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Chega à capital mineira o primeiro aplicativo que presta serviço de transporte feminino exclusivo, o FemiTaxi. O serviço que já está em funcionamento na  cidade de São Paulo desde dezembro, conta com mais de 100 motoristas.

Responsável por trazer o aplicativo para a cidade, a taxista Luciana Fortes, conta que a ideia foi de uma amiga. “Ela viu na redes sociais a propaganda do FemiTáxi em São Paulo, então entrou em contato com a empresa, que solicitou o registro das mulheres interessadas na utilização do aplicativo em Belo Horizonte”, explica Fortes.

A partir deste contato com a empresa, Luciana e sua amiga criaram um grupo com as taxistas que já conheciam na cidade o que resultou no cadastro de 50 mulheres. “A medida em que mais motoristas participarem do aplicativo, vamos aumentando a nossa área de atuação na região metropolitana de BH que engloba Contagem e Confins”, ressalta.

De acordo com os idealizadores do aplicativo, o maior objetivo dele é trazer um serviço feito por mulheres e para mulheres, de forma que elas se sintam seguras durante as viagens.

“É tudo via aplicativo”, ressalta a taxista, que explica como ser uma motorista da FamiTáxi: “Primeiro manda a documentação rotineira: a autorização de tráfego, carteirinha da BHTrans e comprovante bancário que são enviados via e-mail do Semi Táxi, lá os antecedentes criminais e informações pessoais são avaliados. Quando o aplicativo libera o cadastro, eles mandam um link para que a motorista possa baixar o aplicativo e começar rodar.”.

Opinião

Para a estudante de Arquitetura Ana Pinhaiemer, de 23 anos, o app é uma forma de inserção das mulheres em uma área ainda dominada por homens. “É uma forma de se encontrar com outras mulheres”, destaca Ana, que já sofreu assédio durante uma viagem de Táxi em São Paulo, usando outro aplicativo.

“Relatei o problema no site e fui muito bem atendida, porém, é um caso que não dá pra se desculpar porque o que a gente passa em um momento desse é muito difícil”, desabafa.

Ana que ainda não utilizou o app acredita que o FemiTáxi é uma alternativa positiva para as passageiras terem uma viagem mais tranquila.

Segundo Luciana as usuárias solicitam o FemiTáxi porque gostam de dar preferência para mulheres em serviços, e destaca a fala de uma de suas clientes: “Somos muito discriminadas, então quando posso dar preferência eu faço isso”.  

Descontos

Ao utilizar o código YNKG7 durante a primeira corrida, a passageira ganha R$15,00 de desconto até Fevereiro e após a viagem realizada, ganha 10 voucher para indicar mais amigas. “Dessa forma, é possível fidelizar as clientes femininas de Belo Horizonte.”  finaliza Fortes.

Texto por: Gabriella Germana e Amanda Eduarda.

 

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Foto: Página do Facebook Tarifa Zero BH

O Tarifa Zero BH e Movimento Passe Livre programam para a quarta-feira, 12, às 17h, na Praça Sete, um protesto contra o aumento das tarifas dos ônibus, em BH. No Facebook, um evento chamado “Ato Contra o Aumento da Tarifa” conta com 3.500 confirmações de presença e mais de 32 mil convites de participação.

Segundo Juliana Galvão, integrante do Tarifa Zero BH, o ato de quarta-feira serve para a população se mobilizar e mostrar para o SETRA, Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros, que a cidade é contra o aumento. “Nós temos motivos e provas que o aumento é ilegal”, atesta. Para Pabs Andrade, do Moviemento Passe Livre BH, a intenção do protesto é ser informativo e “mostrar que os movimentos também estão indignados”. Em entrevista, ela reitera um dos lemas do movimento: “Todo aumento é um roubo”, dizendo que o MPL é contra todo tipo de aumento.

Desde a zero hora de 8 de agosto, os usuários do transporte público de Belo Horizonte começaram a desembolsar cerca de 9,7% a mais, nas linhas mais utilizadas. Isso por que a justiça derrubou, na tarde de sexta-feira, a liminar da Defensoria Pública que suspendia o aumento da tarifa dos coletivos.

Os ônibus que cobravam 3,10 passaram a cobrar 3,40. Já os circulares, que antes custavam 2,20, apresentaram aumento de 25 centavos. “Me sinto impotente, é um aumento que a longo prazo pesa no bolso do cidadão, principalmente aqueles que pegam o ônibus todos os dias.”, declara o estudante jornalismo, Guilherme Rabello, e usuário dos ônibus da capital. Ele ainda afirma se sentir inseguro, pois o transporte público não oferece condições básicas para suportar tanto movimento e lotação. “O que eu sinto é que aumentaram o número de ônibus apenas na teoria, os ônibus ainda continuam lotados e atrasam sempre.”, finaliza.

Para o economista, Stefano Ferrara, as justificativas apresentadas pelos sindicato das empresas de ônibus são insuficientes. “O que se deveria discutir, de fato, é uma abertura maior no setor de transporte público da cidade, o que aumentaria a competitividade do setor e consequentemente traria preços menores e maior qualidade nos serviços prestados ao cidadão”, explica.

Por Gabriel da Silva

Nesta quinta-feira, 3, aconteceu o 1° Ato: se a tarifa aumentar a cidade vai parar. A manifestação já estava sendo organizada desde o final do último mês, quando o aumento tarifário era apenas uma especulação. A confirmação do aumento de R$ 0,20 aconteceu na manhã do mesmo dia do ato, passando a valer neste domingo, 6.

Os manifestantes se concentraram na Praça Sete, a partir das 17h, seguindo para a porta do prédio da Prefeitura, na avenida Afonso Pena, por volta das 19h40. Os gritos de protesto tinham vários motes, indo de “ei, Fifa, paga minha tarifa”, “se a tarifa aumentar a cidade vai parar” até “na segunda vai ser maior”, indicando que outros atos seriam marcados.

Apesar do mau tempo, acompanhavam o ato membros representantes de vários grupos, entre eles a União Nacional dos Estudantes (UNE) e advogados da Iniciativa Cidadã de Auditoria à Dívida Pública (IAC). A Polícia Militar também acompanhou o protesto, que não teve nenhum contratempo. Já na porta da Prefeitura, o protesto seguiu com o ato simbólico de queima de uma catraca e a sequência acrobática de pulos dos manifestantes. Neste momento as duas vias da avenida Afonso Pena ficaram bloqueadas. Uma manifestante, que preferiu se identificar apenas por Angela, estava presente no ato, considerando-o com uma grande força no sentido de tencionar as políticas públicas na cidade.

Para a economista e membro do Movimento Tarifa Zero, Júlia Nascimento, a prefeitura agiu de forma desrespeitosa e sem transparência. “Segunda-feira vai ser uma surpresa pra muita gente esse aumento da tarifa. Está tudo muito de repente, talvez pelo receio de como a população vai reagir ao reajuste”, sentencia.

Nascimento acredita que o BRT Move está sendo usado como moeda de troca entre a população e as concessionárias de ônibus, de maneira que sua inauguração faça que a população aceite o reajuste passivamente. “Hoje [ontem, 3] pela manhã o presidente da BHTrans falou que o aumento da tarifa ter acontecido concomitantemente com a inauguração do BRT foi coincidência, mas todo mundo sabe que não foi”, questiona.

Texto por Alex Bessas e Lívia Tostes

Foto por Lívia Tostes