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Presidente

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*Por João Gabriel

O planeta passa,talvez, pela pior crise humanitária de toda a história. Há muito tempo não se via algo de proporções parecidas: instabilidades sociais e econômicas se manifestam, diferenças de ordem política se afloram, enquanto o número de mortes pela Covid-19 se multiplica de forma aterradora, mundo afora. Período este, que pode ser facilmente associado a tempos de guerra.

O surto começa a explodir na China, em dezembro passado, e se alastra para o resto do mundo numa velocidade sem precedentes. Em meio ao caos, teorias conspiratórias ridículas começam a surgir e a ser propagadas por pessoas, em tese, desinformadas – ou,muitas vezes, fundamentadas em discursos, e a esbanjar suposta “sabedoria”, tão ilógica quanto asquerosa.

Confesso que chego a ficar quase incrédulo, ao ver afirmações, no mínimo, imbecis, como: “Isto é invenção da mídia”, “ Os chineses criaram este vírus para instaurar o comunismo no mundo”, ou outras sandices tão hilárias quanto trágicas. “A mídia está focada em estabelecer o terror nas pessoas, para desestabilizar o Bolsonaro”.

Por falar em Bolsonaro, que tal a infame pérola profanada por este ser: “Temos que encarar este vírus como homens, não como moleques. Pessoas vão morrer, mesmo”. Isto, para mim, evidencia o quanto estamos órfãos de representantes que tenham, como premissa, trabalhar para o bem-estar e a melhoria para todos. De um cidadão que deveria zelar pelos interesses de todos os segmentos de uma sociedade tão plural como a nossa, e não em prol da desordem e da desinformação do povo, ao disseminar fake News aos montes.

Que o diga o estímulo à automedicação, com a divulgação da cloroquina  como cura do coronavírus, de modo que Bolsonaro age tal qual um moleque, inconsequente e mal compreendido. Como se não bastasse a postura perigosa e autoritária do presidente, aplaudida e endossada por militantes, que, dentro das bolhas do fanatismo cego e patológico, apoiam, incondicionalmente, seu adorado “mito”.

Somos obrigados a conviver com a figura máxima da representação do país a instigar a violência contra repórteres, a minimizar a classe científica. Há ainda, pasmem! agressões a profissionais de saúde, que atuam, de forma altruísta e em condições desumanas, na linha de frente, ao combater a doença em hospitais, às vezes, sem estrutura, seja de equipamentos, seja de respiradores e EPIs.

Somos bombardeados, quase diariamente, por tais declarações, mesmo que estejamos diante um cenário cada vez mais assustador, em virtude de uma pandemia, com a restrição de nossos afazeres comuns e do convívio social. A crescente curva de contágio por um vírus altamente agressivo, em escala global, resulta em mortes aos montes, e, ainda, colapso dos sistemas de saúde e funerário, como no caso do Equador, e mesmo estados brasileiros, como Amazonas, Pará, Ceará e São Paulo. É real possibilidade de o Brasil se tornar o epicentro da doença no mundo.

A tragédia só não está maior graças aos governadores e prefeitos que se opõem ao pensamento do presidente. Nosso alento pode ser saber que a maioria da população brasileira tem aderido à quarenta, e compreende o quão positivo a medida é para a futura erradicação do vírus. Segundo estudos de cientistas da Unicamp, estima-se que, caso a aderência ao isolamento social continue em bons índices – embora ainda estejamos longe do padrão recomendado por órgãos de saúde no país, cerca de 15 mil vidas podem ser salvas nas próximas duas semanas.

Isso representa uma vida salva a cada 78 segundos. Este é somente um, dentre inúmeros estudos, feitos por instituições científicas de todo o mundo, que comprovam como as medidas de isolamento social, promovidas e estimuladas pela ONU – outra instituição criticada por Bolsonaro por enquanto, o caminho mais seguro e eficaz para evitar ainda mais perdas e frear o avanço do coronavírus.

*O artigo foi produzido sob a supervisão do professor Maurício Guilherme Silva Jr.

Na manhã de segunda-feira, 09 de Maio, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) divulgou em sessão a decisão que tenta anular a admissibilidade do Impeachment da Presidenta Dilma Rousseff que foi realizado no dia 17 de Abril.
No mesmo dia, porém, o presidente interino da Câmara voltou atrás de sua decisão e autorizou, novamente, a abertura do processo contra a nossa Presidenta. “Revogo a decisão por mim proferida em 9 de maio de 2016, por meio da qual foram anuladas as sessões do plenário da Câmara dos Deputados ocorridas nos dias 15, 16 e 17 de abril de 2016, nas quais se deliberou sobre denúncia por crime de responsabilidade número 1 de 2015”, esclarece Maranhão em carta liberada por sua assessoria de imprensa.
Diante desse impasse e reviravoltas, o Jornal Contramão foi às ruas ouvir os cidadãos, afinal, você é a favor ou contra o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff?

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“O maior absurdo que a gente vive nesse momento político é um lixamento da nossa Presidente. E tenho orgulho de tê-la elegido duas vezes. E sem dúvida a oposição está com raiva por não ter o número de votos para ganhar, por isso eles estão usando desse artifício. Estou indignado como o vandalismo político nesse momento no nosso país. Nós não nos vendemos e nem nos rendemos.”, explica Manoelito Pereira, Agricultor aposentado.

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“O que eles estão querendo fazer com a nossa Presidente eleita é uma covardia. E baseado nisso eu gostaria de saber na mão de quem que fica? Eles estão entregando o galinheiro para as raposas. Por isso eu sou contra o Impeachment.”, a opinião de Itamar Carlos de Paula, Motorista.

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“Deve haver democracia. E infelizmente, muitas pessoas da população voltaram atrás no seu voto. Eu, mesma, fui uma que votou na Dilma, com o decorrer do tempo, da crise e devido às consequências de decisões erradas eu sou a favor do Impeachment.”, conta Daine Garcia, assistente administrativa.

Matéria Ana Paula Tinoco/ Fotos Júlia Guimarães