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Educação

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Cleuza Maria Teixeira Reis - Professora e supervisora da rede pública de educação

As aulas online são uma saída para a educação durante a pandemia, mas a rede pública ainda enfrenta problemas com famílias carentes

*Por: Jéssica Reis, Marcelo Duarte e Mariana Aroni

A inesperada pandemia de Covid-19 afetou todos setores importantes do Brasil, e a educação é um dos mais afetados. Segundo a Unesco, estima-se que cerca de 776,7 milhões de crianças e jovens estão sem aula em 85 países que adotaram o isolamento social. Na rede pública os desafios diários, como falta de acesso à internet, à computadores e telefones, têm sido enfrentados pelos professores, que tentam diminuir o impacto no ensino dos alunos.

Novas medidas tiveram que ser acionadas para que o ano letivo pudesse continuar a ser ministrado. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) preparou uma metodologia integrada com suporte de três ferramentas para utilização de um material construído por professores da própria rede pública para este momento. Os materiais disponibilizados são: o Plano de Estudo Tutorado (PET), o programa de TV Se Liga na Educação e o aplicativo para telefone Conexão Escola.

A professora e supervisora da rede pública, Cleuza Maria Teixeira Reis, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação inclusiva, falou ao Jornal Contramão um pouco das dificuldades e barreiras que este momento de isolamento social tem trazido para os professores.

 

 Como estão sendo ministradas as aulas para os alunos da rede pública?

As aulas estão sendo ministradas de maneira remota, através da formação de grupos no WhatsApp com cada turma, através do “Conexão Escola”, aplicativo do governo, e pela Rede Minas,com o programa “Se Liga na Educação”. E também, por meio de grupos em facebook, blogs da própria escola, etc

 Quais os maiores desafios que as aulas online trouxeram para a educação? Como está sendo o processo de adaptação para todos os envolvidos?

As aulas online trouxeram mudanças bruscas para o setor público educativo,  levando a mudanças em nossa rotina para que pudéssemos nos adaptar a esta nova versão de ensinar. Quanto ao processo de adaptação, depende do querer de cada um envolvido. Para o servidor público são muitas indagações, principalmente no que se refere à valorização dos nossos serviços. De como se dará isto, já que nas aulas presenciais era preciso ir para as ruas adquirir direitos que nos foram negados. Agora, em casa com a pandemia, a luta só fica nas redes sociais. Quanto às famílias, percebemos uma grande dificuldade de adaptação pois, muitas vezes, a falta de acesso à internet e [baixas] condições financeiras, impossibilitam que o material chegue até elas. Outras famílias não querem saber deste novo jeito, acham que a escola é obrigada a ensinar e não elas.

 Você acha que o sistema de aulas remotas será capaz de suprir as necessidades e trazer um conhecimento efetivo para os alunos?

Acredito que se houvesse uma adaptação melhor por ambas as partes poderíamos à longo prazo, sim. Mas… como temos visto, há dificuldade para chegar naquela criança sem telefone, sem televisão, até mesmo [sem] o que comer em casa. Impossível haver efetividade de ensino diante de tantas desigualdades sociais e educacionais.

 Vocês, professores, diretores e comunidade escolar, participaram da elaboração do material e dos conteúdos que estão sendo ministrados por meio das videoaulas e da apostila da Secretária de Educação? Como foram feitos?

Como professora, não. E acredito que uma parcela muito pequena dos servidores tivesse informações sobre este material.

 Desde o começo do ano letivo de 2020 a rede estadual está em greve. Em meio à greve surgiu a pandemia e, logo em seguida , as diretrizes de isolamento. Você acha que este ano letivo está perdido ou vê saída

Talvez, depende de vários fatores que nos ligam. O problema maior são nossas famílias que não possuem condições de terem telefones com internet, muitas vezes também não querem ter trabalho… Enfim, o novo é sempre difícil, mas o querer sair de onde estamos precisa acontecer de ambas as partes.

 Assim como estudantes, os professores também são prejudicados por falta de estrutura na migração das aulas presenciais para online. Como vocês têm sido afetados?

Com certeza, ambas as partes saem prejudicadas. Principalmente o professor por ser cobrado e não ter condições de pagar a própria conta por atraso do pagamento salarial e continuar ministrando suas aulas. Quanto à mim, sou afetada somente quando a internet não pega na região. Tenho buscado me adaptar.

 Além do atraso nos salários e no décimo terceiro, os professores da rede pública enfrentam ainda a dificuldade de trabalhar com escolas sem estrutura e alunos carentes, que por vezes não têm o básico para estudarem. Como esse cenário tem se agravado neste período de quarentena?

Cenário triste das periferias, onde as condições são precárias e a estrutura familiar sofre com a falta do que comer. Há crianças que iam à escola para se alimentar. Agora, com toda a situação de pandemia, são obrigadas a se virarem pelo pão de cada dia. Ficam sem condições de estudar, não se encaixam ao novo.

 

* A entrevista foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis e do professor Maurício Guilherme Silva Jr.

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Os postos municipais do Sine na capital estão com inscrições abertas para cursos de Assistente Administrativo, Espanhol Básico, Informática Básica e Inglês Básico. As inscrições estão abertas para o primeiro semestre de 2016 (sempre 30 dias antes da data de início de cada curso), ao todo, 74 vagas serão distribuídas e os cursos serão realizados entre os meses de fevereiro e maio.
Ministrados na Escola Profissionalizante Raimunda da Silva Soares, no bairro São Cristóvão, região Noroeste da cidade, a iniciativa vem para beneficiar jovens e adultos. Os cursos fazem parte do Programa Municipal de Qualificação, Emprego e Renda de Belo Horizonte (PMQER), voltado prioritariamente para beneficiários de programas sociais, residentes no município de Belo Horizonte e que necessitem de qualificação profissional para ingressar ou se manter no mercado de trabalho ou para geração de renda.

Programação

 

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Fique por dentro

  • Inscrições: De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, mediante disponibilidade de senhas.
  • – Sine Barreiro: Rua Barão de Coromandel, 982 – Barreiro
  • – Sine BH Resolve: Rua dos Caetés, 342 – Centro
  • – Sine Venda Nova: Rua Padre Pedro Pinto, 1055 – Venda Nova
  • Documentos necessários para a inscrição: Identidade com foto (Carteira de Identidade ou Habilitação), CPF, comprovante de residência, Carteira de Trabalho, PIS/PASEP/NIT
  • Local de realização dos cursos: Escola Profissionalizante Raimunda da Silva Soares (Rua Carmo do Rio Claro, 411, Pedreira Prado Lopes – São Cristóvão)
  • Informações: 3277.6001, 3277.6049 ou escolaprofissionalizante@pbh.gov.br​

Por Amanda Aparecida

Foto: Google/divulgação

Hoje foi o último dia da programação especial de férias, do Memorial Minas Gerais Vale. A edição do Férias Divertidas no Memorial trouxe para as crianças, espetáculos infantis, visitas mediadas e ações interativas durante o período de férias.

A oficina “Fábrica de Monstro” encerrou a programação, estimulando o potencial criativo das crianças, utilizando papeis e materiais diversos para traçar as características únicas de cada criança.

Na tarde desta sexta-feira, a parte externa do memorial transformou-se em uma praia, em que crianças vestidas com roupas de banho, brincavam e faziam performances. Os óculos de sol, bolas e objetos de praia, chamaram a atenção de quem passava pelo local. De acordo com os organizadores, a ideia foi fazer uma “praia do memorial”. A coordenadora do Educativo Memorial Minas Gerais Vale, Mabel de Melo Faleiro brinca ao dizer: “A Praça da Estação tem a praia da estação, aqui nós temos a praia do memorial”. Segundo ela as atividades que estão acontecendo do lado de fora do memorial era resultado de uma oficina de Inter criação. Além de interagir com os espaços, a proposta era permitir que as crianças tivessem um olhar diferente sobre a arte que esta espelhada pela cidade.

Também do lado de fora do memorial, os educadores deixaram com que as crianças experimentassem a magia da criação. Ao elaborarem um quadro com grafites. “Nessas atividades selecionamos duas coisas: entender as artes da performance a o grafite. Essas atividades integram as crianças no museu. Começar com uma brincadeira para que elas entendam mais e aprendam. Eles veem além da própria ‘coisa’, escolhem o que querem fazer, tem que ser livre”, destaca o educador David Chech, 22 anos.

Texto e Foto: Victor Barboza

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A mesa redonda “Lição de democracia: respeito à diversidade sexual no ambiente acadêmico”, realizada no auditório do Icbeu na noite de ontem, abordou a necessidade de se discutir e promover ações contra a homofobia no ambiente escolar. O debate contou com a presença do professor doutor da Faculdade de Educação da UFMG, Paulo Nogueira, da professora Carolina Marra, assessora do Núcleo Acadêmico da UNA, do coordenador dos cursos de Publicidade e Propaganda e Relações Públicas da UNA, Pedro Coutinho, e dos professores Kenya Valadares e Roberto Reis.

Carolina Marra, representante da reitoria, declarou que a UNA preza a discussão contra a intolerância e incentiva ações que considera fundamentais para a democracia: “entendemos que a universidade é um espaço democrático e fundamental para o debate de ideias. Por isso, iniciativas desenvolvidas pelos professores e alunos em favor da diversidade, como o Una-se Contra a Homofobia, que ganham força ao somar-se a outras iniciativas, é fundamental para o debate, que precisa acontecer no ambiente universitário. Esperamos que essa seja uma iniciativa que dê vazão para outras ideias em prol dos direitos humanos, que nasçam na faculdade e venham para o debate público”.

A postura do centro universitário está em consonância com o que determina o art. 12 da Resolução nº 1 do Conselho Nacional de Educação, expedida em 30 de maio de 2012, que estabelece as diretrizes nacionais para a educação em direitos humanos. De acordo com o dispositivo legal, “as Instituições de Educação Superior estimularão ações de extensão voltadas para a promoção de Direitos Humanos, em diálogo com os segmentos sociais em situação de exclusão social e violação de direitos, assim como com os movimentos sociais e a gestão pública”.

Paulo Nogueira, que atua no campo da sociologia da educação, falou em entrevista para o Jornal Contramão sobre a importância da discussão da diversidade sexual nas universidades. “A discussão da diversidade é uma discussão pública: está na rua, na mídia, nas igrejas, nos partidos políticos, nas instituições que regulam o mundo público – congresso nacional e ministérios, em todas as esferas de governo. Se está em todos esses lugares, também deve estar nas universidades”, esclarece.

Para Paulo Nogueira a faculdade é um espaço de reflexão e de vivência democrática. “Dentro de uma faculdade não se pode viver da mesma maneira que se vive na rua, pois a faculdade pressupõe uma imersão no cotidiano de forma reflexiva. O ato educativo exige isso, principalmente no ensino superior, onde os sujeitos já estão constituídos, já passaram por processos de escolarização, já estão inteiradas da sua sexualidade. É importante que no percurso da formação profissional haja o exercício da vida democrática e é na faculdade que isso deve se dar, talvez até com muito mais clareza do que na educação básica, em que a personalidade dos sujeitos ainda estão em formação”, explica.

Por: Fernanda Fonseca
Foto: Fernanda Fonseca

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O fórum [En] Caminhamentos, novos rumos da educação, chega nos dia 14 e 15 de agosto no Grande Teatro do SESC Palladium, com o objetivo de discutir os desafios dos professores no ensino escolar. O evento organizado pela FECOMERCIO traz o Psiquiatra Augusto Cury que ministrara a palestra “O Código da Inteligência: a educação no século XXI”.

O professor de filosofia na rede pública de Ensino, Marcos Meireles, entende que a educação Brasileira precisa de mudanças. “A Educação está enraizada em um sistema positivista engessado, que por vezes se torna rotineiro devido a uma série de critérios que deve se adotar e metas a alcançar não levando em conta a realidade cotidiana do aluno”, explica o professor.

Meireles analisa que o professor deve ser também um provocador. “As bases de uma nova educação devem estar pautadas numa relação em que o professor apresenta-se como um sedutor que instiga o aluno a uma busca incessante pelo saber. O professor deverá ser antes de tudo, um provocador não um mero ditador de respostas prontas”, explica.

As informações sobre a programação e o credenciamento estão disponíveis no site do Sesc Palladium.

Saiba Mais

Por João Vitor Fernandes e Perla Gomes

Foto: Heberth Zschaber

Video:  Canal Portal Brasil