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*Por Bianca Morais

A Clínica Integrada de Atenção à Saúde oferece gratutamente encontros semanais em grupo voltados para condições médicas como: obesidade e sobrepeso, diabetes e hipertensão. Os encontros sãoonlines pelo google meets, sempre às quartas- feiras, 11 horas.

O atendimento é realizado pelos estagiários do curso de Nutrição do Centro Universitário Una, uma prática regulamentada pelo CFN (Conselho Federal de Nutrição). Os estudantes preparam as orientações com antecedência sob a supervisão de um profissional responsável. 

Os grupos operativos funcionam desde 2018 e pela primeira vez acontece online. A dinâmica em grupo permite às pessoas mais liberdade para falar, contar suas experiências, o que funcionou e o que não deu certo, é um verdadeiro bate papo, com linguagem bem simples para que todos possam tirar suas dúvidas. Para aqueles, no entanto, que não se sentem à vontade, também existe a possibilidade do agendamento individual.

Para as nutricionistas Izabela Broom e Junia Drews, responsáveis pela iniciativa, movimentos como esses são de grande importância para quem tem a doença ou a predisposição. De acordo com elas, o indivíduo precisa entender sua condição para que possa se adaptar no dia a dia, evitando dietas que estão na moda e muitas vezes são restritivas e acabam por gerar mais compulsão e problemas de saúde. Quando a pessoa entende sua condição, ela se empodera para fazer melhores escolhas e ter maior adesão ao tratamento.

As inscrições para os grupos estão disponíveis no link

 

*Edição: Daniela Reis

 

 

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Dra Izabela Reis, médica da família, conversou com a equipe do Contramão

Por Jéssica Oliveira

A pandemia do novo Coronavírus fez com que o número de pacientes internados aumentasse a ponto de sobrecarregar o sistema de saúde brasileiro, com o número de casos subindo diariamente e os casos de óbito que já ultrapassam 45 mil, locais com maior risco de contaminação. No entanto, os médicos, que estão na linha de frente na luta contra a COVID-19 afirmam que a procura por atendimento em casos crônicos ou atendimento de urgência diminuiu significativamente, em razão do risco de contágio.

Porém, a endocrinologista e médica da família, Izabela Reis, explica que em caso de doenças crônicas ou de sintomas incomuns e inesperados de outras enfermidades é necessário o acompanhamento regular e até mesmo a busca por atendimento em unidades de urgência. A medica também nos conta sobre os perigos da automedicação. Confira a entrevista completa com a prossional da saúde.

Qual a orientação para pessoas que fazem acompanhamento médico por doenças crônicas como problema de pressão e diabetes?

Portadores de doenças crônicas são considerados de risco para complicações provenientes da infecção pela COVID-19. Portanto, estes pacientes devem estar com a doença sob controle. Ou seja, devem manter o uso das medicações de forma regular como prescrito pelo médico e aliar à alimentação saudável. Sempre que possível, devem aferir a pressão arterial (caso possua aparelho em casa) e a glicemia capilar para acompanhar os níveis de açúcar. Se estes parâmetros estiverem fora dos valores normais e caso tenham dúvidas ou aparecerem outros sintomas, devem entrar em contato com o médico responsável.

Caso seja necessário uma consulta, e esta ocorra de forma presencial, o paciente deve assegurar de que há restrição do número de pessoas circulantes naquele local e ter todos os cuidados básicos como uso de máscara, evitar levar acompanhantes, manter distância de dois metros de outra pessoa e lavagem das mãos. É importante ressaltar que o CFM (Conselho Federal de Medicina) autorizou a Teleconsulta, ou seja o Médico está autorizado a realizar consultas via internet, sendo uma excelente opção neste momento para a segurança de todos. O que não pode é este paciente ficar com sua patologia fora de controle.

Quais as consequências de um paciente que se automedica e adia um diagnóstico, ao invés de procurar um hospital por receio de se expor ao risco da Covid?

A automedicação é perigosa, pois podem surgir efeitos colaterais indesejáveis, além do risco de mascarar sintomas que possam se manifestar para um diagnóstico médico correto. Não podemos esquecer que além do COVID-19, todas as outras doenças continuam existindo e devemos cuidá-las para evitar o possível agravamento e para não piorar ainda mais a superlotação hospitalar neste momento de pandemia. Caso o paciente apresente sintomas que coloquem sua vida em risco, deve procurar um serviço de Pronto Atendimento, caso contrário deve procurar um agendamento ambulatorial ou procurar o posto de saúde mais próximo para a orientação correta.

Até que ponto é adequado evitar ir ao hospital nessa pandemia?

Deve-se evitar sim ir ao hospital durante a pandemia desde que não esteja em risco iminente de morte ou não tenha alterações dos sinais vitais. Quando for possível aguardar uma consulta agendada, este é o melhor caminho. Então “o que são sinais vitais”? São os indicadores das funções que nos mantém vivos como frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial e temperatura. Por exemplo, queda importante ou aumento excessivo da frequência cardíaca mesmo que em repouso; dor no peito; dificuldade para respirar; pressão arterial alterada mesmo com uso de medicação regular; febre alta refratária aos antitérmicos; e perda da consciência são motivos para procurar um Pronto Atendimento. Lembrando que traumas e fraturas também não devem postergar uma avaliação médica imediata

Com a estrutura das unidades básicas de saúde, qual suporte elas podem dar ao paciente evitando o contato com o hospital?
A estrutura de cada unidade básica varia de região para região. Algumas mais equipadas possuem medicações básicas orais, venosas e até mesmo exames disponíveis, outras possuem somente o médico e/ou enfermeiro, que sozinhos não conseguem tirar ninguém de uma situação de risco iminente à vida. Mas de modo geral o acompanhamento de doenças crônicas, crises hipertensivas, dores leves a moderadas, febre leve a moderada, diarréias, amigdalites, otites são patologias bem guiadas pela Unidade básica de saúde.

Um paciente que suspeita estar com Coronavírus deve recorrer ao hospital assim que perceber os sintomas?

Não. O paciente com suspeita de COVID-19 deve permanecer em casa fazendo repouso em isolamento. Só deve procurar o Hospital caso tenha falta de ar, febre que não melhore após uso de medicação e alteração do nível de consciência. Devemos lembrar que estamos numa época do ano favorável à outras doenças respiratórias, o paciente pode não estar contaminado pelo novo Coronavírus e acabar contraindo numa ida indevida ao Hospital. Outro ponto importante é que ainda não temos tratamento para a COVID-19, então não adianta correr para o hospital caso o paciente tenha somente sintomas leves.

 

Lembra-se: É indispensável o uso de máscara, a higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel, trocar de roupa e tomar banho imediatamente ao retornar para a casa e higienizar objetos como óculos e celular.

 

 

*A entrevista foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis.

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Mais de 500 famílias estão sendo atendidas pela instituição

A ação visa auxiliar e manter os atendimentos às pessoas com deficiência intelectual

*Por Italo Charles

O período de isolamento social devido a pandemia do Covid-19, tem afetado várias organizações. Não sendo diferente, o Centro de Atendimento e Inclusão social de Contagem (CAIS), passa por dificuldades financeiras. Para o enfrentamento dessa situação, a instituição está promovendo uma arrecadação de recursos online a fim de preservar a manutenção salarial de seus colabores, e com isso continuar à prestação de serviços.

A ação exprime a condição na qual a instituição está passando. Mantidos por doações de pessoas físicas e com parcerias estabelecidas com o poder público municipal e estadual, o Centro de Atendimento encontra-se em condição vulnerável.

Por consequência da pandemia, as doações tiveram grande queda, e para que não seja interrompido os atendimentos, o CAIS criou a vaquinha para preservar todos os seus colaboradores.

Através da dificuldade vivida pela instituição, a gerente de Mobilização de Recursos, Graziele Beda, comenta: O desafio da instituição está sendo manter seu diferencial que é fazer com que toda transformação e construção de conhecimento venham da pessoa atendida e não simplesmente oferecer um conhecimento já estabelecido para ser seguido pela família ou criança/adolescente”.

Fundada há 49 anos, a instituição auxilia famílias e pacientes com deficiência intelectual nas áreas clínica, educacional, assistência social, inclusão no trabalho e administrativa. Atualmente, o CAIS oferece atendimento a 500 pessoas a partir de uma equipe composta por 75 profissionais.

Devido ao isolamento social, o CAIS enfrentou um grande desafio em migrar os atendimentos para o formato online. “Rapidamente, o CAIS  se mobilizou para realizar o acompanhamento das 500 pessoas atendidas de forma virtual. Foram montados grupos de whatsapp para as famílias e salas de atendimento virtual para que todo o processo fosse mantido sem grande perda”, afirma Graziele.

Toda a ação desenvolvida tem por força maior auxiliar as famílias e os pacientes. As pessoas atendidas pelo CAIS possuem uma rotina de atendimento muito importante. Qualquer tempo perdido pode representar um retrocesso no quadro clínico e educacional desse indivíduo. 

Serviços:

Vakinha CAIS em casa

O Centro de Atendimento e Inclusão Social (CAIS), tem sede em Contagem e pode ser contatado através do site

Telefones: (31) 3393-1988/ 3395-0700

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

 

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Usar preservativo é melhor maneira de se proteger contra as ISTs

Em 10 anos houve um aumento de mais de 4000% nos casos de sífilis

*Por Sheila Silva

“Foi em novembro de 2017, eu tinha 21 anos na época. Fui a uma festa, na qual acabei exagerando no álcool – ou talvez alguém tenha colocado algo na minha bebida – eu passei muito mal e meus amigos me puseram em um quarto para descansar, pois eu já não estava consciente. No meio da noite, eu acordei e tinha alguém sobre mim, me estuprando. Na manhã seguinte, juntei minhas coisas e fui embora dali o mais rápido que pude, sem que ninguém me visse. Nunca havia me sentido tão mal em toda a minha vida. Estava com muita vergonha e raiva de mim mesmo, por isso não contei a ninguém. Na época, eu não tinha acesso e nem conhecimento a respeito da PEP (Profilaxia pós-exposição), então acabei não fazendo nenhum tipo de exame ou acompanhamento médico, só segui a vida da melhor forma que pude”, relata “O.D”, jovem de 23 anos que prefere manter sua identidade em sigilo.

 

Todos os dias surgem um milhão de novos casos de IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis) curáveis em todo o mundo, em homens e mulheres de 15 a 49 anos, segundo dados divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), em junho de 2019. A mesma organização também divulgou que o número de infectados por HIV caiu 16% em todo o mundo, nos últimos 10 anos. O Brasil, porém, não segue essa tendência, pois aqui foi registrada uma alta de 21% nos casos no mesmo período.

 

Apenas em novembro do ano passado o Ministério da Saúde lançou a primeira campanha exclusiva de prevenção de ISTs. Focada em jovens de 15 a 29 anos, a campanha carregava o slogan “Sem camisinha você assume o risco” e apostava no choque e aversão de pessoas reagindo às imagens de algumas infecções.  A intenção era fazer com que os jovens procurassem as imagens na internet, e tivessem na repulsa, um motivo para se proteger.

 

Para os especialistas, o maior responsável por esses números é o chamado comportamento de risco, caracterizado principalmente pela negligência no uso do preservativo e a relação com múltiplos parceiros. Porém, nem todos os infectados se encaixam nesse perfil. É muito comum encontrar pessoas que contraíram ISTs dentro de um relacionamento, como é o caso de Marta de 34 anos e Daniel de 33 (nomes fictícios, pois ambos preferem não se identificar). Marta se relacionou durante anos com o pai de sua filha, e conta que contraiu a sífilis dentro um relacionamento que para ela, era monogâmico. Após perceber os sintomas, ela procurou atendimento, acreditando estar com candidíase, infecção fúngica bastante comum entre mulheres, ou algo do tipo. O diagnóstico foi choque, pois além de ter que lidar com a doença, ainda teve que assimilar a infidelidade do companheiro. Marta tentou manter a relação, mas a desconfiança falou mais alto. “Eu não sabia o que fazer quando a médica me falou que eu estava com sífilis, achei que fosse outra coisa”, conta.

 

Já Daniel, adquiriu gonorreia em um relacionamento aberto. O combinado era que as partes usassem preservativo ao terem relações com terceiros. “Eu comecei a ‘ficar’ com uma menina que já tinha um relacionamento aberto. Nos aproximamos bastante e eu acabei ocupando o lugar de segundo namorado dela, porém mantendo o acordo de sempre usar camisinha ao ter relações com pessoas de fora do relacionamento.”

 

Ele conta ainda que, certa vez, ela viajou para uma convenção da faculdade e lá acabou ficando com um outra pessoa. “Ela me contou, porém tudo muito vago, não imaginei que ela pudesse ter descumprido o acordo. Nós tivemos relação e, em torno de três semanas depois, percebi  uma secreção de cheiro desagradável nas minhas partes íntimas. Fui ao médico e ele confirmou que eu estava com gonorreia. Entrei em contato com ela, conversamos, e depois disso não tivemos mais contato sexual. Não fiquei bravo e nem briguei, mas fiquei um pouco decepcionado, pois confiava nela.”

 

Para o médico infectologista, Leandro Curi, foi-se o tempo em que essas doenças eram quase que exclusivas de certos grupos sociais. “Antes havia uma ideia que apenas homens que transavam com homens e profissionais do sexo contraiam e portavam tais doenças. Hoje eu atendo pacientes de todas as idades, raças, orientações sexuais e classes sociais”, explica.

 

Para Curi, além dos jovens, as ISTs, principalmente o HIV, vem aumentando também entre idosos, e isso se deve aos medicamentos para ereção, que apesar de melhorarem a saúde sexual dessa parcela da população, contribuiu para o aumento dos números, pois esses pacientes tendem a não se cuidar por acreditar que só jovens contraem doenças no sexo.

 

“Atualmente está havendo uma explosão de sífilis, não que se possa esquecer das outras ISTs, mas é realmente assustador, para cada novo caso de HIV, há 9 de sífilis.” O médico considera que o grande responsável pela negligência dos jovens é a falta de medo “vimos o número de infecções por HIV cair, e agora estamos vendo crescer novamente. O motivo é que os mais novos não têm medo, pois eles não viram o que os mais velhos viram. Hoje praticamente ninguém mais morre de Aids, e isso é muito bom, porém faz com que os mais jovens não temam contraí-la. Muitos dos meus pacientes adolescentes recebem o diagnóstico do HIV como se estivessem ouvindo que tiraram uma nota vermelha em matemática” diz Curi.

 

“Em fevereiro do ano seguinte, eu tive que fazer alguns exames médicos. Então decidi ir ao centro de testagem e aconselhamento, CTA, pois havia alguns meses que não fazia nenhum teste, algo que eu fazia com frequência, pois sempre me cuidei muito. Foi aí que descobri ser HIV positivo. No início, meu mundo caiu, eu fiquei sem chão. Até aquele ponto, ninguém sabia sobre o estupro, era algo que eu tinha guardado só pra mim, pois tinha abalado meu psicológico profundamente. Decidi me abrir com meus dois melhores amigos, um deles sendo meu ex, e o apoio deles foi essencial naquele momento. Outra pessoa fundamental foi a minha mãe, ela não me julgou em momento algum, e me deu todo o apoio. Graças a essas pessoas eu fui capaz de, com o tempo, me aceitar naquela condição. Desde o momento em que eu me descobri HIV positivo até quando consegui parar de me odiar e me culpar por isso, os três foram meus pilares. O que mais me afetou não foi o preconceito que veio de fora, mas sim o que eu tinha contra mim mesmo. Não conseguia me aceitar como HIV positivo e me culpava muito por isso. Ainda hoje, sinto dificuldades em me relacionar com outras pessoas, coisa que eu não tinha antes. Sempre fui muito aberto e tinha facilidade em namorar, mas hoje sinto receio de como a outra pessoa vai reagir ao descobrir”, diz O. D.

 

Curi aconselha que toda pessoa que teve a relação desprotegida e suspeita que possa ter contraído uma IST, deva se dirigir o mais rápido possível para uma unidade de pronto atendimento, UPA, para fazer uso da PEP, que consiste em uso de medicamentos para evitar que a pessoa venha a contrair diversos tipos de infecções, entre elas o HIV. Já no caso da pessoa que está desconfiada de ter contraído a um tempo maior, ela pode se dirigir a um centro de testagem especializado, que já tem em quase todos os municípios do estado, e em 15 minutos a pessoa terá o resultado. Em caso positivo, será encaminhada para tratamento pelo SUS. Para ele, a educação sexual nas escolas é o melhor caminho para conscientizar os jovens dos riscos de uma IST e também de uma gravidez não planejada. “É necessário mostrar desde cedo a importância do preservativo, e mostrar para o adolescente que a camisinha é um parceiro, algo que existe para protegê-lo. O governo e a mídia também têm seu papel, devendo trazer as campanhas de prevenção cada vez mais para a realidade do jovem, para isso usando a internet, a TV e o rádio.” Conclui o médico.

 

“Se eu pudesse falar algo para o “eu do passado”, eu falaria para o meu eu de quando recebi o diagnóstico, diria para ele ser mais Gentil consigo mesmo, não se culpar tanto, não ser tão cruel com ele mesmo, porque na época ele foi. Então, eu acho que isso ajudaria bastante no processo de aceitação e de evolução disso tudo”, desabafa O. D.

 

Prevenção

As UBS (Unidades Básicas de Saúde) distribuem gratuitamente preservativos, todos devidamente liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. As unidades também dispõe de profissionais qualificados para testar, identificar e tratar ISTs, assim como Núcleo de Planejamento Familiar e distribuição de contraceptivos orais.

 

Para mais informações, busque a UBS mais próxima.

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Hemoba faz Campanha para Doação de Sangue no Carnaval. Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Para evitar contaminações de Chikungunya e Zika por transfusão de sangue, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde, determinaram em nota divulgada na noite da última segunda-feira, 12, que as triagens deverão ter critérios específicos para identificar os vírus, ou seja, vão perguntar se os doadores já tiveram sintomas das doenças. Em nota, não ficou claro que os sangues serão analisados, mas pediram para que os técnicos tivessem mais atenção aos sintomas das doenças.

A medida foi tomada por existir evidências que a contaminação do Zika pode ocorrer pela transfusão e relações sexuais, mesmo o mosquito sendo o principal vetor. Já no caso do vírus da Chikungunya, não existem provas científicas que essa contaminação ocorre pela transfusão, entretanto, foi indicado que as pessoas que tiveram esses sintomas, não sejam doadores. De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da saúde, todos os estados brasileiros já apresentaram casos confirmados dos dois vírus.

De acordo com a nota disponível aqui, para pessoas infectadas com o vírus do Zica ou Chikungunya, deverão aguardar 30 dias para a doação, depois da recuperação completa da doença. No caso das pessoas que tiveram relações sexuais com infectados do Zika nos últimos 90 dias, também deverão esperar os 30 dias para a doação. Pessoas que mudaram para regiões endêmicas ou com epidemias de Chikungunya, ou seja procedentes dessas regiões, seja ela nacional ou internacional, também devem esperar os 30 dias.

Até o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Minas Gerais apresentou 831 casos prováveis de Chikungunya e 14.992 de Zika, sendo que 155 gestantes foram confirmadas em Belo Horizonte com Zika. Segundo SES-MG, devido a época do ano, houve queda nas taxas de incidências das doenças, entretanto, não param com o Programa de Controle Permanente da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, para o combate do mosquito Aedes.

Texto: Amanda Eduarda

Belo Horizontinos estão mobilizados juntos com a Prefeitura de Belo Horizonte para agir no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. Estão sendo colocadas em prática, estratégias e ações para que mais pessoas sejam alertadas e conscientizadas do risco e da gravidade representada pelo mosquito.

Segundo a PBH, no início do ano, foram realizados mutirões intersetoriais em bairros e residências, mobilização em centros de grande movimentação de pessoas, distribuição de materiais informativos, palestras em empresas, bloqueio em áreas específicas com aplicação de inseticida com bombas motorizadas com o produto UBV e alertas com carro e som em bairros e faixas onde a infestação de mosquito é maior.

A integração de esforços entre a população e a prefeitura, visa alcançar melhores resultados. De acordo com o órgão, ações estão sendo realizadas desde dezembro de 2015, quando foi declarada situação de emergência no município de Belo Horizonte em razão da infestação do mosquito.

Até o momento, foram realizados mutirões nos bairros: Jardim São José e Padre Maia (Pampulha), Floramar (região Norte) e Lagoa (Venda Nova). Foram visitadas 9,6 mil residências nessas ações.

Para o Secretário Municipal da Saúde, Fabiano Pimenta, é preciso que a população perceba a gravidade da situação. “É muito importante que todos se unam em torno do combate ao mosquito. Com os mutirões estamos combatendo focos do mosquito e também alertando a população. Com cada um fazendo a sua parte vamos conseguir vencer o mosquito” afirmou o secretário.

Centro-sul

Diante da situação de emergência decretada pela PBH, moradores do bairro São Bento, na região Centro-sul, se organizaram para realizar um mutirão de limpeza na vizinhança. A ideia partiu de um grupo de whatsapp de moradores e rapidamente foi abraçada por mais de 80 pessoas. Sob a liderança do morador Paulo Roberto Campos e com colaboração de Christine Ferreti, moradora e gerente de Regulação da Secretaria Municipal da Saúde (SMSA), foi realizada a limpeza de lotes e de toda as vias da região, além de visita a residências vizinhas. Um carreto foi contratado pela população para retirar todo o lixo. Nesta semana, o mesmo será feito em outras ruas da região.

Texto: Victor Barboza

Foto: Divulgação