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Cultura

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Em 2011 o Indie Festival chega à sua 11ª edição e segue com a proposta de disponibilizar, para o grande público, filmes que, normalmente, não entram em circuito comercial. O festival começou no dia 2 de setembro e termina no dia 8. Os filmes selecionados foram divididos nas seguintes categorias: Mostra Mundial, Indie Brasil e Música do Underground. Além disso, o festival apresenta duas retrospectivas – uma do cineasta húngaro Béla Tarr e outra da francesa Claire Denin – e uma homenagem especial ao também francês Pierre Coulibeuf.

A 11ª edição conta com três locais de exibição: o Teatro Oi Futuro, no Mangabeiras, o Sesc Palladium, no centro, e o Cine Humberto Mauro, localizado dentro do Palácio das Artes. A maioria dos filmes tem classificação indicativa para a faixa de 14 anos. No entanto, existem algumas exceções e alguns filmes tem classificação 16 ou 18 anos. Os ingressos são gratuitos e distribuídos, nos locais, meia hora antes do início das sessões. Vale lembrar àqueles que querem conferir a mostra que a sala do Cine Palladium é a mais movimentada e a que tem menor número de assentos, logo, vale à pena chegar um pouco mais cedo para garantir lugares.

Para mais informações, o site do festival é www.indiefestival.com.br e o telefone de contato é (31) 8677-9355. O festival ainda tem um perfil no twitter, @indiefestival, com informações atualizadas.

Por Eduarda Gonzalez e Vinícius Calijorne

Vídeo: Eduarda Gonzalez, Henrique Muzzi, Vanessa Gomes e Vinícius Calijorne

Foto: Divulgação

A partir de amanhã, 02 de agosto, às 19h, a Biblioteca Pública estadual Luiz Bessa abriga a exposição “Escrito na Embalagem” que une Artes Plásticas e Publicidade. “O título da exposição faz uma referência às informações que, normalmente, vem contidas em rótulos de produtos”, explica o publicitário e artista plástico Lamounier Lucas Pereira Junior, o criador das obras. “A gente sempre presta atenção nos slogans publicitários e no que está escrito neles, convivemos com as embalagens boa parte de nossas vidas”, destaca.

O publicitário e artista plástico Lamounier Lucas
O publicitário e artista plástico Lamounier Lucas

Uma das obras que compõe a exposição é uma embalagem de Polvilho Antiséptico Granal. Estampada nas suas diversas versões para que o observador acompanhe a evolução da peça publicitária, o artista plástico e publicitário incrementa a imagem com a foto de uma negra. A mulher estampada no quadro é uma empregada da sua avó, ela não gostava de negros e não se sentia como uma, após tomar banho ela se encharcava com o polvilho para que ela ficasse branca. Essas lembranças que guardam relação com uma memória afetiva das pessoas foi o critério para a seleção de rótulos a serem trabalhados artisticamente, de acordo com Lamounier Lucas.

Lamounier explica ainda como escolheu as embalagens: “O recorte para a escolha das obras partiram desse ponto de vista afetivo. Não escolhi marcas quaisquer, não escolhi marcas que fosse de mais fácil acesso. A escolha foi por marcas que de alguma forma marcaram a minha infância e adolêscia, marcas que são conhecidas por boa parte das pessoas e marcas que tenham uma certa vida, uma certa história”.

A exposição fica aberta ao público até o dia 26 de agosto. A visitação é de segunda a sexta das 8h às 20h e, aos sábados, das 8h às 13h.

Por: Bárbara de Andrade e Felipe Bueno

Foto: Felipe Bueno

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Como mensurar o trabalho criativo? Esse é um dos grandes desafios da chamada economia criativa, ramo moderno da economia que engloba toda a produção intelectual criativa. A economia absorve não somente a produção cultural, mas também a produção de tecnologia, e outros ramos mais funcionais como moda, arquitetura, design e outras.

O termo ainda é novo e ainda em construção, surgiu nos primeiros anos do século 21, recentemente o Minc (Ministério da Cultura) criou a Secretaria de Economia Criativa com a proposta de discutir o potencial econômico do setor. Segundo a UNESCO, os produtos culturais inseridos na economia criativa saltaram de rendimento de US$ 39,3 bilhões para US$ 59,2 bilhões no período de 1994 a 2005.

De 11 de julho até o dia 13, foi realizado o 5° Seminário de Gestão Cultural, promovido pelos alunos de pós-graduação do Centro Universitário UNA. O seminário procurou abordar conceitos de sustentabilidade econômica na economia criativa. Na noite de terça feira, 12 de julho debateu-se sobre o tema “Sustentabilidade criadora ocupando o conceito de economia criativa”. “Uma das grandes diferenças da economia criativa é a produção que é bastante heterogênea, que vai desde grandes estúdios de cinema, até os casebres de produção artesanal”, enfatizou Ana Carla Fonseca, economista especializada em Economia Criativa. Ana Carla Fonseca fez parte da banca do segundo dia do Seminário. A economista também explica como se dá o consumo dos produtos dentro da economia criativa:

Na mesa de debate também estava presente, Thales Silveira, representante da Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Marcos Barreto gerente de cultura da Vivo e Selma Cristina Silva, representante do Instituto Itaú Cultural.

Segundo Thales Silveira, a economia criativa é apenas um novo termo que substituía economia Cultural que já era trabalhada dentro do Minc. “O que muda mesmo são as áreas de abrangência, aonde há uma ampliação maior, com base nos três princípios que o Minc passou a adotar: diversidade cultural, inclusão social e sustentabilidade ambiental”, explica.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em 2008, a economia criativa representa 16,4% do PIB brasileiro. Esse mesmo dado é contestado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que aponta que esse a economia do capital intelectual só movimenta 8% do PIB nacional. Segundo a Firjan,a media salário da classe criativa brasileira é de R$ 1.666 , 42% maior a média dos trabalhadores formais que fica no R$ 1.170.

Thales Silveira discorda dos dados referentes à economia, é lembra que mesmo o Minc ainda não tem recursos para recolher informações sobre os ganhos da economia cultural. No seminário Thales apontou que a falta de dados relevantes e confiáveis é um dos grandes desafios da Secretaria de Economia Criativa (Conheça os outros desafios)

Logo mais adiante a discussão sobre a sustentabilidade econômica dos projetos culturais, analisou os casos bem sucedidos das empresas Vivo e Itaú. Em julho de 2004 foi criado o Instituto Vivo que tem como missão promover “o maior número de pessoas possa se conectar, a qualquer momento e em qualquer lugar, possibilitando viver de forma mais humana, segura, inteligente e divertida”. Marcos Barreto, gerente de cultura da Vivo explica o conceito de redes de proposto pela empresa:


Outro Instituto Cultural que tem seu nome reconhecido no mercado é o Itaú Cultural que já participa da cena cultural brasileira há mais de 20 anos. Selma Cristina representante do instituo no seminário. A representante do Itaú Cultural salienta que o instituto não promove o marketing cultural. “Ele não é uma instituição ligada ao marketing, na verdade o Itaú Cultural partiu do pressuposto sobre como seria trabalhar com cultura e de como seria possível trabalhar com a arte brasileira”, enfatiza.

Vontades criadoras na cultura: soluções sustentáveis é tema do V Seminário de Gestão Cultural

Em seu terceiro dia do seminário, cujo foco é economia sustentável, os palestrantes convidados da noite: Baby Mesquita (Mimulus Cia de Dança), Marcos Coletta (Quatroloscinco) e Patrícia Manata (Caminho das Artes) debateram sobre as barreiras em que os grupos culturais enfrentam para estruturar seus projetos.

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Dessa vez o debate gerou em cima da classe artista mineira que de algum modo também representavam a classe brasileira.Podemos dizer que todos os palestrantes chegam à mesma opinião: É preciso ter mais leis de incentivo, que não restringem o trabalho do grupo artístico.

Marcos Coletta do grupo teatral Quatro los Cinco relembra das dificuldade encontradas pelo seu grupo para sobreviver no mercado cultural:

A companhia de dança Mimulus , gerenciada por Baby Mesquita , começou como uma escola de dança  em 1992 e hoje também é um Associação Cultural , Baby Mesquita relembra a trajetória de consolidação da companhia de dança e as dificuldades encontradas

De acordo com os participantes o problema geral que agrava a cena cultural brasileira é mesmo a falta de patrocínio. ” Apesar da leis de incetivo, as empresas estão em falta no mercado cultural” declara Patrícia Manata

Por: Marcos Oliveira e Marina Costa

Autor de “Marvin”, “Homem Primata”, “Diversão” e tantas outras músicas que redefiniram o cenário musical brasileiro nos anos 1980, o Titã, Sérgio Britto trilhou uma carreira sólida e, hoje, mostra acordes mais suaves em uma apresentação solo. Aproveitando as férias do conjunto, Britto abre espaço na sua agenda para divulgar o seu mais recente CD intitulado “SP55”. O nome do álbum é sugestivo e guarda relação afetiva com a rodovia em que tantas vezes ele passou a caminho do litoral norte de São Paulo.

Na noite da quinta-feira, 7, o Contramão Online esteve presente no bate papo com Sérgio Britto, na Casa UNA de Cultura, oportunidade em que o cantor e compositor destacou as características do seu trabalho solo que reúne influências das diferentes vertentes da música brasileira, como o samba paulista e a bossa nova em um formato pop. O cantor que já havia gravado dois CDs solos, disse que nos shows dos anteriores tocava muito Titãs, e que a sonoridade lembrava um pouco a banda, mas que nesta turnê do álbum SP55, vai tocar mais músicas do mesmo. “Não estou cantando muitas músicas do Titãs nestes shows, toco duas músicas do Titãs, mas o grosso é desse disco”, revela Sérgio.

No inicio do bate papo, Britto destacou as diferenças entre o seu trabalho nos Titãs e o seu trabalho solo. Confira no áudio:

“É outro clima eu vou fazer um show em um teatro, são shows que tem percussão, dois violões, baixo, bateria é um show com mais ritmo, muito diferente dos Titãs”, define. Ouça o áudio:

Estrada da vida

Para Britto, a rodovia é uma metáfora da estrada da vida. “É um caminho pessoal, de uma descoberta e uma coisa que você vai seguindo. A SP-55 é uma espécie de microcosmo do Brasil como todo lugar você vê miséria de um lado da estrada e luxo do outro, tem violência, tem tudo. Eu achei que era um título sugestivo, o nome é sonoro e por isso resolvi colocar”, observa.

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Fotos de Divulgação – Marcelo Tinoco

O novo álbum explora uma sonoridade pop unida ao lirismo rítmico da bossa nova, é um produto do contato que Britto teve, ainda jovem, com os grandes nomes da Bossa e da MPB, nas décadas de 1960 e 1970. Nesta época, Sérgio Britto morava no Chile, devido o exílio de seus pais, durante o regime militar no Brasil. Assim a música brasileira era ouvida em sua casa com carinho, algo que despertava a saudade.

“Eu sempre ouvi todos os estilos desde Bossa Nova, os Tropicalistas e Jovem Guarda. Isso também faz parte da minha vida, assim como bandas de rock gringas. Acho que isso tudo ajudou na minha formação musical. E o Titãs é uma banda que tem um cuidado com as letras das canções, com a adequação de música e letra, um cuidado muito que é típico da música brasileira. Essa é uma influência forte no nosso trabalho e as pessoas reconhecem isso”, avalia Britto.

Intimista, cool, essa é uma definição possível para o novo álbum de Britto que mescla, ainda, drum’n’bass e música latina. O autoral “SP55” é o seu terceiro trabalho solo. Vozes femininas dão um tom ainda mais suave ao álbum, as participações são de Wanderléia, Marina de La Riva e Negra Li.

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Clique aqui e confira a galeria de fotos, conversa com Sérgio Britto na Casa Una de Cultura

O tecladista falou das indecisões antes de optar pela música. “Já quis ser artista plástico, comecei a fazer faculdade de artes plásticas e filosofia, parei as duas”, relata. Sérgio Britto estudou piano e resolveu depois de assistir um show de Nelson Cavaquinho e Cartola, show este que lhe despertou o desejo de fazer música popular. “A música popular é muito rica, mistura muita coisa. Poesia com música, experimentar milhares de coisas dentro daqueles três minutos. É uma coisa mágica”, afirma Britto.

Sobre a relação com os Titãs, Sérgio não pretende deixar a banda. “Eu acredito que a gente possa fazer coisas ainda muito legais que a gente não fez e que eu só faço com eles. Tem coisas que eu não faria na minha carreira solo, que posso fazer com os Titãs, que eu quero fazer”, relata. “Eu não tenho essa vontade de sair, é claro que o futuro a Deus pertence”, reforça.

O tempo é um problema real diz o compositor. “Os shows de lançamento do CD estão sendo feitos no 15 dias de férias dos Titãs pra tentar pegar algo próximo de um fim de semana, mas em geral eu tenho uma quinta-feira, uma quarta-feira, é tudo meio a conta gota porque a prioridade pra quem está na banda é a banda”, conclui.

Mercado fonográfico

Segundo o artista por causa da internet as pessoas criaram o hábito de não pagarem mais por música, de achar que não devem pagar, mesmo as pessoas eu gostam do teu trabalho acham caro. “O padrão que é causa de tudo isso mudou, acho que a gente ainda está em uma fase de transição, com essa coisa da internet. Como os artistas terão ganhos com isso, para poder investir no trabalho, isso ainda está em um processo”, avalia.

Para Britto a alternativa é um trabalho com mais qualidade, um preço razoável, e coisas estimulantes para as pessoas como: promoções. “Isso vai ter que ser inventado aos poucos pra recuperar esse tipo de relação”, afirma.

Por Felipe Bueno e Bárbara de Andrade

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Será encerrada , amanha 22 de maio  as comemorações da Semana Nacional do Museu.  A 9ª edição da semana teve como tema Museu e Memória .

Confira  a reportagem a seguir:

Reportagem: Thaline Araujo

Imagens: Raphael Jota

Produção: Andressa Silva e Marcos Oliveira

Edição: Vanessa Cog

A Prefeitura de Belo Horizonte e o Movimento Respeito por BH promoveu nesta sexta-feira, 20, a abertura da exposição fotográfica “Cidadão – cuidando do que é de todos”. A abertura aconteceu às 15h, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, anexo Professor Francisco Iglesias, na Praça da Liberdade, que teve a presença de alunos de escolas públicas, professores, representantes do Governo e Prefeitura, além de apresentações infantis e da banda da Guarda Municipal.

Apresentação Infantil

O projeto tem o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, Ministério Público Estadual, Polícia Militar, Polícia Civil, OAB e setores da sociedade civil. A exposição sugere 122 registros das ações de despiches (limpeza de pichações) e a mobilização popular e dos órgãos públicos resgatando o espaço urbano, reconstituindo e cuidando do patrimônio da capital.

Um dos saldos positivos nesta campanha de combate ao vandalismo foi o esforço da população contra a pichação. Moradores, pais, alunos, professores, comerciantes, instituições e demais participantes reuniram esforços, para limpar os muros castigados pelo vandalismo.

Solange Soares que passava pelo local e que trabalha como Serviços Gerais no Memorial Minas gerais – Vale, disse que a ideia do movimento é ótima. “Eu acho uma boa iniciativa, isso poderia acontecer mais vezes em belo Horizonte”, afirma.

O Movimento Respeito BH salienta o ordenamento e a correta utilização do espaço urbano. A exposição é o registro da mobilização popular e o apoio dos órgãos públicos a estas iniciativas que resgatam o espaço urbano, reparam e protegem o patrimônio da cidade de Belo Horizonte.

A Diretora da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, Thais Queiroz Brescia defende que a preservação é muito importante para a cultura e que é nosso dever manter a cidade limpa. “É direito de todo cidadão viver em lugar limpo e preservado”, completa.



Explica ainda sobre a importância das escolas terem acesso a este tipo de informação.



Demonstração de limpeza

Representantes da empresa Sauber Jet estiveram no local para uma demonstração de limpeza de uma parede pichada. Roberto Medeiros que é um dos parceiros da empresa, disse que movimentos como este é muito importante para a conscientização das crianças. “Este tipo de educação tem que começar na infância e isso é fundamental”, recomenda.

A remoção da pichação dura de 10 a 15 minutos, usando um sistema que não utiliza produtos químicos ou água, realizando a seco e sem geração de resíduos.

Despiche

Texto por Anelisa Ribeiro e Raphael Jota

Foto por Thaline Rachel

Audio por Raphael Jota