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Quarentena

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Confira a lista completa das barreiras sanitárias de BH

*Por Bianca Morais

Começou ontem, dia 18, em Belo Horizonte, a fiscalização sanitária em algumas ruas, avenidas e rodovias da capital.

Com o objetivo de diminuir a transmissão do vírus do COVID-19, a fiscalização terá caráter compulsório, dando aos agentes públicos a possibilidade de exigir que motoristas e passageiros deixem os veículos para o rastreamento clínico.

No total serão 18 pontos na cidade, confira abaixo:

  • Avenida Amazonas, próximo ao viaduto do Anel Rodoviário;
  • Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, próximo à Rua Conde Pereira Carneiro;
  • Avenida Braúnas, próximo à Rua Xangrilá;
  • Avenida Professor Clóvis Salgado, próximo à Avenida Serrana;
  • Avenida Abílio Machado, próximo à Avenida Heráclito Mourão de Miranda;
  • Avenida Antônio Francisco Lisboa, próximo à Rua Expedicionário Paulo de Souza;
  • Rua Francisco Adolfo Viana, próximo à Rua Três;
  • Rua Júlio Mesquita, próximo à Rua Taboão da Serra;
  • Avenida Civilização, próximo à Rua dos Menezes;
  • Avenida Dom Pedro I, próximo à Rua Bernardo Ferreira da Cruz;
  • Avenida Cristiano Machado, próximo à Rua das Guabirobas;
  • Avenida Vereador Cícero Idelfonso, próximo à Rua Nogueira da Gama;
  • Avenida José Cândido da Silveira, no trecho entre a MG-05 e Rua José Moreira Barbosa;
  • Avenida dos Andradas, no trecho entre a Rua Itaguá e Rua Marzagânia;
  • Rua Jornalista Djalma Andrade, próximo à Avenida Dr. Marco Paulo Simon Jardim;
  • Avenida Raja Gabaglia, próximo à Rua Parentis;
  • Avenida Nossa Senhora do Carmo, no trecho do Belvedere;
  • Rua Haiti, no trecho entre a Avenida Presidente Eurico Dutra e Rua Patagônia.

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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*Raphael Segato

Vivemos um dos piores momentos da história do mundo, devido à pandemia da Covid-19, que nos atinge. O isolamento social é a medida adotada, por três ou quatro meses, devido à falta de vacina ou medicamento que combata o coronavírus. Não temos escolha: precisamos e devemos adotar o isolamento. Isso tudo para que possamos proteger as pessoas, e a nós mesmos, ao mudarmos completamente a rotina, os costumes, as obrigações e os hábitos. Muitas pessoas se perguntam o porquê do isolamento social, e se ele é tão importante. Sim, isolamento é a melhor saída.

Um momento bastante delicado, com muitas mortes, pessoas infectadas, mas há aqueles que defendem somente a restrição de pessoas do chamado grupo de risco, pessoas com 60 anos de idade ou mais, ou portadoras de doenças crônicas, como hipertensão. Segundo tal visão, o restante da sociedade deveria retomar a rotina, para que diminua, assim, um pouco do impacto econômico no planeta.

Com o crescente ritmo de infectados em todo o mundo, a quarentena e o isolamento social são fundamentais para vencer a Covid-19 e diminuir o número de casos e de mortes. Se voltarmos ao normal, como ficará o sistema de saúde? Será possível comportar todas as pessoas que se infectarem? Existirão médicos para todas as pessoas? Logicamente, não. Nem mesmo os países mais desenvolvidos – ou melhor, as nações de “primeiro mundo” – aguentariam tamanha demanda de casos. Não existiria leitos suficientes para todas as pessoas.

O argumento de volta à normalidade não tem tratado, com a devida atenção, o problema da velocidade de pessoas infectadas, ou dos custos de atenção à saúde. Ignora-se o fato de que a volta à “normalidade” antes do prazo correto ampliará consideravelmente a taxa de mortalidade, pois maiores serão os processos de contágio e maior a pressão feita pelo sistema de saúde, já que não se trata de grupo específicos, pois o risco é eminente a todas as pessoas.

Os defensores da volta à normalidade querem simplificar algo da realidade dura e agressiva: a Covid-19 não oferece saída fácil, e as vidas social e econômica serão afetadas profundamente. Isso é inevitável. O isolamento social é de extrema importância, pois pode reduzir a contaminação, de modo a que garanta prioridade ao atendimento médico das pessoas que precisam trabalhar, com vistas às atividades sociais necessárias.

Tudo isso é necessário, para que a normalidade possa se reestabelecer o mais rápido possível. Mesmo com a taxa de mortalidade baixa, o risco de contágio é extremamente alto, e não há sistema de saúde que suporte. Ao invés de buscarem a volta à habitual, os defensores da “normalidade” deveriam trabalhar para minimizar os efeitos diretos humanitários e de saúde pública.

Por mais que a taxa de mortalidade seja relativamente baixa, em comparação a outros casos, os impactos sobre o sistema de saúde, e sobre toda a sociedade, são realmente preocupantes, pelo fato de que muita gente será infectada, e não haverá leitos de UTI, equipamentos respiratórios e médicos suficientes para a população.

O número de infectados que precisariam de maior atenção é tão alto que provocaria desorganização ainda maior. O isolamento está sendo feito em virtude da diminuição da curva da epidemia, para que possa reduzir o número de infectados e pacientes graves, e, principalmente, o número de mortos.

O momento, portanto, demanda atenção. E a não pratica do isolamento social temporário pode gerar catástrofe social sem precedentes, e não só social, mas também econômica. Se não for preservada a renda dos trabalhadores e empreendedores, o que é dramático, tudo ficará catastrófico. Não existe saída individual. Como sociedade, devemos buscar a saída juntos, de modo a respeitar o isolamento até que seja necessário.

A Covid-19 apresenta mensagem duríssima, de modo claro e direto: ou mudamos nosso pensamento, e buscamos uma saída em conjunto – ao pensar mais nas pessoas, e não só em si mesmo – ou perdermos a vida coletivamente. Devemos tirar lições deste vastao problema, para que, no futuro, não passemos, novamente, por uma crise tão grave como esta.

 

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Recém-operados devem redobrar os cuidados durante a pandemia

Obesos e bariátricos devem redobrar a atenção ao Coronavírus

*Por Jéssica Araújo

Depois que o Coronavírus chegou ao Brasil, o país segue em quarentena. Muito se fala em grupos de risco, mas e os bariátricos e obesos? Quais os cuidados devem tomar em relação à pandemia?

Como têm sido noticiado, os idosos estão no topo do grupo de risco para contrair o Covid-19, mas o que muitos não sabem é que as pessoas que passaram pelo procedimento de cirurgia bariátrica e obesos mórbidos também se encaixam nos grupos de risco e devem ter maior atenção em relação ao contágio.

Segundo o balanço realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM), o número de procedimentos de redução de estômago aumentou em 84,73% em quatro anos, e, tende aumentar ainda mais até o ano de 2025. De acordo com os especialistas esses pacientes, principalmente os que possuem até três meses de cirurgia devem reforçar os cuidados em relação ao Covid-19.

Especialistas explicam que após o procedimento cirúrgico os pacientes ficam mais vulnerais e apresentam baixa imunidade por deixar de absorver alguns nutrientes necessários para manter uma vida saudável, por isso que os médicos em junção com os nutricionistas receitam vitaminas como: B12, vitamina C, D, cálcio e ferro.

O Cirurgião especializado em gastroplastia endoscópica, Dr. Hemerson Paul, alerta sobre as medidas de prevenção que os operados e obesos devem adotar nesse período de quarentena. “O ideal é que assim como os idosos e as pessoas que apresentem comorbidades, os recém-operados tenham uma atenção a mais contra o vírus, pois nos três primeiros meses essas pessoas estão com a imunidade mais baixa e podem contrair o vírus com mais facilidade e nem apresentar sintomas”, explica.

Ainda de acordo com o médico, alguns cuidados são fundamentais. “Continuar com a higienização das mãos com sabão e álcool em gel, manter a alimentação saudável, mas principalmente continuar tomando as vitaminas solicitadas aos pacientes que fizeram a cirurgia”. “Todos os bariátricos que puderem, devem ficar em casa e manter uma atividade física, mesmo que seja caminhar dentro de casa”, afirma Paul.

Muitos têm seguidos as recomendações médicas, mas os problemas vão além do contágio do vírus. A aposentada, Nanda de Oliva, operada há 12 anos ainda enfrenta dificuldade com a imunidade e a compulsão alimentar nessa fase de isolamento. “O meu maior problema tem sido a compulsão alimentar, tenho comido tudo que tenho em casa e mesmo assim não me sinto satisfeita. Já relação à prevenção, eu tenho usado muito álcool em gel e sempre atenda a ventilação da casa. Apesar de ser uma situação que envolve o mundo todo eu tenho tomado todos os cuidados, pois além de ser do grupo de bariátricos eu ainda tenho anemia e isso me deixa ainda mais vulnerável”, conclui.

Compulsão e ansiedade nos tempos da Pandemia

Os dias de quarentena têm sido muito difícil para os bariátricos e obesos que alegam ter compulsões alimentares e crises de ansiedade. “A melhor forma de lidar com a compulsão e ansiedade é se dedicar às coisas que te deixem feliz”, alega a Psicóloga Raphaella Rios.

“Você deve fazer coisas como se maquiar, ler um livro, assistir um filme, trabalhar, criar novos hobbies, realizar atividade física, ou seja, consumir o tempo com coisas que antes não tinha tempo para fazer ou seja: movimentar o corpo e a mente”, continua Raphaella.

“O essencial é ocupar os pensamentos para não dar espaço para a ansiedade e assim não acarretar na compulsão alimentar e evitar futuros problemas de saúde. É muito importante se alimentar bem e pensar que tudo isso é uma fase e que se fizermos nossa parte, mais rápido teremos boas respostas”, concluiu a psicóloga.

O Coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que já são mais de meio milhão de casos da Covid-19 no mundo todo e no Brasil já foram confirmados 109 mil casos e mais de 7,3 mil mortos pela Covid-19. Vale lembrar que apesar de alguns especialistas alegarem que o vírus tenha uma baixa letalidade, os obesos e os bariátricos devem manter a atenção redobrada e assim como toda a população, manter a higienização e os cuidados para evitar a contaminação.