-se muito a ideia de que, para um projeto ir para frente, era preciso mudar para São Paulo ou Rio de Janeiro. Hoje, há uma valorização do local e a percepção de que temos potencial para fazer a diferença aqui e agora, de mudar o aqui, e não mudar daqui. A geolocalização do estado favorece: Minas tem o maior número de startups e iniciativas, a perspectiva é crescer e desenvolver ainda mais.

Áreas crescentes da economia

A partir do mapeamento das atividades que englobam a Economia Criativa, munido de dados e indicadores estatísticos, é possível se ter a noção dos resultados das ações desenvolvidas por determinados elos da cadeia criativa da cultura. Detecta-se que a quantidade de ações nas regionais centro-sul e leste, da capital mineira, é infinitamente superior às regionais como Barreiro, Venda Nova e Norte.

No estado de Minas Gerais, de acordo com o balanço lançado pela P7 Criativo, o audiovisual se desenvolveu muito na região da Zona da Mata mineira. Com os apoios recentes que foram dados, a região teve um conjunto expressivo de produções audiovisuais, que ativou muito a economia do lugar. Em Belo Horizonte, a produção de quadrinhos vira produções de cinema de animação.

Para Leonardo Guerra, diretor da P7 Criativo, uma das áreas que podem mais ser desenvolvidas na economia criativa é a área da moda, por conta da sua diversidade com que é trabalhada no estado. “Estamos tentando focar um conjunto de ações para fomentar esses grandes setores como o mercado de moda, que envolve uma cadeia produtiva extensa, onde tem a confecção, a indústria têxtil, a área de calçados, joias, couros e bijuterias, e a quantidade enormes de eventos de atividades em torno. Há uma carência de se criar valor agregado, que a longo tempo se perdeu a formação de profissionais que atuem em uma geração maior de valor, com produtos mais elaborados, públicos mais diversificados”.

Minas Gerais possui ainda, a única aceleradora de jogos digitais da América Latina – Playbor -, que está sempre desenvolvendo programas para estúdios iniciantes e funcionando como uma ponte entre academia, governo e indústria. Portanto, os jogos hoje são ferramentas importantíssimas que, com um objetivo estratégico bem definido, pode servir como um grande aliado para diversas áreas da economia criativa. Minas Gerais é referência internacional quando falamos sobre o ecossistema de startups e economia criativa. Temos atualmente alguns dos principais e melhores avaliados cursos de jogos digitais do Brasil, além de jogos de sucesso internacional, como Dandara e Mr Square.

O primeiro passo para a organização e amadurecimento do mercado mineiro foi a criação da GAMinG – associação mineira de jogos -, ao final de 2016, a qual tem como principais objetivos a organização das ações e contatos com o ecossistema mineiro e a busca de oportunidades de negócios para os estúdios.

Para João Guilherme Paiva – Co-fundador na Playbor e Diretor de negócios na GAMinG Jogos lúdicos, de treinamento e soluções gamificadas, as iniciativas têm se mostrado eficazes no aumento do engajamento de alunos, profissionais ou qualquer pessoa interessada, tornando o processo de aprendizado divertido e aumentado os resultados.

“Games, sendo um desses setores, tem uma peculiaridade em relação aos demais que é a horizontalidade de mercado, ou seja, jogos vão além do entretenimento e podem fazer parte de diversas outras categorias, como: jogos de advertising (advergames), jogos lúdicos educacionais, jogos sociais, soluções gamificadas e simuladores”, argumenta Paiva.

Cada vez mais, grandes empresas e instituições de caráter conservadores têm buscado jogos digitais e ou analógicos como ferramentas para a inovação e adaptação ao mundo moderno, principalmente quando querem atingir o público jovem.

“Um bom exemplo [do uso dos jogos digitais no mundo corporativo] é o case do Ministério da Transparência e da Corregedoria Geral da União, que nos procuraram para executar uma programa de aceleração que pudesse buscar formas e gerar soluções gamificadas para abordar temas como combate a corrupção, ética e cidadania. Na cultura, temos a Diretoria de Fomento e Economia da Cultura, que visa dar sequência às questões relacionadas à economia”, afirma Paiva.

P7 Criativo

O P7 criativo é uma associação público privada sem fins lucrativos, com o objetivo de se transformar numa agência de desenvolvimento da economia criativa no estado de Minas Gerais. Até então, a primeira iniciativa que existe no Brasil.

O objetivo da empresa é melhorar a comunicação e fomentação da economia criativa em Minas Gerais, podendo propor ações de desenvolvimento para áreas antes não contempladas.

O P7 está instalado na Avenida Afonso Pena 4000. Futuramente, será instalado no prédio icônico do antigo Banco Mineiro da produção na Praça Sete, que está sendo restaurado. Os 25 andares vão abrigar várias empresas, que são de pequeno porte, cerca de 300 posições de coworking, com o objetivo de fomentar setores da economia criativa.

“Há expectativa para economia criativa e para essa agência fomentar setores e alavancar as vendas, abrangendo não só o estado”, pontua o diretor Presidente da P7 Criativo, Leonardo Guerra.

O setor cultural é fundamental para economia criativa no estado, gerando aproximadamente 5 mil vagas de emprego. “Sem dúvida alguma, o setor cultural – incluindo a gastronomia – é de fundamental desenvolvimento para o município. Hoje, temos mais de 30 festivais consolidados no município, além de outros 180 que ocorrem esporadicamente. Os projetos financiados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura geram aproximadamente 5 mil empregos na capital, além de ampla movimentação”, revela Guerra.

O presidente da P7 Criativo ainda destaca o turismo mineiro e belo-horizontino como expoente da economia que move a cultura e a cadeia criativa local. “Creio que o potencial de turismo cultural do município só tenda a ser mais desenvolvido ainda, ampliando o conceito de serviços e comércio no município. O Carnaval é um grande exemplo”, sustenta.

Na Secretaria de Cultura estadual, pela primeira vez, Minas Gerais tem uma diretoria que contempla a economia da cultura, assunto antes tratado de maneira não sequencial. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) acompanhou a espontaneidade do Carnaval, fortalecendo-o institucionalmente, gerando condições para que a festa crescesse de maneira organizada e segura.

Além disso, a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, por exemplo, também contemplou, no último ano, alguns projetos relacionados à folia, ou seja, além das ações da Belotur, a cultura também visa atuar de maneira transversal e fortalecer o Carnaval.

Uma dos maiores desafios que a Economia Criativa enfrenta é o associativismo em tempos de problemas de geração de emprego no século XXI. “Olha, a economia tem vários desafios. Um deles é o associativismo, de  pessoas que atuam nesse setor, em vários segmentos com baixos níveis de associação e até os que têm o nível maior existe uma dificuldade que a central de fragmentação de ações. O que se pretende com isso é promover e entender essas dificuldades e atuar no sentido de atenuar isso e fortalecer esses segmentos, seja estimulando o associativismo criando canais de comunicação com o governo ou até consolidando ações que estão fragmentados para alguns”, observa.

Savassi Criativa 

A Savassi é um dos bairros mais conhecidos da capital mineira e abriga bares, lojas, baladas, empresas, espaços culturais. Dos treze segmentos dos grupos da economia criativa, dez se encontram na região da Savassi.

A Savassi Criativa é um movimento de iniciativa cidadã que atua para o desenvolvimento da qualidade de vida do bairro levando em consideração sua importância história e cultural, seu ecossistema criativo e sua população diversa.

Segundo Natalie Oliffson, vice presidente do projeto, a savassi é por vocação “o distrito criativo” de Belo Horizonte. Um verdadeiro hub onde se encontram empresas e profissionais de todos os campos da Economia Criativa.

Para a consultora em marketing, a economia criativa é flexível e inclui iniciativas que vão além da área cultural. “No Brasil, o conceito de Economia Criativa está sendo assimilado por governos e mercados, e pessoalmente acredito que quando compreendermos nossas forças nestas áreas poderemos dar um salto em desenvolvimento”, acredita Natalie.

A Economia Criativa e o Projeto Savassi Criativa se relacionam seguindo dois preceitos como ferramentas: O FIB (Felicidade Interna Bruta) como filosofia e a Economia Criativa. Na visão de Natalie Oliffson “A Savassi é uma das regiões da cidade onde a Economia Criativa já está presente, sendo uma vocação natural e um posicionamento.” Por isso, o movimento já se articula junto aos órgãos municipais e estaduais para promover o reconhecimento da Savassi como um ‘Distrito Criativo’ a fim de que possam se desenvolver políticas públicas neste sentido.

Em tempos de desemprego em curva ascendente, a economia criativa aparece como uma alternativa para diminuir esses números. O estado de Minas Gerais vem avançando muito nessa área e desenvolvendo muitos estudos sobre o assunto. Atenta ao crescimento da economia criativa, a PBH vem investindo muito no setor, os dados utilizados para desenvolvimento dessa notícia foi cedido por eles com informações que levantam a algum tempo, mostrando dessa forma como tem sido dada uma atenção especial.

Em 2018, foi criado o Horizonte Criativo, um projeto estratégico intersetorial da Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de oferecer o ambiente adequado para que as atividades criativas possam prosperar em Belo Horizonte. Exemplos como a Semana de Moda de Belo Horizonte, o programa de incentivo fiscal para empresas de base tecnológicas (Proemp), a candidatura como cidade criativa da Unesco (em gastronomia), o programa de incentivo ao audiovisual (BH nas Telas), reforçam a ideia do crescimento.

*(Os estagiários escreveram a reportagem sob supervisão do jornalista Felipe Bueno).

 

 

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Alunos formandos do curso de moda da Una apresentam-se ao mercado com coleções criativas. Foto: Tiago Torres.

Evento já recorrente no calendário da moda na capital mineira, o UnaTrendsetters apresentará, em sua 16ª edição, na próxima terça-feira, dia 9 de julho, os novos talentos da moda ao mercado

Por Moisés Martins*

As tendências para o inverno 2020 serão apresentadas pelos alunos concluintes do curso de moda do Centro Universitário Una na próxima terça-feira, dia 9 de julho, às 19h30, no evento UnaTrendsetters, que ocorrerá no salão panorâmico do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão.

A 16ª edição do evento foi pensada a partir do tema “Experiências Estéticas” e promete surpreender, trazer novas sensações, recriar e deslocar o público do seu cotidiano.

“Serão, ao todo, 23 desfiles, que apresentam propostas completamente diferentes, de moda praia a acessórios barrocos, com modelagem para todo o tipo de cliente do mercado mineiro. Estamos antecipando as coleções do inverno de 2020”, ressalta o diretor criativo do UnaTrendsetters, Aldo Clécius.

O propósito primordial do desfile é apresentar os novos talentos da moda ao mercado. O curso de moda do Centro Universitário Una, coroado com 5, nota máxima pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), aproveita também para estimular, nos alunos, a veia do empreendedorismo. Eles são incentivados, desde as primeiras aulas, a pensar a moda como modelo de negócio e inovação.

A coordenadora do curso de moda, Renata Canabrava, ressalta que esse é o momento de olhar para todo o percurso formativo do curso e de avaliar os resultados, que são materializados nos produtos desfilados.

“O UnaTrendsetters representa o encerramento de um ciclo acadêmico para os egressos do curso de Moda da Una, ao mesmo tempo em que inaugura a trajetória profissional dos alunos”, comenta Renata.

Peça da coleção “De — Fluências s.f. /ato ou efeito de passar, decorrer, discurso, sucessão”, da aluna e estilista de moda Anna Vitória Vieira. (Foto: Tiago Torres)

Vitrine

As 23 coleções apresentadas em desfiles levam às passarelas sonhos, desejos, histórias e inovação, que se entrelaçam a fim de tornar cada coleção única e excepcional.

Uma das coleções apresentadas para o inverno 2020 será “De — Fluências s.f. /ato ou efeito de passar, decorrer, discurso, sucessão”, da aluna e estilista de moda Anna Vitória Vieira. As peças criadas têm como inspiração a ligação das obras do estilo Petit Genre (Pintura de gênero) brasileiro com suas raízes. A imagens, quando interligadas, dialogam uma estética similar.

A coleção homenageia a cultura caipira, o plantio doméstico e cenas do ofício. A coleção apresentada no desfile integra a Mevza, marca criada por Anna Vitória, que traz a força do nosso interior para o exterior, e mostra, por meio desta a beleza, a riqueza dos detalhes da cultura brasileira.

Idealizada em 2018, a Mevza surgiu do desejo de mãe e filha em dar concretude a uma moda que correspondesse aos anseios de uma mulher contemporânea, que busca comunicar, no vestuário, o gosto pelo design popular, as artes e o seu vínculo para estética representativa.

A formanda revela que participar do UnaTrendsetters sempre foi um sonho para ela, desde o início da faculdade, quando passou a esforçar-se a cada semestre para que evoluísse como profissional e estilista.

Peça da coleção “De — Fluências s.f. /ato ou efeito de passar, decorrer, discurso, sucessão”, da aluna e estilista de moda Anna Vitória Vieira. (Foto: Tiago Torres)

“Estar no UnaTrendsetters é o resultado de todo esforço e aprendizado que tive no decorrer da faculdade. Estou contando os dias para que esse sonho se realize, e extremamente ansiosa para assistir na passarela toda a materialização das minhas raízes e história. Em seguida, espero poder ter a avaliação do público a respeito da Mevza e da coleção ‘De — Fluências’”, confessa a estilista.

O estilista Filipe Mitrioni desenvolveu uma coleção inspirada na cultura Queer. (Foto: Rico Sosa)

Os alunos são livres para criar suas próprias coleções e marcas. O evento tem trazido, em todas suas edições, coleções com temas atuais e de grande relevância midiática. Na última edição, o então formando Carlos Henrique dos Santos desenvolveu trabalho totalmente inspirado nos negros, favelas e no Museu Muquifu, de Belo Horizonte.

O caráter social-político-cultural toma conta da passarela mais uma vez. Na próxima terça-feira (9), o aluno Filipe Mitrioni apresentará trabalho inspirado na Teoria Queer (teoria que rompe com a ideia de que os papéis sexuais são determinados biologicamente e que afirma que a orientação sexual e identidade de gênero são resultados de uma construção social). Apaixonado pelo tema, Filipe trata sobre diversidade de gênero, o estranho, sobre corpos trans, suas mutações e tudo que não é padrão para a sociedade.

“Tenho um DNA dramático, e bastante criativo, com isso procuro me inspirar em temas que fazem parte do meu universo e que também despertam o interesse das pessoas. A partir disso, surgiu a inspiração para a coleção ‘Sweet but psycho’”, explica o formando. Entre os modelos que irão desfilar com as peças do jovem estilista, uma é transexual, e outro, gay.

Reality show

Durante o evento, um dos desfiles vai mostrar o resultado do concurso Parceria com o mercado — a criação de uma linha de uniformes para o LM Studio, salão de beleza da capital mineira. A ideia do concurso, que consistia na criação de uniformes para os profissionais do salão LM Studio, foi proporcionar uma experiência para futuros designers de moda, aproximando-os do mercado de beleza, a partir da criação.

O concurso, no formato de reality show, foi realizado em três etapas: a primeira foi a apresentação do projeto, do moodboard conceitual e, logo depois, apresentação final dos croquis.

A gerente de marketing do Salão LM, Paula Moreira, comemora a parceria. “O projeto veio em um momento muito legal, celebrando os 40 anos do salão LM, estou super confiante, acredito que a Una não foi escolhida por acaso, a gente confia muito nos trabalhos dos alunos, estou com grandes expectativas”, entusiasma-se.

O grupo vencedor, composto pelos alunos do curso de moda Una, Pedro Menegasse, Letícia Dias e Norberto Resende, apresentou trabalho que mescla conforto sem perder de vistas a inovação e originalidade.

“Foi muito incrível trabalhar com ideias distintas, a fim de criar um produto assertivo. Durante o processo de criação da coleção, priorizamos o conforto e as características visuais do salão, trabalhamos muito a ideia principal que era a produção de um uniforme, mas com uma pegada fashion respeitando as necessidades de cada setor, e principalmente dando uma cara nova para os profissionais do salão”, afirma o aluno de moda Norberto Resende, integrante do grupo vitorioso.

A multidisciplinaridade do evento

Para além do estágio em eventos de moda, o UnaTrendsseters se consolidou com mais de 40 estagiários de cursos diversos como arquitetura, publicidade, gastronomia, moda, estética, relações públicas, design gráfico, cinema e jornalismo.

O concurso Parceria com o mercado — a criação de uma linha de uniformes para o LM Studio foi documentado por três alunos do curso de jornalismo do Centro Universitário Una, Marcelo Duarte, Italo Charles e Moisés Martins, que acompanharam de perto todas as etapas da competição. O vídeo que mostra a produção e todas as etapas do concurso será apresentado na 16ª edição do Una Trendsetters.

Para o aluno do sexto período de jornalismo da Una, Marcelo Duarte, participar da cobertura do evento de moda foi um grande desafio.

“Nunca tive um contato tão grande com todas as etapas de criação da moda. Trabalhar no reality me fez ter experiências novas nunca obtidas durante o curso de jornalismo, foi um aprendizado enorme”, afirma Duarte.

*(O estagiário escreveu a reportagem sob supervisão do jornalista Felipe Bueno).