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Eleições 2010

O Greenpeace montou uma tenda na tarde do dia 21 de Outubro, na Avenida Cristovão Colombo, Praça da Savassi. A campanha “Vote por um Brasil + Verde e Limpo” tem o intuito de recolher assinaturas da população para que aja um comprometimento com temas ambientais importantes para o Brasil dos candidatos à presidência da República, Serra e Dilma.


Ainda no primeiro turno das eleições 2010, os candidatos à presidência foram interrogados a respeito de leis e estratégias ambientais apresentadas pelo Greenpeace, através de documentos, mas poucas foram as repostas. “Estamos aproveitando a disputa eleitoral para atrair as pessoas que votaram na candidata Marina Silva, que provavelmente vão definir quem será o futuro presidente do Brasil, para pressionar os candidatos a se empenharem com questões ambientais”, revela a coordenadora de campanhas de clima do Greenpeace, Nicole Oliveira.


Segundo Oliveira, dia 21, durante a agenda dos candidatos à presidência, ambos foram questionados sobre o mesmo tema, mas Dilma e Serra não quiseram se comprometer.


Quem passava pela Savassi direcionava o olhar direto para a tenda. A estudante Isabela Sena, 19, afirma ser favorável à campanha. “Fazer parte de uma campanha que chama as pessoas a refletirem é maravilhoso, precisamos de um presidente que tenha consciência ambiental”, diz Isabela.


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As tendas para recolher assinatura estão montadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte. Também há internet, por meio do site do Greenpeace, com a meta de 20 mil assinaturas até domingo.


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Site Greenpeace:

www.greenpeace.org.br


Por: Iara Fonseca

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Militantes do PSDB, com suas camisas amarelas, e do PT, com suas camisas vermelhas, circularam pelas ruas Cristovão Colombo e Pernambuco, no início da tarde de hoje, na Savassi. Vistos de longe os militantes se misturavam e, para quem não fizesse uma relação prévia das cores aos partidos, davam a impressão de ser apenas um único grupo de militantes.

Os cabos eleitorais trabalhavam todos os dias, das 9h às 17h, nas ruas balançando as bandeiras de seus partidos no sinal, pedindo permissão aos motoristas para colar adesivos nos carros e distribuindo folhetos, tem até um boneco de animação, representando um dos candidatos.

A coordenadora de campanha do PT, na região, Lídia Martins, 21, informou que apesar de os grupos trabalharem para partidos opostos e concorrentes a convivência tem sido “relativamente tranqüila”. De acordo com Lídia, ocorre é que, alguns carros que param no sinal são abordados por um militante de cada partido, alguns motoristas por serem gentis, permitem que eles colem seus adesivos (um de cada). “Mas tem sempre um que quer tirar o adesivo do outro”, afirma.

“É claro que não perdermos oportunidade de provocar, de leve, o outro grupo, quando um motorista, buzina ou grita o nome do candidato que apoiamos, mas estamos todos juntos fazendo nosso trabalho, não existe espaço para brigas”, garante a coordenadora de campanha.

Já o coordenador da campanha do PSDB alegou não estar autorizado a dar entrevistas.

Por Danielle Pinheiro

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Militantes abordando os motoristas

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Côro com o sinal fechado

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Boneco de animação

A pouco mais de três semanas para as eleições, as campanhas intensificam-se na região da Savassi. Os candidatos apostam em tudo: estandes, panfletos, placas e carros de som. Porém, a grande quantidade de informação confunde um pouco o eleitor, além da poluição sonora e visual. “As campanhas eleitorais se misturam e a gente fica sem saber o que ouvir, pra que lado olhar”, diz a dona de casa Maria Aparecida Souza, 45.

Além dos carros de som tradicionais, alguns candidatos apostam também em carros miniatura. “Ele pára uns 10, 15 minutos em um lugar e continua rodando nas ruas”, diz Carlos Sérgio, referindo-se a um mini caminhão, que toca o mesmo hino político, repetidas vezes e sem parar. “As músicas são as mesmas”, completa o “motorista” do caminhão. Do outro lado da rua, mais campanha. Numa tenda, funcionários entregam panfletos e adesivos em um mini comitê, que funciona de 8h às 19h.

As campanhas, principalmente as sonoras, desagradam os moradores, como é o caso da estudante Aline Moreira, que afirma encontrar dificuldade nos estudos, por causa do barulho: “Fica difícil concentrar em alguma coisa, com esse barulho bem debaixo da minha janela”, completa a estudante. Os trabalhadores, no entanto, afirmam que as campanhas são autorizadas pelo TER (Tribunal Regional Eleitoral), tanto as sonoras, quanto as visuais.

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Por Débora Gomes e João Marcelo Siqueira

Emprego temporário nas Eleições

As propagandas eleitorais movimentam os cruzamentos e semáforos da região centro-sul da capital. Com a aproximação das eleições, os políticos investem e apostam nas campanhas por meio de publicidade nas ruas. Foi o caso do deputado federal Rodrigo de Castro que contratou mais de 20 jovens para realizar panfletagem e “bandeirada” (balançar bandeiras do candidato) em pontos estratégicos da capital.

O estudante Lucas Vieira, 17, conta que descobriu o emprego temporário por uma amiga. “O deputado é morador do bairro Nova Cintra, onde mora grande parte do pessoal que está aqui. Então ele chamou a gente para trabalhar com ele.”, conta Vieira. O trabalho começou a cerca de 20 dias e perdurará por mais 2 meses, sendo uma jornada de 6 horas por dia que rende em média R$ 400,00 por mês. “Nós não somos fixos em nenhum lugar. Hoje estamos aqui na Savassi, mas semana que vem podemos estar em outro bairro”, conta o estudante.

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O outro lado da história – Poluição visual e sonora

Com as novas tecnologias os candidatos as eleições 2010 ainda aderem à moda antiga, distribuem materiais publicitários, como fly’s e adesivos pelas ruas da capital.

Em vias como a Avenida João Pinheiro, no bairro de Lourdes, encontram-se faixas, placas, cartazes e bandeiras com a imagem e nome dos respectivos candidatos. Além, da grande quantidade de fly’s jogados pelo chão, o que desfigura a imagem da cidade. Seguindo o percurso da avenida deparamos com o rosto de candidatos do PTdoB e do PT em pelo menos 8 placas.

Além da poluição visual das vias publicas ainda existem os candidatos que aderiram à poluição sonora, hora e meia passa carros de som com canções como “é 1311, é… garra e atitude é Gabriel Guimarães (…) vem você também (…) deputado federal…”

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TER) é responsável pela campanha “Sujeira não é Legal”. Essa campanha tem como o intuito evitar as irregularidades dos candidatos com as propagandas. E este ano estão mais rígidos, para punir quem desrespeitar as regras.

No site da campanha os candidatos podem encontrar as orientações de como fazer sua propaganda limpa.

Por Ana Paula Sandim, Débora Gomes, João Marcelo Siqueira
Fotos Débora Gomes