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Por Bianca Morais 

Chegou o final do ano e junto com ele as festas natalinas, época de reunir a família e amigos, montar árvore de Natal, fazer pedidos ao Papai Noel, ceias recheadas de comidas gostosas, “All i want for christimas” da Mariah Carey e outras musicas natalina, luzes iluminando as casas e toda a cidade, amigo oculto e muito mais.

Agora, caso você queira encontrar tudo isso e um pouco mais, até mesmo neve, não tem lugar melhor que na Netflix, a plataforma de streaming tem diversos filmes e séries natalinas com muitas novidades, além dos clássicos. 

O Jornal Contramão hoje traz algumas sugestões de filmes de natal para maratonar neste mês.

Um castelo para o Natal 

Uma escritora recém divorciada acaba matando um dos personagens favoritos dos fãs em seu livro mais recente, o que provoca a fúria de muitos. Para fugir de toda confusão ela acaba indo para uma cidadezinha onde seu pai havia crescido, no lugar existem muitos castelos e ela acaba com  o herdeiro de um deles.

A mulher tenta a todo custo comprar o castelo desse rapaz que não quer vendê-lo. Os dois acabam vivendo juntos nele e o tempo todo ele tenta fazer  com que ela desistisse de comprar o lugar. A escritora vai vivendo na cidade, conhecendo as pessoas, fazendo amizade e claro, se apaixonando pelo homem. O bom e velho clichê romance ambientado pelo Natal.

 

A Família Noel

O filme conta a história de uma família que acaba de perder o pai e tem que se mudar para outra cidade para ficarem mais perto do avô. O garoto da família (Jules) detesta o Natal, mas descobre que seu avô é o papai noel e por causa de um infarto não poderá fazer as entregas desse ano, Jules então resolve ajudar. O filme é emocionante e trás bastante conceito pra quem perdeu alguém perto de uma data comemorativa.

A princesa e a plebéia

A história é uma franquia com três filmes estrelados pela atriz Vanessa Hudgens, a trama é de duas mulheres que se parecem muito e podem ser parentes distantes, uma é duquesa e outra confeiteira, elas decidem trocar de lugar. Em cada filme uma aventura diferente e nele se aborda a questão da amizade

Um menino chamado Natal

O longa é sobre um garoto que mora na floresta com seu pai, pois perdeu sua mãe. Antes de morrer, ela sempre contava histórias de elfos e dizia que eles já tinham ido à sua vila. O menino tinha fé que existiam, o pai nem tanto, mas a mando do rei foi atrás da vila dos elfos. 

O menino ficou com sua tia, que não era tão legal, por isso, fugiu para encontrar o pai e acabou encontrando um velho elfo que lhe deu poderes, retornando a vila descobre que humanos não eram bem vindos e foi preso, no final consegue fugir e achar seu pai. Esse filme fala muito sobre o luto, como conviver com a dor e fazer o melhor com ela.

​​Tudo bem no Natal que vem

O filme brasileiro protagonizado por Leandro Hassum fez sucesso no ano passado com a história do pai de família que depois de sofrer um acidente acaba vivendo o dia de natal todos os dias, não se recordando de nada que viveu ao longo do ano. A comédia arranca risos e chorar e vale muito a pena.

Recentemente a Netflix liberou uma lista com várias outras sugestões para os assinantes curtirem o fim do ano, confira no Instagram. 

 

 

 

 

Por Ana Paula Tinoco

A Netflix vem nos surpreendendo a cada lançamento. Entre séries, filmes, documentários as produções se dividem em vários gêneros e são raros aqueles que nos decepcionam. Colecionando sucessos de público e crítica, o serviço de streaming vem ganhando espaço e respeito daqueles que são amantes do entretenimento feito com qualidade e o último a arrebatar minha atenção foi Atypical.

A série que foi lançada em agosto do ano passado, 2017, pode passar despercebida se não tivermos um olhar atento e quando damos uma chance, ela nos surpreende a cada episódio. Com uma doze de humor balanceado, atypical (atípico) como já diz o nome não cai no marasmo dos estereótipos, como é o caso de vários filmes que retratam psicopatas, como: Hannibal ou Psicopata Americano e abre uma discussão leve e interessante acerca do autismo sem romantiza-lo.

No papel principal encontramos o jovem ator Keir Gilchrist (25 anos), Gilchrist é Sam, um jovem de 18 anos que diagnosticado ainda criança com Transtorno do Espectro Autista guia o caminho para que assim possamos enxergar o mundo pela perspectiva de seus olhos. Passando pelas mazelas da juventude e as descobertas que ela traz, viajamos por ambientes diversos narrados por ele, o que permite choramos, rirmos e sofrer junto a Sam.

Esses ambientes são compostos pelos núcleos que o rodeiam: família, amigos, escola e terapeuta, cada um servindo para compor o dia a dia do nosso protagonista. Em uma ótima interpretação Gilchrist nos sensibiliza a tentar compreender como é a vida de um garoto autista que diferente de nós vê o mundo com suas próprias cores e nuances.

Sua família que a princípio parece perfeita pode ser vista como a base geral de sua vivência. Com uma mãe super protetora, Elsa (Jennifer Jason Leigh) faz com que o espectador a ame e ao mesmo tempo a odeie, serve como um freio, o medo. Não permitindo a Sam a descoberta e podando sempre que pode sua vontade de mergulhar em novos mares. Seu pai, Doug (Michael Rapaport), pode ser visto como a ignorância diante do desconhecido, mas que aos poucos, assim como qualquer pessoa que procure o conhecimento, se guia e ajuda o filho na autodescoberta enquanto o mesmo vai perdendo o preconceito diante da própria inabilidade.

Sua irmã Casey (Brigette Lundy-Paine) é seu porto seguro. O tratando como uma “pessoa normal”, ela mostra seu afeto e dedicação por seus gestos, olhares e às vezes com palavras. Os dois em cena são um dos pontos fortes da série, a química entre ator e atriz é perfeita e entregue na medida certa.

Porém, não é apenas Casey que enxerga Sam além de seu diagnóstico, seu amigo Zahid (Nik Dodani) é seu conselheiro e às vezes faz com que ele saia dos trilhos, rendendo as melhores cenas quando o roteiro transita entre o drama e o humor. Sua namorada Paige Hardaway (Jenna Boyd) que o ajuda a entender a complexidade do envolvimento com outra pessoa e que é necessário haver uma troca. Sua terapeuta Julia Sasaki (Amy Okuda) e seu consultório são os fios condutores do entendimento do espectador, pois é ali entre essas quatro paredes que Sam descreve seus medos, anseios e quais são suas limitações.

A escola, esse é o núcleo que mais causa desconforto, sensação que pode ser gerada não pelos clichês de escolas de ensino médio, mas pelo fato de que muitas vezes somos capazes de nos identificar com aquelas pessoas que transitam pelos corredores ofendendo e discriminando alguém apenas pelo fato de não conhecermos e algumas vezes não procurarmos o conhecimento sobre determinadas coisas que não são familiares do nosso cotidiano.

O fato é que Atypical é uma ótima série, um convite para que conceitos pré-estabelecidos sobre aqueles que possuem transtornos caiam por terra e abre o nosso olhar para entender o lado do outro. Então não tenha medo de dar o play e divirta-se, apesar de ser um assunto delicado, a roteirista Robia Rashid soube dosar na medida certa sua visão sobre o assunto.

A primeira temporada possui oito episódios e foi renovada para uma segunda que contará com 10 e ainda não possui data de estreia.

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Por Daniel Reis 

Alerta: Spoilers!!!!

Uma das maiores surpresas do último ano, Stranger Things retorna com a estreia de sua emocionante segunda temporada, que apresenta evolução de sua mitologia, de seus personagens, e do próprio roteiro que acaba mais acertando do que errando.

Com um primeiro episódio que já define bem como essa temporada vai seguir, a série começa acompanhando a nova vida do garoto Will Byers (Noah Schnapp) que após a pouca presença na primeira temporada, se torna o grande destaque desta. Ele que agora tem que lidar com apelidos como Zumbie Boy (ou Zumbizinho) e a superproteção da família e amigos, tem seu arco aprimorado entre contatos com o Upside Down, e a surpreendente atuação do garoto de 13 anos.

Com o Halloween chegando, mantém-se aquela atmosfera oitentista da primeira temporada, com um plus que é o sétimo episódio desta temporada, chamado “The sister”, que tem ligação direta com a primeira cena do primeiro episódio e funciona quase como um Spin-off. É justamente nesse ponto que a série dá uma derrapada e parece perder um pouco da essência que os fãs tanto gostam. Porém o episódio em questão surpreende por expandir (e muito) a história da Eleven (onze) personagem da nossa queridinha Millie Bobby Brown. Com uma cena incrível, a personagem volta com tudo, sendo dona das melhores cenas da temporada, mas apesar disso o episódio não responde todas as perguntas e deixa pontas soltas para serem desenvolvidas futuramente.

Além dos destaques para as atuações mirins de Millie e Noah (Eleven e Will) a grande evolução e destaque fica por conta do Xerife Hopper interpretado por David Harbour (Nosso novo Hellboy) e que desponta nos diálogos e nos momentos mais emocionantes da temporada, é evidente o quanto o ator se entregou ao personagem e gera uma química excelente com praticamente todo o elenco da série. Mas de longe a forma com é abordada a relação dele com a Eleven, e de como os criadores conseguiram em tão pouco tempo construir uma relação tão forte, é o maior dos elogios aqui. Enquanto assistia, ficava ansioso esperando passar alguma cena deles contracenando de novo.

No entanto, nem tudo são flores e um fato que pode incomodar quem estava com saudade da trama, é ver em boa parte do tempo os principais núcleos desmembrados, temos alguns personagens seguindo motivações pessoais e outros que parecem estar ali somente para agradar os fãs da série ou servir de escada para algo no roteiro funcionar, isso não incomoda muito mas pode acabar sendo desgastante para o espectador.

Este é o caso da “vingança” pela morte da Bárbara (Shannon Purser), que era algo muito pedido pelos fãs, mas soa desinteressante perto dos outros núcleos apresentados, e faz um desfavor a personagem de Nancy (Natalia Dyer) que havia terminado a última temporada bem Badass tomando a frente em alguns momentos e partindo para luta, já nessa retorna como se não tivesse evoluído em nada, e buscando a tal vingança pela a morte da amiga somente um ano após o ocorrido, depois de cenas dispensáveis e forçadas dela bêbada chorando em uma festa de Halloween que no fim não serve de ponte para vingança mas sim para o fraco triângulo amoroso entre ela Steve (Joe Keery) e Johnatan (Charlie Heaton) bem melhor se tivessem resolvido logo no início deixando a personagem de Nancy livre para a trama que realmente importa.

Elenco mirim de Stranger Things, Premiere segunda temporada/ Foto: Divulgação

As adições também são vagas, sem ganhar tanto destaque, não pela falta de presença, mas pelas histórias serem realmente desinteressantes. Os irmãos Max (Sadie Sink) e Billy (Dacre Montgomery) são o maior exemplo disso, com um passado que é mantido em segredo quase toda a temporada, com cenas e mais cenas de diálogos misteriosos para no fim ser uma história comum de divórcio que não traz humanidade para os personagens, nem faz você gostar mais ou se importar com eles, fazendo com que estes conflitos soem como pura vergonha alheia em alguns momentos.

A parte boa foram as adições de Dr. Owens (Paul Reiser) que por se tratar de um cientista do misterioso laboratório de Hawkins. Aparentando ser bonzinho demais, traz sempre um ar de desconfiança ao espectador quando está na tela, chegando a ser um desafio a parte para quem assiste descobrir suas reais intenções. Além disso temos a chegada de Bob personagem do Sean Astin que não acrescenta muito, mas é indispensável para o arco emocional de Joyce Byers (Winona Ryder), e que possui algumas das melhores referências dessa temporada, com direito a uma piada referenciando a Goonies (filme que ele participou no anos 80 como ator mirim), quando pergunta se o mapa do Will leva a algum tesouro pirata.

Apesar das derrapadas, a série se mostra muito superior em todos os âmbitos, trazendo cenas marcantes, com diálogos e conflitos inteligentes, e um respeito a si mesma ao manter todo o clima da primeira temporada, evoluindo os principais personagens sem desrespeitar a jornada deles. A maioria das principais perguntas deixadas na primeira temporada são resolvidas rapidamente nesta, o que facilita em manter a trama simples e atrativa.

Stranger Things é hoje uma das maiores séries, e tem tudo para se manter neste posto por mais algumas temporadas, poderia facilmente causar um frisson tão grande quanto o de Game of Thrones se fosse lançada semanalmente, mas mesmo assim várias pessoas estarão discutindo a saga de Eleven e companhia. O que nos resta agora são as teorias, que vão surgir sobre o futuro da série, rever esta excelente temporada, e um especial muito interessante que a própria Netflix lançou chamado Beyond Stranger Things.

Com um roteiro em três atos, e uma direção impecável os Irmão Duffer, fizeram de novo um filme de 9 horas que vai fazer você se importar com a trama, não querer parar de assistir, não sair do sofá nem para ir ao banheiro e no fim ainda pedir por mais, reclamando sobre a demora até a próxima temporada.

Por David Abner – Start – Parceiros Contramão HUB

AVISO: O seguinte artigo contém grandes spoilers para Stranger Things 2. Leia por sua conta em risco

 

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Com a maioria dos fãs já assistindo a 2ª Temporada de  Stranger Things, eles estão achando que há uma espécie de seguimento relacionado com a ideia de que o episódio 7 é, para dizer, uma estranha partida para a série.

 

O Episódio 7 é quase como um piloto de uma história paralela para uma série completamente diferente com personagens diferentes. Matt Duffer explicou que episódios como este são para ajudá-los a adicionar alguns elementos diferentes da temporada para ajudar a mantê-los frescos como escritores:

 

“Se funciona para as pessoas ou não, isso nos permite experimentar um pouco. É importante para Ross e eu tentar coisas e não sentir que estamos fazendo o mesmo uma e outra vez. É quase como fazer um  pequeno episódio piloto no meio da sua temporada, o que é uma espécie de coisa louca a ser feita. Mas foi muito divertido escrever, transmitir e trabalhar. “

 

Tornou-se totalmente polarizante, com alguns fãs criticando-o como filler. Matt descreveu por que ele sentiu que sua inclusão era importante na nova temporada:

 

“Nosso teste do episódio foi que tentamos retirá-lo da série apenas para ter certeza de que precisávamos porque eu não queria isso lá como preenchimento – mesmo que alguns críticos nos acusem de fazer isso. Mas a viagem de Eleven se desmoronou, como o final não funcionou, sem ele. Então eu era, se isso funciona ou não, precisamos deste bloco de construção aqui ou todo a série vai entrar em colapso. Não vai terminar bem. O Conquistador de Mentes vai dominar Hawkins. “

 

Ross Duffer entendeu, falando sobre como ele se encaixa globalmente na evolução de Eleven, que está em andamento:

 

“Essa linha de história em geral é um dos maiores riscos que tomamos. Vamos continuar a fazer riscos para avançar para nos mantermos no controle. Eu não queria que ela simplesmente poupe magicamente o dia. Assim como Luke Skywalker, ela precisava sair sozinha e aprender algo sobre si mesma’

 

Stranger Things foi criado por Matt e Ross Duffer, também conhecidos como The Duffer Brothers, que dirigiram e produziram a série sob a bandeira Monkey Massacre, juntamente com Shawn Levy, produtor produtor co-executivo e Dan Cohen, do 21 Laps Entertainment. A série é escrita por The Duffer Brothers, bem como Justin Doble, Jessie Nickson-Lopez, Paul Dichter, Jessica Mecklenburg, Alison Tatlock e Kate Trefry.

 

Stranger Things 2 estrela Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery e Noah Schnapp. A série também adicionou Sean Astin (The Goonies), Paul Reiser (Aliens), Brett Gelman (Jobs), Dacre Montgomery (Power Rangers), a atriz dinamarquesa Linnea Berthelsen e a estrela da Broadway, Sadie Sink, na mistura também.

 

A Segunda Temporada de Stranger Things  já está disponível na Netflix.

 

Fonte: EW

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Por David Abner – Start – Parceiros Contramão HUB

ntertainment Weekly revelou novos detalhes sobre a “sequência” do sucesso da Netflix, incluindo como a abertura da nova temporada será definida em uma nova cidade em vez da configuração da temporada um de Hawkins, Indiana.

 

O co-criador Matt Duffer explicou por que eles decidiram começar a segunda temporada em um cenário completamente diferente:

 

“Gostei de abrir o show em um lugar que não estava em Hawkins, em um ambiente urbano. Eu quero que as pessoas pensem que talvez tenham clicado no show e, então, boom, você percebe “Oh, agora estamos ainda nisso”. Mas é tudo sobre ampliar e expandir nosso mundo “.

 

Ross Duffer, que co-criou a série com seu irmão, provocou:

 

“Nós temos todos esses tópicos diferentes e você não vê como possivelmente todas essas coisas poderiam se juntar e depois, lenta mas seguramente, todos eles desempenham um papel integral na história nesta temporada”.

 

Embora Matt Duffer tenha revelado que havia alguma resistência a se referir à nova temporada como uma sequência considerando o histórico de poucas sucessões, o showrunner discutiu o quanto dos fãs responderam mais alinhados com seus planos para a temporada 2:

 

“A boa notícia é que muito do que queríamos ver ou o que respondemos, parece ser o que o público respondeu. Como nos apaixonamos por Gaten [Matarazzo], e havia aspectos, como Barb [jogado na temporada 1 por Shannon Purser], já estávamos planejando lidar. Parecia que havia um bom alinhamento entre o que queríamos ver e o que outras pessoas queriam ver “.

 

Stranger Things foi criado por Matt e Ross Duffer, também conhecidos como The Duffer Brothers, que dirigiram e produziram a série sob a bandeira Monkey Massacre, juntamente com Shawn Levy, produtor produtor co-executivo e Dan Cohen, do 21 Laps Entertainment. A série é escrita por The Duffer Brothers, bem como Justin Doble, Jessie Nickson-Lopez, Paul Dichter, Jessica Mecklenburg, Alison Tatlock e Kate Trefry.

 

Stranger Things 2 estrela Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery e Noah Schnapp. A série também adicionou Sean Astin (The Goonies), Paul Reiser (Aliens), Brett Gelman (Jobs), Dacre Montgomery (Power Rangers), a atriz dinamarquesa Linnea Berthelsen e a estrela da Broadway, Sadie Sink, na mistura também.

 

Stranger Things 2 chega a  Netflix em 27 de outubro.

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Por Ana Paula Tinoco

Hollywood vem dilacerando obras consagradas do mundo dos animes, HQs e games há anos sem a menor consideração, pudor ou pedido de desculpas. Mas, pasmem, a culpada desta vez é ninguém mais ninguém menos que a tão amada e respeitada Netflix.

Antes, é claro, de me aprofundar sobre o assunto que será tema do texto, quero deixar claro que a opinião parte de alguém que não tem familiaridade com a obra original. Dito isso, não posso ser acusada de ser fangirl e sim uma pessoa que se sentiu lesada com o tempo que perdeu diante da televisão. E se por acaso você ainda não descobriu o que virá nessas mal traçadas linhas, sim, falo do Live ActionDeath Note”.

Os minutos iniciais nos vendem uma ideia de um Light Turner (Nat Wolff) inteligente, meticuloso e altamente centrado, mas todos esses adjetivos caem por terra quando ele encontra o livro que dá nome a obra. Sua inteligência se transforma em devaneios e o que vemos é um adolescente transpirando hormônios sem a menor discrepância do que tem em mãos. Sua inocência chega a ser hilária, para não dizer triste, e ainda não citei o seu primeiro encontro com o Shinigami Ryuk.

Mencionado o embate, a coisa se torna tão caricata e tão filme b da época de programas como do Zé do Caixão, que somente fui me atentar ao belo trabalho que fizeram ao criar a entidade no decorrer do filme, não podemos deixar de mencionar aqui o trabalho impecável do consagrado ator Willem Defoe.

Acerto a parte e sem mais delongas continuo a nadar no mar de decepções tão imenso quanto o nosso Oceano Pacífico quando o roteiro apresenta a personagem feminina do longa, Mia Sutton (Margaret Qualley). Mia, que era para ser a versão de Misa Amane, é uma menina fútil, volúvel e mimada. Vendida aos telespectadores como a garota popular da escola (sim, você não leu errado), ela é aquele belo clichê de filmes da sessão da tarde que se aproximam do Nerd da escola em um relacionamento improvável por motivos e interesses que passam longe do verdadeiro amor.

Relacionamento colocado lá para forçar uma identificação que adolescentes não sentiam desde o forçado triângulo amoroso da Saga Crepúsculo. O desenrolar desse “sentimento” é tão raso que aos poucos você nota que aquilo aconteceu para ter um plot twist tão obvio quanto o abandono de Christian Grey por Anastasia no sofrido 50 tons de cinza.

Nesse momento, já havia me esquecido do que era o famoso livro que dá nome ao anime. Consegue mentalizar toda aquela temática de livre arbítrio e a linha tênue que separa vingança de justiça? Ela se perde nos trejeitos de L (Keith Stanfield). O ator está tão caricato e forçado que o fato de não conseguir tirar os olhos da tela a cada momento em que ele aparece não significa um elogio.

A tão aguardada disputa de intelectos entre Light e L mais lembra dois garotos brigando para saber quem salvou a Princesa Peach primeiro. A rivalidade entre eles e o que conduz o desenrolar dos fatos é preguiçosa, os egos que deveriam ser gigantes são reduzidos a brigas de adolescentes em páginas políticas em que a conversa gira em torno da questão: “o Nazismo é de direita ou esquerda? ”. E a tentativa de dar um ar de suspense à perseguição que se segue a partir da descoberta de L seria cômica se não fosse trágica.

Não poderia deixar de fora as mortes, as punições àqueles que merecem ter seus nomes escritos no caderno da morte. Óbito após óbito o meu cérebro foi fazendo uma junção de dois filmes de suspense: Premonição e Jogos Mortais, mas esqueça o glamour dos dois primeiros, menciono os últimos quando a ideia era banho de sangue para uma maior audiência. O restante do elenco não consigo mencionar, porque eles são esquecíveis, sem graça e estão ali para que o cenário em certos momentos pareça cheio ou para cenas deprimentes como a sequência protagonizada por Paul Nakuchi, o Watari.

Mas, antes que você pense: “nossa, não tem nada de bom? ”. Sim, tem. Como disse no terceiro parágrafo, temos o Ryuk.