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Por Daniela Reis 

O dia 27 de janeiro de 2013 deixou o Brasil em luto. O incêndio dentro de uma casa noturna, a Boate Kiss, em Santa Maria (RS), provocou 242 mortes e mais de 600 feridos. O acidente aconteceu durante uma festa universitária onde a banda Gurizada Fandangueira usou artefatos pirotécnicos durante sua apresentação. 

O estabelecimento estava lotado e não possuía ventilação, saídas de emergência ou brigada de incêndio, o que dificultou a evacuação do local e o resgate das vítimas. Durante a tragédia, os próprios sobreviventes ajudaram a socorrer os feridos ao quebrar a fachada da boate. A maioria das pessoas afetadas inalaram grande quantidade de fumaça e tiveram que ser hospitalizadas. 

Sobreviventes e bombeiros quebram paredes para socorrer as vítimas

O julgamento 

Só após nove anos da tragédia que aconteceu o julgamento dos réus. O Foro Central de Porto Alegre condenou, no dia 10 de dezembro de 2021, pela morte de 242 pessoas os quatro réus acusados do incêndio da boate Kiss: sócios da casa noturna, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann; do músico Marcelo de Jesus dos Santos e do produtor cultural Luciano Bonilha Leão, ambos integrantes da banda Gurizada Fandangueira.

A soma das penas dos condenados resulta em 78 anos, sendo a mais alta – 22 anos –  do sócio administrador da casa, Elissando Callegaro Spohr. Já os outros condenados, Mauro Hoffmann, sócio financeiro, pegou  19 anos e meio; Marcelo de Jesus dos Santos, cantor da banda Gurizada Fandangueira, e Luciano Bonilha Leão, produtor de palco do grupo, foram condenados a 18 anos. 

Após a sentença, os familiares se reuniram em círculo, de mãos dadas numa ampla sala do tribunal. Flávio da Silva, um dos líderes da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, fez um breve pronunciamento. “Não temos motivo algum para comemorar, exceto pela aplicação da Justiça”, disse. 

“Esta vitória não é nossa, é da população. Que sirva de lição a alguns empresários, para que tomem tento e saibam que, se falharem, poderão ser punidos. Que sirva de exemplo para que esta tragédia da Kiss nunca mais se repita”. Ao romper o círculo, os pais receberam com abraços e aplausos os promotores que cuidaram da acusação. Enquanto os aplaudiam, diziam em voz alta o nome dos filhos, sobrinhos e irmãos que perderam na tragédia.

Familiares no julgamento dos réus

O que mudou em Santa Maria

As principais mudanças no município que foi palco do grande incêndio da Boate Kiss se dá no setor de entretenimento, lazer e turismo. Pelo menos seis boates e casas de música importantes foram fechadas após a tragédia – e nessa conta não estão incluídos alguns bares tradicionais. Entre elas, um dos espaços preferidos dos universitários da cidade, mantido historicamente pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), retirado de cena por condições precárias de segurança.

Os locais não resistiram a duas situações geradas pelo incêndio: a diminuição do público, assustado sobretudo nos primeiros anos, e o maior rigor da prefeitura, da fiscalização, do Corpo de Bombeiros e de outros setores do poder público na exigência de melhorias para liberar alvarás de funcionamento. Em muitos casos, os custos das reformas inviabilizaram a continuidade dos negócios.

Outro ponto logo percebido é a quantidade de bares, restaurantes e locais de prestação de serviço ao público cuja entrada agora dispõe de placa que indica a lotação máxima do espaço. Em proporção à população, Santa Maria hoje deve ser a cidade com a maior oferta nesse sentido. 

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Vacinação contra a gripe Influenza em postos de Drive-Thru, no Lago Norte . Sérgio Lima/Poder360 24.02.2020

Por Daniela Reis 

E depois de tantas incertezas e discussão política, o Brasil completa um ano de vacinação contra a Covid-19 com quase 70% da população já imunizada com a segunda dose ou dose única. Enquanto no auge da pandemia o país registrava mais de duas mil mortes por dia, atualmente a média próxima é 130. 

O Brasil viveu momentos de muitos atritos, tanto que a imunização iniciou-se com atraso comparada a países como Argentina, Chile e México. Porém evoluiu de maneira surpreendente, uma vez que a população aderiu a campanha e encheu os postos de vacinação em todos os estados. 

Mesmo superando outras potências em porcentagem de imunizados e com a incrível queda de mortes e casos graves provocados pelo coronavírus, o país ainda enfrenta desafios importantes de combate à pandemia que é o surgimento da Ômicron, uma cepa fez a média móvel de casos no Brasil subir mais de 600%. 

A Ômicron

O primeiro caso confirmado dessa cepa no Brasil, aconteceu no final de novembro de 2021. Naquele momento não se podia prever a rapidez com que o vírus se proliferaria e causaria tantos novos casos. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, chegou a dizer  que a nova cepa “não é variante de desespero” e que o Brasil estaria preparado para uma nova onda de casos do novo coronavírus.

Porém, quase dois meses depois, o tsunami de infecções provocado pela nova variante registra, dia após dia, recorde no número de casos: no mundo, foram mais de 3,2 milhões em 24 horas; no Brasil, a média móvel subiu mais de 600%. 

Ao contrário do que previa o ministro, o país não conseguiu acompanhar a evolução da situação pandêmica. Com a explosão de casos do novo coronavírus, algumas capitais brasileiras já estão sofrendo com grandes filas e lotação de pacientes.

O avanço da variante está provocando falta de profissionais de saúde na linha de frente do combate aos efeitos da doença, devido aos afastamentos de profissionais. Além disso, prefeituras e secretarias de saúde lutam contra a falta de estoque de testes para a detecção dos vírus das duas doenças.

Um estudo feito pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular, constatou que a cepa prevaleceu em 98,7% das amostras analisadas no Brasil. Os pesquisadores analisaram 8.121 amostras coletadas entre 2 e 8 de janeiro de 2022.

Desde o dia 1º de dezembro de 2021, os pesquisadores testaram um total de 58.304 amostras em 478 municípios de 24 estados e do Distrito Federal. A Ômicron foi identificada em 191 municípios de 17 estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e também no Distrito Federal.

A análise demonstrou também, um aumento nos testes positivos para COVID-19. Entre a última semana de 2021 e a primeira de 2022, a positividade nos testes saltou de 13,7% para 39,5%.

Vacinação nas crianças 

Mais um avanço para conter a pandemia aconteceu no dia 05 de janeiro, quando o Ministério da Saúde incluiu as crianças de 05 a 11 anos no plano de vacinação contra a covid-19. 

Segundo a nota técnica divulgada pelo governo, a ordem de prioridade na imunização será a seguinte:

  1. crianças de 5 a 11 anos com deficiência permanente ou com comorbidades
  2. crianças indígenas e quilombolas
  3. crianças que vivem em lar com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19
  4. crianças sem comorbidades, em ordem decrescente de idade: primeiro, as de 10 e 11 anos; depois, as de 8 e 9 anos; em seguida, as de 6 e 7 anos; e, por último, as crianças de 5 anos.

No entanto, estados e municípios podem decidir sobre a vacinação.

Após tantas discussões, o Ministério da Saúde orienta que os pais “procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização” – mas não exigirá receita médica para aplicar a vacina.

A autorização por escrito só será necessária se não houver pai, mãe ou responsável presente no momento em que a criança for vacinada.

A vacina será dada em duas doses e com 21 dias de intervalo,  assim como nos adultos, mas a dosagem, a composição e a concentração da vacina pediátrica são diferentes da dos adultos.

O frasco da vacina para crianças também terá uma cor diferente daquela aplicada em adultos, para ajudar os profissionais de saúde na hora de aplicar a vacina.

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Por Daniela Reis 

A Black Friday é um evento promocional do comércio varejista. A ação que tem como objetivo incentivar as vendas no final do ano surgiu nos Estados Unidos e acontece sempre na sexta-feira após o feriado de ação de graças nos Estados Unidos. Esse ano será no dia 29 de novembro. 

Como surgiu? 

O termo “black friday” é bastante popular e é de conhecimento de muitos que ele se refere ao dia de liquidações de lojistas. No entanto, ninguém sabe ao certo como e porque esse nome foi atribuído ao dia de liquidações após o Dia de Ação de Graças.

Acredita-se que o termo foi usado pela primeira vez no século XIX e teve relação com um esquema criado por dois investidores para enriquecer. Jay Gould e Jim Fisk elaboraram um esquema para que eles controlassem o mercado de ações do ouro nos Estados Unidos. A ação era ilegal e contou até com suborno de um parente do presidente Ulysses S. Grant.

Os dois investidores conseguiram fazer o preço das ações do ouro disparar e enriqueceram, mas o governo interveio na situação e começou a vender o estoque de ouro que tinha guardado. Isso fez com que o preço das ações do ouro despencassem e muitos que tinham comprado para aproveitar a alta perderam muito dinheiro da queda dos preços. Eles nunca foram investigados pelo esquema e saíram ilesos de suas ações. O episódio aconteceu em 24 de setembro de 1869 e ficou conhecido como “black friday”, que significa, em uma tradução livre, “sexta-feira negra”.

Outra hipótese é de que uma revista da década de 1950 que chamou a sexta-feira após o Dia de Ação de Graças de black friday. A justificativa para o termo era que, de acordo com a revista, muitos trabalhadores agiam na sexta após o feriado como se fossem vítimas da black death, a peste negra em inglês, fazendo com que o dia fosse uma black friday.

Já a última teoria sugere que o termo black friday se popularizou na Filadélfia, cidade em que os policiais começaram a usar o termo para se referir à sexta após o feriado, porque era um dia que havia muita gente na rua e que o trânsito ficava sobrecarregado.

Black Friday assinou o passaporte

Por muito tempo, os lojistas canadenses morriam de inveja de seus colegas americanos, especialmente quando seus clientes fiéis colocavam o pé na estrada rumo ao sul em busca de boas compras. Por esse motivo passaram a oferecer as suas próprias liquidações – apesar de o Dia de Ação de Graças no Canadá acontecer um mês antes.

No México, a Black Friday ganhou novo nome – ‘El Buen Fin’, ou “Bom fim de semana”. A comemoração é associada ao aniversário da revolução de 1910 no país, que às vezes cai na mesma data que o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.Como o próprio nome sugere, o evento dura o fim de semana inteiro.

No Brasil, onde o feriado de Ação de Graças não existe, a data passou a ser incluída no calendário comercial do país quando os lojistas perceberam o potencial de vendas do dia, estima-se que o movimento começou por aqui em 2010. Desde 2010 para cá, as regiões brasileiras que mais compram na Black Friday são: Sudeste (71,5%), Sul (36%), Nordeste (9,9%), Centro-Oeste (5,2%) e Norte (2,1%).

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Por Daniela Reis

Para os amantes da animação e do Walt Disney, 18 de novembro é uma data especial. Foi nesse dia, no ano de 1928, que o famoso personagem Mickey Mouse apareceu pela primeira vez em um desenho animado. O simpático ratinho e a sua namorada Minnie foram os protagonistas de “Steamboat Willie”, a primeira animação com música e som da história. Esse pequeno filme ficou marcado pela apresentação do personagem ao mundo, datando assim, o seu aniversário.

Dirigido por Walt Disney e Ub Iwerks, produzido pelos Estúdios Walt Disney e distribuído pelo Celebrity Studios, “Steamboat Willie” foi exibido no Universal’s Colony Theater (hoje The Broadway Theatre), em Nova York.

A história de pouco mais de 7 minutos traz Mickey dentro de um barco a vapor em um rio. O ratinho aparece como capitão do barco, mas logo é “deposto” pelo verdadeiro comandante, o carrancudo gato Pete. Em certo momento, a embarcação para e surge Minnie, que se junta ao namorado. O desenho segue com o casal se divertindo fazendo música com o som dos bichos do barco!

Uma curiosidade interessante sobre a produção é que o próprio Walt Disney fez todas as vozes da animação, incluindo as de Mickey e Minnie – na verdade, são mais sons do que propriamente vozes. A trilha sonora teve arranjos de Wilfred Jackson e Bert Lewis, além das músicas “Steamboat Bill”, composição de Arthur Collins de 1911 e “Turkey in the Straw”. O nome da animação é uma paródia do filme de Buster Keaton, “Steamboat Bill Jr.”, que, por sua vez, é uma referência à música de Collins.

Mickey Mouse reapareceria pela segunda vez em um desenho em dezembro de 1928, em “The Gallopin’ Gaucho”.

Curiosidades do rato de suspensório

 – No início, o personagem principal de Walt Disney não era Mickey e sim Oswald, o coelho sortudo. Walt Disney acreditava que o personagem seria um sucesso, mas em uma viagem para tentar conseguir dinheiro para a produção, os investidores deram uma resposta negativa e, como os direitos autorais do personagem pertenciam a eles, assumiram o controle do personagem.

– O primeiro nome de Mickey Mouse, na verdade era…Mortimer!

– O nome “Mickey” foi sugerido por Lillian, esposa de Walt, que achou o nome Mortimer muito pretensioso e sugeriu Mickey. A partir daí, nascia um astro!

– As primeiras palavras de Mickey foram: “Hot Dog! Hot Dog!”, a fala faz parte do curta-metragem The Karnival Kid (1929). Daquele momento em diante, na maioria dos curtas de Mickey durante a Segunda Guerra Mundial foi o próprio Walt Disney que deu voz a Mickey.

– Apesar do nome Mickey Mouse ser conhecido no mundo todo, em italiano, é chamado de Topolino; em alemão, é o Micky Maus; em espanhol, Raton Mickey; em sueco, Musse Pigg; e em mandarim, Mi Lao Shu.

– Mickey participou da cerimônia do Oscar duas vezes. Em 1998, o personagem subiu ao palco para entregar um envelope ao ator Tom Selleck. Já em 2003, Mickey voltou a aparecer na cerimônia como animação ao lado da atriz Jennifer Garner.

– Mickey Mouse chegou à televisão em 1950. Nesta década, Walt produziu um especial de Natal para televisão chamado “One Hour in Wonderland“. O desenho clássico Relojoeiros das Alturas (1937) também foi apresentado como parte das comemorações de fim de ano.

 

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Por Daniela Reis 

O dia 04 de novembro de 2008 foi um grande marco para a história. Era terça-feira, e o então senador democrata Barack Hussein Obama, de 47 anos, foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos, sendo o primeiro negro assumir a Casa Branca. 

No começo da campanha eleitoral, ainda em 2007, poucos apostavam na candidatura de Barack Hussein Obama, por ser desconhecido e também por ser negro.

Obama tinha a percepção de que os eleitores buscavam uma mudança na administração do país, principal lema de sua campanha, com isso, conquistou a nomeação democrata com o apoio em massa após as últimas primárias democratas.

A questão racial, mesmo que de forma velada, pontuou a campanha do senador. Após a descoberta dos sermões controversos de Jeremiah Wright, seu ex-pastor por 20 anos com quem teve que romper, Obama fez um discurso sobre o tema que ficou marcado como exemplo do poder de sua retórica e acabou atraindo milhares de pessoas aos seus comícios.

“Escolhi disputar a Presidência neste momento histórico porque acredito profundamente que não podemos resolver os desafios de nossa era a não ser que o façamos juntos, a não ser que aperfeiçoemos nossa união ao compreender que, embora nossas histórias pessoais possam diferir, temos esperanças comuns”, disse Obama, na época.

Mesmo sem anunciar constantemente o fato de poder ser o primeiro presidente negro dos EUA, foi entre os eleitores negros que Obama teve os maiores índices de votação.

Em seu discurso ainda sobre o tema, Obama falou que espera transcender as diferenças entre os povos para que juntos possam conquistar um futuro melhor para seus filhos e netos.

“Essa crença deriva de minha fé inabalável na decência e na generosidade do povo dos Estados Unidos. Mas também deriva de minha história pessoal como americano”.

Quase 66% dos 153,1 milhões eleitores registrados para as eleições presidenciais americanas enfrentaram longas filas e problemas nas urnas para votar nas eleições gerais, o que significaria a maior taxa de participação desde 1908.

 

Mandatos

Suas decisões políticas abrangeram a crise financeira global e incluíram mudanças nas políticas de impostos, na legislação para a reforma da Indústria da saúde dos Estados Unidos, iniciativas de política externa e a libertação de forma gradual dos prisioneiros da Prisão de Guantánamo em Cuba. Ele participou do encontro de 2009 do G-20 em Londres, visitando mais tarde as tropas americanas no Iraque. Em viagem por diversos países europeus após o encontro do G-20, anunciou em Praga sua vontade de negociar a redução do arsenal nuclear mundial, levando a sua eventual extinção. Em outubro de 2009 foi agraciado com o Nobel da Paz pelos seus “esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos”.

Obama foi eleito para o segundo mandato em 6 de novembro de 2012, derrotando o concorrente republicano Mitt Romney com 65.9 milhões de votos populares e 332 votos eleitorais, citando seus objetivos para o segundo mandato em seu discurso de vitória. Ele ressaltou a necessidade de combater a desigualdade econômica e ao mesmo tempo lidar com a adaptação ao aquecimento global, bem como a reforma do ensino americano para promover a tecnologia e inovação, dizendo: “Acreditamos em uma América generosa”.

 

Curiosidades sobre Obama 

Obama coleciona gibis do Homem Aranha e Conan, o Bárbaro;

Seu apelido na faculdade era “O’Bomber”, pela habilidade no basquete;

Em 2006, ele foi vencedor do Grammy pela narração do livro “Sonhos de Meu Pai”, quando ainda era senador pelo Estado de Illinois;

Obama leu todos os livros da série Harry Potter;

Já trabalhou como balconista de uma sorveteria; 

Durante sua infância, Obama morou quatro anos na Indonésia e teve um macaco de estimação; 

Ele não toma café; 

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Andreas Albert Von Richthofen, com 27 anos

Por Hebert Jonas – especial para o Contramão

Andreas Albert Von Richthofen

Andreas era apenas um adolescente de 15 anos quando tudo aconteceu, logo, imaginamos o quão difícil deve ter sido lidar com o que houve. 

Suzane e Andreas eram muito próximos. Segundo relatos, os dois sempre estiveram unidos. “Um sempre protegeu o outro”, disse uma das amigas de infância de Suzane.

Andreas era conhecido na época por ser um jovem educado, tranquilo e bem reservado, assim como era o pai, Manfred. O jovem estudava dois idiomas e tinha uma rotina pacata.

O garoto sempre aguardava o pai chegar do trabalho para falar sobre seu dia, aos finais de semana eles iam para um sítio que possuía em São Roque para fazerem atividades juntos, como marcenaria e cuidavam do jardim.

O Assassinato

Vamos relembrar um pouco do caso e saber como está atualmente o único herdeiro da família Von Richthofen.

Tudo ocorreu no dia 31 de outubro de 2002, na cidade de São Paulo em uma mansão no bairro nobre Brooklin Velho, um crime com repercussão internacional, orquestrado pela irmã de Andreas, Suzane Von Richthofen,o cunhado Daniel Cravinhos e o irmão de Daniel, o Cristian Cravinhos.

No interesse de conseguirem viver “em paz”, planejaram friamente o assassinato dos pais de Suzanne. O plano era levar o irmão (Andreas), para um playground na região enquanto cometiam o crime e após iriam a um motel para ter como álibi a sua localização no momento do crime.

Assim que levaram Andreas ao playground, o casal se encontrou com o irmão de Daniel e se direcionaram até a casa da família.

Ao chegar na casa seguiram o planejado e assassinaram a sangue frio os Manfred e Marísia com barras de ferro e quando perceberam que não estavam obtendo sucesso com as barras tiveram a ideia cruel de colocar panos úmidos na boca do casal e jogaram água para afogarem.

  •   Suzanne e Daniel Cravinhos foram condenados a 39 anos e 6 meses de prisão.
  •   Cristian Cravinhos foi condenado a 38 anos e 6 meses de prisão.

 

Cristian e Daniel Cravinhos ao lado de Suzane Von Richthofen

Como está Andreas?

Desde 31 de outubro de 2002 Andreas foi afastado da irmã após prestar depoimento sobre o acontecido, e a partir deste dia viveu com seu único tio, Miguel Abdalla.

Andreas reencontrou com sua irmã no dia 13 de novembro daquele ano para a reconstituição da cena do crime, após isto, no dia 14 de novembro, Andreas visitou a irmã na 89° dp, no Morumbi na companhia do advogado de Suzane.

Após essa visita, no dia 14 foi divulgado um bilhete supostamente escrito por Andreas, ele afirmou ser coagido a escrever pelo tal advogado de Suzane.

“Perdoar é abrir o coração. Não só perdoei minha irmã Su, mas continuo a amá-la. Agora, principalmente, é o momento em que ela mais precisa do amor. Apesar da dor, tenho plena certeza de que nossos pais a perdoaram. Ainda ontem ouvi uma frase que muito me marcou: a humanidade deve caminhar unida em busca da civilização do amor” — Polêmico bilhete supostamente escrito por Andreas

Andreas nunca falou nada sobre o caso e desde 2002 não a visita mais, a vida de Andreas não parou naqueles anos, ele focou em estudar e cursou Farmácia e Bioquímica pela universidade de São Paulo entre os anos de  2005 e 2009.

Fez doutorado em 2010 na mesma universidadee recebeu bolsa de estudos do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e viveu com o tio e avó até 2006, quando ele se mudou para a Suíça.

Somente em 2017 que se obteve as últimas notícias do paradeiro de Andreas, ele foi localizado quando pulava de muro em muro das casas na zona sul de São Paulo. Após ser abordado na região da cracolândia, no centro da capital paulista e internado no Hospital do Campo Limpo.

Andreas Albert Von Richthofen, com 27 anos