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Por Lucas Requejo

Neste dia 8 de maio, se comemora o Dia das Mães. O evento ocorre no segundo domingo de maio, através de lei promulgada em 1932 por Getúlio Vargas, em paralelo à Constituição (que demoraria mais dois anos para sair). Mas, você sabia que a data foi inspirada nos Estados Unidos?

A data surgiu pela primeira vez em 1905, por sugestão de Anna Jarvis, que buscou uma forma de homenagear sua mãe, Ann Jarvis, naquele referido ano. Pois, Anna Jarvis via sua mãe como uma inspiração ímpar. Ann Jarvis era ativista e ajudou soldados na Guerra Civil Americana (1861-1865), que praticamente dizimou boa parte da população local. Além disso, ela trabalhou forte para que mulheres fossem reconhecidas além do seu papel de mãe. Mas, o que é ser mãe?

Pensemos antes no fato de que, biologicamente e espiritualmente falando, a mulher tem poderes, que são pilares do denominado Sagrado Feminino. Nos últimos 5, 10 anos, a mulher trouxe outra palavra para designar o mesmo termo: o empoderamento.

O Sagrado Feminino traz consigo conceitos de autoconhecimento e reconexão com o feminino e seus poderes naturais, que são gerar, nutrir, amar e curar. Esses pilares atendem aos caminhos de gerar uma vida, nutrir a natureza, amar incondicionalmente e curar as dores da alma, assim como as deusas antigas, incluindo Vênus, a dona do Feminino.

Mas, como tudo no ciclo da vida, precisa e se rende às transformações. Antes, a mulher se figurava ao lar, como procriadora e dona de casa. Assim, o papel da mulher, como si própria, de guerreira, ativa e parceira da natureza e da Terra – que também é mãe – si limitou ao relento de paredes de concreto e utensílios domésticos.

Em se tratando de maternidade no século XXI, as mulheres estão escolhendo ser ou não. Caso não optem por gerar um bebê, o amor por pets substitui muito bem essa troca afetiva. Outra opção é associar apenas o ato de amar, onde, a partir da sua escolha, a demonstração é genuína e sem pressões. Isso acontece sob o nome de empoderamento. Mulheres se tornam cada vez mais donas de si, o que é maravilhoso.

E quando se aceita ser mãe? A maternidade é um dos poderes que só a mulher tem. Com as lutas diárias dentro de muitos aspectos para tomar tal decisão, a mulher está se tornando livre o suficiente para a reconexão do feminino e o reconhecimento do tal poder, sem precisar se perder, podendo escolher seu próprio caminho a ser feliz.

Existe até o dilema de que o papo de “Mãe é toda igual”, pois já se tem a mãe fitness, aventureira, desconstruída, executiva. Afinal, a maternidade precisa do planejamento e o momento ideal. Mas, todas seguem mães e tem esse poder garantido.

Hoje, as mulheres têm a ciência ao seu lado, que desenvolveu métodos para quem se abdicou ou apenas decidiu adiar o fato maternal. Procedimentos como laqueadura, fertilização in vitro (FIV) e congelamento de óvulos trouxeram mais um poder fundamental às mulheres: o de escolha por seu momento.

Diante de toda a amplitude pelo papel maternal, nós da Una desejamos toda a felicidade e amor deste mundo para todas as mães, sejam de humanos, pets, biológicas, de coração e que todas se conectem ao seu valor, dia após dia.

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Por Rúbia Lisboa – Pois é: Sou Mãe – Parceira Contramão HUB

Quando ouvi este relato, tive que correr para transcrever:

[Qualquer semelhança é mera coincidência].

Minha vida até aqui foi igual à de toda mulher cuja sociedade julga normal: nasci, cresci, estudei, trabalhei, casei, formei, engravidei, trabalhei, tive filhos, sai do trabalho e fim.

Fim!

Fim, pois, a partir do momento que você faz a escolha de se dedicar aos filhos e a família, sua vida SEGUNDO A SOCIEDADE perde a validade.

Não interessa se você tem outros anseios, sonhos ou realizações.

É assim que me sinto: com a validade vencida.

A mesma sociedade que na teoria, evoluiu tanto e defende o FEMINISMO é a mesma que te apunhala e lhe enterra viva.

Se você não é independente, não tem grana e ou não está sob o controle da situação na qual vive, você perde a validade.

Dona de casa é coisa da idade media (até que esta parte realmente eu não gosto de ser).

Trabalhar em casa?

Só tem valor se a conta bancária estiver cheia.

Não, não está!

E mesmo que você se sinta feliz ou realizada perante outras coisas que não seja especificamente o dinheiro, isso não interessa.

E ai você vai vivendo anônima, sem nenhum valor.

Para completar tem a sogra (ou a mãe, avó, madrasta ou sei lá quem mais) que não perde a oportunidade de jogar na sua cara que você é um nada, está atoa o dia inteiro (como só vivesse assistindo Sessão da Tarde e Casos de Família) e ainda intromete na criação de seus filhos.

Filhos!

Que hoje em dia te vence na pirraça e se você cogitar dar umas palmadas o vizinho ou qualquer outro infeliz que não tem nenhum direito de se intrometer na sua vida chama o conselho tutelar, o exercito, a TV e lhe julga como a errada no momento em que você tentava dar o mínimo de educação para a cria e joga na privada toda a sua autoridade.

Enfim, chega o marido e o mínimo que você espera é um afago, um “como foi o seu dia”.

Mas, ele é o macho alfa!

Está trabalhando pesado para segurar as contas “sozinho”, tem que ver o futebol para relaxar do dia cansativo que teve, o dialogo entre vocês é sobre as dividas, problemas e ponto.

Para finalizar, esteja disponível: “quero lhe usar”!

E sem nenhuma demonstração de afeto ou carinho ao longo do dia, afinal mulher já fala demais sobre coisas que ele está cansado de ouvir, chegou a hora de HONRAR com seu papel de esposa.

Pois, como diz a mãe, a sogra, a vó ou vizinha, daqui a pouco ele encontra outra na rua.

Segura este homem minha filha!

Não importa se você teve um dia bom ou não, esteja sempre disponível e viva o orgasmo fingido.

Boa noite, e amanhã tudo se repete…..

E você se frustra, se arrepende, chora sozinha, ninguém te compreende.

Quer desistir…

Quer sumir…

Só quer ser feliz.

Mas, felicidade minha cara, não diz respeito às suas escolhas e sim ao que lhe condenam a fazer.

E engole este choro e as perguntas idiotas do tipo “você não quer trabalhar?”, “estudou para quê?”, “o que você fez hoje?”…

Contente-se com o pouco, com a faxina na casa de família (não desmerecendo), em olhar o filho da senhora rica (que vai fazer panelaço nas ruas com a camisa da seleção, enquanto você segue atrás empurrando o carrinho do bebê) e esqueça seus sonhos, pois, sonhos não pagam as contas.

Sonhos só trazem desilusão.

Vá ser mais uma como todas as outras: bata seu ponto, pague as contas, seja boa esposa, filha, mãe e fim.

Morra sem se orgulhar de si mesma e se enquadre nesta vida mesquinha.

(…)