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Museu Inimá de Paula

Longe de ser “um dia infernal”, o show da banda The hell´s Kitchen Project, realizado ontem no Museu Inimá de Paula, foi uma noite dançante e animada. Com a participação de Leo Brasilino e Nathy Faria, a banda passeou pelas canções antigas e as músicas do recém-lançado álbum “A hell of a Day”, incluindo “Balboa”, que ganhou um clipe.

Completando seis anos de estrada e comemorando o lançamento do primeiro disco que é marcado por uma batida dance, a banda conta com influencias do rock orgânico, alternativo e heavy metal. No set list, os músicos apresentaram músicas como Ibiza, Nouvelle Vague, Corruption e Unbalance – sendo que as duas últimas com a participação dos convidados.

Apesar de ter sido uma apresentação curta, deixando a impressão de que acabou justamente quando os músicos estavam esquentando, o show mostrou uma banda com presença de palco impecável. Os destaques da noite foram as músicas Loft e Deathtones.

Confira abaixo o video de loft

Por João Vitor Fernandes

Foto: Felipe Mesquita

O rock’n´roll sempre teve como marca registrada as performances e os solos rasgados de grande guitarristas como Jimi Hendrix, Eric Clapton , Carlos Santana entre outros. A banda Hell’s Kitchen Project mostra hoje, às 20hs, no Museu Inimá de Paula, que é possível fazer rock sem guitarra.

A banda é formada por Malk (baixo), Budha (bateria) e Jon (vocal), com seis anos de existência e sempre com a mesma formação. Mas eles fazem questão de dizer que não tem nada contra guitarristas ou guitarras. “Nunca pensamos em colocar um guitarrista fixo na banda, mas já chamamos amigos que tocam guitarra para brincar com a gente na banda”, conta o baterista Leo Barca, o Budha.

O desejo de fugir ao comum foi o que motivou a formação da Hell’s. “A banda surgiu em 2006 a partir da nossa vontade de criar música, de fazer algo nosso resolvemos experimentar essa formação enxuta e inusitada e até hoje tem dado certo” relata Budha.

 

 

 

Para a banda a cena musical alternativa brasileira é um lugar que favorece o surgimento de bons talentos. “O Brasil é um cenário de mistura e de bandas sensacionais. Hoje a verdadeira música brasileira tem nascido no independente, na vontade dos músicos em mostrar um trabalho profissional mas com honestidade, e,  aí você tem Black Drawing Chalks, Macaco Bong, El Efecto mostrando que é possível trilhar isso aí”, afirma Budha.

Por: Ana Carolina Nazareno e Hemerson Morais

Foto: Divulgação.

O Festival de Arte Digital, FAD, abriu sua 5ª edição na noite desta quarta-feira, 31, com uma apresentação que rendeu palmas por aproximadamente 2 minutos. A performance LOSS-LAYERS, do grupo francês A.lter S.essio impressionou ao mostrar um jogo de ilusão e realidade. Som, imagem e corpo foram explorados e transpostos ao olhar do espectador. O espetáculo cênico induz ao campo conflitivo das significações, em que a pessoa é conduzida a uma reflexão do tempo e espaço em que se insere. A bailarina vive no palco uma experiência multi-sensorial, resultado de movimentos, luzes, projeção de vídeo e música eletrônica.

Bailarina na performance LOSS-LAYERS
Bailarina na performance LOSS-LAYERS

Para o videomaker Guilherme Costa, 29, que estava na platéia, o trabalho do A.lterS.essio é “uma síntese de como um ser humano vive num meio urbano e como esse meio interfere na sua vivência. Apesar de ter sentimentos, o meio consegue também deixar mecânico o ser humano”, afirma, referindo-se à dança que apresenta ao mesmo tempo movimentos do corpo semelhantes a de um robô e expressões faciais como o sorriso e o medo.

O festival, que já passou por diversos espaços de Belo Horizonte como Casa do Conde, estação de metrô, o Espaço Cento e Quatro e o Oi Futuro, constrói uma relação entre tecnologia, arte e cinética em um mundo onde é cada vez mais comum a adequação de hábitos ao universo digital.

A cinética e a obra

“A escolha da arte cinética como tema deste ano partiu de uma intenção de proximidade do festival de se relacionar com outras áreas conexas da arte contemporânea. Então a gente lincou [sic] as duas coisas, o que faz com que o festival fomente conceitos mais fortes, mais bem pensados, de forma a não ficar um festival só tecnologia por tecnologia”, explica o curador do FAD Tadeus Mucelli Tee. Assim, é possível enxergar de uma ótica especifica um tema, a cinética, e, um objeto, a tecnologia, de forma integrada. Isso possibilita uma compreensão maior da proposta arte digital.

Na obra do português Void, O Jardim do Tempo, inspirado no texto “O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam”, de Jorge Luís Borges, o mecanismos puramente cinéticos se fazem necessário para que a arte cumpra o seu objetivo, que é apresentar diversas possibilidades de percurso dentro de um labirinto.

A obra O Jardim do Tempo de Void.
A obra O Jardim do Tempo de Void.

Sediado no Museu Inimá de Paula do dia 1º de setembro a dois de outubro, o FAD -Festival de Arte Digital apresenta 21 trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros, entre eles performances, instalações interativas, oficinas, workshops e debates. A entrada é gratuita. Para mais detalhes da programação e os horários entre no site: https://www.festivaldeartedigital.com.br/

Por Felipe Bueno

Fotos: Felipe Bueno

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Pela primeira vez no Brasil, o público confere a exposição “Transparência”, do mineiro Hamilton Aguiar, conhecido no circuito cultural dos EUA, onde morou entre os anos de 1987 e 2009. Na exposição estão quadros e esculturas provenientes do contato do artista com várias paisagens estrangeiras.

Transparências
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Toda a técnica, procedimento e material utilizado pelo artista, são inusitados para o público brasileiro, pois são de origem americana. “Resina, folha de prata, vidro, são materiais utilizados por Aguiar, para dar a sensação de transparência, de camadas, que você vai adentrando com o olhar”, explica o curador da exposição, Júlio Martins.

De acordo com o curador, a novidade com relação à matéria-prima. “As pessoas tem mostrado deslumbramento em relação aos materiais, procedimentos, justamente por ser um tipo de arte que a gente esta pouco habituada a ver”, avalia.

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Obra "The Crossing" no cruzamento da Rua Guajajaras com Rua da Bahia

Uma das obras, chamada “The Crossing”, exibida apenas uma vez está exposta no passeio da Rua Álvares Cabral esquina com Rua da Bahia e deixa quem passa por ali curioso. “Essa escultura chama o público além de proporcionar contato com as pessoas sem a mediação dos museus, é um contato com a arte sem a necessidade de entrar no museu”, explica Júlio Martins.

O curador da exposição explica como foi o recorte das obras a serem expostas e porque do nome “Transparência”:

Para aqueles que ainda não conhecem esse trabalho, vale a pena conferir. Até o dia 10 de julho pode ser visitada no Museu Inimá de Paula.

Endereço:
Rua da Bahia, 1.201 – Centro
CEP 30160-011 – Belo Horizonte, MG Telefones:
(31) 3213-4320
museu@inima.org.br

Por Andressa Silva e Marcos Oliveira

Foto: Felipe Bueno

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Vik Muniz é um artista brasileiro que transforma lixo em arte, revistas picotadas em retrato e um prato de macarrão com molho vermelho na Medusa. Muitas de suas obras são perecíveis, então Vik captura a imagem para ampliar, emoldurar e só então expor ao público. Suas fotos estarão no Museu Inimá de Paula, localizado na Rua da Bahia, 1201, até o dia 2 de novembro. Após uma temporada de grande sucesso no Rio de Janeiro e São Paulo com mais de 300 mil visitantes, em Belo Horizonte obteve os mesmos resultados. Devido a demanda do público, o museu ficará aberto domingo e segunda-feira, feriado do Dia dos Finados.

Museu Inimá de Paula

Para informações sobre horário e preço do ingresso, acesse o site do Museu Inimá de Paula.