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Festival de Moda de Belo Horizonte traz programação extensa e aberta ao público

O evento acontece entre os dias 20 e 23 de novembro e conta com a participação de alunos da Una

*Por: Bianca Morais

Que Belo Horizonte já é um dos polos da Moda do Brasil, já sabemos. A cidade tem recebido muitos eventos na área e um exemplo recente foi o Minas Trend, que agitou a capital no final de outubro apresentando tendências e gerando negócios.

Agora chegou a vez MOOD – Festival de Moda 2019. Em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Belotur e Mumo (Museu da Moda), o evento acontece entre os dias 20 e 23 de novembro trazendo dezenas de atividades.

BH reúne grandes nomes da indústria da moda e se reinventa constantemente com a chamada economia criativa, o que serviu de inspiração para os debates que visam reafirmar esse posicionamento da capital como ambiente de moda, inovação e criatividade.

O Mood  apresenta uma programação robusta com desfiles, palestra e oficinas que prometem estabelecer vínculos entre indústria, atacado, varejo e consumo. As ações coordenadas com projetos e intervenções com capilaridade pelas diferentes regiões, tem o objetivo de promover a moda mineira, o acesso e a inclusão.

Una marca presença no Mood

Os eventos estarão espalhados por toda a cidade e o desfile de encerramento acontece no dia 23 de novembro, no Mercado Central, e conta com a produção do renomeado estilista Renato Loureiro. O Curso de Moda do Centro Universitário Una é um dos convidados para participar desse desfile, ao todo, quatro alunos e ex-alunos da instituição irão apresentar dez “looks” (desenhados e produzidos por eles). Além disso, outros três alunos participarão como assistentes de produção, auxiliando estilistas e modelos.

De acordo com a Líder do Numo (Núcleo de Moda da Una), Letícia Dias, eventos como esse são de extrema importância para os alunos, uma vez que é de grande visibilidade e proporciona uma conexão com o mercado:

“Aceitamos de imediato a participação com o objetivo de promover aos alunos experiências que proporcionem desenvolvimento, networking, prática do conteúdo das disciplinas e vivência fora no ambiente acadêmico. O Numo esteve aberto a todos os momentos para recebê-los e acompanhá-los nesse processo. Participar de desfiles é o sonho de muito alunos, principalmente aberto ao público, com a presença de grandes nomes da moda e da imprensa.”

A ex aluna da Una, Maria Cepellos, convidada a participar do desfile, irá apresentar 5 looks. Inspirada em Arquitetura, comidas e bebidas típicas sua coleção está dividida em três linhas:

“Trabalhei a arquitetura da fachada, criei uma tela em viés e crochê aplicado representando o artesanato. Com estampas inusitadas de queijo com azeitonas, pimentas com a data que surgiu o mercado, garrafas em forma de mandala e galhinhos de cevada. Criei uma estampa inspirada nas cerâmicas do Jequitinhonha que são vendidas no Mercado Central e trabalhei as tramas dos balaios em barbante. Também tem a linha que traz max estampas de orquídeas e a trama do restaurante exatamente em suas formas no viés. Toda a coleção em tons terrosos que são típicos do mercado, como ocres, cobre, laranja e vermelho”.

Assim como Maria, outros artistas estarão expondo a criatividades na passarela, o evento será gratuito e aberto ao público, confira a programação completa no site oficial.

 

  • A aluna escreveu a matéria sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

Com a aproximação das datas comemorativas do fim de ano, o Movimento das Donas de Casa de Minas Gerais, está realizando uma pesquisa de preço, dos produtos para ceia de Natal no Mercado Central de Belo Horizonte. O movimento tem como objetivo torna o consumidor cada vez mais exigente através das informações prestadas, cartilhas, debates e encontros.

A organização Movimento das Donas de Casa de Minas Gerais (MDC/MG), inspirada em entidades já existentes na Europa e nos EUA, surgiu em 1983, com o intuito de trabalhar em defesa dos direitos dos consumidores. Em 1997, após aprovação de um novo estatuto a entidade passou a se denominar Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais.

O MDC/MG integrou o Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, participando da definição das Políticas de Proteção e Defesa do. Hoje faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa do Consumidor.

A organização desenvolve atividades, como atendimento jurídico diário e gratuito, referente aos Direitos do Consumidor e Legislação da Empregada Doméstica; realiza semanalmente pesquisa de preços e qualidade de produtos; apura e encaminha denúncias relativas à majoração abusiva de preços e fraudes na qualidade de produtos e serviços; promove campanhas de orientação e esclarecimento e realiza palestras educativas em Escolas, Universidades, Associações Comunitárias e afins.

A educação para o consumo e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor também são realizadas através de palestras promovidas pela entidade e apresentação do grupo teatral da entidade – Trupe Tropel de Saia. Além disso, o MDC/MG realiza campanhas sobre segurança alimentar, medicamentos genéricos, redução de taxas de juros, uso racional da energia elétrica, gás de cozinha e telefonia dentre outros. Incentiva a criação de Movimento do Consumidor Mirim, nas escolas das redes pública e privada.

Confira a reportagem completa amanhã.

Por Ana Carolina Nazareno e Rafaela Acar

Ilustração: Diego Gurgell

O Mercado Central, em parceria com a multinacional Nestlé oferece, através do Projeto Cozinha Escola, aulas gratuitas de culinária. As aulas são abertas ao público, mediante inscrição prévia, e disponibilidade de vagas. “Através da programação, os alunos podem se inscrever nas receitas em que têm interesse. As aulas duram cerca de 1h30m e terminam com uma degustação”, explica a auxiliar administrativa do projeto, Vanessa Teixeira.

As aulas têm a participação do Cheff Eduardo Maya acompanhado de sua equipe. Os alunos aprendem a preparar os pratos desde o início, inclusive recebendo instruções de como fazer a limpeza dos alimentos e a higienização do local. “A maioria das pessoas que fazem o curso tem certa dificuldade com relação à culinária, e muitos acabam utilizando o que aprendem como uma fonte de renda”, comenta a assistente do Cheff, Ana Carolina Araújo.

A Cozinha Escola fica no segundo piso (estacionamento) do Mercado Central e as inscrições podem ser feitas gratuitamente no local. As aulas acontecem as terças e quintas em dois horários, 10h e 15h, e aos sábados às 11h.

Por Marcelo Fraga e Paloma Sena

Foto: Marcelo Fraga

O Mercado Central de Belo Horizonte, oferece uma variedade enorme de produtos, dentre elas os tambores do Mestre Buda. Há 35 anos fabricando seus instrumentos artesanalmente, o mestre se orgulha da forma como trabalha. “É tudo artesanal, feito a mão mesmo, tem alguma coisa de solda, mas é tudo feito à mão, nada industrializado.” conta o mestre. Buda relata que aprendeu a fazer seus instrumentos com alguns amigos baianos, e foi na prática. “Aprendi fazendo.”

Tambor artesanal fabricado pelo mestre Buda

Muitos podem pensar que ele é mestre de capoeira, porém ele logo desfaz a confusão. “Não sou mestre de capoeira, já brinquei muito com a capoeira que era praticada na rua antigamente, sou mestre por que sou especialista na fabricação de instrumentos de percussão, tanto os de origem brasileira, quanto os de origem africana.” explica o mestre, do alto de seus 54 anos.

O tambor de cunha e corda tem grande procura por parte dos capoeiristas, e é seu grande diferencial. “Tenho uma procura variada, mas tem o pessoal da capoeira que procura bem, por causa do Atabaque de corda e cunha ele é um atabaque diferenciado, por ser mais rustico, diferente do atabaque de tarraxa, mais usado pelo pessoal da umbanda.” Ressalta o artista.

 

por Hemerson Morais e Heberth Zschaber

Fotos: Heberth Zschaber e Hemerson Morais

Quando se fala em Mercado Central as pessoas logo pensam em queijos, temperos, uma boa cachaça e miniaturas. _ Miniaturas? Isso mesmo. Há 12 anos que o jovem comerciante Diego Roger de Oliveira junto com seu pai, Robinson Lemos, vendem miniaturas automotivas no Mercado Central.

Em sua loja, os dois vendem as mais variadas réplicas automotivas, o público que procura suas miniaturas é diversificado. “Tem pessoas que chegam aqui e falam: – Nossa que loja bonita! Entram pra olhar, ficam meia hora e acabam comprando uma ou duas miniaturas. Outros vem procurando algo específico. Tem um sujeito que coleciona carros das décadas de 1930, 1940 e 1950, especificamente modelos da Ford e pra ele falta um carro de 1936, e ele quer esse carro na cor preta. Isso que é segmentado no mercado.” Comenta o comerciante.

Diego Roger de Oliveira, á 12 anos possui uma loja de miniaturas automotivas no Mercado Central

A variedade de miniaturas apresentadas gera até certa confusão em alguns clientes. “Ano passado uma cliente queria comprar cinquenta mil miniaturas de bois. Ela queria dar de presente a um fazendeiro de Goiás, ia ter um rodeio, estariam lá cinquenta mil pessoas. E ela queria dar uma miniatura pra cada convidado”. Relata Diego.

Colecionar miniaturas segundo ele, é algo que cabe no bolso de qualquer pessoa que goste de carros, os preços variam entre 5 e 340 reais.

Miniaturas comercializadas na loja de Diego.

Por Hemerson Morais

Fotos: Heberth Zschaber e Hemerson Morais