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Evento celebrou o aniversário de 89 anos do Mercado Central, contou com a presença vários chefs e também professores e alunos da Una

Por: Italo Charles

Muitos sabem que um dos tira-gostos mais apreciados pelos mineiros é o fígado com jiló. A partir disso, o Festival Cultural do Mercado Central que aconteceu no ano de 2018 realizou uma parceria com doze chefs de Belo Horizonte para tentar alcançar a marca de “Maior chapa de fígado com jiló do mundo”.

O evento que comemorou os 89 anos do Mercado garantiu o título esse ano (2020). A chapa que tinha por extensão 16 metros, foi montada na avenida Augusto de Lima e operada por dezenas de chefs, contando também com a participação de alunos e professores do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una. 

Nomes da gastronomia mineira, como Flávio Trombino (Xapuri), Edson Puiati (Coordenador do curso de Gastronomia Una), Eduardo Avelar (Territórios Gastronômicos), Rosilene Campolina (Docente na Una e administradora do portal Chef a Chef), Marcos Proença (Patorroco), Jaime Solares (Borracharia), Ivo Faria (Vecchio Sogno), Rodrigo Zarife (Ro.ZA Gastronomia), Ilmar Antônio de Jesus (Casa Cheia), Valdez Maranhão (Buteco do Maranhão), Ronaldo Marques da Silva (Bar Fortaleza) e Wellington Paulo Nunes (Bar da Lora), foram os chefs responsáveis pela chapa.

A professora da Una, Rosilene Campolina, única chef mulher a participar da chapa contou um pouco sobre experiência de ter participado do festival. “Foi uma sensação de orgulho e ao mesmo tempo de responsabilidade, porque estive representando o segmento feminino dentro da gastronomia que muitas vezes é esquecido. Mas, também tive que ‘dar conta do recado’ por estar ao lado de vários outros chefs que são  grandes nomes da gastronomia”.

Um dos principais pontos para conquista do título, era valorizar a cultura e a gastronomia local, fomentando o uso de ingredientes regionais como explica o chef Michel Douglas Duda (participou do evento ainda enquanto aluno). “Foi uma sensação maravilhosa, senti que além de representar nosso país, estava valorizando meu estado, minha cultura e minhas raízes através da gastronomia. Hoje, vejo como grande importância, pois conquistamos com um recorde muito difícil de ser quebrado, porque pra mim não são só números, trata-se da valorização da cultura alimentar do nosso berço que é Minas gerais”.

“O título de maior chapa de fígado com jiló do mundo concedido pelo Guinness Book, apresenta ampla importância, pois gera reconhecimento profissional, reconhecimento da cultura local, uma vez que o título cria uma repercussão mundial, nos proporciona uma posição de abertura, potencializando o turismo, fomenta a economia e valoriza ainda mais nossa gastronomia. Enquanto docente, avalio o reconhecimento como uma forte referência para os alunos, mostrando-os como algo ‘nosso’, genuíno que muitas vezes é popular pode ser tornar sofisticado”, completa Rosilene.

 

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da joornalista Daniela Reis

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Festival de Moda de Belo Horizonte traz programação extensa e aberta ao público

O evento acontece entre os dias 20 e 23 de novembro e conta com a participação de alunos da Una

*Por: Bianca Morais

Que Belo Horizonte já é um dos polos da Moda do Brasil, já sabemos. A cidade tem recebido muitos eventos na área e um exemplo recente foi o Minas Trend, que agitou a capital no final de outubro apresentando tendências e gerando negócios.

Agora chegou a vez MOOD – Festival de Moda 2019. Em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Belotur e Mumo (Museu da Moda), o evento acontece entre os dias 20 e 23 de novembro trazendo dezenas de atividades.

BH reúne grandes nomes da indústria da moda e se reinventa constantemente com a chamada economia criativa, o que serviu de inspiração para os debates que visam reafirmar esse posicionamento da capital como ambiente de moda, inovação e criatividade.

O Mood  apresenta uma programação robusta com desfiles, palestra e oficinas que prometem estabelecer vínculos entre indústria, atacado, varejo e consumo. As ações coordenadas com projetos e intervenções com capilaridade pelas diferentes regiões, tem o objetivo de promover a moda mineira, o acesso e a inclusão.

Una marca presença no Mood

Os eventos estarão espalhados por toda a cidade e o desfile de encerramento acontece no dia 23 de novembro, no Mercado Central, e conta com a produção do renomeado estilista Renato Loureiro. O Curso de Moda do Centro Universitário Una é um dos convidados para participar desse desfile, ao todo, quatro alunos e ex-alunos da instituição irão apresentar dez “looks” (desenhados e produzidos por eles). Além disso, outros três alunos participarão como assistentes de produção, auxiliando estilistas e modelos.

De acordo com a Líder do Numo (Núcleo de Moda da Una), Letícia Dias, eventos como esse são de extrema importância para os alunos, uma vez que é de grande visibilidade e proporciona uma conexão com o mercado:

“Aceitamos de imediato a participação com o objetivo de promover aos alunos experiências que proporcionem desenvolvimento, networking, prática do conteúdo das disciplinas e vivência fora no ambiente acadêmico. O Numo esteve aberto a todos os momentos para recebê-los e acompanhá-los nesse processo. Participar de desfiles é o sonho de muito alunos, principalmente aberto ao público, com a presença de grandes nomes da moda e da imprensa.”

A ex aluna da Una, Maria Cepellos, convidada a participar do desfile, irá apresentar 5 looks. Inspirada em Arquitetura, comidas e bebidas típicas sua coleção está dividida em três linhas:

“Trabalhei a arquitetura da fachada, criei uma tela em viés e crochê aplicado representando o artesanato. Com estampas inusitadas de queijo com azeitonas, pimentas com a data que surgiu o mercado, garrafas em forma de mandala e galhinhos de cevada. Criei uma estampa inspirada nas cerâmicas do Jequitinhonha que são vendidas no Mercado Central e trabalhei as tramas dos balaios em barbante. Também tem a linha que traz max estampas de orquídeas e a trama do restaurante exatamente em suas formas no viés. Toda a coleção em tons terrosos que são típicos do mercado, como ocres, cobre, laranja e vermelho”.

Assim como Maria, outros artistas estarão expondo a criatividades na passarela, o evento será gratuito e aberto ao público, confira a programação completa no site oficial.

 

  • A aluna escreveu a matéria sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

Com a aproximação das datas comemorativas do fim de ano, o Movimento das Donas de Casa de Minas Gerais, está realizando uma pesquisa de preço, dos produtos para ceia de Natal no Mercado Central de Belo Horizonte. O movimento tem como objetivo torna o consumidor cada vez mais exigente através das informações prestadas, cartilhas, debates e encontros.

A organização Movimento das Donas de Casa de Minas Gerais (MDC/MG), inspirada em entidades já existentes na Europa e nos EUA, surgiu em 1983, com o intuito de trabalhar em defesa dos direitos dos consumidores. Em 1997, após aprovação de um novo estatuto a entidade passou a se denominar Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais.

O MDC/MG integrou o Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, participando da definição das Políticas de Proteção e Defesa do. Hoje faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa do Consumidor.

A organização desenvolve atividades, como atendimento jurídico diário e gratuito, referente aos Direitos do Consumidor e Legislação da Empregada Doméstica; realiza semanalmente pesquisa de preços e qualidade de produtos; apura e encaminha denúncias relativas à majoração abusiva de preços e fraudes na qualidade de produtos e serviços; promove campanhas de orientação e esclarecimento e realiza palestras educativas em Escolas, Universidades, Associações Comunitárias e afins.

A educação para o consumo e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor também são realizadas através de palestras promovidas pela entidade e apresentação do grupo teatral da entidade – Trupe Tropel de Saia. Além disso, o MDC/MG realiza campanhas sobre segurança alimentar, medicamentos genéricos, redução de taxas de juros, uso racional da energia elétrica, gás de cozinha e telefonia dentre outros. Incentiva a criação de Movimento do Consumidor Mirim, nas escolas das redes pública e privada.

Confira a reportagem completa amanhã.

Por Ana Carolina Nazareno e Rafaela Acar

Ilustração: Diego Gurgell

O Mercado Central, em parceria com a multinacional Nestlé oferece, através do Projeto Cozinha Escola, aulas gratuitas de culinária. As aulas são abertas ao público, mediante inscrição prévia, e disponibilidade de vagas. “Através da programação, os alunos podem se inscrever nas receitas em que têm interesse. As aulas duram cerca de 1h30m e terminam com uma degustação”, explica a auxiliar administrativa do projeto, Vanessa Teixeira.

As aulas têm a participação do Cheff Eduardo Maya acompanhado de sua equipe. Os alunos aprendem a preparar os pratos desde o início, inclusive recebendo instruções de como fazer a limpeza dos alimentos e a higienização do local. “A maioria das pessoas que fazem o curso tem certa dificuldade com relação à culinária, e muitos acabam utilizando o que aprendem como uma fonte de renda”, comenta a assistente do Cheff, Ana Carolina Araújo.

A Cozinha Escola fica no segundo piso (estacionamento) do Mercado Central e as inscrições podem ser feitas gratuitamente no local. As aulas acontecem as terças e quintas em dois horários, 10h e 15h, e aos sábados às 11h.

Por Marcelo Fraga e Paloma Sena

Foto: Marcelo Fraga

O Mercado Central de Belo Horizonte, oferece uma variedade enorme de produtos, dentre elas os tambores do Mestre Buda. Há 35 anos fabricando seus instrumentos artesanalmente, o mestre se orgulha da forma como trabalha. “É tudo artesanal, feito a mão mesmo, tem alguma coisa de solda, mas é tudo feito à mão, nada industrializado.” conta o mestre. Buda relata que aprendeu a fazer seus instrumentos com alguns amigos baianos, e foi na prática. “Aprendi fazendo.”

Tambor artesanal fabricado pelo mestre Buda

Muitos podem pensar que ele é mestre de capoeira, porém ele logo desfaz a confusão. “Não sou mestre de capoeira, já brinquei muito com a capoeira que era praticada na rua antigamente, sou mestre por que sou especialista na fabricação de instrumentos de percussão, tanto os de origem brasileira, quanto os de origem africana.” explica o mestre, do alto de seus 54 anos.

O tambor de cunha e corda tem grande procura por parte dos capoeiristas, e é seu grande diferencial. “Tenho uma procura variada, mas tem o pessoal da capoeira que procura bem, por causa do Atabaque de corda e cunha ele é um atabaque diferenciado, por ser mais rustico, diferente do atabaque de tarraxa, mais usado pelo pessoal da umbanda.” Ressalta o artista.

 

por Hemerson Morais e Heberth Zschaber

Fotos: Heberth Zschaber e Hemerson Morais

Quando se fala em Mercado Central as pessoas logo pensam em queijos, temperos, uma boa cachaça e miniaturas. _ Miniaturas? Isso mesmo. Há 12 anos que o jovem comerciante Diego Roger de Oliveira junto com seu pai, Robinson Lemos, vendem miniaturas automotivas no Mercado Central.

Em sua loja, os dois vendem as mais variadas réplicas automotivas, o público que procura suas miniaturas é diversificado. “Tem pessoas que chegam aqui e falam: – Nossa que loja bonita! Entram pra olhar, ficam meia hora e acabam comprando uma ou duas miniaturas. Outros vem procurando algo específico. Tem um sujeito que coleciona carros das décadas de 1930, 1940 e 1950, especificamente modelos da Ford e pra ele falta um carro de 1936, e ele quer esse carro na cor preta. Isso que é segmentado no mercado.” Comenta o comerciante.

Diego Roger de Oliveira, á 12 anos possui uma loja de miniaturas automotivas no Mercado Central

A variedade de miniaturas apresentadas gera até certa confusão em alguns clientes. “Ano passado uma cliente queria comprar cinquenta mil miniaturas de bois. Ela queria dar de presente a um fazendeiro de Goiás, ia ter um rodeio, estariam lá cinquenta mil pessoas. E ela queria dar uma miniatura pra cada convidado”. Relata Diego.

Colecionar miniaturas segundo ele, é algo que cabe no bolso de qualquer pessoa que goste de carros, os preços variam entre 5 e 340 reais.

Miniaturas comercializadas na loja de Diego.

Por Hemerson Morais

Fotos: Heberth Zschaber e Hemerson Morais