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Em pleno vai e vem de pessoas, no hipercentro de Belo Horizonte, fãs de Wando falam das emoções que sentem ao lembrar das músicas do cantor e compositor considerado um ícone da música romântica, também chamada de brega.

De forma alegre e descontraída, os fãs revivem o espírito bem humorado e sedutor de Wando, cantando versos consagrados das letras de “Fogo e Paixão” e “Moça”. Na Praça Sete, nossa equipe abriu os microfones e uma torrente de memórias vieram à cena: “Ele atirava calcinhas na platéia e as mulheres arremessavam calcinhas no palco”, lembrou Tatiane Lisboa. Os versos “você é luz é raio, estrela e luar” foram cantados como nunca. Pois, até mesmo, os mais eruditos se renderam aos hits românticos do incorrigível colecionador de peças íntimas femininas.

Indagados sobre as lembranças que vão permanecer do artista, os fãs são unânimes: “ele era um vencedor, uma pessoa simples, humilde, alegre e de bem com a vida”. As músicas de Wando, em sua maioria, falam de amor, afinal, quem que nunca curtiu uma dor de cotovelo, ou mesmo, já não caiu de amores? Pelos galanteios feitos às mulheres, em suas letras, podemos considera-lo um trovador moderno. Wando foi reconhecido, ainda em vida, como um grande artista brasileiro.

Wando foi internado no dia 27 de janeiro com problemas cardíacos. O seu quadro de saúde era instável, apresentando em determinados momentos melhoras. O que dava esperanças de recuperação para boa parte das pessoas que rezavam por ele, em todo o Brasil. O corpo foi sepultado, hoje, às 11 horas. No velório, fãs se despediram em silêncio, por vontade dos familiares. Agnaldo Timóteo, um dos presentes no velório, foi expulso da cerimônia religiosa, pela filha de Wando, após uma tentativa de discursar.

Confiram a homenagem que os fãs fizeram ao cantor Wando no vídeo:

Vídeo: Duda Gonzalez
Reportagem em vídeo: Natália Alvarenga
Texto: Felipe Bueno
Fotos: Divulgação


Durante uma conversa descontraída, na Praça da Liberdade, na tarde desta quarta-feira, a cantora Aline Calixto, umas das representantes da música mineira contemporânea, mostra a sua afinidade com o samba. “Hoje, em Belo Horizonte, tem uma gama de espaços noturnos que dedicam a sua programação ao samba, os próprios programas estão dando muita abertura ao samba. Eu, enquanto sambista, fico feliz em poder ver esse gênero se estabelecendo e fortalecendo cada vez mais aqui”, declara a cantora nos intervalos do programa Viação Cipó, da TV Alterosa, que aconteciam no local.

Bastidores do programa Viação Cipó com a cantora Aline Calixto
Bastidores do programa Viação Cipó com a cantora Aline Calixto

De acordo com Aline Calixto, apesar de Minas Gerais não ter o samba como o ritmo musical predominante, o Estado tem um histórico grande de sambistas importantes. “Muitos cantores e compositores saíram daqui, mas, claro, foram se estabelecer no eixo Rio – São Paulo, a gente pode citar o João Bosco, a Clara Nunes, o Ari Barroso e o Ataulfo Alves”, enumera.

Vinda do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, aos 6 anos de idade, Aline Calixto enfatiza a pluralidade cultural do país ao avaliar o seu trabalho como uma mescla de influências do samba carioca com a música mineira. “O samba que eu faço tem a presença muito marcante das harmonias de Minas, como Toninho Horta, o João Bosco, Thiago Delegado, acho que isso faz a diferença aqui e fora”, explica.

“Na atualidade a gente passa por um momento muito expressivo da música como um todo e, também do samba claro. Isso se deu muito em função aos espaços que se abriram mais para esse gênero”, avalia a cantora. O novo CD “Flor Morena”, fruto dessa diversidade, está disponível no site da cantora que aposta nas mídias digitais para divulgar o seu trabalho. Flor morena também é nome de uma das músicas do CD, uma parceria de Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, a canção foi composta para a filha mais nova de Zeca.

Para quem quiser conferir mais de perto a sintonia do samba de Aline Calixto, o show de lançamento do CD aqui em Belo Horizonte será no dia 26 de agosto, às 21 horas, no SESC Palladium. Ingressos à venda na bilheteria do centro cultural.  Os preços são de 30 reais a inteira, e 15 reais a meia.

Por Felipe Bueno

Fotos: Felipe Bueno

Autor de “Marvin”, “Homem Primata”, “Diversão” e tantas outras músicas que redefiniram o cenário musical brasileiro nos anos 1980, o Titã, Sérgio Britto trilhou uma carreira sólida e, hoje, mostra acordes mais suaves em uma apresentação solo. Aproveitando as férias do conjunto, Britto abre espaço na sua agenda para divulgar o seu mais recente CD intitulado “SP55”. O nome do álbum é sugestivo e guarda relação afetiva com a rodovia em que tantas vezes ele passou a caminho do litoral norte de São Paulo.

Na noite da quinta-feira, 7, o Contramão Online esteve presente no bate papo com Sérgio Britto, na Casa UNA de Cultura, oportunidade em que o cantor e compositor destacou as características do seu trabalho solo que reúne influências das diferentes vertentes da música brasileira, como o samba paulista e a bossa nova em um formato pop. O cantor que já havia gravado dois CDs solos, disse que nos shows dos anteriores tocava muito Titãs, e que a sonoridade lembrava um pouco a banda, mas que nesta turnê do álbum SP55, vai tocar mais músicas do mesmo. “Não estou cantando muitas músicas do Titãs nestes shows, toco duas músicas do Titãs, mas o grosso é desse disco”, revela Sérgio.

No inicio do bate papo, Britto destacou as diferenças entre o seu trabalho nos Titãs e o seu trabalho solo. Confira no áudio:

“É outro clima eu vou fazer um show em um teatro, são shows que tem percussão, dois violões, baixo, bateria é um show com mais ritmo, muito diferente dos Titãs”, define. Ouça o áudio:

Estrada da vida

Para Britto, a rodovia é uma metáfora da estrada da vida. “É um caminho pessoal, de uma descoberta e uma coisa que você vai seguindo. A SP-55 é uma espécie de microcosmo do Brasil como todo lugar você vê miséria de um lado da estrada e luxo do outro, tem violência, tem tudo. Eu achei que era um título sugestivo, o nome é sonoro e por isso resolvi colocar”, observa.

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Fotos de Divulgação – Marcelo Tinoco

O novo álbum explora uma sonoridade pop unida ao lirismo rítmico da bossa nova, é um produto do contato que Britto teve, ainda jovem, com os grandes nomes da Bossa e da MPB, nas décadas de 1960 e 1970. Nesta época, Sérgio Britto morava no Chile, devido o exílio de seus pais, durante o regime militar no Brasil. Assim a música brasileira era ouvida em sua casa com carinho, algo que despertava a saudade.

“Eu sempre ouvi todos os estilos desde Bossa Nova, os Tropicalistas e Jovem Guarda. Isso também faz parte da minha vida, assim como bandas de rock gringas. Acho que isso tudo ajudou na minha formação musical. E o Titãs é uma banda que tem um cuidado com as letras das canções, com a adequação de música e letra, um cuidado muito que é típico da música brasileira. Essa é uma influência forte no nosso trabalho e as pessoas reconhecem isso”, avalia Britto.

Intimista, cool, essa é uma definição possível para o novo álbum de Britto que mescla, ainda, drum’n’bass e música latina. O autoral “SP55” é o seu terceiro trabalho solo. Vozes femininas dão um tom ainda mais suave ao álbum, as participações são de Wanderléia, Marina de La Riva e Negra Li.

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Clique aqui e confira a galeria de fotos, conversa com Sérgio Britto na Casa Una de Cultura

O tecladista falou das indecisões antes de optar pela música. “Já quis ser artista plástico, comecei a fazer faculdade de artes plásticas e filosofia, parei as duas”, relata. Sérgio Britto estudou piano e resolveu depois de assistir um show de Nelson Cavaquinho e Cartola, show este que lhe despertou o desejo de fazer música popular. “A música popular é muito rica, mistura muita coisa. Poesia com música, experimentar milhares de coisas dentro daqueles três minutos. É uma coisa mágica”, afirma Britto.

Sobre a relação com os Titãs, Sérgio não pretende deixar a banda. “Eu acredito que a gente possa fazer coisas ainda muito legais que a gente não fez e que eu só faço com eles. Tem coisas que eu não faria na minha carreira solo, que posso fazer com os Titãs, que eu quero fazer”, relata. “Eu não tenho essa vontade de sair, é claro que o futuro a Deus pertence”, reforça.

O tempo é um problema real diz o compositor. “Os shows de lançamento do CD estão sendo feitos no 15 dias de férias dos Titãs pra tentar pegar algo próximo de um fim de semana, mas em geral eu tenho uma quinta-feira, uma quarta-feira, é tudo meio a conta gota porque a prioridade pra quem está na banda é a banda”, conclui.

Mercado fonográfico

Segundo o artista por causa da internet as pessoas criaram o hábito de não pagarem mais por música, de achar que não devem pagar, mesmo as pessoas eu gostam do teu trabalho acham caro. “O padrão que é causa de tudo isso mudou, acho que a gente ainda está em uma fase de transição, com essa coisa da internet. Como os artistas terão ganhos com isso, para poder investir no trabalho, isso ainda está em um processo”, avalia.

Para Britto a alternativa é um trabalho com mais qualidade, um preço razoável, e coisas estimulantes para as pessoas como: promoções. “Isso vai ter que ser inventado aos poucos pra recuperar esse tipo de relação”, afirma.

Por Felipe Bueno e Bárbara de Andrade

Tarde, quase noite e a Praça da Liberdade sofre os transtornos do trânsito. As pessoas correm no cooper, correm para chegar em casa, correm para voltar para o trabalho.

Em um dos famosos bancos “brancos quase encardidos”, Neusarina de Jesus, se arrisca naquela que é sua primeira exibição na praça. Neusarina é violinista e toca seu instrumento na tardinha aconchegante de outono. Sem público pagante ou admiradores na platéia, Neusarina treina seus quase primeiros acordes em público, já que seu maior e único espectador é seu professor de música. Entre os intervalos da aula de francês, ela o recebe em casa. “Vitor, meu professor sempre me fala: Dona Neusarina preste atenção, cuidado para não engasgar”, conta a violinista

Enquanto sua amiga Juliana, segura a partitura da Nona Sinfonia de Beethoven, Neusarina, sente a música e por meio dela, tenta encostar-se no sonho. “O mais importante é sempre acreditar no sonho, e caminhar para ele, todo mundo pode dizer o contrario, mas esse é o caminho certo”, garante.

O sol se põe, lentamente, e as últimas notas da Nona Sinfonia se perdem em meio ao dedilhar do violino E Neusarina deixa a praça, amanhã a violinista pretende viver um novo sonho, já que aprender a tocar violino e francês ela já conseguiu.

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Clique na foto para conferir a galeria

Por: Marcos Oliveira

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Uma multidão tomou conta da Praça da Liberdade para assistir às apresentações da primeira edição do BH Jazz festival. O evento foi totalmente gratuito e contou com a participação de artistas renomados internacionalmente, como Victor Brooks, Julie Mcknight, Glen David Andrews, Túlio Mourão e Léo Gandelman e curadoria de Edgard Radesca (diretor da casa de jazz paulista Bourbon Street, responsável por importantes festivais no circuito Rio e São Paulo) e Túlio Mourão. Essa edição, que contou com seis atrações além de DJs e Vjs, foi realizada com recursos da lei de incentivo à cultura e com apoio de vários colaboradores.

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Lúcio de Oliveira

Nossa equipe acompanhou algumas atrações e conversou com o criador do evento que deixou a Praça da Liberdade com certo glamour no fim de tarde regado a jazz, Lúcio de Oliveira. “Minas Gerais têm gosto pela música, podemos perceber isso pela receptividade dos shows. Belo Horizonte amadureceu e criou segmentos de platéia que apreciam jazz e a prova disso é a multidão que está acompanhando aqui hoje” diz Oliveira, que também é diretor da empresa ARTBHZ organizadora de eventos culturais diversos.

O criador dessa primeira edição já a considera um sucesso e conta os planos para a edição do ano que vem: “Nossa intenção é promover a 2ª edição do festival, abarcando simultaneamente, os vários espaços disponíveis do circuito cultural e realizar uma grande festa nesse centro cultural de Belo Horizonte”.

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Por: Danielle Pinheiro e Débora Gomes

Fotos: Débora Gomes

Repórteres: Danielle Pinheiro e Nélio Souto

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Cenários e música movimentaram a Praça da Liberdade nesta tarde. De um lado, preparações para a gravação de uma nova novela. Do outro, uma dupla sertaneja cantava para um programa.

Os mineiros Josemir e Júlio César se conheceram por meio de um amigo em comum: “Eu precisava de uma segunda voz e o Júlio se enquadrou bem no que eu procurava”, contou Josemir. Hoje, com quatro anos de carreira e um cd circulando pelos principais estados do país, Josemir e Júlio César participaram da gravação do quadro ‘Música do Cipó’ que vai ao ar todos os domingos e quintas, durante o programa ‘Viação Cipó’, apresentando novos músicos: “O programa hoje é bem procurado, principalmente por divulgar novos talentos.”, conta o apresentador Otávio di Toledo.

Enquanto isso, a produção da emissora Rede Globo ajeitava os detalhes para uma cena da nova novela que substituirá ‘Tempos Modernos’, que se passará em alguns lugares de Belo Horizonte. A Praça da Liberdade foi escolhida por representar bem a cidade, segundo o cenógrafo Luiz Cláudio Velho. As cenas serão gravadas amanhã, a partir das 11:30 e irão ao ar em maio, nos primeiros capítulos da novela.

Por: Débora Gomes e Camila Sol