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Por Bianca Morais 

Desde o ano de 2017, a coordenação dos cursos de aviação do Centro Universitário Una promove a Semena da Aviação, com o intuito de discutir sobre temas diversos dentro da área, são convidados externos, realizadas mesas redondas, palestras, workshops, tudo em torno de levar aos estudantes as novidades do mercado.

Em outubro de 2020, os cursos Manutenção de Aeronaves e Pilotagem Profissional de Aeronaves, completaram 10 anos e como forma de comemoração a equipe do Marketing da instituição, em parceria com a Fábrica, preparou um mês inteiro de programação com muitas novidades, transformando aquela semana em um mês inteiro com lives, reportagens, vídeos e muito mais com figuras importantes do meio. 

E hoje vamos relembrar essas ações, confira:

Lives

Dr. Ozires Silva

Fundador da Embraer, Dr. Ozires Silva, é uma das figuras mais importantes da aviação no país e Patrono dos cursos de Aviação do grupo Ânima. Na live do dia 22 de outubro, ainda disponível no Youtube, o Dr. Ozires fez um apanhado dos desafios e histórias de seus anos como um dos maiores empreendedores do Brasil. 

A live ministrada por Kerley Oliveira, professor e coordenador dos cursos de aviação do Centro Universitário Una, contou ainda com a participação do reitor Rafael Ciccarini, o diretor do campus Linha Verde, Bruno Soares, diretor da revista Asas, Cláudio Lucchesi, professor e coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da UniSul, Paulo Roberto, e os ex alunos do curso de Pilotagem, professor Saulo Tavares e professor Renard Queiroz.

“Professor e comandante, Ozires, um dos maiores brasileiros vivos, uma pessoa com uma trajetória que inspira a todos e que transcende para a aviação como um dos principais de todo o mundo. Como empreendedor segue sendo uma figura minúscula que transcende a própria área da aviação, figura pública e privada digna de todas as homenagens”, comenta o reitor Ciccarini na live.

Além da live, o Dr. Ozires também participou de um podcast da Rádio Una Fábrica disponível no Spotify. Tendo como Host, Elias Santos e na produção Raphael Campos, o podcast foi gravado de forma remota com o convidado em São Paulo.

“A família do Dr. Ozires nos deu todo o apoio técnico para que o convidado conseguisse conectar através do zoom para fazer a gravação. Ozires foi uma pessoa muito receptiva, educada e falante, explicou muito sobre sua carreira, nos apresentou vários pontos interessantes da trajetória dele na aviação e foi um papo muito interessante, esclarecedor, eu que não conhecia tão bem a história do Dr.Ozires fiquei fascinado com a experiência, com a construção e por tudo que ele passou durante a sua carreira”, conta Raphael.

Mulheres na Aviação

No dia 16 de outubro daquele ano, aconteceu a live Mulheres na Aviação, trazendo como convidadas Bethânia Porto, comandante da Azul Linhas Aéreas, e as ex alunas da Una, Vitória Cristina, assistente de segurança operacional da Total Linhas Aéreas e Raphaela Menezes, mecânica de aeronaves na empresa IAS – Indústria de Aviação e Serviços. Juntas as mulheres compartilharam experiências e desafios que passam diariamente por trabalharem em uma área majoritariamente masculina. 

“Fui a responsável pelo roteiro e apresentação da live Mulheres na Aviação, na qual tive a oportunidade de conversar com mulheres que trabalham na manutenção de aeronaves e também com uma pilota de Airbus. Foi uma experiência muito importante, não só como jornalista, mas como mulher, pois conheci história de mulheres fortes e empoderadas que estão fazendo história na aviação brasileira”, comenta a mediadora e líder do núcleo de jornalismo Dani Reis. 

 

Papo com a Fábrica 

Arquitetura e Aviação

No primeiro episódio da série, a líder do Núcleo de Arquitetura e Urbanismo, Karolina Oliveira, compartilhou algumas curiosidades sobre como a arquitetura planeja espaços como aeroportos, uma das mais complexas em relação ao fluxo de pessoas que passam por eles constantemente.

Em um aeroporto é necessário se pensar em tudo, na acessibilidade de pessoas com deficiências, na mobilidade, sinalização, altura, entre outros.

Cinema e Aviação

Nesse episódio, Raphael Campos, líder do Audiovisual, mostrou como o tema da aviação é uma das grandes sacadas em produções cinematrográficas, seja a aviação como tema principal, por exemplo, em filmes de guerra, ou de forma secundária em termos de ambientação.

No Brasil, um dos principais personagens quando se pensa em aviação é Santos Dumont, por isso, existem vários filmes e documentários relatando sua trajetória. No papo com Raphael ele ainda dá a sugestão de vários para maratonar.

Moda e Aviação

Letícia Dias, líder do Núcleo de Moda, participou do papo compartilhando um pouco sobre a linha do tempo dos uniformes da equipe de tripulação, como no começo eles tiveram grande influência do uniforme dos militares, da marinha, o visual das aeromoças e suas saias abaixo do joelho, camisa e blazer, acompanhando a evolução para uniformes mais neutros. 

“O Papo com a Fábrica, programa de entrevistas que temos no Youtube, trouxemos três edições com temas relacionados à aviação, sendo elas: Moda, Cinema e Arquitetura. Nossa equipe desenvolveu todo o roteiro dos programas que tive a honra de conduzir ao lado dos outros líderes da Fábrica”, comenta a apresentadora Dani Reis.

 

Série de reportagens do Contramão

No mês da comemoração dos cursos de Aviação, o Jornal Contramão preparou uma série de reportagens sobre o assunto, abordando três temas muito importantes, sendo eles, o preconceito racial e com mulheres na área da aviação.

Nomeadas, respectivamente, Voando além do preconceito e Elas voam alto, as matérias trouxeram fontes que já sofreram na pele a discriminação, mas que deram a volta por cima e mostraram que na área da aviação tem local para todos.

Teve ainda a reportagem Um plano de vôo: 10 anos dos cursos de aviação, relembrou a inauguração dos cursos de Manutenção de Aeronaves e Pilotagem Profissional de Aeronaves pelo Centro Universitário Una no ano de 2010 e seu crescimento ao longo dos anos, e como a figura do Dr. Ozires foi importante nesse processo, ele que é o Patrono dos cursos de Aviação do grupo.

Com a palavra, o coordenador

“Os eventos online conseguiram abranger pessoas de todo o mundo, foi uma grande repercussão, com participação de alunos e ex-alunos. Para mim é uma satisfação muito grande, trabalho no curso desde o início, o de manutenção, por exemplo, comecei ele do zero, montei a matriz curricular, tenho como um filho, então é um prazer e honra muito grande trabalhar na coordenação desses cursos. Trabalho com amor, sempre fui apaixonado por aviação, desde criança, participei da força aérea, outra paixão que tenho é lecionar, ser professor, unir essas duas paixões docência e aviação é um privilégio e espero continuar mais 10 anos e comemorar os 20 anos”, Kerley Oliveira, coordenador dos cursos de Aviação da Linha Verde.

 

 

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O Papo com a Fábrica de hoje vai mostrar a evolução da moda no universo da aviação. A convidada de hoje, Leticia Dias, e ela vai mostrar uniformes de tripulações desenvolvidos por grandes estilistas e muito mais. O papo é comandado pela jornaliista Dani Reis.

A Letícia é líder do Numo (Núcleo de Moda) e esse é o último vídeo da nossa série em comemoração ao mês da aviação.

Para acessar o conteúdo completo acesse o link.

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A Fábrica, que é o coletivo dos laboratórios de Economia Criativa do Centro Universitário Una, lança seu programa de entrevista no Canal da Una TV no Youtube. A produção é um bate-papo descontraído comandado pela jornalista Daniela Reis, que também é Líder do Núcleo de Conteúdo da Fábrica. 

Para o lançamento, o Papo com a Fábrica traz uma série de 3 programas comemorativos dos dez anos dos cursos de aviação da Una. O primeiro é sobre Arquitetura e Aviação, com Karol Oliveira, líder do Núcleo de Arquitetura

Confira o programa completo no link!

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*Por Bianca Morais

Quantas vezes você já andou de avião? E em quantas delas você viu uma mulher no comando? 

A resposta para ambas as questões provavelmente será poucas ou nenhuma. De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) no ano passado, enquanto no total foram expedidas 3183 licenças para pilotos homens, para mulheres foram apenas 207. Uma realidade assustadoramente desigual, colocando a profissão de piloto em um patamar quase totalmente masculino. Embora a diferença ainda seja muito grande, a realidade vem mudando ao longo dos anos. Por exemplo, entre 2015 a 2017, o número de mulheres com licença de pilotos privados de avião (PPR) saltou de 279 para 740, aumento de 165% nessa categoria. 

Quando falamos em papéis sociais, condicionamos indivíduos em determinados grupos de uma sociedade. Antigamente, a figura feminina estava relacionada a dona do lar. Porém, após muitas manifestações e batalhas, houve várias conquistas como o poder de voto, acesso à educação, ensino superior e a aclamada entrada no mercado de trabalho. A mulher enfim deixou um lugar que lhe havia designado e até hoje luta pela igualdade dos gêneros. 

Para se ter uma ideia, por anos não se usava a palavra “pilota” para se referir às mulheres que exerciam esse cargo, utilizava-se apenas o adjetivo “piloto”. Como por muito tempo os cargos eram fundamentalmente ocupados por homens, as mulheres não participavam dessa área e não eram nomeadas dentro dela, sendo invisíveis ali. Entretanto, com o aumento da inserção feminina se enxergou a necessidade da mudança. Nomear em feminino a profissão mostra a visibilidade que elas têm ganhado.

Quando se ingressa em uma profissão como a aviação, tanto mulheres quanto homens abrem mão de estarem próximos de parentes e amigos. Não existe uma rotina fixa, por isso são datas especiais, feriados e aniversários longe de casa. Agora, se já é complicado para um homem, imagine para uma mulher que carrega uma pressão social de ser mãe e que precisa deixar os filhos em casa. Ou da esposa que fica dias longe do marido, ou de simplesmente uma mulher independente que coloca seus planos profissionais acima daquilo que se espera dela. Aí surgem os comentários, as brincadeiras e cochichos dentro da família ou no ambiente corporativo.  

A liberdade de poder ingressar no mercado de trabalho foi dada à mulher há anos, porém a sociedade quer encaixá-las em empregos normativos, porque, por mais que não se assuma, grande parte das pessoas querem ver as mulheres crescendo, mas não aceitam que a  independência delas saia do “padrão”.

A maioria das profissionais no ramo da aviação se encontram na classe de comissárias de bordo, mulheres estereotipadas, maquiadas, arrumadas, bem vestidas. Um cargo como pilota muitas vezes é almejado, mas pela falta de incentivo e representatividade o sonho fica pelo caminho. É fato, que o valor dos cursos  são altos, mas se existissem mais encorajamento, com certeza, haveria mais inclusão, muitas ainda não sabem que também podem ocupar esse espaço.

É devagar que elas vão conquistando as alturas.

São poucas, mas elas existem.

Juliana Steck, 34 anos, trabalhou durante 10 anos como tripulante, hoje tem um canal no youtube e uma escola de cursos de aviação. Começou na área com 18 anos, fazendo o curso de comissária de bordo, e trabalhou no setor durante cinco anos em uma companhia brasileira. Seu próximo passo na carreira foi estudar para piloto, levou cinco anos para concluir. Quando terminou o mercado da aviação estava aquecido, por isso, conseguiu emprego fácil, voou durante dois anos em um ATR-600.

Em sua trajetória no comando de uma aeronave, Juliana admite que já vivenciou o machismo. Em um caso, ela conta que estava em aeroclube e o instrutor do lugar a indicou escolher o Cessna, um modelo de avião mais fácil, e disse que por ela ser mulher iria se adaptar melhor a ele. Juliana que nunca se deixou ser rebaixada em sua profissão, acabou fazendo todas suas horas no Paulistinha, que na teoria do instrutor, era o avião que mulheres não conseguiriam voar.

“Nunca me coloco no papel de vítima, sempre considero que o problema está no outro e não em mim. O que as pessoas pensam de você não muda quem você realmente é. Não me importo se alguém me considera inferior, eu sei das minhas capacidades e sigo em frente”.

Tem poucas mulheres, como você vai conseguir isso

Karla Cristina Martins, 32 anos, formada em Ciências Aeronáuticas atua na área da aviação há nove anos. Com a ajuda dos pais e abrindo mão de festas e viagens, a mineira conseguiu economizar dinheiro para sua formação. Se já não é fácil ser uma mulher no mundo da aviação, ser uma mulher negra requer muito mais força. “Lidar com preconceito é difícil, o olhar de desconfiança das pessoas, principalmente quando chega uma negra de black power no aeroporto” desabafa.

Mas nada disso nunca foi um empecilho na jornada da pilota. Com muita raça, foco e coragem, ela nunca desistiu de seu sonho. Hoje em dia, atua como freelancer e sempre escuta comentários cruéis, muitas vezes até dos próprios familiares, que duvidam de sua capacidade. Justificam seus argumentos em cima do fato dela ainda não ter entrado em uma companhia aérea, pois o curso não deu certo, que fez um curso que não tem nada a ver com ela.

“Questionam até como meus pais tiveram dinheiro para pagar meu curso, acham que por sermos negros e ter vindo da favela não podemos ter condição para nada”.

A verdade é que aviação não é um mercado fácil, existem aqueles que sonham com a pilotagem desde cedo e não tem condição, por isso, começam  em outra área da aviação, como a de comissário de bordo, juntam o dinheiro e ainda têm a possibilidade de crescimento dentro da própria empresa. Karla ainda é nova e tem muito a trilhar na sua carreira, e não é o que os outros pensam que ditará seu futuro.

Quando se é mulher na aviação, sempre vão duvidar de sua capacidade, encontrarão uma forma de tentar diminuir sua conquista, mas são essas pessoas de mente pequena que nunca, nem ao menos tentaram algo tão grande.

“Eu ainda estou viva, enquanto eu puder eu vou lutar para chegar lá, e sei que vou alcançar, não é fácil, mas a luta continua. O bom dessas pedras que recebi é que servem para construção dos degraus da minha vitória e da muralha para me fortalecer”.

Sexismo na aviação

Bethânia Porto Pinto Toledo, 44 anos, sempre quis ser uma pilota de avião. Com seus 13 anos de idade já ansiava fazer o curso, mas por conta da idade foi apenas com seus 17 que conseguiu começar a fazer a parte teórica. A jovem garota no auge dos seus 18 anos, enquanto muitos da mesma idade ainda estavam concluindo o ensino médio, ingressando em uma faculdade, Bethânia estava tirando sua primeira licença de piloto privado.

Com 25 anos na aviação, a comandante, hoje está a frente do Airbus A330 em uma das maiores companhias aéreas do Brasil, fazendo voos nacionais e internacionais. Inclusive, vale ressaltar que esse modelo de avião que ela pilota, dentro da companhia em que trabalha, somam-se no total duas únicas comandantes mulheres no meio de mais de 150 homens.

Dedicada, a pilota nunca se deixou abalar por comentários machistas vindo tanto da parte de outras mulheres quanto de homens, como “precisava ter homem nesse voo para ser mais seguro”, ou “eu acho que isso não é profissão de mulher”. Um episódio específico ficou muito marcado em sua vida, isso porque ele teve repercussão não apenas nacional como mundial.

Foi em 2012, que a comandante estava em seu local de trabalho e viu um passageiro em questão conversando com uma agente, ele fazia gestos apontando para a cabine. Depois de um tempo, a despachante foi falar com ela e disse que o passageiro alegava que não estava se sentindo à vontade em voar com uma mulher e que iria fazer uma reclamação com a empresa.

Bethânia, com todo seu profissionalismo, foi conversar com o rapaz. “Ele estava muito ofegante, meio descontrolado na verdade, falou que queria ter a opção de não voar com uma mulher” conta ela.

A comandante, preocupada com seus outros passageiros, afinal, se por eventualidade durante o voo acontecesse qualquer situação inesperada que deixasse o homem em pânico, ele poderia colocar um avião inteiro de pessoas assustadas. Falou a ele então que estava disponibilizando sua vaga no voo e ele iria em outro. Nesse momento ela pediu à comissária que fechasse a porta da cabine.

“O homem começou a fazer um show lá atrás, falou que ele estava sendo vítima de uma situação e que ele não descia nem sobre a presença da polícia. Foi nesse momento que tive que chamar a polícia federal para tirá-lo”.

Esse foi um fato marcante não apenas para Bethânia, como para o mundo. Os outros passageiros que estavam no voo registraram e foi questão de horas para ser noticiado em grandes jornais. Foi um episódio claro de sexismo, que é a atitude de descriminação por conta do sexo da pessoa.

Mulheres comandantes são raras, então foi uma das primeiras vezes que algo como isso aconteceu, houve grande repercussão. A pilota se sentiu exposta, ela como uma profissional não gostou de ver seu trabalho sendo tão evidenciado.

Ocorrências como essas, partem do controle de quem as sofre e se torna algo muito maior. Isso passou-se com Bethânia, mas poderia ter sido com qualquer outra mulher dentro da aviação. Precisou-se dessa notoriedade para mostrar que aconteceu e que está errado, para conscientizar as pessoas. Se ela está em um cargo tão alto é porque ela tem capacidade para estar ali, e é imprescindível o respeito.

Persistência é a alma do negócio, qualquer carreira que uma mulher for seguir ela terá dificuldades. “Mulher na aviação é ousada, corajosa e determinada, tem que ter muito jogo de cintura” afirma Bethânia, que é um dos exemplos fortes de que é possível sim alcançar seus objetivos e construir uma carreira incrível se você se esforçar muito e não desistir por conta de obstáculos que irá enfrentar.

Enquanto uma mulher pilota ainda tiver a exigência de usar uma gravata em seu uniforme, a batalha não está completamente vencida. E claro, o problema não é a gravata, e sim, o que ela demonstra, que as mulheres não são completamente bem vindas no meio onde os homens são a maioria, mas é com muita luta que um dia a igualdade virá. Mas continuem mulheres, apertem os cintos, pois a viagem é longa mas em breve chegaremos ao fim dela.

 

E assim elas vão ocupando espaço e uma frase da Cecília Meireles exemplifica muito bem:

“Liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser”.

 

**Revisão: Italo Charles

***Edição e supervisão: Daniela Reis