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Belo Horizontinos estão mobilizados juntos com a Prefeitura de Belo Horizonte para agir no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. Estão sendo colocadas em prática, estratégias e ações para que mais pessoas sejam alertadas e conscientizadas do risco e da gravidade representada pelo mosquito.

Segundo a PBH, no início do ano, foram realizados mutirões intersetoriais em bairros e residências, mobilização em centros de grande movimentação de pessoas, distribuição de materiais informativos, palestras em empresas, bloqueio em áreas específicas com aplicação de inseticida com bombas motorizadas com o produto UBV e alertas com carro e som em bairros e faixas onde a infestação de mosquito é maior.

A integração de esforços entre a população e a prefeitura, visa alcançar melhores resultados. De acordo com o órgão, ações estão sendo realizadas desde dezembro de 2015, quando foi declarada situação de emergência no município de Belo Horizonte em razão da infestação do mosquito.

Até o momento, foram realizados mutirões nos bairros: Jardim São José e Padre Maia (Pampulha), Floramar (região Norte) e Lagoa (Venda Nova). Foram visitadas 9,6 mil residências nessas ações.

Para o Secretário Municipal da Saúde, Fabiano Pimenta, é preciso que a população perceba a gravidade da situação. “É muito importante que todos se unam em torno do combate ao mosquito. Com os mutirões estamos combatendo focos do mosquito e também alertando a população. Com cada um fazendo a sua parte vamos conseguir vencer o mosquito” afirmou o secretário.

Centro-sul

Diante da situação de emergência decretada pela PBH, moradores do bairro São Bento, na região Centro-sul, se organizaram para realizar um mutirão de limpeza na vizinhança. A ideia partiu de um grupo de whatsapp de moradores e rapidamente foi abraçada por mais de 80 pessoas. Sob a liderança do morador Paulo Roberto Campos e com colaboração de Christine Ferreti, moradora e gerente de Regulação da Secretaria Municipal da Saúde (SMSA), foi realizada a limpeza de lotes e de toda as vias da região, além de visita a residências vizinhas. Um carreto foi contratado pela população para retirar todo o lixo. Nesta semana, o mesmo será feito em outras ruas da região.

Texto: Victor Barboza

Foto: Divulgação

Após a campanha Outubro Rosa de prevenção do câncer de mama, agora é a vez de Belo Horizonte ficar azul. Novembro já começou, e com ele teve início a maior ação do país para conscientização e incentivo contra o câncer de próstata: o Novembro Azul, iniciativa do Instituto Lado a Lado pela Vida junto à Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Um estudo realizado este ano, 2015, pela SBU, apontou que 51% dos homens nunca consultaram um Urologista. O câncer de próstata é a doença mais prevalente nos homens e tem estimativa de 69 mil novos casos ao ano. A doença não tem prevenção, no entanto, seu diagnóstico precoce é essencial para o tratamento curativo.

A próstata é uma glândula que só o homem possui, localizada na parte baixa do abdômen. Situa-se logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. Ela produz cerca de 70% do sêmen, e representa um papel fundamental na fertilidade masculina.

Segundo o presidente da SBU, Carlos Corradi, atualmente, ao descobrir-se o câncer de próstata, é possível avaliar sua agressividade. “Nos últimos anos, estudos de imagem realizados em biópsias dos tumores possibilitam individualizar a doença e determinar o melhor tratamento para aquele caso”, afirma Corradi.

De acordo com a SBU, o objetivo do Novembro Azul, no entanto, é diagnosticar casos no início, quando as chances de cura beiram 90%.

Fatores de risco

  • Idade (cerca de 62% dos casos são de homens a partir dos 65 anos)
  • Histórico familiar
  • Raça (maior incidência entre os negros)
  • Alimentação inadequada, à base de gordura animal e deficiente em frutas, verduras, legumes e grãos
  • Sedentarismo
  • Obesidade

Sintomas (só aparecem nos casos avançados)

  • Vontade de urinar com urgência
  • Dificuldade para urinar
  • Levantar-se várias vezes à noite para ir ao banheiro
  • Dor óssea
  • Queda do estado geral
  • Insuficiência renal
  • Dores fortes no corpo

Estão sendo realizadas ações em todos os estados brasileiros, que contemplam a iluminação de pontos turísticos e monumentos, palestras informativas para leigos e intervenções em locais de grande circulação. O azul já é destaque no Circuito Cultural Praça da Liberdade.

Texto e Fotos: Victor Barboza

Todos os anos, a organização Médico Sem Fronteiras (MSF), vacina milhões de pessoas, na maioria das vezes em lugares extremamente remotos. Para mostrar o planejamento necessário para levar os medicamentos em áreas de difícil acesso, o órgão trouxe para Belo Horizonte a exposição Caminhos da Vacinação, que fica na Praça da Liberdade até o dia 1° de novembro.

Através de fotografias e vídeos interativos, a mostra revela ao público os desafios enfrentados para realizar campanhas de vacinação em várias regiões de difícil acesso no mundo. Transportar medicamentos por trajetos imprevisíveis, longos e tortuosos, tendo de mantê-las, durante todo o tempo, a temperaturas entre 2°C e 8°C é uma das dificuldades reveladas.

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Visitante conhecendo a exposição

De acordo com Aparecida Ribeiro, 48, voluntária na ONG, a exposição prende a atenção dos visitantes. “O público está se sensibilizando com o trabalho, muitas pessoas que vêem ficam emocionadas. A maioria já conhece o Médico Sem Fronteiras e a apresentação é somente um dos serviços”, afirmou.

Caminhos da Vacina

O documentário “Caminhos da Vacina”, produzido pela Quintal Filmes, mostra os caminhos que ligam o armazém de suprimentos de vacina em Bruxelas, na Bélgica, aos vilarejos situados na região noroeste da República Democrática do Congo (RDC).

Na produção, o Coordenador de Logística da MSF, Marco Doneda, relata que as estradas são muito ruins, vilarejos que são tão distantes que só se pode ter acesso “a pé”. “Ás vezes é difícil seguir em frente nas viagens. O problema, normalmente, é levar os materiais até o local em boas condições” completa Doneda.

Partes do documentário que são utilizadas na exposição, apresentam a resistência que muitas aldeias possuem á aplicação das vacinas, por questões culturais e religiosas. Segundo o Coordenador de Logística, um dos papéis da equipe nesses locais é informar a população sobre a campanha, as datas das crianças serem vacinadas, e a importância da vacinação para todas elas.

“Não podemos ignorar a vacinação, eles estão nos avisando. As crianças que não estão vacinadas sofrem mais. Aprendemos sobre a importância da vacina na vida de uma pessoa e quais as crianças devem receber para que ela esteja totalmente protegida”, Chantale, mãe de oito filhos e moradora do Congo.

Texto e Fotos: Victor Barboza

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O movimento Outubro Rosa, que busca a conscientização para as medidas de prevenção contra o câncer de mama, começou ontem, primeiro dia do mês, em Belo Horizonte. Em 2015 a campanha será mais ampla, as ações preparadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) também irá trabalhar com informações e ações de prevenção ao câncer do colo de útero.

O primeiro dia da ação foi marcado pela iluminação com a cor rosa em dois espaços da cidade: o Palácio da Liberdade e a Praça da Estação, onde também será distribuído panfletos e laços rosa, símbolo da campanha.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), não existe uma causa única para o câncer de mama. A doença está relacionada a fatores de risco ambientais, comportamentais, reprodutivos, hormonais e genéticos hereditários. Esses últimos são responsáveis por 5% a 10% do total de casos.

O portal da SES-MG divulgou uma série de dados e informações para controle do câncer de mama e colo do útero. Fique por dentro: https://www.saude.mg.gov.br/saudedamulher

Estima-se que 30% dos casos da doença possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como: praticar atividade física regularmente alimentar-se de forma saudável; manter o peso corporal adequado e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Texto: Victor Barboza

Imagem: Divulgação da campanha

Após a conscientização das mulheres sobre a importância do exame preventivo do câncer de mamas, é a vez dos homens. Inspirada na campanha do Outubro Rosa, tem-se também o Novembro Azul. A mobilização trata-se de um movimento de conscientização sobre a importância do exame de câncer de próstata. Esse é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens no Brasil, perdendo apenas para o de pele não melanoma. Em visão geral, esse tipo de câncer é o sexto mais comum no mundo, e representa cerca de 10% do total de casos de canceres, de acordo com Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), todos os homens com mais de 45 anos de idade devem fazer o exame do toque anualmente, que ainda é a forma mais eficiente de controle e prevenção desse tipo de câncer. Durante o exame, o urologista pode sentir a glândula prostática da paciente para saber se há algum tipo de anomalia. Ainda conforme consta nas recomendações do IBCC, homens que tem histórico de casos da doença na família (pai e irmãos) ou de câncer de mama (mãe e irmãs) devem fazer o exame a partir dos 40 anos.

A campanha de conscientização ganhou força em novembro de 2003, em Melbourne, na Autrália, quando um grupo de amigos, que estudavam modas antigas, resolveram raspar a barba e deixar apenas os bigodes. Daquele ano em diante, todo mês 11, os homens raspam as barbas e deixam apenas os bigodes (ou mustache, em inglês). O movimento era uma iniciativa para alertar sobre o exame de prevenção do câncer de próstata. Recentemente o símbolo da campanha passou a ser usado nas redes sociais e virou ícone da moda, mas sem deixar de representar a iniciativa de prevenção.

Quando precocemente diagnosticado, o câncer de próstata tem uma taxa de cura de 76% a 96%. O Jornal Contramão apoia essa causa e conscientiza sobre a importância do exame.

Além do azul, Novembro também pode ser colorido. A Fundação Sara, localizada no norte de Minas Gerais, lançou nesta segunda-feira, 03, a campanha Novembro Dourado, que visa combater a luta das crianças contra o câncer infanto-juvenil.

Texto: Luna Pontone e Umberto Nunes

Foto: Internet

O número de casos da dengue em BH tem assustado os moradores da capital e vem superando a contabilidade dos anos anteriores.  De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), só nas primeiras 14 semanas do ano foram registradas 5.760 casos da doença, enquanto no ano de 2012 foram apenas 558 casos nas 52 semanas do ano. Para a gerente de zoonoses da SMSA, Silvana Tecles Brandão, a justificativa é a nova mutação do vírus, o Den-4, que provoca os mesmo sintomas da dengue comum. “O tipo Den-4 nunca esteve em Belo Horizonte, ele entrou no Brasil nos últimos dois anos pelo norte do país”.

A gerente de zoonoses ainda explica que “ao ser infectado por um dos tipos a pessoa torna-se imune a todos os outros por cerca de seis meses e depois volta a ficar vulnerável aos outros tipos, menos o que ela já teve.” E que desde 1998 o município trabalha com políticas de prevenção à doença, no ano passado, foram realizadas cerca de 300.000 visitas de agentes para a fiscalização das casas. “A cada dois meses e meio eles realizam visitas pelos bairros da capital e no restante do ano ocorrem mais três visitas em regiões escolhidas em sorteio”. Porém, desde 2005 não realizam visitam em apartamentos, apenas nas áreas comuns dos prédios.

Segundo a técnica do laboratório de dengue e febre amarela da Funed, Maira Alves Pereira, o exame sorológico não define o tipo de dengue que o paciente tem, porém a avaliação médica, a prova do laço e o hemograma com plaquetas diagnosticam a doença e é possível encaminhar o paciente para o tratamento.

Exames

Em nota, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) afirma receber cerca de 700 materiais por dia vindos de hospitais de Belo Horizonte, da região metropolitana e da região central do Estado (Unidade de Pronto Atendimento UPA, Centros de Saúde, Hospitais e Unidades de Hidratação) para uma análise em que se pode determinar o tipo da doença, feita por meio de isolamento do vírus.  Das amostras analisadas no primeiro trimestre do ano, 54% estão infectadas pelo tipo 4 da dengue.

Além de confirmar dois óbitos por dengue em Belo Horizonte, a SMSA ainda divulgou na última semana o número total de mutirões realizados em 2013 em parceira com a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU): foram 51 mutirões, com recolhimento de 169 toneladas de materiais e 2.415 pneus.

Por Ana Carolina Vitorino e Juliana Costa

Imagem: Internet