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O trânsito da região Centro-Sul de Belo Horizonte, passará por alterações no que diz respeito à circulação de veículos no bairro Lourdes, a partir desta quinta. A mudança faz parte de mais uma etapa do Mobicentro, projeto que visa a melhoria da mobilidade do centro da Capital, e que foi criado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em parceria com Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

Atente-se as mudanças: Ruas São Paulo e Rio de Janeiro fazem parte da mudança. Segundo a BHTrans, a instituição financeira AFD, por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), disponibilizará R$ 50 milhões para o desenvolvimento de soluções integradas de engenharia de tráfego e de transportes, com foco nas condições ambientais das áreas que serão beneficiadas, ou seja, mais segurança e menos poluição.

A iniciativa visa transformar o Hipercentro em um ambiente mais seguro para os pedestres priorizando sua segurança, procura também, a melhoria do transporte para aqueles que fazem uso dos coletivos oferecendo boas alternativas para dispersão do tráfego de atravessamento e assim, organizar e atender o restante dos veículos para que o percurso dentro do Hipercentro seja feito com o menor percurso possível.

Essas intervenções começaram em 2013, sendo que ano passado as regiões alteradas foram as do Barro Preto, Praça Sete, Rua Curitiba, Rua dos Tupis e na Avenida Assis Chateaubriand.

Mapa ilustra as principais intervenções:

Mapa retirado: Metro Jornal
Mapa retirado: Metro Jornal

Reportagem Ana Paula Tinoco

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Foto: Página do Facebook Tarifa Zero BH

O Tarifa Zero BH e Movimento Passe Livre programam para a quarta-feira, 12, às 17h, na Praça Sete, um protesto contra o aumento das tarifas dos ônibus, em BH. No Facebook, um evento chamado “Ato Contra o Aumento da Tarifa” conta com 3.500 confirmações de presença e mais de 32 mil convites de participação.

Segundo Juliana Galvão, integrante do Tarifa Zero BH, o ato de quarta-feira serve para a população se mobilizar e mostrar para o SETRA, Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros, que a cidade é contra o aumento. “Nós temos motivos e provas que o aumento é ilegal”, atesta. Para Pabs Andrade, do Moviemento Passe Livre BH, a intenção do protesto é ser informativo e “mostrar que os movimentos também estão indignados”. Em entrevista, ela reitera um dos lemas do movimento: “Todo aumento é um roubo”, dizendo que o MPL é contra todo tipo de aumento.

Desde a zero hora de 8 de agosto, os usuários do transporte público de Belo Horizonte começaram a desembolsar cerca de 9,7% a mais, nas linhas mais utilizadas. Isso por que a justiça derrubou, na tarde de sexta-feira, a liminar da Defensoria Pública que suspendia o aumento da tarifa dos coletivos.

Os ônibus que cobravam 3,10 passaram a cobrar 3,40. Já os circulares, que antes custavam 2,20, apresentaram aumento de 25 centavos. “Me sinto impotente, é um aumento que a longo prazo pesa no bolso do cidadão, principalmente aqueles que pegam o ônibus todos os dias.”, declara o estudante jornalismo, Guilherme Rabello, e usuário dos ônibus da capital. Ele ainda afirma se sentir inseguro, pois o transporte público não oferece condições básicas para suportar tanto movimento e lotação. “O que eu sinto é que aumentaram o número de ônibus apenas na teoria, os ônibus ainda continuam lotados e atrasam sempre.”, finaliza.

Para o economista, Stefano Ferrara, as justificativas apresentadas pelos sindicato das empresas de ônibus são insuficientes. “O que se deveria discutir, de fato, é uma abertura maior no setor de transporte público da cidade, o que aumentaria a competitividade do setor e consequentemente traria preços menores e maior qualidade nos serviços prestados ao cidadão”, explica.

Por Gabriel da Silva

Apesar do atraso causado por uma intervenção judicial na licitação de táxis promovida pela BHTrans, empresa que gerencia o trânsito em Belo Horizonte, o Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários (SINCAVIR-MG), órgão representante dos taxistas, faz uma avaliação positiva da atual situação do serviço na capital mineira.

De acordo com a assessoria de imprensa do SINCAVIR, “o atraso no resultado da licitação fez com que os 605 novos táxis não entrassem em circulação ainda este ano, como estava previsto”. Ainda segundo o sindicato, estes novos veículos só deverão entrar em circulação durante o primeiro trimestre de 2013, uma vez que o resultado da licitação será divulgado no dia 12 de novembro e os vencedores ainda terão um prazo de 90 dias para adquirirem um veículo zero quilômetro.

Sobre as reclamações dos usuários a respeito da dificuldade em encontrar um táxi na cidade, a assessoria informou que o SINCAVIR acredita que a quantidade de veículos destinados à esse transporte em BH, atualmente seis mil, é suficiente para atender à população, e muitas vezes as pessoas têm a impressão de não haver quantidade ideal devido à lentidão no trânsito, principalmente nos horários de pico. O sindicato ainda informa que recentemente a BHTrans publicou a portaria nº 078/2012 que autorizou o cadastramento de condutores auxiliares, o que daria mais agilidade para o serviço.

O SINCAVIR informa também que considera o serviço de táxi na capital como o “melhor da América Latina”, e que os veículos em circulação têm, em média, dois anos de uso, e os condutores passam por constates treinamentos e cursos de reciclagem.

A polêmica envolvendo a licitação

A BHTrans suspendeu temporariamente a licitação para 605 novos táxis em Belo Horizonte após a Justiça conceder uma liminar à um candidato que questionava um item do edital que previa de 6 a 14 pontos para motoristas com experiência como taxista. O juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública Municipal considerou que a cláusula feria o princípio da igualdade. A BHTrans recorreu da decisão e conseguiu a anulação da liminar.

Por Marcelo Fraga e Rute de Santa

Foto: Marcelo Fraga