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desfile

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Alunos formandos do curso de moda da Una apresentam-se ao mercado com coleções criativas. Foto: Tiago Torres.

Evento já recorrente no calendário da moda na capital mineira, o UnaTrendsetters apresentará, em sua 16ª edição, na próxima terça-feira, dia 9 de julho, os novos talentos da moda ao mercado

Por Moisés Martins*

As tendências para o inverno 2020 serão apresentadas pelos alunos concluintes do curso de moda do Centro Universitário Una na próxima terça-feira, dia 9 de julho, às 19h30, no evento UnaTrendsetters, que ocorrerá no salão panorâmico do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão.

A 16ª edição do evento foi pensada a partir do tema “Experiências Estéticas” e promete surpreender, trazer novas sensações, recriar e deslocar o público do seu cotidiano.

“Serão, ao todo, 23 desfiles, que apresentam propostas completamente diferentes, de moda praia a acessórios barrocos, com modelagem para todo o tipo de cliente do mercado mineiro. Estamos antecipando as coleções do inverno de 2020”, ressalta o diretor criativo do UnaTrendsetters, Aldo Clécius.

O propósito primordial do desfile é apresentar os novos talentos da moda ao mercado. O curso de moda do Centro Universitário Una, coroado com 5, nota máxima pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), aproveita também para estimular, nos alunos, a veia do empreendedorismo. Eles são incentivados, desde as primeiras aulas, a pensar a moda como modelo de negócio e inovação.

A coordenadora do curso de moda, Renata Canabrava, ressalta que esse é o momento de olhar para todo o percurso formativo do curso e de avaliar os resultados, que são materializados nos produtos desfilados.

“O UnaTrendsetters representa o encerramento de um ciclo acadêmico para os egressos do curso de Moda da Una, ao mesmo tempo em que inaugura a trajetória profissional dos alunos”, comenta Renata.

Peça da coleção “De — Fluências s.f. /ato ou efeito de passar, decorrer, discurso, sucessão”, da aluna e estilista de moda Anna Vitória Vieira. (Foto: Tiago Torres)

Vitrine

As 23 coleções apresentadas em desfiles levam às passarelas sonhos, desejos, histórias e inovação, que se entrelaçam a fim de tornar cada coleção única e excepcional.

Uma das coleções apresentadas para o inverno 2020 será “De — Fluências s.f. /ato ou efeito de passar, decorrer, discurso, sucessão”, da aluna e estilista de moda Anna Vitória Vieira. As peças criadas têm como inspiração a ligação das obras do estilo Petit Genre (Pintura de gênero) brasileiro com suas raízes. A imagens, quando interligadas, dialogam uma estética similar.

A coleção homenageia a cultura caipira, o plantio doméstico e cenas do ofício. A coleção apresentada no desfile integra a Mevza, marca criada por Anna Vitória, que traz a força do nosso interior para o exterior, e mostra, por meio desta a beleza, a riqueza dos detalhes da cultura brasileira.

Idealizada em 2018, a Mevza surgiu do desejo de mãe e filha em dar concretude a uma moda que correspondesse aos anseios de uma mulher contemporânea, que busca comunicar, no vestuário, o gosto pelo design popular, as artes e o seu vínculo para estética representativa.

A formanda revela que participar do UnaTrendsetters sempre foi um sonho para ela, desde o início da faculdade, quando passou a esforçar-se a cada semestre para que evoluísse como profissional e estilista.

Peça da coleção “De — Fluências s.f. /ato ou efeito de passar, decorrer, discurso, sucessão”, da aluna e estilista de moda Anna Vitória Vieira. (Foto: Tiago Torres)

“Estar no UnaTrendsetters é o resultado de todo esforço e aprendizado que tive no decorrer da faculdade. Estou contando os dias para que esse sonho se realize, e extremamente ansiosa para assistir na passarela toda a materialização das minhas raízes e história. Em seguida, espero poder ter a avaliação do público a respeito da Mevza e da coleção ‘De — Fluências’”, confessa a estilista.

O estilista Filipe Mitrioni desenvolveu uma coleção inspirada na cultura Queer. (Foto: Rico Sosa)

Os alunos são livres para criar suas próprias coleções e marcas. O evento tem trazido, em todas suas edições, coleções com temas atuais e de grande relevância midiática. Na última edição, o então formando Carlos Henrique dos Santos desenvolveu trabalho totalmente inspirado nos negros, favelas e no Museu Muquifu, de Belo Horizonte.

O caráter social-político-cultural toma conta da passarela mais uma vez. Na próxima terça-feira (9), o aluno Filipe Mitrioni apresentará trabalho inspirado na Teoria Queer (teoria que rompe com a ideia de que os papéis sexuais são determinados biologicamente e que afirma que a orientação sexual e identidade de gênero são resultados de uma construção social). Apaixonado pelo tema, Filipe trata sobre diversidade de gênero, o estranho, sobre corpos trans, suas mutações e tudo que não é padrão para a sociedade.

“Tenho um DNA dramático, e bastante criativo, com isso procuro me inspirar em temas que fazem parte do meu universo e que também despertam o interesse das pessoas. A partir disso, surgiu a inspiração para a coleção ‘Sweet but psycho’”, explica o formando. Entre os modelos que irão desfilar com as peças do jovem estilista, uma é transexual, e outro, gay.

Reality show

Durante o evento, um dos desfiles vai mostrar o resultado do concurso Parceria com o mercado — a criação de uma linha de uniformes para o LM Studio, salão de beleza da capital mineira. A ideia do concurso, que consistia na criação de uniformes para os profissionais do salão LM Studio, foi proporcionar uma experiência para futuros designers de moda, aproximando-os do mercado de beleza, a partir da criação.

O concurso, no formato de reality show, foi realizado em três etapas: a primeira foi a apresentação do projeto, do moodboard conceitual e, logo depois, apresentação final dos croquis.

A gerente de marketing do Salão LM, Paula Moreira, comemora a parceria. “O projeto veio em um momento muito legal, celebrando os 40 anos do salão LM, estou super confiante, acredito que a Una não foi escolhida por acaso, a gente confia muito nos trabalhos dos alunos, estou com grandes expectativas”, entusiasma-se.

O grupo vencedor, composto pelos alunos do curso de moda Una, Pedro Menegasse, Letícia Dias e Norberto Resende, apresentou trabalho que mescla conforto sem perder de vistas a inovação e originalidade.

“Foi muito incrível trabalhar com ideias distintas, a fim de criar um produto assertivo. Durante o processo de criação da coleção, priorizamos o conforto e as características visuais do salão, trabalhamos muito a ideia principal que era a produção de um uniforme, mas com uma pegada fashion respeitando as necessidades de cada setor, e principalmente dando uma cara nova para os profissionais do salão”, afirma o aluno de moda Norberto Resende, integrante do grupo vitorioso.

A multidisciplinaridade do evento

Para além do estágio em eventos de moda, o UnaTrendsseters se consolidou com mais de 40 estagiários de cursos diversos como arquitetura, publicidade, gastronomia, moda, estética, relações públicas, design gráfico, cinema e jornalismo.

O concurso Parceria com o mercado — a criação de uma linha de uniformes para o LM Studio foi documentado por três alunos do curso de jornalismo do Centro Universitário Una, Marcelo Duarte, Italo Charles e Moisés Martins, que acompanharam de perto todas as etapas da competição. O vídeo que mostra a produção e todas as etapas do concurso será apresentado na 16ª edição do Una Trendsetters.

Para o aluno do sexto período de jornalismo da Una, Marcelo Duarte, participar da cobertura do evento de moda foi um grande desafio.

“Nunca tive um contato tão grande com todas as etapas de criação da moda. Trabalhar no reality me fez ter experiências novas nunca obtidas durante o curso de jornalismo, foi um aprendizado enorme”, afirma Duarte.

*(O estagiário escreveu a reportagem sob supervisão do jornalista Felipe Bueno). 

“Em tempos de tempestade, o luxo é o otimismo e o estado é a graça de escapar, mas de forma criativa”, destaca Aldo Clécius, Diretor Criativo.

A 10ª edição UNATRENDSETTERS, evento de encerramento do curso de Moda do Instituto de Comunicação e Arte UNA-ICA, ocorreu em Belo Horizonte, entre os dias 5 e 6 de julho, apresentou, para profissionais da moda do mercado mineiro, entre eles, Renata Canabrava e Aldo Clécius, os trabalhos realizados pelos formandos do curso de Moda do centro Universitário UNA, do Instituto de Comunicação e Artes. Além dos desfiles foram registrados, apresentações audiovisuais, em que os alunos apresentaram suas coleções através de videoclipes e ensaios fotográficos no auditório do ICBEU.

Com o tema Escapismo, a 10ª edição trouxe tendências para a moda inverno 2016/2017. As criações foram inspiradas por clássicos da literatura e da arte e também por épocas marcantes do Brasil. As estudantes Gabriela Ribeiro e Luana Tamara apresentaram sua marca “Retrô Glam”, retratando os Anos Dourados da cidade do Rio de Janeiro. “Aleijadinho, a Arte de um Gênio” é a coleção criada por David Maia que trouxe, através da GaleriaD, o trabalho para o desfile. Já a universitária Silvia Torquetti criou a coleção “Brasil, o País do Futebol”, inspirando-se no universo masculino e no futebol, “A minha paixão pela moda masculina começou quando me deparei com a dificuldade dos meus familiares em encontrar roupas que fossem do agrado deles”, conta Torquetti que completa “Eu tenho um irmão e todos os meus primos são homens. Toda vida eu convivi e cresci no meio deles. Na faculdade voltei a produção das minhas criações para  a moda masculina, e agora no TCC eu criei essa marca justamente por isso.” declarou.

Na noite do dia 6, no Salão Ilustríssimo, ocorreu o encerramento do evento, contando com a entrega do Prêmio Moda Mineira e com homenagem a ex-aluna, Carol Maquí, pelo trabalho realizado por sua marca de bolsas e mochilas, “O Jambú”. Destinada para todos os públicos é influenciada pelo contexto urbano e de manifestações culturais. A marca é uma mistura de referências paraenses e mineiras, estados de origem de seus criadores, Carol Maquí e Swami Cabral, o que reflete na criação de cada uma das peças. Carol Maqui explica sobre a importância de receber tal homenagem, “em um evento que reúne tantos profissionais da área, receber a homenagem e ter a possibilidade de colocar a coleção na passarela trás para a marca uma visibilidade e grande reconhecimento. Vale lembrar que nossas bolsas desfilaram com roupas do estilista Dill Dias, também ex-aluno da UNA.”, completa.

Além de familiares a noite contou com a presença de professores e profissionais renomados no mercado, onde estes avaliaram as criações dos alunos, que tiveram os seus trabalhos inspirados por Carlos Drummond de Andrade e Aleijadinho. A surpresa da noite ficou para o trabalho realizado por Cynthia Cristina, com o projeto “Moda criativa para o melhor amigo do homem”, ela utilizou tecidos produzidos com pelos de cachorros da raça Poodle em suas peças, criando um desfile inusitado entre modelos e seus animais de estimação.


Reportagem e Fotografia: Sarah Mansur – 1º Período  do Curso de Jornalismo Multimídia UNA-ICA

 

Reunindo profissionais da saúde, pacientes e familiares, o Movimento da Luta Antimanicomial traz para as ruas a alegria e diversão na letra do samba enredo: “Eles passarão, nós passarinho”, o protesto contra o retrocesso que nos encara e diminui de forma eminente a conquista dos direitos de todos os cidadãos com sofrimento mental ou não.

“É a questão de olhar o outro e enxerga-lo assim como você gostaria de ser enxergado. Enxergar a diferença como todas as outras.”, nos conta João Vitor de Campos, estudante de jornalismo.

A data, que ainda não foi instituída formalmente como pessoa jurídica, conquistou seu espaço e possui forte representatividade e legitimidade na área da saúde e entre seus profissionais. O movimento, hoje, possui três cadeiras na Comissão Intersetorial de Saúde Mental do Conselho Nacional de Saúde. E traz como bagagem um ponto importante na área da saúde mental: a Reforma Psiquiátrica.

“É um trabalho que a gente vem executando. É contra os serviços prestados nos manicômios. Para atender essas pessoas nós temos a Central de Convivência, Cersam, Conversa de Rua, entre outros, que estão sempre de portas abertas. A proposta é dar atendimento onde a pessoa estiver. E é por isso estamos na luta por 25 anos.”, esclarece a psicóloga Carla Paulino.

 A luta que teve seu início em 1987 tem como objetivo a extinção dos manicômios, por meio de uma intervenção social, assim como a melhoria do tratamento de pessoas com sofrimento mental, já que naquele ano tornou-se público os absurdos que aconteciam nas instituições e o reconhecimento de seus direitos como cidadãos. Tudo isso embalado ao lema: “Por uma sociedade sem manicômios”.

“Eu acho importante o diálogo desse movimento, a luta antimanicomial, devido a triste historia que as pessoas com distúrbios mentais passam. Mas, movimentos como esse do dia 18 de maio são importantes para acabar com o preconceito.”, Opina Campos, Estudante de Jornalismo.

Texto: Ana Paula Tinoco/ Fotos: Yuran Khan