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Rússia

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Por Bianca Morais 

No dia 24 de fevereiro, depois de meses negando uma invasão, Vladimir Putin, presidente da Rússia invadiu a Ucrânia. Por terra, céu e mar o presidente, com a justificativa de proteger a população de um genocídio e eliminar o nazismo presente no lugar, vem causando a morte de milhares de civis e militares com a guerra.

Putin não anuncia em suas redes sociais ou nos canais de televisão controladas pelo governo que, na verdade, a sua maior preocupação não é com os nazis do país, liderado por um judeu que teve seus antepassados mortos pelo regime, mas sim, pelo medo de perder o controle do Leste Europeu.

Com a proximidade da Ucrânia com a União Europeia e da Otan, a Rússia teme que o país vizinho se expanda e retorne ao tamanho que tinha em 1997, porém a narrativa de um Putin ‘bonzinho’ não engana ninguém que tenha acesso ao mundo real.

O aumento das mortes devido aos ataques leva o presidente russo a colocar a paz na Europa em risco, fazendo então países do continente e os Estados Unidos imporem sanções para ajudar a Ucrânia. Marcas como a Apple, Starbucks, McDonalds e Coca-Cola estão temporariamente encerrando suas atividades na Rússia, o capitalismo unido com força para derrubar a ex-União Soviética, mais uma vez.

Por onde será que estava todo esse boicote, ou como se diz hoje em dia “cancelamento”, lá em 2003, quando os EUA invadiram o Iraque com uma justificativa em cima de uma “fake news” que dizia que o ditador iraquiano da época tinha armas químicas de destruição em massa? Por que ninguém foi contra uma das maiores potências mundiais pedir misericórdia pelos iraquianos?

Nesse exato momento, ao redor do mundo, existem dezenas de conflitos com uso de armas, como na Europa, África, Oriente Médio e na Ásia. O destaque está na Rússia x Ucrânia, mas a Síria, há cerca de 10 anos está sendo completamente destruída por bombardeios diários.

O Afeganistão é sem dúvidas um dos mais abalados, depois de derrubarem o Talibã e manter suas tropas durante anos na região, Joe Biden, atual presidente dos EUA, retirou seus militares deixando o país africano nas mãos do grupo mais radical do mundo, aquele que mata mulheres e tira a liberdade de viver do seu povo. Mas quem vai criticar os Estados Unidos?

As guerras acontecem por diversos motivos, seja por questões políticas, territoriais, religiosas, étnicas, entre outras. Países do Oriente Médio, por exemplo, vivem massacres há anos, grande parte deles com um dedo da potência americana, e se a mídia divulga algum, uma vez por semana, é muito! 

A guerra na Ucrânia tem gerado uma grande comoção mundial, principalmente dos vizinhos europeus. O jornalismo ocidental vem soltando vários comentários de apoio aos irmãos, alguns deles ressaltam como pessoas brancas de olhos azuis estão morrendo, “Eles se parecem tanto com a gente, isso é o que faz ser tão chocante”, disse um jornal. Outros ressaltam como é um absurdo estar acontecendo uma guerra na Europa, “Com todo respeito, não é um lugar como o Iraque ou Afeganistão”.

Só existe uma explicação para toda a comoção da morte de europeus loiros de olhos azuis e indiferença por negros e outras minorias que estão sendo deixados para trás no país, moradores de favela e cidadãos do Oriente Médio, o nome disso é preconceito!

A Europa está praticamente gritando que toda morte é lamentável, mas algumas são mais do que as outras. Quem está perdendo a vida dessa vez não são homens-bomba e terroristas, são gente do bem, como eles. O deputado espanhol, Santiago Abascal, defendeu que os refugiados ucraniano merecem ser recebidos na Europa, porque são diferentes dos jovens de origem muçulmana que buscam o mesmo acolhimento, e o pior, ele está sendo aplaudido por isso.

A empatia é seletiva, pessoas brancas versus não brancas, dessa vez os europeus não estão sendo capazes de disfarçar o racismo e xenofobia, são imigrantes negros, árabes e asiáticos que não estão conseguindo sair do país. Segregação racial descarada, são pessoas negras barradas em ônibus e trens em direção a fronteira.

Recentemente um cidadão imigrou para o   Brasil para fugir da guerra e morreu em uma famosa praia do Rio de Janeiro. Certas coisas nunca mudam.

Mas o que é guerra? O que significa uma guerra? São pessoas presas em suas casas, sem poder sair com medo de serem vítimas de um bombardeiro. São escolas e hospitais fechados, destruição e sangue de inocentes derramados. Nesse momento me perco, estou a falar da guerra na Ucrânia, na Síria ou de uma invasão policial em uma favela brasileira? A diferença mais gritante é que aqui no país tropical, as pessoas não podem simplesmente abandonar suas casas para se refugiar em outro local.

No começo do mês, um jovem foi morto e dois baleados na comunidade da Gamboa em Salvador, o repórter então chega para uma mulher e pergunta se o garoto ferido tinha envolvimento e em resposta ela diz: “Ô moço, isso não importa nesse momento, sabe por quê? Porque se ele tinha algum envolvimento a obrigação dos policiais é levar preso e não matar à queima roupa”. A diferença do jovem de Gamboa para o ucraniano é a cor da pele e a humanização dada a ele.

É responsabilidade do jornalismo expor as imagens de guerra, mas é evidente que a grande mídia narra o que lhe convém. Durante a guerra do Iraque não se chegou nem perto de humanizar os iraquianos como os ucranianos. A rede social que acha lindo e emocionante o pai militar segurando uma arma e fazendo TikTok, a fim de fazer a filha acreditar que está tudo bem na guerra, é muito mais bem visto do que um iraquiano mascarado com uma arma.

Supremacia branca, termos racistas, xenofobia e termos pejorativos. Até quando? Há anos existem guerras, muitas vezes piores, que sensibilizam muito menos.

Em nenhum momento a dor dos ucranianos foi diminuída, são cidadãos pegando em armas, alguns pela primeira vez, para defender o país em que nasceram e foram criados. São crianças atravessando fronteiras sozinhas com apenas um papel com o telefone de parentes em mãos. São idosos com medo de sair de onde estão e serem bombardeados no caminho de fuga e outros que nem ao menos conseguem sair de onde estão.

A guerra está ali, aqui e lá, todas têm sua importância e história, as pessoas que passam por elas sentem mais, sofrem mais, por isso, a obrigação de quem está de fora é não selecionar quem merece ou não passar por tal sofrimento.

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Renan Damasceno, repórter do caderno Super Esportes, do jornal Estado de Minas, é um dos convidados do Tropeirão da Rússia

Time de jornalistas se encontram no Mercado Central para um bate-papo sobre a cobertura da Copa do Mundo na Rússia; o público, além de desfrutar do encontro, irá saborear um tropeiro preparado pelo chef Edson Puiati

Por Felipe Bueno

O futebol no Brasil não seria o que é hoje se não fosse pela cobertura primorosa dos jornalistas. Desde Nelson Rodrigues, e suas crônicas que traduziram a paixão pelo esporte, até os dias atuais, talvez nenhum outro tema, dentro das redações, tenha que lutar tanto contra a objetividade jornalística. É uma missão sobre-humana não colocar na narração dos jogos e nas reportagens a profusão de sentimentos que o futebol provoca.

É com esse mesmo entusiasmo que o Centro Universitário UNA promove, no dia 25 de agosto, no Mercado Central, o “Tropeirão da Rússia”. O evento irá reunir uma equipe de jornalistas que batem um bolão fora de campo, para um bate-papo sobre a experiência da cobertura jornalística na Copa do Mundo. E depois do mundial, quais são as histórias e a avaliação desses profissionais? Essas questões, junto ao fator emoção, serão discutidas durante o encontro. Entre uma rodada de conversa e outra, o público terá a oportunidade de saborear um delicioso tropeiro preparado pelo chef Edson Puiati.

Os enviados especiais, de lá da Rússia, durante um mês, acompanharam a rotina da seleção brasileira, os treinos das equipes, passaram por uma maratona de jogos e coletivas de imprensa, entrevistaram os maiores astros do futebol e tiveram que se adaptar à rotina de um país muito diferente. O Hexa não veio, infelizmente. Mas o mundial na antiga república socialista surpreendeu a todos e suscitou diversos debates, sobre o que rolou dentro e fora de campo.

A primeira etapa do bate-papo, às 10h, do dia 25 de agosto, traz na escalação a jornalista Isabelly Morais, estagiária da rádio Inconfidência e primeira mulher a narrar uma partida de Copa do Mundo na TV brasileira, pela Fox Sports, e a editora do caderno Super FC, do jornal O Tempo, Soraya Belusi. A conversa, que levantará importantes questionamentos como a participação da mulher na cobertura da Copa, será conduzida por Kelen Cristina, subeditora do caderno Super Esportes, do jornal Estado de Minas.

Na segunda etapa, entram na área os jornalistas Renan Damasceno, do jornal Estado de Minas, e Josias Pereira, do jornal O Tempo, para falar sobre curiosidades e situações que viveram durante o trabalho de cobertura jornalística do mundial na Rússia.

A Rússia era logo ali – A Copa do Mundo, se não for o evento esportivo mais importante, é, com certeza, o que mais mobiliza as pessoas em todo globo. Isso se deve, claro, às características tão marcantes do futebol, a arte dos pés e da imprevisibilidade. Durante os jogos, os olhos dos espectadores anseiam que a bola balance a rede tanto quanto os pés dos atletas aspiram um gol. É por isso que o sentimento é uníssono no futebol.

Nas ondas do rádio, da televisão, e, até mesmo, nas conexões por fibra ótica no celular e computador, é difícil perder um lance. O trabalho de jornalistas mineiros, responsáveis por transmitir, narrar e documentar os jogos, e, sobretudo, entreter milhões, ganha destaque no evento “Tropeirão da Rússia”. Foi ontem mesmo a final do torneio na Rússia, mas fica aquele gostinho de quero mais para os amantes do futebol. Essa é uma oportunidade de colocar o público em contato com os profissionais envolvidos nos bastidores da Copa do Mundo.

SERVIÇO

Tropeirão da Rússia – Bate-papo com jornalistas sobre a cobertura dos jogos da Copa do Mundo na Rússia

Quando: 25 de agosto, sábado

Onde: Mercado Central (Espaço Cultural 2 – andar do estacionamento)

Endereço: Avenida Augusto de Lima, 744 – Centro, Belo Horizonte

10h – Mulheres na Copa da Rússia – Bate-papo com as jornalistas Isabelly Morais, da rádio Inconfidência, e primeira mulher a narrar uma partida de Copa do Mundo na TV brasileira, pela Fox Sports, e Soraya Belusi, editora do caderno Super FC, do jornal O Tempo. A rodada será mediada por Kelen Cristina, também jornalista e subeditora do caderno Super Esportes, do jornal Estado de Minas.

14h – Cobertura da Copa na Rússia – Os repórteres esportivos Renan Damasceno, do jornal Estado de Minas, e Josias Pereira, do jornal O Tempo, entram na área para falar sobre a experiência.

Entre uma rodada de conversa e outra, o público terá a oportunidade de saborear um delicioso tropeiro preparado pelo chef Edson Puiati.

A participação no evento será feita mediante inscrição.

Link do formulário de inscrição: https://bit.ly/tropeiraodarussia

Sujeito a lotação – 100 lugares.