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TBT

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Por Bianca Morais 

Há 21 anos atrás, a morte de um garoto de dez anos na cidade de Poços de Caldas, em Minas Gerais, colocou em dúvida a credibilidade do sistema de transplantes do país. O Caso Pavesi, como ficou conhecido, teve repercussão nacional após a denúncia de que Paulo Veronesi Pavesi havia sido morto pelos médicos que o atenderam para venda de seus órgãos.

Conheça o caso

No dia 19 de abril de 2000, Paulinho Pavesi caiu acidentalmente de uma altura de 10 metros do prédio onde morava. O garoto sofreu traumatismo craniano e foi levado ao Hospital Pedro Sanches, onde recebeu os primeiros atendimentos. Após alguns problemas durante uma cirurgia, o menino foi transferido para a Santa Casa da cidade, local onde foi constatada a morte cerebral da vítima, que teve seus órgãos retirados para transplantes. 

Paulo Airton Pavesi, pai da criança, começou a desconfiar das circunstâncias da morte do filho, após receber uma conta de quase 12 mil reais do hospital, entre as informações que constavam nela, estava a cobrança de medicamentos para remoção de órgãos. Então, ele levou o caso ao Ministério da Saúde e à Associação de Transplantes de Órgãos. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a equipe médica responsável constatou morte encefálica, mas as investigações apontaram que o laudo teria sido forjado e o garoto ainda estaria vivo no momento da retirada dos órgãos.

Algumas testemunhas na época disseram que Paulinho teria chegado com um quadro estável, conversando, o que só aumentou as suspeitas de que os médicos prestaram o serviço de forma inadequada para prejudicar a recuperação do paciente para ele se tornar um doador de órgãos. 

Em 2002, quatro médicos, José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez, foram denunciados pelo Ministério Público. Entre as acusações estavam a demora no atendimento neurocirúrgico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. Outros três médicos chegaram a ser acusados por participação, porém a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e o processo retornou para Poços de Caldas.

Denominado Caso Zero, a morte da criança deu início a uma investigação que trouxe à tona denúncias de irregularidades no esquema de transplantes de órgãos em Poços de Caldas. O pai do menino chegou a pedir asilo à Itália, pois sofria ameaças pelos envolvidos na morte de seu filho e pela população local da cidade que o apontavam como alguém que queria destruir a Santa Casa.

Foram duas décadas à espera de um julgamento, o caso que começou em Poços de Caldas foi transferido para Belo Horizonte, em agosto de 2014, para evitar que a influência dos médicos recaísse sobre os jurados. O júri popular dos quatro médicos aconteceria no dia 6 de abril, mas acabou sendo suspenso.

Retomado em janeiro deste ano, apenas três deles foram julgados, o quarto acusado Álvaro Ianhez teve o caso desmembrado e ainda não existe previsão para seu julgamento. Quanto a José Luis Gomes e José Luis Bonfitto, foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado e pela retirada ilegal dos órgaos de Paulo Pavesi, ambos condenados a 25 anos de prisão e não poderão recorrer em liberdade. Marco Alexandre Pacheco da Fonseca, foi absolvido pois chegaram a conclusão que a atitude do médico anestesista não teve influência na morte do garoto.

O que aconteceu em abril de 2000 foi uma irresponsabilidade médica, órgãos de uma criança foram retirados de forma irregular e sem consentimento dos pais, e ainda foram transferidos para receptores fora da lista oficial de espera. Não existem dúvidas que os médicos responsáveis, por isso, são criminosos e a justiça, mesmo que tardia, foi feita. 

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Por Bianca Morais

No dia 30 de outubro de 1938, marcianos invadiram os Estados Unidos. Essas criaturas escolheram a cidade de Grover’s Mill, no interior de Nova Jersey, para pousarem suas naves pela primeira vez no planeta Terra. Eles causaram um caos, máquinas gigantes mataram milhares de pessoas e destruíram cidades. 

O TBT de hoje, do Jornal Contramão, conta essa reportagem, que na verdade, é apenas uma pegadinha de 1 de Abril, uma fake news. A história real contamos agora.

O ano era 1938, a televisão não era acessível a grande parte da população que viam nos rádios os maiores veículos de comunicação e entretenimento. Nessa época os EUA viviam um cenário pós Grande Depressão, nome dado à crise financeira que levou milhares de americanos à falência, e o mundo todo acompanhava a ascensão de Adolf Hitler que comandava uma iminente 2°guerra mundial. Em uma realidade tão caótica, todas as notícias que se ouviam nas rádios eram de suma importância. 

Na véspera de halloween daquele ano, Orson Welles, era um jovem desconhecido, ator e diretor de cinema responsável pela produção e direção do programa Mercury Theare da Rádio CBS (Columbia Broadcasting System). O programa de rádio semanal, apresentava adaptações de obras literárias clássicas e o roteiro daquela noite seria inspirado no livro de ficção científica “Guerra dos Mundos” de Hebert George Wells. 

O programa

Naquele dia, Welles queria inovar. O espetáculo começou de uma forma bem comum, a programação tocava músicas, à medida que passava o tempo, boletins iam sendo soltados e noticiavam fenômenos estranhos. Inicialmente um meteoro havia atingido a cidade de Grover’s Mill e a emissora enviou um carro para o local. A produção foi tão astuta que dentro do estúdio colocaram um repórter para narrar o acontecimento como se estivesse realmente na cidade. 

O repórter, já no lugar, narrava que escutava barulhos estranhos e ao chegar mais perto de onde o meteoro caiu, “alguém se aproximava” deles. Dali para frente não existiam mais dúvidas, se tratava de uma invasão alienígena. A ideia foi genial, os efeitos sonoros tornaram tudo mais real, explosões, gritos, correria. 

No começo, havia sido informado que se tratava de um radioteatro, porém, a rádio em questão, não era muito conhecida, por isso, poucas pessoas acompanharam o início e entenderam que se tratava de uma trama. A CBS calculou que o programa foi ouvido por cerca de 6 milhões de pessoas, onde metade delas sincronizaram apenas no meio e perderam a introdução.

Pânico coletivo

A dramatização gerou uma histeria geral entre os espectadores do programa. Houve uma fuga em massa, aglomerações nas ruas, congestionamentos, linhas de telefones sobrecarregadas, todos queriam fugir daquele ataque que se aproximava. Nesse dia também foram registrados muitos suicídios. 

A transmissão de “A guerra dos Mundos”, popularizou  muito na época e é lembrada até hoje como um alerta de como os meios de comunicação podem exercer alto poder de influência sobre quem os acompanha.

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Crédito: Arquivo Nacional

Por Italo Charles

O TBT de hoje recorda que em 25 de março de 1824 foi outorgada, por Dom Pedro I, a “Constituição Política do Império Brazil”. A carta, com base na “Graça de Deus” e “Unânime aclamação dos povos”  viria a ser a primeira Constituição brasileira.

Um ano antes, no dia 3 de maio de 1823, foi instalada a Assembleia Constituinte com a finalidade de elaborar a constituição. Entretanto, durante a madrugada de 12 de novembro do mesmo ano, diante das oposições políticas, D. Pedro exigiu que o Exército invadisse o plenário da assembleia constituinte, o acontecimento ficou marcado como “noite da agonia”.

O episódio ficou marcado pela prisão e deportação de vários deputados. Na ocasião o imperador assinou um documento que além do desterro dos ex-deputados, ocasionaria em outras medidas repressivas, tais quais como a vigilância policial em espaços de reuniões e prisão de quem tentasse intervir.

Dissolvida a Constituinte, D. Pedro reuniu dez pessoas de sua confiança, que juntos, redigiram a primeira constituição que viria ser outorgada em 1824 e se estabeleceria até 1889, totalizando 65 anos de regimento. 

A constituição instaurada foi uma das mais liberais existentes na época, mesmo com o poder  centralizado ao monarca. À época o mandato dos senadores era vitalício  e o voto censitário era exercido apenas por homens ricos.

Constituições

Dado o fim da primeira Constituição brasileira e com a Proclamação da República em 1889, o sistema político e econômico do país passou por mudanças significativas. Marechal Deodoro, proclamador da República e chefe do governo provisório, junto a Rui Barbosa declararam uma comissão para elaboração de um projeto a ser avaliado pela futura Assembleia Constituinte. O projeto foi aceito e vigorou até 1933.

A terceira Constituição foi comandada por Getúlio Vargas e foi instaurada em 16 de julho de 1934 e trazia como principais mudanças: maior poder ao governo federal, voto obrigatório e secreto a partir dos 18 anos ampliado às mulheres, mas, ainda com exceção de analfabetos e mendigos e a criação da Justiça Eleitoral e do Trabalho.

Em 1937, Vargas anulou a Constituição de 1934, dissolveu o Congresso e declarou ao Brasil a Carta Constitucional do Estado Novo que daria o poder central para o chefe de estado Executivo.

Devido às determinações impostas pelo Congresso recém eleito, em 1946 foi retomada a linha política estabelecida em 1934, a qual trouxe alterações e vigoraria até o Regime Militar.

Durante o Regime Militar o autoritarismo e política da segurança vigoravam. Em 1967 o poder Executivo enviou ao Congresso a proposta de Constituição que foi aprovada e promulgada no dia 24 de janeiro de 1967.

Em virtude de todo contexto social, político e econômico durante a Ditadura Militar, em 1985 foi realizada a Assembléia Nacional Constituinte a fim de desenvolver um novo texto constitucional levando em conta a realidade estabelecida na época. Já em 1988 foi instituída a “Constituição Cidadã”, a carta estabeleceu cláusulas revolucionárias que propunha a alteração e melhoria de todo o sistema social, político e econômico do país. Desde então a Constituição Cidadã vigora.

 

*Edição: Daniela Reis

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Por Bianca Morais

8 de março de 2017, dia das mulheres, Marielle Franco estava na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e fez uma chamada: “Cláudia Ferreira, Jandira Cruz, Eloá, Eliza Samudio”, AO qual o público respondia “Presente”, relembrando mulheres que foram mortas violentamente para que não fossem esquecidas.

Um ano depois dessa chamada, no dia 14 de março de 2018, Marielle foi atingida por tiros perto da cabeça. Os criminosos emparelharam o carro com o dela e efetuaram diversos disparos que atingiram também o motorista Anderson Gomes. A assessora parlamentar, Fernanda Chaves foi a única sobrevivente da tragédia.

O TBT de hoje do Jornal Contramão relembra esse brutal assassinato que completou 3 anos nesse domingo (14), sem solução. Ainda fica a pergunta que nunca se calou: Quem mandou matar Marielle e por quê?

A noite do crime:  

Era uma quarta-feira, dia 14 de março de 2018. Marielle chegou por volta das 19h a um encontro de mulheres negras contra o racismo e o preconceito, que aconteceu na Casa das Pretas, na região da Lapa. Foi seu último evento público. 

Às 21h, Marielle sai do local e entra no carro, no banco de trás junto com sua assessora. O curioso é que ela nunca andava atrás, porém nesse dia em específico se juntou a Fernanda para ver algumas fotos e ainda comentou com Anderson  “hoje vou de madame aqui atrás”. 

O que os passageiros daquele carro não sabiam é que desde que chegaram no evento estavam sendo observados por um “Cobalt”. O veículo chegou um pouco antes de Marielle e ficou de tocaia esperando-a sair. Quando o carro que Anderson dirigia saiu da Lapa, o dos assassinos os seguiu. 

Em determinado trecho do percurso, mais especificamente na Rua Joaquim Palhares, em uma região sem presença de câmeras, com iluminação baixa e saída para vários lugares, os bandidos esperaram uma curva para que Anderson diminuísse a velocidade e então dispararam os tiros. 

A forma como executou-se o assassinato não deixa dúvidas de que foi muito bem planejado. A perícia mostrou que a munição usada por eles havia sido desviada da polícia militar e levantou suspeitas sobre participação de pessoas ligadas à PM. A rapidez do ataque e escolha da arma demonstra uma experiência por parte do atirador, o que leva a crer que era uma pessoa com treinamento para isso.

Às 21h30 daquela quarta-feira, Marielle Franco foi assassinada. Tentaram calar a voz da ativista, mas ecoaram o grito do povo: Marielle Franco? Presente!

Quem foi Marielle Franco?

Mulher, negra, militante, lésbica, de periferia. Socióloga com mestrado em administração pública. Marielle era a representação de vários grupos de minoria da sociedade, entendia na pele todo tipo de preconceito que a sociedade enfrenta e por isso era tão abraçada por muitos. 

Em 2017, Marielle concorreu nas eleições e foi eleita a 5° vereadora mais votada do Rio, com mais de 46 mil votos pelo PSOL. 

Marielle era defensora árdua dos direitos humanos. Ela incomodava, por sua constante busca por igualdade, muitas vezes nomeada pela classe conservadora como “defensora de bandido”. Atuava diretamente na comissão que fiscalizava as ações da intervenção federal no estado do Rio, denunciava violência policial. Marielle perturbava porque batia de frente com a desigualdade.

Para ser escutada, Marielle gritava bem alto, não aceitava ser interrompida, lutou muito para chegar no lugar onde estava. Ocupou um espaço que historicamente mulheres de sua classe não ocupavam. Ela era exemplo, desafiava os limites aos quais a colocaram quando nasceu. Sua história será para sempre lembrada, principalmente, por apesar de ter ultrapassado as barreiras que a cercavam, estudou, fez graduação, mestrado, trabalhou, se tornou parlamentar, e mesmo assim isso não a livrou de ser morta pelo sistema.

Quem matou Marielle?

São três anos de impunidade para um delito covarde e violento contra uma mulher defensora dos direitos humanos e um homem, marido e pai de família. Quem puxou aquele gatilho? 

Em março de 2019, a polícia apresentou dois suspeitos, Élcio de Vieira Queiroz, ex-PM, motorista na noite do atentado e Ronnie Lessa, militar reformado da polícia, atirador. Acusados, porém três  anos após a morte de Marielle, nenhum deles condenado, estão soltos. Dúvidas existem muitas, certezas quase nenhuma. Qual a motivação do crime?

Até hoje a polícia não encontrou uma motivação sólida. Marielle morreu no centro de uma das cidades mais conhecidas do mundo e até hoje sua investigação não teve um fim. Nenhuma resposta. Foi um crime político? Foi milícia? 

A defesa dos réus nega a participação deles e afirma que o Ministério Público não tem provas o suficiente para sustentar as acusações. Um caso envolto de sucessivos tropeços. Na época, segundo o jornal “O Globo”, a polícia ignorou o testemunho de duas pessoas que estavam no local, na polícia civil a investigação já passou pelas mãos de três delegados diferentes, o carro e a arma nunca foram encontrados. O descaso é certo, chega a ser inadmissível uma investigação tão lenta. 

A esperança que apareceu nos últimos meses é a força tarefa criada pelo MP do Rio de Janeiro para tentar acelerar as análises do homicídio. Designaram uma equipe de promotores voltados exclusivamente para o desfecho do caso.

O que sabemos de fato é que três anos é tempo demais, é uma ferida que nunca vai ser cicatrizada. Marielle morreu, mas vive dentro de cada pessoa que busca por justiça em um país tão violento e impune. 

 

*Revisão: Italo Charles

**Edição: Daniela Reis

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*Por Bianca Morais

Na última terça-feira, dia 2, completaram-se 25 anos da tragédia que pôs fim a vida de Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio, os eternos Mamonas Assassinas. Grupo que conquistou o Brasil inteiro nos anos 90, com muita música animada e bom humor.

A banda

Mamonas Assassinas foi uma banda brasileira de rock cômico, que nasceu em Guarulhos (SP) no ano de 1989. Em julho de 1995, foi lançado o único álbum da banda com grandes sucessos como: Pelados em Santos, Robocop Gay, Vira-Vira, entre outros. O disco fez tanto sucesso que alcançou recorde de vendas logo no seu primeiro dia, em 12 horas foram vendidos 25 mil cópias, foi o disco de estréia mais bem vendido da música brasileira. E superou com os três milhões de cópias vendidas. 

Após o lançamento do cd, os artistas saíram em turnê pelo Brasil, percorreram 25 dos 27 estados e chegaram a fazer oito shows por semana. Apresentavam-se sempre em programas de televisão,  por onde quer que passavam Mamonas Assassinas levava o público à loucura.

O acidente

Foram sete meses de muito sucesso e muitas expectativas de um futuro promissor. Se em um ano eles fizeram tanto, imagina se tivessem tido mais tempo? Porém no dia 2 de março de 1996, o sonho desses jovens foi interrompido de maneira cruel.

Após uma apresentação memorável no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o grupo embarcou por volta das 21h35 no jatinho Learjet com destino a Guarulhos, São Paulo. Por volta das 23h15, o piloto fez o último contato com a torre de controle, avisou que iria arremeter mas não explicou muito bem o motivo. Depois disso o jatinho não foi mais visto.

Os destroços do avião foram encontrados no dia 3 de março, na Serra da Cantareira, onde ele se chocou contra e ocasionou a morte de todos a bordo. Na época a culpa recaiu sobre o piloto, por ter feito uma manobra arriscada. Ele estava em uma jornada de trabalho excessiva, havia feito 16h30, sendo que o máximo permitido eram 11h de voo. A fadiga pode ter sido o motivo dele ter feito a manobra errada, a torre orientou que ele fizesse uma curva à direita ao arremeter e ele virou à esquerda. Porém outros fatores ainda entram no caso, como as condições meteorológicas do dia.

A passagem dos Mamonas Assassinas foi rápida mas de muito sucesso. Até hoje, mais de duas décadas após o acidente, suas músicas ainda são relembradas por muitos.

 

**Revisão: Italo Charles

***Edição: Daniela Reis

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Crédito: Reprodução

Cinquentenário da tragédia que matou 69 pessoas e deixou dezenas de feridos

Por Italo Charles

A partir de hoje, às quintas-feiras, o Contramão traz uma série de TBTs de acontecimentos marcantes que foram notícia em BH, no Brasil ou no mundo. E para abrir esse nosso especial, vamos à primeira matéria!

Em Belo Horizonte, o mês de fevereiro é lembrado por muitas famílias pela tragédia ocorrida em 1971. O desabamento do pavilhão do Parque de Exposições da Gameleira (Parque Bolívar de Andrade), que neste ano completa 50 anos, à época, deixou 69 mortos e dezenas de feridos.

O ocorrido foi identificado como a maior tragédia trabalhista brasileira até o desastre de Mariana (rompimento da barragem) e posteriormente o rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão em Brumadinho.

O projeto arquitetônico do Parque, que desabou, foi desenvolvido pelo renomado Arquiteto Oscar Niemeyer e a obra foi executada pela Sergen – Serviços Gerais de Engenharia S.A. Na época, dois engenheiros foram condenados em segunda instância, entretanto, nem a empresa e nem o governo foram responsabilizados.

Mesmo após 50 anos do acontecido, os sobreviventes e familiares das vítimas não receberam indenizações. Durante todo esse período várias ações foram ajuizadas, porém o Governo e as empresas protelaram o pagamento de indenização às vítimas. 

 

Edição: Bianca Morais